Coleção pessoal de pensador
Quando leva seis meses para encontrar um comprador, pensamos: "Deve ter sido um problema de marketing." Mas não é um problema de marketing. O problema é conosco.
A guerra nunca partiu, filho. As guerras são como as estações do ano: ficam suspensas, a amadurecer no ódio da gente miúda.
Esta guerra decidirá o destino de muitas pessoas. Pessoas inocentes. Não pode ficar em cima do muro. Precisa decidir de que lado está.
O tempo assemelha-se a um rio e a uma corrente violenta constituídos pelo vir a ser das coisas. Com efeito, tão logo cada coisa é vista, já é incorporada e sucedida por outra que obedecerá ao mesmo processo.
Caminha e corre sempre pelo caminho curto, e o caminho curto é aquele conforme a natureza, de modo que tudo o que digas e faças seja maximamente sensato.
Ao deter-te diante de cada coisa que se apresenta sob teu olhar, pensa que já se encontra em processo de dissolução, que está em transformação e como que em processo de putrefação ou dispersão, ou, alternativamente, que cada coisa nasce e se desenvolve para perecer.
Ou vives naquele lugar e com ele já estás acostumado, ou te encaminhas para fora dele, sendo isso o que quiseste, ou morres e assim tua tarefa está encerrada. Além disso, nada existe. Portanto, encoraja-te.
Nada está definitivamente perdido, as vitórias se parecem muito com as derrotas, no sentido de que nem umas nem outras são definitivas.
Incutiu-se em nossas mentes essa nova ideia segundo a qual, se você não consome, você não é nada. E é tão mais quanto mais for capaz de consumir. Se o ser humano vê a si mesmo como um consumidor, todas as suas capacidades diminuem, pois todas serão colocadas a serviço de uma possibilidade cada vez maior de consumir.
Não há nenhum caminho tranquilizador à nossa espera. Se o queremos, teremos de construí-lo com as nossas mãos.
Utopia é uma coisa que não se sabe onde está, nem quando virá nem como se chegará a ela. A utopia é como a linha do horizonte: sabemos que, embora a persigamos, nunca chegaremos a ela, pois a cada passo ela se distancia mais, colocando-se fora, não do alcance dos olhos, mas do nosso alcance.
Estamos a destruir o planeta e o egoísmo de cada geração não se preocupa em perguntar como é que vão viver os que virão depois. A única coisa que importa é o triunfo do agora. É a isto que eu chamo a cegueira da razão.
Quando a preocupação é cada vez mais ter, ter e ter, as pessoas se preocuparão cada vez menos em ser, ser e ser.
