Coleção pessoal de marinhoguzman

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Que vive nas nuvens não está perto do céu.

Tenha cuidado ao tratar os diferentes como se fossem iguais.

É um erro comum a gente tratar todo mundo como se fossem iguais.
Vida corrida, muita coisa por fazer, cada um de nós, da sua maneira, corre atrás do “pão de cada dia”, todo mundo com pouco tempo para avaliar cada situação independente.
Passamos a dizer bom dia, boa tarde, até logo e outras expressões mecanicamente, sem realmente levar em conta quem merece uma atenção maior, para quem a gente quer um bom dia e quem não está nem aí para o que a gente quer, desejando mais é que a gente “se exploda”.
E é da falta de atenção para com quem merece e até precisa de uma palavra verdadeira vinda de nós, o que resulta sermos tratados como mais um, qualquer um, um a mais e até um demais.
Cultivar as boas relações é ocupar um espaço que custa pouco e pode valer muito, já afastar-se de algumas pessoas pode ser a melhor coisa a fazer.
Goste mais de quem vale a pena e não esqueça jamais de avaliar quem gosta mesmo de você.
Palavras doces muitas vezes trazem amarguras e palavras duras podem significar amor.

Mais um dia daqueles….

Cada dia mais, eu aceito menos obsequiosidades de quem quer que seja.
E, se eu fosse você, pararia de ler agora, nesse exato momento.
Pare!
Me delete!
Saia fora!
Como perder tampo um cara que usa, nos dias de Facebook, a palavra obsequiosidade?
Só pode ser xarope, chato, um troglodita mesmo.
Eu sou assim.
Dono de um bom vocabulário, de muita leitura na juventude, de vez em quando aparece na minha cabeça uma coisa dessas:- obsequiosidade…. quem já ouviu falar isso? Que raios de palavrão?
É bom que se diga, que depois de ter sido voraz leitor na época em que não havia internet, passei a não ler mais, embora tenha tentado algumas vezes.
Vou começar de novo em homenagem a quem ficou por aqui.
Mais um dia daqueles.
Cada dia mais, eu aceito menos gentilezas, de quem quer que seja.
Acordei para o que deveria ser um dia normal, preparei meu café da manhã e dei uma olhada na listinha de afazeres de hoje, claro, depois das dez horas.
Depois das dez porque já estou acostumado que antes dessa hora, a maioria dos lugares não esteja aberto ou apesar de aberto não funcionam ou quem deveria trabalhar neles ainda não está funcionando pois não acordou direito.
São seis horas da matina e até as nove e meia, seriam três horas e meia, para bater furiosamente neste teclado “que vos fala”, produzindo meus afazeres na internet.
Mas, lá pelas nove, minha querida Amanda Palma fez a obsequiosidade...., ops....
“Quer que eu te leve ao banco? Está garoando.
Aceitei prontamente e perguntei:- Mas já está aberto? Será que a grente já chegou?
-Claro, respondeu ela prontamente.
Desci para encontrá-la na garagem e fomos ao banco.
Depois da dificuldade de costume para estacionar o carro chegamos e lá estava o aviso:- Horário de funcionamento, das 10:00 às 16:00 hs.
Bem o que começou mal acabou pior.
Não consegui resolver o assunto do banco, o caixa do supermercado não tinha troco, o sistema de cartões estava fora do ar, a cancela do estacionamento estava quebrada e eu que faço tudo com uma scooter, que entra em qualquer buraco e para em qualquer lugar estava…. de carro.
Nada de chuva, nada de banco, listinha por fazer nem na metade e já passou da hora do almoço.
Juro que a Amanda estava com as melhores das intenções, mas cada vez mais, eu aceito menos obsequiosidades.
‪#‎prontofalei‬!

Respeito é bom mas a maioria ignora, e quem ignora é ignorante.

Quando a gente não enxerga longe, pode vir a enxergar de longe.

Nossa vida tem uma porção matemática.

Você pode somar, diminuir, dividir e multiplicar.
Você pode escolher as coisas às quais vai dar mais importância na sua vida, ou em cada época dela e para cada pessoa isso pode ser diferente.
Procure somar e dividir. Isso multiplica sua chance de ser feliz e diminui qualquer sentimento de culpa que alguns de nós temos pelas chances maiores a vida nos proporcionou.

Escrever é falar sozinho, e de repente perceber que tem gente ouvindo, uns gostando outros não.

O ponto de vista e o ângulo da visão.
Quando olho para uma foto logo imagino o ponto de vista e o ângulo de visão de que o fotógrafo dispunha para fazer a foto.
A diferença entre uma linda foto e uma foto horrorosa pode estar aí, assim como a impressão que você tem ou vai ter, seja ao conhecer essa pessoa ou ao tirar uma foto dela.
Música e iluminação num filme de terror são tão características, que muitas vezes você nem precisa assistir toda uma cena para saber do que se trata.
Com as pessoas e as fotos a coisa é parecida. Quando vejo fotos tiradas no espelho de um banheiro ou num canto feio da casa, ligo logo a imagem ao horror de fazer do banheiro o cenário principal de uma foto que deveria ser no mínimo uma boa lembrança.
Alguns dirão, para justificar, que seria essa ou nenhuma foto.
Bem, a vida é sempre assim para quem não tem um mínimo de planejamento ou a opção de escolher um fundo melhor para a foto e pedir para alguém apertar o botão.
Tire boas fotos e leve uma boa vida. Você não precisa viver do passado, mas vai levar uma ótima lembrança para o futuro.

Estradas da vida.

A vida é como uma estrada sem placas nem sinalização.
Você não sabe exatamente onde está indo, se vai chegar ou quando.
Não existe estrada absolutamente reta. Todas têm curvas, desvios, entroncamentos e algumas têm pedágios e se você não pagar o preço, não vai poder passar.
Por mais segura que a estrada seja, sempre existem outros motoristas. Eles estão na mesma pista ou em sentido contrário, isso quando não estão na contramão. Nunca, ninguém, depende exclusivamente de si, e o perigo, “podem ser os outros”.
Quando duas estradas levam ao mesmo lugar você só pode escolher uma, não importa quanto goste da outra. Parece que isso quer dizer ter duas opções, mas analisando bem, você só tem uma sim, a outra não.
Não faltam estradas cheias de buracos e há quem diga que na vida caminhos aparentemente fáceis escondem obstáculos intransponíveis.
Além dos caminhos e destinos, você vai ter que saber qual bagagem vai levar e se vai só, ou acompanhado.
Uns viajam só, outros com mais gente, difícil mesmo é saber quem está bem, ou mal acompanhado.
Como a estrada da vida não tem sinalização, depois de algum tempo você começa a se perguntar se está longe ou perto do seu destino.
Busca respostas e cada vez encontra mais perguntas, podendo descobrir, finalmente, que essa pode ser a reta final.

Mais um dia.
I
Abro primeiro um olho, depois o outro mas pode ser que algumas vezes eu abra os dois ao mesmo tempo.
Acordado mas não desperto, posso ter de imediato qualquer pensamento, a vaga lembrança de um sonho, de um pesadelo ou vislumbre os poucos afazeres que me aguardam.
II
Quatro ou cinco passos, até porta do banheiro, acendo a luz, escovo os dentes, lavo rosto e penteio o cabelo, nem sempre nessa ordem, mas parece que tudo está em ordem.
Até agora uns poucos sons, nenhuma palavra, só minha imagem refletida no espelho, retrato da obra destrutiva do tempo.
Tempo que às vezes é pouco, outras suficiente, que na maioria das vezes sobra.
Há certa solidão nesses movimentos quase automáticos.
III
Não uso meias, o calçado é um prático Croc. Encaixo os pés sem auxílio das mãos e nem preciso olhar.
Calça jeans, de barra cortada com o estilete, sem acabamento. Qualquer camisa polo, pego sempre a de cima, são todas idênticas, de cores neutras e sóbrias.
Não sinto nenhuma necessidade de variar o traje nem o trajeto, será mais um dia igual aos outros e isso não requer nenhuma postura diferente.
IV
Abdiquei do café da manhã com os amigos, prática de mais de quinze anos. Os assuntos interessantes se esgotaram e deram lugar a discursos de mesmices disparatadas e fofocas de homens, absurdo inaceitável na minha idade.
Antes só, comigo mesmo do que rodeado de Wikipédias ambulantes.
Ainda vou lá de vez em quando conferir e constatar.
V
Não compro mais jornais nem revistas. As notícias saltam aos meus olhos a cada clique no Google e no Facebook, com o aval das agências de notícias, umas mais, outras menos, mas todas superficiais, vendidas e parciais.
Tudo junto e misturado como é atual, moderno e perigosamente fácil.
VI
Do café da manhã até o almoço são uns tantos minutos de umas poucas horas.
Ao entrar no mesmo restaurante vejo os mesmos funcionários, alguns clientes de sempre e o almoço de R$44,90 o quilo pula no meu prato.
Uma rodela de tomate, uma de pepino, uma colher de ervilhas, outra de grão-de-bico ou feijão-branco, mais uma de milho.
Não pode faltar uma pequena porção de beterraba com cebola crua, três ou quatro vagens e um ramo de brócolis.
Sinto falta do rabanete, da erva doce e do salsão, nunca presentes.
Quando tem berinjela temperada faço uma troca. Nesse dia como até pão.
A proteína animal se resume no menor pedaço de peito de frango assado ou de uma pequena posta de pescada branca à milanesa.
São trezentos e cinquenta gramas, fora o azeite à vontade que só coloco depois de pesar. Poucas vezes erro na mão mas nunca passei dos quatrocentas e cinquenta gramas.
Tem gente que coloca sal, pimenta e outros molhos, eu não, eles não me fazem nenhuma falta, então para que colocar?
Ás quartas e sábados tem uma espécie de feijoada estilizada. Num desses dias mudo o cardápio e ela é a única opção.
VII
Sempre durmo de quinze a trinta minutos depois do almoço. Posso ter herdado o costume dos antepassados portugueses ou espanhóis e essa é única herança que eu queria. Dos portugueses não invejo a inteligência nem dos espanhóis a teimosia. Se tivéssemos sido colonizados pelos ingleses ou alemães tudo aqui seria muito diferente.
VIII
Fotografar pode ser um trabalho, um prazer ou ambas as coisas. Para mim uma alquimia para transformar luz, sombra e cores em belas imagens, que vão durar bem mais do que as próprias lembranças. Minha tarde é de luz, sombra, cores e garotas de biquíni. Nada mal.
IX
De uns tempos para cá o que era um lanche da tarde deu lugar a experiências culinárias da Amanda.
Sem grandes pretensões ela inventa, esquenta, mistura e dá sabor especial a qualquer coisa.
É o amor.
Um simples misto quente se transforma num croque monsieur e qualquer massa num penne à italiana ou um lombo assado com molho madeira ou de mostarda, num quitute de dar inveja a qualquer chefe francês.
X
À noite, ninguém está livre de contrair doenças, defeitos ou vícios e eu mantenho tudo ao alcance dos dez dedos, quando martelo o teclado, num amontoado de palavras, para mim cheio de significados, para a maioria sem nenhum.
Posso estar na cama às dezoito horas ou às vinte e três. Acordo de três em três horas e serão sucessivas dormidas e passadas no computador até acordar novamente para mais um dia.
Abro primeiro um olho, depois o outro mas pode ser que algumas vezes eu abra os dois ao mesmo tempo.

A casa caiu?

Ninguém gosta de errar ou falhar e não sendo possível mentir nem omitir, vale a pena lembrar que atos, fatos e boatos, fazem parte da mesma história e no futuro só alguns fragmentos serão lembrados.
O que aconteceu? Quem contou? O que os outros entenderam? O que tem de verdade nisso tudo? Em que isso pode te prejudicar?
Não se preocupe demais com as coisas ruins que já aconteceram, se não tem remédio, remediado está.
Depois de algum tempo a memória faz como julgamento de escola de samba, descarta os piores notas e isso dá às boas lembranças peso maior.
A natureza humana é sábia e a gente descobre um jeito para continuar.
Lembra do refrão? Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima.
Ninguém está falando que é fácil, mas não há alternativa, pode ter certeza:

A casa caiu mas o mundo não vai acabar.

Um bom texto não impõem a ideia, mostra que qualquer assunto pode ter uma ou mais abordagens e aí você coloca a sua.
Você não precisa concordar com um texto, mas se acrescenta subsídios às suas ideias, permitindo que você reforce pontos fracos, corrija algo que não está muito bom, mude para melhor ou aprenda qualquer coisa, você aproveitou o texto e então ele é um ótimo texto.

Ilusão, conhecimento e realidade.

Jovens começando a vida descobrem o mundo pelos seus próprios olhos, vislumbrando um futuro promissor.
Nem poderia ser diferente. Só a experiência dos anos mostra a realidade.
As diferenças começam a aparecer ainda no banco da escola, início à nítida percepção de que, contrariando a regra divina, que também foi adotada pelos homens, não somos todos iguais.
“Pois quanto maior a sabedoria maior o sofrimento; e quanto maior o conhecimento, maior o desgosto.
Eclesiastes 1:1-18”

Certas pessoas só são lembradas quando a gente pergunta:-Quem está faltando mesmo????

Nada faz falta a quem não sabe que precisa.

Motos grandes, mulheres novas e uma aventura por dia.
Se possível mais de uma.
Assim foi a minha juventude e a de tantos outros da louca, dourada, intensa, também chamada juventude transviada.
Já não somos jovens, nem as mulheres tão novas, as motos menores são imprescindíveis para que a gente mantenha a necessária agilidade.
Assim é a maturidade, a gente percebe que a aventura não é o único caminho nem a maior emoção, que tamanho não é documento e que a leveza, das motos e da alma podem levar mais longe, que só é preciso acelerar.

A distância entre o sim e o não.

Verdades e mentiras, regras e exceções, não há nenhuma verdade nas mentiras, não há honra na fraqueza nem pode haver perdão para traição.
Mudar de ideia é uma coisa, não ter certeza é outra, mas o tempo ensina, que para acreditar é preciso conhecer antes, para confiar é preciso mais do que convivência e para amar é preciso estar quase louco de paixão.
Arrisco-me a ira de alumas amigas, mas não de outras, as que não confundem gênero com generalidade concordarão em parte comigo e outras até com Miguel de Cervantes que escreveu:- "Entre o sim e o não de uma mulher, não me arrisco a pregar um alfinete.

A vida e o jornal de hoje.

A vida só é uma incógnita para quem não sabe observar, entender e aprender, que cada dia pode não ser o melhor, mas será único.
E ler, é o melhor remédio para a gente se reinventar.
De uma rápida leitura no jornal tiro duas frases que podem me dar muitos dias de reflexão e assunto para muitos textos.
Poderiam ser até livros para os felizardos que sabem escrever.
Conheço poucas músicas do Tremendão Erasmo Carlos mas ele foi capaz de dizer na entrevista do jornal, que “agora, aos setenta e quatro anos me satisfaço com o que posso fazer.”
E assim deveríamos ser todos nós com qualquer idade. Por que exigirmos de nós mais do que o possível?
Logo em seguida uma frase da grande Fernanda Torres. “Por que ansiamos pelo novo que já nasce ruína?”
Tem gente que não lê, que não sabe o que os outros pensam, que não sabe usar umas palavras de alguém para complementar os próprios pensamentos.
Ler é viver reinventado, pronto para mais um dia que poderá não ser o melhor, mas será único nessa corrida curta que temos até o desconhecido.
E nada pode nos deixar entediados nem enfastiados, porque nada será como antes e breve não haverá depois.
Por quê ansiar pelo novo que já nasce ruína?
Eu me satisfaço com o que posso fazer.

Saber é....
Saber é ter conhecimento de alguma coisa, estar informado a respeito de algo ou de alguém, saber é o contrário de ignorar.
Tão ou mais importante do que saber é quando saber.
Há que se saber na hora certa, para dar a aplicação correta do saber.
No decorrer da vida a gente aprende muitas coisas, desaprende e esquece algumas, ou prefere ignorar, porque não há muito que fazer a respeito.
A informação drástica, para alguns, inexorável para todos, de que vamos todos morrer, nos coloca na única, verdadeira e universal igualdade.
Todos vamos morrer.
Tem gente, parece que não sabe.

O Facebook
Não há hoje, nem houve nunca, vitrine maior do que o Facebook.
Há controvérsias de todo o tipo, se ele é bom, se é ruim, se acrescenta, ou generaliza a idiotice. Se a gente aprende ou não alguma coisa.
Mas vitrines são janelas, e você pode estar de um lado ou do outro, vendo ou sendo visto.
Há, hoje em dia, a possibilidade potencializada do que já houve com o rádio, com o cinema e com a televisão, de você saber que o mundo é mais do que a sua rua, a sua escola, seu trabalho ou para uns mais curiosos, que existe um mundo de bilhões de pessoas parecidas com você, pensando mais ou menos igual ou muito diferente do que você pensa, e vivendo uma vida única, porque ninguém jamais viverá a vida de outro.
Para quem quiser, o Facebook pode ser mais do que um livro. Pode ser uma biografia, um romance, um drama, uma trama cada dia.
Um jogo que você faz com alguém, que ela faz com ele, que um grupo tenta e às vezes consegue fazer com muita gente.
Um jogo onde a gente vê que muitas mulheres são fortes, nem todos os homens são covardes e que as crianças serão o retrato dessa era que traz poucas esperanças.
Pelo Facebook passam todos os dias notícias de nascimentos felizes, mortes trágicas, começos incríveis e finais medonhos.
E quem quiser escolhe o que ver ou ouvir, com quem concordar ou discordar, se fará isso dentro dos seus próprios pensamentos ou virá a publico para opinar ao que na maioria das vezes não foi chamado.
O Facebook é isso, bom para quem souber separar e aproveitar e muito ruim para alguns, cuja vida não está boa, mas pode piorar.