Coleção pessoal de testeteste123

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Belleza extrema


Durante nuestra estancia aquí,
siempre habrá buenas razones
para seguir viviendo y existiendo;
Si tienes dudas, simplemente
mira a tu alrededor.


Castaneda Vignom, "O espanhol"

A Senhora que Me Tornei


Tornei-me a senhora das plantinhas, que conversa com folhas em silêncio
e encontra beleza em cada broto que nasce.
A senhora dos animais,
que se derrete por um olhar sincero e entende que amor também pode ter quatro patas.
Tornei-me a senhora que gosta de ler, de escrever pensamentos soltos, de deixar palavras escaparem do peito sem precisar que tudo faça sentido.
Porque algumas coisas não foram feitas para serem explicadas, apenas sentidas.


Tornei-me a senhora que ama o próprio lar, que aprendeu que casa não é apenas endereço: é refúgio, cheiro, música, plantas, memórias espalhadas pelos cantos e a paz de saber que ali existe um pedacinho de mim.
Tornei-me a senhora que ama ficar sozinha, não por falta de companhia, mas porque descobriu o privilégio
de gostar da própria presença.


A senhora que coloca uma música aleatória, deixa a playlist escolher o caminho e, entre uma canção e outra,
viaja por lembranças, sentimentos e versões de quem já fui.
Sou a senhora das séries e dos filmes, dos pequenos prazeres, das histórias que me fazem rir, chorar ou simplesmente esquecer o relógio.


Sou também a senhora da fé, da espiritualidade, dos silêncios que conversam com o universo, daquilo que os olhos não veem, mas o coração reconhece.
E descobri hobbies que são realmente meus: a canoagem, a hidroginástica, a pesca e tantos outros caminhos que ainda quero experimentar.
Já amava a praia e a natureza, mas agora parece que o coração aumentou de tamanho e passou a caber ainda mais céu, mais mar, mais verde e mais liberdade.


Tornei-me a senhora das fotografias, aquela que registra tudo, porque aprendeu que o tempo não pede licença.
Fotografo sorrisos, lugares, encontros, detalhes...
não para guardar imagens,
mas para guardar versões de mim que um dia vou querer visitar novamente.
E que privilégio é chegar até aqui...


Ser mulher depois dos quarenta é olhar para trás e reconhecer a menina dos anos 80, a jovem dos anos 90, a mulher que atravessou os anos 2000 e todas as suas transformações.
Eu vi o mundo mudar.
Vi fitas virarem CDs, CDs virarem arquivos, cartas virarem mensagens,
esperas virarem notificações.


Vi modas nascerem e voltarem, músicas se tornarem eternas,
tecnologias transformarem vidas e, no meio de tanta evolução, eu também evoluí.
Hoje não quero mais correr para acompanhar o mundo.
Quero caminhar no meu próprio ritmo.


Quero cultivar plantas, amar animais, ler livros, escrever pensamentos,
navegar, pescar, nadar, contemplar o mar, assistir a um bom filme, ouvir uma música sem motivo, orar, agradecer, fotografar e simplesmente existir.


Porque talvez amadurecer seja isso: descobrir que felicidade não mora nas grandes conquistas que os outros enxergam, mas nos pequenos detalhes que fazem a nossa alma sorrir.


E assim, entre memórias, fé, natureza, livros, músicas,
fotografias, bichos, plantas e pensamentos soltos, vou conhecendo uma nova mulher.
Não a mulher que esperavam que eu fosse.


Mas a mulher que finalmente eu escolhi ser.
A senhora das pequenas coisas.
A senhora dos grandes sentimentos.
A senhora do seu próprio tempo.
A senhora que aprendeu a se pertencer.


E, sinceramente?


Que bonito é ser a senhora que me tornei.

Mística


Há coisas que não chegam... acontecem. Como a lua quando toca o mar sem jamais perguntar se pode. Há encontros que parecem acaso, mas carregam no silêncio a assinatura de algum mistério antigo. E há olhos que não apenas olham: reconhecem.


Talvez a alma saiba antes do corpo. Talvez o corpo apenas reconheça aquilo que a alma já sabia, antes mesmo que o coração compreendesse o sussurrar do destino.


Eu não temo o que não consigo explicar, mas paraliso o olhar diante do que não sei nomear. Há beleza demais no invisível para exigir do mistério uma certidão de existência, uma prova, todas as garantias.


Prefiro acreditar que algumas portas se abrem sozinhas, que certas presenças chegam na hora exata, como um soprar dos ventos, sem aviso, sem promessa, apenas porque era tempo de chegar. E que algumas histórias já foram escritas em algum lugar onde o tempo não alcança.


Maktub. Estava escrito. Ou talvez apenas esperando o instante certo para ser lido.


Porque há coisas que não se entendem. Sentem-se. Reconhecem-se.


E quando a alma sente, até o silêncio se torna oração e canção.


E talvez seja essa a mais bonita forma de mistério: não saber de onde veio, não saber para onde vai, mas sentir, no mais profundo de si, que aquilo que chegou já nos pertencia antes mesmo de chegar.

Somos materiais de grandes complexidades, porquanto somos fruto de nosso passado, das incertezas do porvir, das inclinações de nossa natureza e dos muitos traços que compõem nossa personalidade. Não há, pois, quem possa, de modo ligeiro, trazer à luz aquilo que verdadeiramente somos?

Será que estamos realmente cumprindo o propósito da vida, ou apenas tentando provar ao mundo que ela vale a pena? Entre o ego que busca aplausos, os likes que alimentam uma validação passageira e um mundo que confunde aparência com valor, talvez tenhamos esquecido o essencial: o amor, o propósito e o nosso próprio valor. Antes de nascer, não conhecíamos a dor; nascemos, aprendemos a sentir, crescemos entre perdas e conquistas e, em algum momento, descobrimos a certeza inevitável da morte. Então, o que é a vida? Talvez seja justamente o intervalo entre o primeiro suspiro e o último — e a pergunta não seja quanto tempo teremos, mas o que faremos com aquilo que recebemos enquanto estivermos aqui.

A oposição é relevante para os governos democráticos. Logo, um governo que não tem ideias e ideais divergentes não é democrático, e sim ditatorial.

⁠O outro pode até confundir minha Solitude com Solidão, só não deve interrompê-la sem a Honesta Intenção de me oferecer Inteira Companhia.


Há uma diferença imensa entre estar só e sentir-se só.


Na Solitude, se experimenta a graça de se escutar; na Solidão, o drama de implorar para ser escutado.


A solidão pede presença; a solitude, muitas vezes, pede respeito.


Quem não compreende isso pode interpretar o silêncio como carência, o recolhimento como tristeza e a distância como um convite para invadir espaços que, naquele momento, são deliberadamente meus.


Solitude não é ausência de pessoas, mas presença própria.


É quando não preciso preencher cada intervalo com vozes, mensagens, encontros ou explicações.


É poder permanecer comigo sem experimentar a obrigação de fugir de mim.


E talvez uma das formas mais bonitas de afeto seja justamente compreender que nem toda porta fechada esconde alguém esperando ser salvo.


Por isso, não me incomoda que confundam meu silêncio com solidão.


O que me incomoda é que, ao suporem minha falta, me ofereçam uma presença pela metade.


Porque companhia, quando é verdadeira, não chega apenas para ocupar espaço: chega inteira.


Não exige que eu abandone minha solitude, mas sabe entrar nela sem profaná-la.


Há presenças que interrompem a paz e há aquelas que a ampliam.


As primeiras chegam por medo do nosso silêncio; as segundas chegam porque têm algo de verdadeiro a compartilhar.


E é dessas que não quero me proteger.


Se alguém pretende atravessar a distância que escolhi, que não venha apenas para impedir que eu esteja só.


Que venha disposto a estar comigo — de corpo, alma, escuta e intenção.


Porque, entre a solidão e a solitude, existe justamente esse critério: eu não preciso de alguém que simplesmente esteja presente; preciso de alguém que saiba estar por inteiro.

No canto do seu viver, a emoção e a razão fazem um dueto.

Agradar a todos certamente não faz parte do seu propósito; entretanto, ela faz questão de ter por perto os seus próximos — aqueles que conquistam de várias formas o seu afeto através de momentos duradouros, laços verdadeiros; entre encontros e reencontros, pois sem eles certamente o seu mundo não seria o mesmo.

O seu tempo de descontração é precioso, esbanja emoção quando canta e quando se expressa de outras maneiras, em cada ocasião, sempre espontânea, mas não dispensa a razão; sabe o quanto que pode custar uma decisão emotiva, tanto que, às vezes, prefere não arriscar — uma personalidade sincera, bastante seletiva.

A vida da sua jovialidade é entusiasmante, ainda que haja dificuldades, inseguranças e fases desafiantes; então, apresenta a sua perseverança e um daqueles sorrisos radiantes oriundos da infância. Tudo ao seu redor é revitalizado, as cores ganham força, principalmente se o canto do seu amor estiver ecoando para aqueles que se importam.

⁠⁠os tolos são mais felizes e esperançosos.

Não jogo esse jogo

Não jogo esse jogo.
Não me meço com ninguém.
Não entro em corrida que ninguém me convidou.

Ficar me dizendo "olha como fulana faz bem" não vai me diminuir.
Ignorar também não vai me fazer menor.
Eu sei quem eu sou. Eu sei das minhas qualidades.

E eu não preciso gritar elas pra ninguém.

Não adianta me instigar pra competitividade.
Não adianta tentar me ferir com comparação.
Minha paz vale mais do que qualquer "prova".

Eu escolhi outro caminho: o do crescimento quieto, do trabalho silencioso, do sono tranquilo.

Você pode continuar falando.
Eu vou continuar seguindo.
Sem pressa. Sem ego. Sem briga.

Porque quem tem paz, não compete.

Tu, essencial como o ar que respiro, necessária como o sangue que corre em minhas veias, única que leva até meu coração a principal fonte de energia; o AMOR.

Domingo abençoado é aquele que começa com gratidão e termina com a certeza de que a vida é um presente. Que Deus renove nossa fé, ilumine nossos caminhos e nos ensine a valorizar cada instante, cada abraço e cada bênção.

As palavras são entidades poderosas e sedutoras.
As palavras curam e libertam, mas também oprimem e aprisionam.
As palavras podem ser luz e esperança, mas também podem ser trevas e escuridão.
As palavras!...


As palavras são livres como o vento e se desprendem com facilidade da língua. Por isso, é essencial utilizá-las com sabedoria e equilíbrio, para produzir os melhores efeitos e, ao mesmo tempo, atrair e é Maná sobre si mesmo toda a força e o poder que delas provêm.


Há uma força e um poder silencioso nas palavras. Descubra-o e faça dele o seu melhor aliado em todos os momentos e circunstâncias da sua vida. Logo perceberá o quão preciosas são as palavras e que elas são também fontes de cura e de libertação, tanto para quem as profere quanto para quem as recebe!


Seja o profeta de si mesmo e, com a força e o poder das palavras, mude o seu ser e o seu viver!

Coração quebrado


Bam!!!
Você saiu... a porta bateu
e deixou aqui deste lado
um coração quebrado.
Chorei de dor...
pra você liguei
e perguntei:
como está seu coração?
"Está bem... só um pouquinho amassado...
nada demais... que até amanhã ainda possa ser notado.

Veneno


Veneno, do latim,
“poção mágica para se fazer amar, encanto e sedução”.
Veneno... de Vênus - da beleza, da sensualidade, livres de um padrão.
Veneno... de Vênus, que surge das espumas do mar sem fim.
...
Veneno... sufocando, corroendo, dilacerando...
lentamente, a vida anoitecendo...
o pensamento escurecendo...
o corpo se desfazendo.
Sentimento... escondido, disfarçado, mascarado?
...
Na quase consciência, inconsciência....na consciência
descaradamente escancarado?
Veneno que lentamente à vida vai dando cabo.
Veneno... onde ficou seu significado original?
Por que, em mim... está em dose mortal!

Cores


"Cinquenta tons de cinza"
é o que ouço todo mundo a falar...
Nostalgia, agonia...
tristezas todo o dia... todo dia.
Bem lá atrás ficou o tempo todo que sorrir
era tudo o que você sabia.
Planos traçados em linhas tortas,
sonhos ao vento lançados, sem norte, reféns da sorte.
Caminho perdido, passos em vão,
rumo incerto, coração sem verão.
Promessas feitas na sombra do medo,
Esperanças pra outro rincão fugidas, silêncio e segredo... você completo refém do medo.
Entre ruínas, busca direção,
do caos espera nascer a força, uma nova vida, a nova visão.
Cada queda é um mapa desfeito,
mas no erro floresce um jeito.
No amanhã uma interrogação.
Sem rumo certo, navega por mares bravios... busca um porto seguro, um farol... um caminho claro deixando pra trás o escuro.
Pois acredita: há vida intensa mesmo em um caminho sem placas, sem sinal... há vida atrás dos muros.
Hoje são nuvens pesadas.
caras amarradas...
planos, projetos, sonhos
que acabaram em nada.
É hora de mudar
trazer de volta toda a alegria.
E é fácil a vida transformar...
Sabe como?
É só pro mundo você... com uma bela cor pintar!

Para que lutar, se já não há alento
que avive a chama exânime do peito,
nem esperança que, por entre as ruínas,
ouse novamente florescer?

Tudo se foi.

Assim como a derradeira claridade
se desfaz no ocaso,
quando o Sol, fatigado de iluminar os homens,
recolhe seus derradeiros fulgores
e entrega os céus à cólera da tormenta,
também em mim se extinguiu a luz.

E aquele astro, outrora tão fulgente,
que entre miríades de estrelas
resplandecia como um presságio divino,
já não derrama sobre mim
sequer um tênue vestígio de sua luz.

Vejo-o ainda —
perdido na vastidão celeste,
além dos confins de meu alcance —
mas tão distante,
tão inexoravelmente distante,
que nem mesmo o desejo
poderia transpor a abóbada que nos separa.

Não há mais alvorecer.

Não haverá a brisa amena
das manhãs em que a própria natureza
parecia entoar cânticos de júbilo.

Não haverá o orvalho sobre as flores,
nem o perfume das matas despertando,
nem o canto das aves anunciando
o nascimento de um novo dia.

Tudo se foi.

E as folhas que outrora verdejavam
sobre os ramos da existência
agora se desprendem, uma a uma,
ao sopro inclemente do outono.

Caem.

Silenciosas, pálidas, desprovidas de seiva,
arrastadas pelo vento cruel
que as conduz para um solo sem memória.

Assim também definha o meu ser.

Pouco a pouco,
a derradeira clorofila de minha alma
abandona aquilo que ainda resta de vida;
e aquilo que outrora fora verde,
viçoso e pleno de seiva,
torna-se pálido, quebradiço e estéril.

Já não sou árvore.

Sou o que dela restou
depois que o inverno passou.

E busco, ainda,
nas profundezas obscuras da terra,
algum vestígio de minhas antigas raízes;
um fragmento sequer daquilo que fui,
uma memória adormecida sob o solo,
uma centelha que me restitua
ao princípio de minha existência.

Mas nada encontro.

Nem o néctar mais sublime
destilado do seio da Mãe Natureza,
nem a seiva primordial
que alimenta os troncos milenares,
nem o sopro fecundo que desperta
as sementes sepultadas no ventre da terra
seria capaz de devolver-me ao caule.

Porque há um instante
em que até as raízes esquecem a terra.

E quando isso acontece,
não existe primavera que possa restaurar
aquilo que a própria existência condenou ao fim.

Assim permaneço:

ignoto entre os homens,
estranho até para mim mesmo,
sem aurora, sem primavera, sem raízes,
condenado a contemplar de longe
a luz que um dia me pertenceu.

E talvez esta seja a mais cruel das mortes:

não morrer quando a vida abandona o corpo,
mas permanecer vivo
quando já não existe em nós
lugar algum
onde a vida possa retornar.

"A crescente compulsão por presença que a mídia digital produz ameaça o princípio universal da representação."⁠

Seu beijo


Feche os olhos,
pense nisto:
nossa vida se cruzou por um átimo.
Se descruzou por outro átimo...
Seu nome na areia a água do mar apagou.
Seu perfume rapidamente no ar se evaporou...
Suas palavras um clique deletou.
Seu beijo minha boca nunca tocou.
O nosso amor nunca se concretizou.
Sua imagem à minha mente voltar se recusou...
Abra os olhos....
Diga-me quem pode impedir isto?
A dor que em mim ficou...
A saudade que bate à porta...
O futuro incerto à minha frente...
A alma triste que se acamou: está tão doente.

É um absurdo que a verdade gere tantos inimigos,
e a mentira tantos seguidores..