Coleção pessoal de testeteste123
Certos aromas, fragrâncias, nos remetem a lembranças, que nos fazem viajar no tempo, assim como canções, paisagens, fotografias... São reflexos instantâneos do que vivemos, enchendo nossa alma com um sopro suave, que ameniza e nos faz flutuar no espaço tempo da nossa história.
Em nossas buscas prevalecem o desejo que existe em nosso coração. Mas nem tudo acontece como desejamos, a solução vai de encontro ao recomeçar para acertar, mesmo que seja através de sacrifício e dor, porém a recompensa sempre vem em forma de paz e amor!
A oração mais intensa é a que vem do íntimo da alma, mostrando a Deus toda nossa fraqueza e pedindo forças para vencer os obstáculos da vida e que consigamos resistir as tentações. Claro que Deus sabe todas as coisas, mas Ele deseja nosso pedido e nossa busca pelo perdão, caridade e amor.
Átomos Ambulantes
Agilson Cerqueira
Sou átomos ambulantes.
Nasci da combinação de partículas,
que se uniram em moléculas,
formaram tecidos,
ergueram órgãos
e deram abrigo à consciência.
Sou feito de matéria
forjada em mundos distantes,
de átomos com origem planetária e estelar.
Sou subproduto de antigas explosões,
herdeiro do fogo de uma supernova.
Já existi há bilhões de anos,
como energia vagando entre estrelas,
antes de me tornar matéria,
antes de me tornar eu.
Fui moldado por processos de fusão,
por encontros e separações,
por atrações inevitáveis
e expulsões orbitais.
Carrego em mim a memória das estrelas:
daquelas que se fundiram,
das que nasceram,
das que morreram lentamente
ao esgotarem seu combustível.
Hoje caminho sobre a Terra,
mas minha origem permanece no infinito,
Sou poeira estelar organizada,
um breve arranjo de átomos
que contempla o próprio universo
do qual nasceu.
Agilson Cerqueira
Deus é humilde ao conceder Sua graça. Nós necessitamos ser humildes para podermos estar cheios da graça Dele.
A ESCOLA SABE APRENDER?
A inclusão segue tentando ensinar
Que a realidade do outro não se pode julgar
Se nunca percorremos certa rodovia,
A EMPATIA deve ser nosso GUIA
Se nos dizem onde dói, perguntamos como ajudar
Mas a escola diz apenas
Que é preciso se acostumar
Se a escola semeia a sociedade do futuro,
Mas em vez de solidariedade constrói um muro,
O que colheremos, então, enquanto civilização
Se a escola não puder aprender com a inclusão?
Desculpa Gal, Caetano, Bethânia...
Mas hoje eu tenho a plena certeza, de que o amor em seu auge de intensidade e profundidade talvez só faça sentido nas letras das canções, aqui no físico, mergulhamos de cabeça em sentimentos rasos, nos deparamos com realidades em um completo desarranjo.
Hoje eu abdico de mim, de nós, de todas as quedas provocadas, de todas as quebras e rupturas provocadas por sonhos que julguei serem reais, assim como todas as cartas de amor, julgo o amor como um sentimento ridículo, uma piada contada com muito mal gosto, abro mão de um nós que só teria existido nas melodias que embalaram minha utopia, desculpa amor, mas hoje eu me permito deixar você ir.
A graça que Jesus Cristo nos concedeu se explica pelo Seu amor supremo por nós. Isto é indiscutível. O que realmente me impressiona e me atrái é a Sua santa humildade. Para mim, um verdadeiro cristão é humilde ao caminhar com Ele. Sendo assim, orgulho, arrogância, presunção, intolerância e soberba muito nos distanciam de Jesus Cristo.
O destino inscreve sigilos indecifráveis nos livros como cristais líquidos refletindo círculos. A íris exibia caminhos inacessíveis e eu desbravava as florestas com minhas mãos a encontrar o lugar da imensidão. O outono compôs sombras sobre os morros longínquos onde construí minha casa, que era uma morada íngreme e solitária. E não havia tempo, já que o cosmos envolve os olhos e os relógios dormem no colo dos séculos. Eu buscava meu propósito humano longe dos centros urbanos e o sol nascia sempre na mesma hora em que os olhos insones acordam. O fogo oculto dos montes movia os minutos em horizontes sonoros a cobrir o rosto do mundo. No cair da tarde esmaecida de tons tons laranjados, o crepúsculo flutuava sobre campos mudos e o vulto obscuro submergia no azul escuro profundo. Eu buscava mensageiros de mim em minhas retinas sem fim e o mais era um silêncio sossego de açucenas. As nuvens turvas conduziam o curso dos rios e as margens murmuravam o tempo que passa. O aroma violeta dos milênios repousava na dourada voz do universo. Eu tocava em uma flauta doce cantigas infantis que eu trazia na memória e a sonoridade se demorava nos campos de girassóis que deliravam de amarelo suas flores solares. A claridade das eras percorria corredores invisíveis na temperatura vermelha da saudade que já não existia, pois eu vivia o tempo atemporal e a vida se dividia em manhã, tarde e noite. Tudo com uma simplicidade absurda e eu não esperava mais nada do mundo a não ser a própria vida e o corpo que a sustenta. O aroma circular das constelações atravessava o silêncio do destino e eu seguia o desatino de sorver os dias no espaço tempo esquecido.
CONVERSA COM O TRAVESSEIRO
Hoje me deitei e conversei com o meu travesseiro.
A ele confessei os segredos que ainda guardo sobre você.
Contei como tudo começou,
quando dois corações se encontraram
e acreditaram que o amor seria eterno.
Falei dos dias iluminados pela esperança,
das noites aquecidas por carícias,
e também das madrugadas frias
em que a solidão já ensaiava sua chegada.
Lembrei das promessas que fizemos,
dos sonhos que desenhamos juntos,
dos caminhos que juramos percorrer lado a lado.
Palavras lançadas ao vento,
que o tempo levou para longe
e nunca mais devolveu.
Foram noites elegantes de paixão,
mas também noites frustrantes de silêncio.
Momentos que pareciam eternos,
mas que se desfizeram como areia entre os dedos.
Então você partiu.
Não deixou um beijo de despedida,
não deixou explicações,
não deixou sequer um adeus.
Apenas escolheu outro caminho
e desapareceu no horizonte da minha vida.
Agora estou aqui,
deitado entre lembranças e perguntas sem respostas,
tentando compreender como tantos anos de amor
puderam terminar em um silêncio tão cruel.
Meu travesseiro, já cansado de absorver minhas lágrimas,
guarda em suas fibras os segredos das minhas madrugadas.
Ele conhece cada saudade,
cada arrependimento,
cada oração que fiz pedindo sua volta.
E mesmo sem responder,
continua sendo o único a ouvir
o que meu coração insiste em repetir:
Que a sua ausência ainda dói.
Que os sonhos não morreram completamente.
E que, apesar de tudo,
ainda existe amor dentro de mim.
Assim sigo atravessando as noites,
entre recordações e lágrimas silenciosas,
enquanto meu travesseiro permanece ao meu lado,
guardando as palavras
que jamais chegaram até você.
H.A.A-Jhede
A tarde alastrava sobre as várzeas encantadas e as almas vagavam na claridade sagrada das catedrais construídas com trabalho escravo, na vasta aragem a se espraiar nas páginas da eternidade. Eu me questionava quem fica e quem parte, quem é inerente e quem já vai tarde, pois acordei e a lógica me olhava atenta e me entreguei à razão, que muito sabe dos dividendos, a cobrar a velocidade do vento. A névoa alaranjada abraçava a paisagem abandonada de seres que não são mais nada. A chama da palavra rasgava a calma da alvorada. E muito mais eu pensava se na vida há quem permanece e na estrada muitos se esquecem. Era minha reflexão nas flores orquídeas de minha constatação. E deixo passar suave, sem alarde, quem parte. E me sinto mais serena se sei em quem depositar meus vales verdejantes nas colinas de ramagens esvoaçantes na exuberante luminosidade da tarde. Entre templos silentes, o azul tece preces de um tempo ascestral e me conduz ao natural elemento da natureza onde mora a certeza da sinceridade, pois tudo cresce no seu tempo. A essência perene desce lentamente pela veredas e eu me entretenho com segredos entre espelhos, que refletem nosso estado de espírito quando o crepúsculo veste a pele das serras e escurecem ecos celestes que percorrem vertentes. E cada verso fala em despedida se nunca sei o caminho da vida, mas o brilho invisível dos lírios se dilui, em sinos antigos que cintilam na vigília da alma em estado de perene calma. O passado se lembra sem viver, pois é uma forma de regresso e eu escolho seguir em frente, sempre em frente, pois a íris exibe caminhos de abundância em quem segue adiante. O meu boi morreu, o que será de mim? Manda buscar outro, oh maninha, lá no Piauí. Minha vida segue em cantiga de roda e eu mesma traço a minha rota. Eu sou meu poema autoral que nasceu na aurora boreal. Eu traço no infinito o meu próprio destino. Sempre em frente, sempre em frente.
A cultura genuinamente nordestina aos poucos está sendo silenciosamente desfigurada, com os aplausos dos nossos queridos nordestinos.
Que haja Deus em tudo o que for meu. Que haja Deus em cada vitória que eu alcançar. Que haja Deus em cada decisão que eu tomar. Que haja Deus em cada amor que eu apostar. Que haja Deus em cada sonho que eu cultivar e em cada semente que eu plantar. Que haja Deus nas portas que eu abrir e nas que eu fechar. Nos caminhos que eu escolher e nos que eu precisar abandonar. Que haja Deus no meu trabalho, no meu descanso, na minha pressa e na minha espera. Que haja Deus nas pessoas que ficam e nas que vão embora. Nos dias em que eu estiver forte e nos dias em que eu não tiver mais nada. Que haja Deus na minha fala e na minha escuta. No que eu mostro e no que eu guardo. Que haja Deus no que eu ainda não sei que está por vir. No que eu pedi e no que eu nem sei que precisava. Que haja Deus em tudo o que for meu. Porque o que tem Deus não se perde, não se quebra e não se acaba. Amém. Edgard Abbehusen
Quando o mundo silenciou e tudo se desfez, descobri que a fé era a única coisa que não podia ser levada.
