Coleção pessoal de testeteste123
"O pior tipo de insensibilidade é o daquele que fere os outros e dorme tranquilo achando que foi um santo."
"A bondade genuína constrói em silêncio, enquanto o falso altruísmo faz barulho para esconder o mal que prática."
"A caridade que precisa de plateia para existir costuma ser a mesma que atropela os sentimentos de quem está por perto."
"O ruído das promessas e do 'fala-fala' nunca conseguirá cobrir o silêncio da ausência de apoio real."
"Falar que ajuda não apaga o peso de pisar nos outros; a verdadeira bondade não vive no discurso, vive na atitude."
Dívida imensa
Demétrio Sena - Magé
De todas as razões que tenho para ser grato a pessoas raras e bem específicas, a maior delas é a confiança depositada em mim. Não é fácil para ninguém, numa sociedade padronizada, confiar em quem foge aos padrões. Quem não arrota discursos conservadores nem tem práticas religiosas. É despojado, exposto, ateu, anti-preconceitos. Mas que apesar de todos os defeitos, as manias e até as esquisitices, é incapaz de fazer mal... de arquitetar tramas para causar dano ao próximo e obter vantagens indevidas... vantagens pelas quais alguém eventualmente amargue alguma desvantagem em qualquer escala.
Quando preciso que façam algo por mim, e tantas vezes preciso, minha gratidão é imensa. Nunca sou ingrato (esta é uma de minhas raras virtudes). Mas até nos momentos difíceis, em que sou ajudado a passar por eles, pelo que mais agradeço a quem me ajuda é a confiança que faz esse alguém se solidarizar com uma pessoa tão complexa ou atípica em relação à ordem natural das coisas... ao comportamento natural das pessoas... ao que foi desenhado para uma civilização criminosa e que, por isso mesmo, carece de tantas regras, rótulos e "letras miúdas" ou propagandas externas enganosas.
Obrigado a seja lá quem for, com quem eu não precise temer pelo meu eu. De quem eu não precise me ocultar como quem sou. Que me veja mais profundo ao me olhar. Ninguém pode contar com todo mundo, neste aspecto. Para ser exato, com quase ninguém. Ter essa sorte, reconheço que não tem a ver com mérito pessoal. Por isso mesmo, significa uma dívida imensa de gratidão.
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Respeite autorias. É lei
A hipótese morte nunca me assustou, o que me assusta são as coisas que morrem dentro da gente enquanto vivemos, nos tornando um cemitério vivo de desilusões.
por que é proibido pisar na grama?.
Talvez essa seja uma das proibições mais estranhas que inventamos.
Uma placa fincada no chão, algumas letras vermelhas dizendo “PROIBIDO PISAR NA GRAMA”, e de repente um pedaço de terra deixa de ser apenas terra. Aquele lugar que poderia ser atravessado vira fronteira. O caminho mais curto passa a ser o caminho errado. E ninguém precisa mais construir um muro, porque basta ensinar as pessoas a terem medo de ultrapassar uma linha que, na verdade, só existe porque alguém decidiu que ela deveria existir.
Vezes me pergunto se não fizemos o mesmo com certas pessoas.
Talvez você seja a minha grama.
Não porque exista alguma placa dizendo que não podemos nos encontrar, mas porque existem tantas pequenas proibições invisíveis entre nós. O que vão pensar? O que aconteceu antes? E se voltarmos para um lugar que doeu? E se as nossas vidas já tiverem seguido por caminhos que não combinam mais? E se aquilo que um dia foi tão bonito não couber mais nas pessoas que nos tornamos?
E então ficamos parados na calçada.
Olhando.
Tão perto.
Com vontade de atravessar.
Mas esperando alguém nos dizer que pode.
É curioso como a gente aprende a obedecer antes mesmo de entender a regra. A gente cresce acreditando que algumas coisas simplesmente não podem ser feitas. Que certas portas não devem ser abertas novamente. Que alguns lugares pertencem ao passado. Que determinadas pessoas precisam permanecer onde as deixamos, mesmo quando alguma coisa dentro da gente ainda reconhece o caminho até elas de olhos fechados.
Mas quem decidiu isso?
Quem disse que a felicidade precisa pedir autorização?
Quem determinou onde eu posso pisar para viver aquilo que sinto?
E, principalmente, por que eu deveria ter medo de uma placa colocada por alguém que nunca sentiu o que eu senti?
Talvez seja esse o maior problema da vida confundimos limite com verdade.
Nem tudo que nos disseram que era proibido realmente era.
As vezes era apenas perigoso. As vezes era apenas difícil. As vezes alguém antes de nós se machucou naquele mesmo lugar e, por isso, decidiu que ninguém mais deveria pisar ali.
Mas a grama continuou crescendo.
Verde, silenciosa, bonita.
Como se não soubesse que alguém havia transformado aquele pedaço de mundo em território proibido.
E talvez seja isso que mais me incomode.
Porque a grama não tem culpa da história que aconteceu sobre ela.
Ela não sabe das nossas dores antigas. Não sabe dos erros, das despedidas, das coisas que não foram ditas. Não sabe quem éramos quando estivemos ali pela primeira vez. Ela só continua crescendo no mesmo lugar, esperando que algum dia alguém tenha coragem de atravessá-la novamente.
E talvez nós sejamos exatamente isso.
Duas pessoas olhando para o mesmo lugar onde um dia foram felizes, com medo de descobrir que ainda existe alguma coisa ali.
Com medo de pisar.
Com medo de lembrar.
Com medo de não sentir nada.
Com medo de sentir tudo.
Talvez exista uma vida inteira entre uma calçada e outra. Uma nova versão de mim. Uma nova versão de você. Outras pessoas, outras histórias, outras cicatrizes. Talvez nossas vidas já não se encaixem como antes. Talvez não exista mais espaço para aquilo que fomos.
Mas e se existir?
E se a gente estiver deixando uma possibilidade morrer apenas porque alguém nos ensinou que voltar é sempre um erro?
Eu não quero romantizar aquilo que machucou. Não quero fingir que o passado não existiu. Não quero apagar as consequências das coisas que fizemos ou das coisas que fizeram conosco.
Só não quero transformar o passado em uma sentença.
Porque existe uma diferença enorme entre voltar para o passado e reencontrar alguém que também conseguiu sair dele.
Talvez pisar na grama não seja esquecer a placa.
Talvez seja simplesmente entender que ela nunca teve autoridade sobre os nossos sentimentos.
E talvez seja por isso que eu ainda olhe para aquele lugar.
Porque a grama é bonita.
Porque foi ali que alguma parte da nossa história aconteceu.
Porque, entre tantos lugares possíveis no mundo, foi justamente aquele que nos encontrou.
E talvez ela seja sagrada não porque ninguém possa pisar nela, mas porque foi testemunha de algo que ninguém mais viu.
Então, por que é proibido pisar na grama?
Talvez porque alguém tenha medo de que ela seja destruída.
Talvez porque seja mais fácil proteger alguma coisa mantendo todos afastados do que permitir que alguém descubra como caminhar sobre ela sem machucá-la.
Mas eu não sei se quero viver assim.
Não quero passar a vida inteira olhando para lugares onde poderia estar.
Não quero deixar que o medo dos outros escolha o caminho dos meus pés.
Se eu sentir vontade de atravessar, talvez eu atravesse.
Não porque tenha certeza de que do outro lado existe felicidade.
Mas porque, pela primeira vez, quero que a escolha seja minha.
E se você estiver do outro lado da grama, talvez eu não precise prometer que tudo será como antes.
Talvez eu só precise perguntar:
você ainda quer caminhar comigo?
Porque talvez liberdade seja isso.
Não fazer tudo que queremos sem consequências.
Mas ter coragem de escolher aquilo que queremos, mesmo sabendo que algumas escolhas podem nos assustar.
E talvez amor seja ainda mais simples.
É olhar para uma placa dizendo “proibido pisar na grama”, olhar para a pessoa que você ama do outro lado e finalmente perceber que algumas regras foram feitas para manter desconhecidos separados.
Não pessoas que ainda se reconhecem.
E então, por um instante, antes de pensar no passado, no julgamento, no medo ou na vida que mudou, existe apenas a grama entre nós.
Verde.
Linda.
Intocada.
Esperando.
E talvez tudo o que sempre quiséssemos fosse descobrir se ainda existe um caminho entre duas pessoas quando ninguém mais está dizendo onde elas podem pisar.
Nossas singularidades não são falhas que precisam de conserto, mas sim a expressão mais pura, autêntica e natural da nossa essência florescendo no mundo.
Trago Deus aqui no meu coração,
Minha bússola serena, força e oração.
Onde o passo tropeça, Ele acende a luz,
É o abraço invisível que a vida conduz.
E assim sigo a jornada, sem pressa de chegar,
Sabendo que o sentido é amar e partilhar.
Se o mundo anda frio, ofereço a minha mão,
Com bem-querer na alma e Deus no coração.
Hoje trago amor, com gostinho de bem querer,
Aquele que adoça a alma e faz o riso florescer.
Um sentimento leve, brisa mansa de manhã,
Que abraça os caminhos e perfuma o amanhã.
3155 📜 Quando digo que Direitinhos (Bolsonaristas ou Não) são Nocivos à Democracia e ao País, não estou me referindo a TODOS, ohquei? Tirando ALGUNS, refiro-me somente a TODOS OS DEMAIS, ohquei? Referimo-me só a esses (ou aqueles), ohquei? ohquei.top e souassim.top!
"Não é o que a natureza concede que determina a grandeza de uma nação, mas aquilo que seu povo, com liberdade, autonomia, inteligência e conhecimento, é capaz de construir."
3154 📜 Traídos, Rejeitados e Derrotados estão, no meu entender, entre os que mais acumulam Ódio e Inveja. Querem saber se, no caso de Derrotados, estou me referindo a Direitinhos (Bolsonaristas ou não)? Eita, como descobriram?
Todos morremos um dia. Certas vezes quando somos jovens, não pensamos nisso. Parece-nos que o nosso dia está muito longe! Mas a morte não escolhe idades. Quantas não são as vezes, que vemos pessoas jovens partirem, quando até não esperavam isso!
Quando eu era jovem, não pensava na velhice, mas hoje com 63 anos de idade, já penso! Enfim é a vida! Sinto -me só aqui onde estou. Mas sinto a presença do Senhor! Amém!
"Nem a cor da pele, a origem ou a condição social determinam o valor de um ser humano, porque a dignidade não constitui privilégio de alguns, mas atributo inerente a todos. O preconceito jamais apequena quem o sofre, mas revela a indigência moral de quem o pratica."
