Coleção pessoal de pensador

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⁠O casamento é justamente isso; acalma os afetos para os tornar mais duradouros.

⁠Amar a vida inteira um homem ou uma mulher é o mesmo que dizer que uma vela vai arder a vida toda.

⁠Se admitirmos que um homem preferirá determinada mulher por toda a vida, esta mulher, segundo todas as probabilidades, preferirá um outro, e assim sempre foi e é no mundo.

⁠Procurou o seu habitual medo da morte e não o encontrou. Onde ela está? Que morte? Não havia nenhum medo, porque também a morte não existia.
Em lugar da morte, havia luz.

⁠E o que será se realmente toda a minha vida, a minha vida consciente, tiver sido “outra coisa”?

A vida, uma série de tormentos em crescendo, voa cada vez mais veloz para o fim, para o mais terrível dos sofrimentos.

⁠Assim como os tormentos se tornam cada vez piores, também toda a vida se tornava cada vez pior.

⁠Ali ainda havia algo verdadeiramente bom: havia a alegria, a amizade, as esperanças.

⁠Não podia mentir a si mesmo: acontecia nele algo terrível, novo e muito significativo, o mais significativo que lhe acontecera na vida.

⁠Sempre o mesmo. Ora brilha uma gota de esperança, ora tumultua um mar de desespero, e sempre a dor, sempre a dor, sempre a angústia, é sempre o mesmo.

⁠E sozinho tinha que viver assim à beira da perdição, sem nenhuma pessoa que o compreendesse e se apiedasse dele.

⁠Tudo aquilo de que viveste e de que vives é uma mentira, um embuste, que oculta de ti a vida e a morte.

⁠Mas o que é isto? Para quê? Não pode ser. A vida não pode ser assim sem sentido, asquerosa. E se ela foi realmente tão asquerosa e sem sentido, neste caso, para quê morrer, e ainda morrer sofrendo? Alguma coisa não está certa.

⁠Fosse manhã ou noite, sexta-feira ou domingo, era tudo indiferente, o que havia era sempre o mesmo: uma dor surda, torturante, que não sossegava um instante sequer; a consciência da vida que não cessava de afastar-se sem esperança, mas que ainda não partira de todo; a mesma morte odiosa, terrível, que se aproximava e que era a única realidade; e sempre a mesma mentira. Para quê então os dias, semanas e horas do dia?

⁠Talvez eu não tenha vivido como se deve – acudia-lhe de súbito à mente. – Mas como não, se eu fiz tudo como é preciso?

⁠Às vezes, não dá para confiar em uma fórmula. Ou não dá para controlar cada variável. Às vezes, muitas vezes, dá tudo errado.

⁠Às vezes, erros podem resultar em algo bom. Podem nos levar ao que não esperamos.

⁠– Quantas cientistas mulheres você saberia citar?
– Madame Curie.
– Exato. Acha que isso é coincidência?
– Não sei. Só agora estou pensando no assunto.
– É, nunca precisou pensar nisso, porque todos valorizam seu potencial.

⁠Por que discriminar com base em algo intelectualmente não determinante como gênero?

⁠O corpo humano é 99% carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, cálcio, fósforo e íons. Mas como chegamos a esse nível de complexidade na Terra?