Coleção pessoal de testeteste123
“O que você tem para fazer, faça hoje, porque o hoje é vivo; o amanhã não existe, ainda vai nascer.”
💕✨️"...hoje me perdi na velocidade do tempo...o tempo não para...e com o passar dos anos...parece que o tempo acelera...cada vez mais rápido...veloz...e assim...me perco...de mim mesmo...já que não posso...não consigo...acompanhar o tempo...sempre a minha frente...sempre a frente...sempre."✨️💕
ENTRE OS MORTOS E OS VIVOS.
Marcelo Caetano Monteiro.
A passagem do Evangelho segundo Lucas (9:59-60) provoca, à primeira vista, certo desconforto no leitor. Eis o diálogo:
“E disse a outro: Segue-me. Mas ele respondeu: Senhor, deixa que primeiro eu vá enterrar meu pai.
Mas Jesus lhe observou: Deixa aos mortos o enterrar os seus mortos; tu, porém, vai e anuncia o reino de Deus.”
Sob a ótica atual, a resposta do Cristo poderia parecer dura ou até impiedosa. Entretanto, compreender o contexto histórico e antropológico é essencial para captar a profundidade de suas palavras.
O Contexto Antropológico.
Na cultura judaica do século I, cabia ao filho o dever de enterrar os pais, ato visto como obrigação sagrada e sinal de respeito. Mais que isso, havia um costume segundo o qual o filho permanecia junto à família até a morte dos pais, e só então assumia compromissos religiosos ou sociais mais amplos.
Aqui reside um ponto fundamental: o pai do discípulo poderia estar vivo naquele momento. O pedido não significava, necessariamente, sair para um sepultamento imediato, mas adiar o seguimento de Jesus até que a morte ocorresse — o que poderia levar meses, anos ou mesmo décadas. Dessa forma, a desculpa tinha o peso de uma postergação indefinida.
Jesus, conhecendo o costume, rompe com a convenção e convida à decisão sem adiamentos: seguir ao chamado do Espírito não pode ficar condicionado a prazos incertos.
O Sentido Filosófico.
A frase “deixai que os mortos sepultem os seus mortos” é simbólica. Jesus não se refere literalmente aos cadáveres, mas distingue entre os vivos no corpo, mas mortos no espírito — aqueles presos apenas às convenções e ao materialismo — e os verdadeiramente vivos, que atendem ao chamado do Evangelho. A filosofia do Cristo desloca o eixo da vida da rotina social para o despertar da consciência.
A Dimensão Psicológica.
Sob o prisma psicológico, a fala do Mestre representa a superação da procrastinação espiritual. Quantos de nós adiamos decisões íntimas, alegando compromissos exteriores? O discípulo buscava tempo, mas Jesus indica que o verdadeiro tempo é o agora. A vida interior não pode ser adiada sem risco de estagnação.
Joana de Ângelis observa que “as desculpas para a postergação da renovação íntima apenas mantêm o ser no círculo vicioso da dor” (Plenitude, cap. 9). O Cristo, portanto, convida à ruptura com o apego psicológico a hábitos e justificativas.
O Aspecto Moral.
Moralmente, a lição é de despertar. Jesus chama à ação imediata, sem evasivas. O dever filial não é anulado, mas colocado em perspectiva. Como ensina Emmanuel: “Os que permanecem apenas no culto às formas externas da vida estão mortos para a grandeza do espírito. O discípulo fiel, porém, não deve perder tempo em adiamentos.” (Caminho, Verdade e Vida, cap. 89).
A Codificação também sustenta essa interpretação. Em O Livro dos Espíritos, questão 685, Kardec registra que o trabalho e o progresso espiritual devem se sobrepor à ociosidade e à negligência, mostrando que a vida material é meio, não fim.
Conclusão Convidativa.
A lição de Jesus é clara: o Reino de Deus não admite espera. O Mestre não desrespeitou o luto, mas expôs a necessidade urgente de superar a inércia espiritual. O apelo ecoa para nós hoje, em meio às nossas desculpas cotidianas:
“Seguir a Jesus é escolher a vida plena, sem adiamentos. Quem posterga o chamado íntimo permanece entre os mortos; quem aceita o convite do Espírito, já caminha entre os vivos.”
Convidados estamos, pois, a refletir: em qual grupo queremos estar?
PEQUENA HOMENAGEM
Não sou poeta muito menos aboiador e nessa seara vou me aventurar como uma simples maneira de homenagear aos moura de Zé Moura que no céu já foram morar.
No raiar de um ano de bonito inverno o dia já estava a clarear e lá para as bandas da localidade juá, Zé Moura e seus filhos estavam a se preparar a trazer o gado que na seca estava a vagar. ChIquinho e Neto iam a frente e Alcides e Alberto na retaguarda para não facilitar e deixar o boi escapar. Naquele exato instante Antônio e Joãzinho que eram os filhos mais novos no curral estavam com o leite a tirar e na cozinha da casa Ana Araújo e Maria Amélia a cozinhar e a preparar o café da manhã para a turma poder tomar. Era uma vida dura que dava até para reclamar, mas tinha também muitas alegrias para poder contar e só em ter uma família tão unida melhor tesouro não podiam encontrar. E,hoje, toda essa felicidade a mãe terra veio a deixar e agora vive no céu a morar.
Ô saudade!
With you, eu descobri que a verdadeira coragem não é a ausência do medo, mas sim a certeza de que existe uma mão segurando a minha para enfrentarmos qualquer coisa juntos. Você me deu a segurança de ser exatamente quem eu sou, me abraçando com todas as minhas falhas e virtudes.
_Enzo Ruchell_
A América Latina continua a ser colônia. O seu papel é produzir commodities para os ricos, inclusive jogadores de futebol em profusão.
(Juremir Machado da Silva)
O futebol é um esporte em que as coisas podem mudar rapidamente de pior para melhor ou o contrário, mesmo sem ações concretas.
(Tostão)
A mais elevada e bela oração é a oração sem desejos, a escuta que adentra o silêncio divino.
(Byung-Chul Han)
A atenção contemplativa é o oposto da vigilância do caçador. Ela não busca nem persegue, mas escuta e demora.
(Byung-Chul Han)
Não existe nenhuma parte de burrice; existe burrice que não faz parte de algo.
Você não precisa saber mais ou menos do que os outros; precisa compartilhar os saberes para experimentá-los.
Sempre que nescessário, recalcule sua rota. A viagem pode até ser mais longa. Saiba o seu destino e aproveite a viagem.
GFVF
As canções que que o tempo não conseguiu apagar
Desde pequeno, lembro-me de ajudar minha mãe a preparar o almoço para os lavradores que trabalhavam em nossas quintas, só para ter o prazer de ouvir música pelo rádio. O tempo passou, cresci e meu pai comprou um toca-discos. Foi quando as garagens de nossas casas se transformaram em pequenos salões de baile, onde a música reunia amigos, sonhos e, muitas vezes, futuros namorados.
Vieram os anos 70 e, com eles, a música romântica. Nos bailes, os casais dançavam quase parados, agarradinhos, enquanto muitos romances começavam ao som de uma canção. E, como não poderia deixar de ser, também havia disputas e brigas entre rapazes pela conquista da mesma moça. Afinal, naquela época, a música não era apenas trilha sonora: muitas vezes, era o caminho para chegar ao coração de alguém.
A música acompanha o ser humano desde os tempos imemoriais e possui algo que sempre me fascinou: consegue comunicar emoções e ideias sem precisar de palavras. Melodias, ritmos, sons e vozes conseguem expressar alegria, tristeza, saudade e esperança, independentemente da língua em que são cantados. Quando o amor e a paixão nos deixam sem palavras, é a música que muitas vezes diz por nós aquilo que gostaríamos de falar.
Aristóteles dizia: “A música é celeste, de natureza divina e de tal beleza que encanta a alma e a eleva acima da sua condição.” Talvez seja por isso que cada pessoa encontre na música uma espécie de identidade. Ela carrega histórias, tradições, culturas e sentimentos, ao mesmo tempo em que proporciona equilíbrio, bem-estar e momentos de profunda reflexão.
Nas minhas caminhadas, a música se tornou uma companheira inseparável. Há momentos em que escolho uma canção que combina perfeitamente com a paisagem, com o silêncio da estrada ou com a paz que encontro pelo caminho. Quantas vezes ela já me ajudou a refletir? Quantas vezes despertou uma lembrança ou inspirou uma história que depois tive vontade de contar?
Se alguém me perguntasse o que seria de mim sem a música, eu responderia simplesmente: minha vida não teria a mesma graça. E talvez o mais bonito seja perceber que, aos quase setenta anos, ainda consigo ouvir mentalmente aquelas canções que um dia me fizeram dançar, sonhar e acreditar, como continuo acreditando, que **amar sempre vale a pena**.
Peregrino Nino Carneiro
Terra a vista...
Eu, o barco e o adeus,
O mar calmo, muitos pássaros me acompanhando e a noite se aproximando,
As cicatrizes existem, a distância assusta e o silêncio é rei,
Em busca da paz desaparecer tornou-se inegociável,
A história revela fatos, as promessas revelam pessoas, bem como as atitudes apresentam os novos sonhos,
Amanheceu, no infinito um potinho é avistado lembrando uma miragem, o barco se aproxima mais um pouco, um grito cheio de euforia é dado,
_ Terra a vista!
Não levem como verdade absoluta falas de pessoas que saem revoltadas com os regimes dos países de origem e distorcem a própria cultura para chamar a atenção. Escutem com sabedoria e depois pesquisem se é verdade ou mentira.
