Coleção pessoal de testeteste123
Esse mês faz 10 anos... quantas coisas mudaram nesse tempo, muito amadurecimento, algumas estacas no peito.
Eu queria tanto correr atrás de você, e fui, de todas as formas possíveis. Não sei o motivo exato de você negar meu amor, tenho algumas ideias, mas exatamente eu não sei. Sofri tanto que meus olhos criam lágrimas até hoje.
Nunca senti por ninguém o que senti por você, nunca foi.... nunca!
Eu queria ser salva por você, mergulhar no seu amor, viver uma vida linda ao seu lado.
Fui forçada a largar a ilusão, a aceitar que o talvez é um nunca. Tão próximo da data que nos conhecemos eu senti vontade de vir aqui, te escrever mesmo sabendo que você nunca irá ler, talvez estou escrevendo para mim mesma, não importa na verdade.
Eu não quero mais ser salva, não espero mais por você, não imagino mais nossa vida feliz, você agora é um reflexo doe um sonho que eu entendi que é um sonho.
Minha força agora é por mim, vou deixar essa vida "fácil", já tenho tudo programado na cabeça, cidade nova, estudos, um futuro que estou escrevendo só para mim e or mim, sem esperar por você, ou, por qualquer pessoa. Talvez eu já tenha dito coisas parecidas em momentos de dor, mas hoje não estou triste, nem magoada. Estou bem, tranquila e pronta para a minha vida nova, onde sou a única peça que importa. Mas você sempre estará aqui, nas minhas memórias. Quem sabe em outra vida tomaremos um café... beijo Romeu
Na meia Luz
Difícil de esquecer a sensação que você causou em mim,
com o seu toque, o seu beijo,
com a forma como me olhou
e tudo aquilo que despertou sem pedir licença.
Com cuidado, foi dedilhando cada nota
que compõe minha alma e meu corpo,
me conhecendo aos poucos,
me desbravando sem pressa,
sem medo, sem receio.
E havia algo curioso nisso tudo:
eu simplesmente deixei acontecer.
Naquela meia-luz,
onde nada precisava ser explicado,
teus olhos encontraram os meus
e, por alguns instantes,
parecia que o resto havia desaparecido.
Você me fez sentir única,
não como quem promete ficar,
mas como quem, naquele momento,
soube exatamente onde tocar
para fazer o mundo desacelerar.
E talvez seja isso que incomode um pouco:
não foi apenas o que aconteceu,
foi a facilidade com que aconteceu.
A leveza.
A confiança.
Aquela sensação estranha de não precisar pensar demais.
Foi na meia-luz que tudo aconteceu.
Foi ali que teus olhos encontraram os meus...
e, desde então,
há certas lembranças que a luz do dia
simplesmente não consegue apagar.
BEATRICE HALSE RUCHELL
17/08/26.
O nosso amor nunca foi desenhado em promessas jogadas ao vento ou em discursos ensaiados que perdem o sentido com o tempo. Nós aprendemos a conversar em uma linguagem própria [ nas nossas músicas amor rs], onde a tradução mais pura do que sentimos vive nas atitudes de nossos atos. É no cuidado silencioso, no abraço que abriga quando o mundo parece desabar, no entrelaçar das mãos quando o passo aperta e no olhar que ampara quando as palavras, por si só, não dariam conta. E eu escolho você. Escolho na calmaria e nos dias em que o riso é fácil, mas, acima de tudo, escolho você na tempestade. Porque quando as dificuldades tentam nublar o nosso caminho e o peso da rotina bate à porta, é a força do que construímos no silêncio das nossas ações que nos mantém de pé. Nós sabemos que a vida não é um roteiro livre de desafios, mas a beleza da nossa história está justamente na coragem de escolher a mesma pessoa, repetidas vezes, apesar de todas as incertezas. É a certeza de que os obstáculos, os dias ruins e as imperfeições nunca serão maiores do que a nossa vontade mútua de fazer dar certo. Cada tempestade que enfrentamos juntos apenas aprofunda as raízes do nosso porto seguro. Que continuemos assim,provando o nosso afeto na firmeza do dia a dia, cuidando um do outro nos detalhes mais simples. Porque, no fim das contas, se eu tivesse que passar por tudo de novo , com todas as lutas, tropeços e espinhos do caminho , eu ainda assim escolheria segurar a sua mão para caminhar ao seu lado.
_Enzo Ruchell_
"Eu abdiquei de muita coisa em minha vida, só pra não perder aquilo que pra mim, é o mais precioso, o amor de Deus"
"Nessa vida, só pode se arrepender quem já pecou, pecado nada mais é, que uma sujeira em sua vida, e o arrependimento é a água que lava"
Hoje não luto contra o mundo, nem contra quem me julgaria.
Luto contra o reflexo no espelho, contra a pessoa que me tornei e contra a saudade daquela que eu acreditava ser.
Talvez a maior punição não seja perder os outros.
Talvez seja perder a própria paz e passar a procurar dentro de si o caminho de volta.
ff
Parar não é desistir
Parar não significa desistir.
Silenciar não significa ter medo.
Voltar, muitas vezes, não significa retroceder.
Esconder-se não significa fraqueza.
E fugir, às vezes, é necessário.
Somos tendenciosos a acreditar que tudo isso é sinal de alguém que nasceu sem crédito, sem coragem ou sem força para continuar.
Mas nem sempre é assim.
Às vezes, parar é respirar.
Silenciar é preservar-se.
Voltar é reconhecer que o caminho precisa ser outro.
Esconder-se é proteger-se.
E fugir é ter sabedoria para entender que nem toda batalha merece ser enfrentada.
Porque desistir é abandonar o propósito.
Recuar, às vezes, é apenas ganhar forças para voltar ainda mais forte.
Belleza extrema
Durante nuestra estancia aquí,
siempre habrá buenas razones
para seguir viviendo y existiendo;
Si tienes dudas, simplemente
mira a tu alrededor.
Castaneda Vignom, "O espanhol"
A Senhora que Me Tornei
Tornei-me a senhora das plantinhas, que conversa com folhas em silêncio
e encontra beleza em cada broto que nasce.
A senhora dos animais,
que se derrete por um olhar sincero e entende que amor também pode ter quatro patas.
Tornei-me a senhora que gosta de ler, de escrever pensamentos soltos, de deixar palavras escaparem do peito sem precisar que tudo faça sentido.
Porque algumas coisas não foram feitas para serem explicadas, apenas sentidas.
Tornei-me a senhora que ama o próprio lar, que aprendeu que casa não é apenas endereço: é refúgio, cheiro, música, plantas, memórias espalhadas pelos cantos e a paz de saber que ali existe um pedacinho de mim.
Tornei-me a senhora que ama ficar sozinha, não por falta de companhia, mas porque descobriu o privilégio
de gostar da própria presença.
A senhora que coloca uma música aleatória, deixa a playlist escolher o caminho e, entre uma canção e outra,
viaja por lembranças, sentimentos e versões de quem já fui.
Sou a senhora das séries e dos filmes, dos pequenos prazeres, das histórias que me fazem rir, chorar ou simplesmente esquecer o relógio.
Sou também a senhora da fé, da espiritualidade, dos silêncios que conversam com o universo, daquilo que os olhos não veem, mas o coração reconhece.
E descobri hobbies que são realmente meus: a canoagem, a hidroginástica, a pesca e tantos outros caminhos que ainda quero experimentar.
Já amava a praia e a natureza, mas agora parece que o coração aumentou de tamanho e passou a caber ainda mais céu, mais mar, mais verde e mais liberdade.
Tornei-me a senhora das fotografias, aquela que registra tudo, porque aprendeu que o tempo não pede licença.
Fotografo sorrisos, lugares, encontros, detalhes...
não para guardar imagens,
mas para guardar versões de mim que um dia vou querer visitar novamente.
E que privilégio é chegar até aqui...
Ser mulher depois dos quarenta é olhar para trás e reconhecer a menina dos anos 80, a jovem dos anos 90, a mulher que atravessou os anos 2000 e todas as suas transformações.
Eu vi o mundo mudar.
Vi fitas virarem CDs, CDs virarem arquivos, cartas virarem mensagens,
esperas virarem notificações.
Vi modas nascerem e voltarem, músicas se tornarem eternas,
tecnologias transformarem vidas e, no meio de tanta evolução, eu também evoluí.
Hoje não quero mais correr para acompanhar o mundo.
Quero caminhar no meu próprio ritmo.
Quero cultivar plantas, amar animais, ler livros, escrever pensamentos,
navegar, pescar, nadar, contemplar o mar, assistir a um bom filme, ouvir uma música sem motivo, orar, agradecer, fotografar e simplesmente existir.
Porque talvez amadurecer seja isso: descobrir que felicidade não mora nas grandes conquistas que os outros enxergam, mas nos pequenos detalhes que fazem a nossa alma sorrir.
E assim, entre memórias, fé, natureza, livros, músicas,
fotografias, bichos, plantas e pensamentos soltos, vou conhecendo uma nova mulher.
Não a mulher que esperavam que eu fosse.
Mas a mulher que finalmente eu escolhi ser.
A senhora das pequenas coisas.
A senhora dos grandes sentimentos.
A senhora do seu próprio tempo.
A senhora que aprendeu a se pertencer.
E, sinceramente?
Que bonito é ser a senhora que me tornei.
Mística
Há coisas que não chegam... acontecem. Como a lua quando toca o mar sem jamais perguntar se pode. Há encontros que parecem acaso, mas carregam no silêncio a assinatura de algum mistério antigo. E há olhos que não apenas olham: reconhecem.
Talvez a alma saiba antes do corpo. Talvez o corpo apenas reconheça aquilo que a alma já sabia, antes mesmo que o coração compreendesse o sussurrar do destino.
Eu não temo o que não consigo explicar, mas paraliso o olhar diante do que não sei nomear. Há beleza demais no invisível para exigir do mistério uma certidão de existência, uma prova, todas as garantias.
Prefiro acreditar que algumas portas se abrem sozinhas, que certas presenças chegam na hora exata, como um soprar dos ventos, sem aviso, sem promessa, apenas porque era tempo de chegar. E que algumas histórias já foram escritas em algum lugar onde o tempo não alcança.
Maktub. Estava escrito. Ou talvez apenas esperando o instante certo para ser lido.
Porque há coisas que não se entendem. Sentem-se. Reconhecem-se.
E quando a alma sente, até o silêncio se torna oração e canção.
E talvez seja essa a mais bonita forma de mistério: não saber de onde veio, não saber para onde vai, mas sentir, no mais profundo de si, que aquilo que chegou já nos pertencia antes mesmo de chegar.
Somos materiais de grandes complexidades, porquanto somos fruto de nosso passado, das incertezas do porvir, das inclinações de nossa natureza e dos muitos traços que compõem nossa personalidade. Não há, pois, quem possa, de modo ligeiro, trazer à luz aquilo que verdadeiramente somos?
Será que estamos realmente cumprindo o propósito da vida, ou apenas tentando provar ao mundo que ela vale a pena? Entre o ego que busca aplausos, os likes que alimentam uma validação passageira e um mundo que confunde aparência com valor, talvez tenhamos esquecido o essencial: o amor, o propósito e o nosso próprio valor. Antes de nascer, não conhecíamos a dor; nascemos, aprendemos a sentir, crescemos entre perdas e conquistas e, em algum momento, descobrimos a certeza inevitável da morte. Então, o que é a vida? Talvez seja justamente o intervalo entre o primeiro suspiro e o último — e a pergunta não seja quanto tempo teremos, mas o que faremos com aquilo que recebemos enquanto estivermos aqui.
A oposição é relevante para os governos democráticos. Logo, um governo que não tem ideias e ideais divergentes não é democrático, e sim ditatorial.
O outro pode até confundir minha Solitude com Solidão, só não deve interrompê-la sem a Honesta Intenção de me oferecer Inteira Companhia.
Há uma diferença imensa entre estar só e sentir-se só.
Na Solitude, se experimenta a graça de se escutar; na Solidão, o drama de implorar para ser escutado.
A solidão pede presença; a solitude, muitas vezes, pede respeito.
Quem não compreende isso pode interpretar o silêncio como carência, o recolhimento como tristeza e a distância como um convite para invadir espaços que, naquele momento, são deliberadamente meus.
Solitude não é ausência de pessoas, mas presença própria.
É quando não preciso preencher cada intervalo com vozes, mensagens, encontros ou explicações.
É poder permanecer comigo sem experimentar a obrigação de fugir de mim.
E talvez uma das formas mais bonitas de afeto seja justamente compreender que nem toda porta fechada esconde alguém esperando ser salvo.
Por isso, não me incomoda que confundam meu silêncio com solidão.
O que me incomoda é que, ao suporem minha falta, me ofereçam uma presença pela metade.
Porque companhia, quando é verdadeira, não chega apenas para ocupar espaço: chega inteira.
Não exige que eu abandone minha solitude, mas sabe entrar nela sem profaná-la.
Há presenças que interrompem a paz e há aquelas que a ampliam.
As primeiras chegam por medo do nosso silêncio; as segundas chegam porque têm algo de verdadeiro a compartilhar.
E é dessas que não quero me proteger.
Se alguém pretende atravessar a distância que escolhi, que não venha apenas para impedir que eu esteja só.
Que venha disposto a estar comigo — de corpo, alma, escuta e intenção.
Porque, entre a solidão e a solitude, existe justamente esse critério: eu não preciso de alguém que simplesmente esteja presente; preciso de alguém que saiba estar por inteiro.
No canto do seu viver, a emoção e a razão fazem um dueto.
Agradar a todos certamente não faz parte do seu propósito; entretanto, ela faz questão de ter por perto os seus próximos — aqueles que conquistam de várias formas o seu afeto através de momentos duradouros, laços verdadeiros; entre encontros e reencontros, pois sem eles certamente o seu mundo não seria o mesmo.
O seu tempo de descontração é precioso, esbanja emoção quando canta e quando se expressa de outras maneiras, em cada ocasião, sempre espontânea, mas não dispensa a razão; sabe o quanto que pode custar uma decisão emotiva, tanto que, às vezes, prefere não arriscar — uma personalidade sincera, bastante seletiva.
A vida da sua jovialidade é entusiasmante, ainda que haja dificuldades, inseguranças e fases desafiantes; então, apresenta a sua perseverança e um daqueles sorrisos radiantes oriundos da infância. Tudo ao seu redor é revitalizado, as cores ganham força, principalmente se o canto do seu amor estiver ecoando para aqueles que se importam.
Não jogo esse jogo
Não jogo esse jogo.
Não me meço com ninguém.
Não entro em corrida que ninguém me convidou.
Ficar me dizendo "olha como fulana faz bem" não vai me diminuir.
Ignorar também não vai me fazer menor.
Eu sei quem eu sou. Eu sei das minhas qualidades.
E eu não preciso gritar elas pra ninguém.
Não adianta me instigar pra competitividade.
Não adianta tentar me ferir com comparação.
Minha paz vale mais do que qualquer "prova".
Eu escolhi outro caminho: o do crescimento quieto, do trabalho silencioso, do sono tranquilo.
Você pode continuar falando.
Eu vou continuar seguindo.
Sem pressa. Sem ego. Sem briga.
Porque quem tem paz, não compete.
Tu, essencial como o ar que respiro, necessária como o sangue que corre em minhas veias, única que leva até meu coração a principal fonte de energia; o AMOR.
Domingo abençoado é aquele que começa com gratidão e termina com a certeza de que a vida é um presente. Que Deus renove nossa fé, ilumine nossos caminhos e nos ensine a valorizar cada instante, cada abraço e cada bênção.
