Coleção pessoal de pensador
Muita gente sente que algo está faltando em sua vida – algo que o dinheiro não compra – e que esse é o motivo de sua infelicidade. Essas pessoas tentam preencher o vazio com bens materiais que conseguem ver, sentir, tocar. Mas a sensação de vazio não vai embora. Ela diminui um pouco até a situação piorar de novo.
A vida é a montanha que todos nós escalamos, mas a esperança não é uma âncora. Ela é delicada, suave, efêmera demais. Não há solidez por trás da esperança. Ela não é um músculo que podemos fortalecer, não tem raízes profundas. É uma emoção que vem e vai.
Há momentos na vida em que ficamos tão desconectados de nós mesmos que precisamos parar e recalibrar as conexões em nosso coração, nossa mente e nossa alma. Porque essa é a única maneira de redescobrirmos e reacendermos a crença – aquela centelha na escuridão que tem o poder de desencadear nossa evolução.
Depois que uma pessoa perder o respeito de si mesma e o respeito de suas próprias necessidades – depois disso fica-se um pouco um trapo.
O problema para quem escreve é antes de tudo um problema literário – mas pergunto-lhe agora: é ainda um problema literário a falta de pés no chão ou é anterior a ele?
