Coleção pessoal de testeteste123

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"As pessoas quando se deparam com seus próprios equívocos graves, tendem a deslocar e projetar o seu ódio para quem à despertou."

O pensamento jurídico amadurece quando consegue enxergar, por trás de cada direito, a estrutura relacional que o torna possível.

A liberdade jurídica existe dentro de uma rede de possibilidades, deveres, poderes e responsabilidades.

A norma não é o fato, mas determina o significado jurídico que o fato poderá adquirir.

O mundo dos fatos é contínuo; o Direito precisa recortá-lo em categorias para torná-lo juridicamente inteligível.

O amanhã ainda existe!

A ciência jurídica começa quando o jurista deixa de perguntar apenas o que aconteceu e passa a perguntar que efeitos jurídicos esse acontecimento pode produzir.

Quanto maior a complexidade da realidade, maior a necessidade de uma linguagem jurídica capaz de distingui-la sem mutilá-la.

A precisão conceitual não é luxo acadêmico: cada conceito mal definido pode produzir uma consequência injusta.

O Direito é também uma tecnologia intelectual destinada a converter acontecimentos em posições jurídicas.

Entre o acontecimento e sua consequência jurídica existe uma arquitetura conceitual que somente o pensamento rigoroso consegue perceber.

O jurista que desconhece a estrutura dos fatos transforma a norma em abstração; aquele que desconhece a norma transforma o fato em destino.

A norma não elimina a realidade; modifica o modo pelo qual a realidade passa a produzir consequências jurídicas.

Pensar juridicamente é descobrir relações necessárias onde o senso comum percebe apenas acontecimentos isolados.

A existência social precede muitas vezes a qualificação jurídica, mas é a norma que decide quais fatos ingressarão no universo do Direito.

O Direito não contempla passivamente a realidade: seleciona acontecimentos, qualifica-os e produz sobre eles efeitos normativos.

O fato torna-se juridicamente relevante quando a norma o atravessa e lhe atribui uma consequência que antes não possuía.

O sentido de amar nunca muda: ele habita em nós desde o berço e nos acompanha bem além desta vida.

O Direito civil é, em grande medida, a gramática normativa da coexistência entre indivíduos.

Toda codificação contém uma filosofia implícita sobre pessoa, liberdade, patrimônio e responsabilidade.