Coleção pessoal de marinhoguzman
Uma maneira fácil de não incorrer em erro é não afirmar que se tem certeza.
Quando você troca a palavra certeza por “eu acho”, divide a responsabilidade com quem ouve.
Eu acho!
Como posso te chamar de amiga se um dia e chamei de amor?
Acho que as palavras amar e amor não têm só um significado nem podem ser bem definidas fora do contexto do tempo.
Quem pode garantir que uma namorada do passado tenha sido ou não um amor?
Tenho duas ou três amigas aqui no Facebook que foram minhas namoradas. Não teclo com elas mas curto algumas postagens e fico feliz de revê-las nos caminhos que escolheram.
Certamente eu posso chamar de amiga quem um dia eu chamei de amor.
Caminhos fáceis.
Nos caminhos mais fáceis sempre tem mais gente.
Gente bonita, gente descolada, gente bem vestida, gente que sabe aproveitar o que é bom.
O som alto e o open bar atraem irresistivelmente.
Mas sempre vai haver conta para ser paga, mesmo que não seja no fim dessa festa.
Se me fosse oferecida a possibilidade de ser jovem novamente eu perguntaria o que eu não poderia fazer.
E se a resposta fosse “não errar” eu possivelmente não aceitaria a oferta, porque foi de muitos dos meus erros que eu tirei o prazer que tenho hoje de ter vivido intensamente.
É bom ser admirado, melhor ainda ser elogiado, mas a única coisa imprescindível é a opinião que você tem de você mesmo.
Alguém já disse que a felicidade é o que todos desejam... É o que poucos têm... É o que ninguém tem sempre e que todos pensam que só os outros é que têm.
De uma amiga biscate...
A sociedade me recrimina e me chama de biscate, mas foi ela que me ensinou que é dando que se recebe...
Ação e sinalização.
É de bom alvitre dar prazo suficiente aos administradores eleitos, os que têm real desejo de consertar a economia e a ordem nos Estados e Municípios.
Realmente não dá para fazer tudo nem muito em pouco tempo, mas sempre é possível sinalizar o que virá por aí.
A sinalização pode vir com um cronograma e com uma declaração de intenções que deem paciência aos impacientes e esperança a todos.
É consenso dos experts em comunicações, que o sucesso inicial das ações de marketing que não são acompanhados pelos resultados esperados pela população se tornam arma letal que ferem mortalmente a credibilidade e fazem despencar os iniciais índices de aprovação com difícil se não impossível recuperação.
Ninguém chega a João Dória vestindo roupa de gari.
É preciso ter capacidade, bom senso e cercar-se de pessoas capazes, ou no mínimo afastar-se dos corruptos de sempre.
Constatados os crassos erros nas eleições de Lula, Dilma, Farid Madi e Maria Antonieta lamentamo-nos pelas consequências de termos sido conduzidos a um país com a economia em frangalhos e a cidade do Guarujá transformada em Pérola dos mendigos.
Entretanto, pela falta de punição efetiva e pela falta de criação de mecanismos que impossibilitem os ignorantes elegerem nossos governantes, fica a impressão que qualquer dia, a qualquer hora isso possa se repetir.
Sou pelo fim do voto obrigatório, dos menores com dezesseis anos, dos analfabetos e o de todos que defendem a democracia como governo de uma maioria idiota.
Por pequenos gestos se conhecem as grandes pessoas e a malevolência incrustada em algumas almas.
É tudo o que se pode dizer das críticas à passagem de Da.Letícia e à peruca do Eike Batista.
Quando você elogia ou festeja um crápula,especialmente políticos, não transfere muita coisa para ele, nem as pessoas acreditam muio nisso, mas pensam logo que você está ganhando alguma coisa e absorvendo algo de ruim que ele tem.
Nesse caso, é bem provável que você não engane ninguém, por muito tempo.
Jovens são como atores principiantes subindo pela primeira vez num palco, podem ter todo o talento do mundo mas não têm a experiência dos aplausos nem a decepção das vaias.
Velhos não decoram o papel eles representam a realidade.
Lembrando o discurso de transmissão de cargo de Presidente e posse da Associação Comercial do Guarujá 1999.
MUITO FAZ QUEM NÃO ATRAPALHA
Há um ano fui convidado a assumir a presidência da Associação Comercial de Guarujá. Tentei de todas as maneiras furtar-me à responsabilidade, capitulando quando percebi que nesse crítico momento ou aceitava ou veria perdido o trabalho de muitos companheiros que como eu buscavam levantar a associação que tem mais de trinta anos na cidade.
Em nenhum momento achei que seria fácil a missão.
Tínhamos poucos sócios pagantes, uma receita mensal em torno de mil reais, insuficiente para pagar o aluguel e a secretária e um saldo negativo que foi coberto antes da posse por alguns sócios.
Pior do que a situação financeira, era o acreditar na possibilidade de uma associação para servir e não para servir-se.
Ousei mostrar serviço sem pedir nada. Trabalhei com a prioridade de fortalecer o quadro associativo. Hoje temos quase 500 sócios pagantes, receita suficiente para cobrir todos os gastos, o que nos permite investir na imagem da Associação, fornecer balcão do SEBRAE, Serviço de Proteção ao Crédito, convênio com assistência médica e dentária a custos mais baixos para os associados, na UNIMED e TOI.
Tão importante como os serviços e a representatividade conseguida, impusemos respeito.
Respeito que foi muitas vezes colocado à prova com intrigas e mesquinharias, mas que resistiu por todo o meu mandato com respostas incisivas, educadas e sem medo, fazendo calar a boca os detratores da verdade.
Nesse trajeto perdemos uns quatro ou cinco sócios por não concordarem com o que não estão acostumados a conviver.
Honestidade, probidade, hombridade e outras boas condutas que não puderam suportar.
Tivemos a perda, essa sim irreparável, do colega, amigo, mestre e responsável maior pela reativação da associação, o inesquecível Vitor de Azevedo Marques, com quem pouco convivi e muito aprendi e a quem credito todo mérito que possa ser destinado à minha gestão. Foi ele quem me convenceu que seria possível ajudar a classe e a cidade por esse caminho.
Para quem não acompanhou nesse pouco tempo o trabalho dos colegas Luis Pagode, Ronaldo Sachs, Sérgio Cesar, Heitor Gonzales, Alcy Leite e alguns outros, pode parecer que o trabalho foi fácil, mas efetivamente não foi, como podem testemunhar todos que aqui estão.
Se tivéssemos mais alguns como eles, certamente teríamos mais de mil associados, o que vamos conseguir nesse próximo ano, com o novo presidente que poderia ser sem dúvida qualquer um dos acima nomeados, mas que por nossa escolha será Heitor Gonzales, com quem estaremos bem representados.
Continuarei participando da associação com o novo conselho administrativo que terá uma função mais atuante, que junta os nomes mais representativos da cidade, sem preocupação política de agradar ninguém.
Não é possível esquecer a colaboração da nossa secretária Heloísa e do moço Wagner, bem como de muitos que anônima e abnegadamente ajudaram a colocar a Associação Comercial na confortável situação de uma das maiores associações de classe da cidade.
O trabalho da próxima diretoria será ainda mais difícil.
Pouco nos foi cobrado, já que estávamos sedimentando uma base, partindo de quase nada.
Daqui para a frente, as cobranças e comparações serão inevitáveis, o que será bom para a associação e para os associados, que deverão colaborar ainda mais para o crescimento de sua representatividade.
Alguns podem pensar que as coisas serão mais fáceis para o poder que não cumpre as suas obrigações e dificulta como pode a vida dos comerciantes.
Tenho certeza de que próximo presidente fará exatamente como eu fiz, lutando contra os privilégios odiosos dos afilhados do poder, contra a concorrência desleal que admite o comércio temporário predatório e outros privilégios que todos conhecemos e abominamos.
Seu bom senso não permitirá que confundam franqueza com fraqueza.
Para quem não colaborou e tentou prejudicar a Associação no passado. Não tente isso com a atual diretoria, pois não foi fácil e nem vai ser...
Muito faz quem não atrapalha.
Aquele com seus longos e repetitivos discursos, não tem vergonha de mentir, prometer, acusar de turma do quanto pior melhor, de fracassomaníacos, reis do blá... blá... blá... e outros termos copiados do nosso presidente, não nos ajudou em nada nesse ano, tentou na verdade e muitas vezes conseguiu, desestimular, atrapalhar, atravancar o trabalho que hoje entrego ao atual presidente que será, como eu fui, pura e tão somente representante da vontade dos que o indicaram, com um compromisso maior do que continuar o trabalho.
Com certeza o tom dessas minhas palavras não agradará a muitos e desagradará os de sempre.
Deixo ao meu sucessor os melhores votos e tenho certeza ele terá muito sucesso,para o bem e gáudio de toda a classe que representa.
Muita sorte e bom trabalho, senhor presidente.
ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE GUARUJÁ
Mário Pacheco Guzman
Presidente do Conselho Deliberativo
1.999
