Coleção pessoal de LiAzevedo

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⁠Meu sonho é me apresentar a uma dessas pessoas que ficam com plaquinhas de nomes nos aeroportos, esperando as pessoas.

- "Oui, Julie Dubois. Enchantée!"

E vou. Sei pra onde não.

⁠É quase impossível refutar a certeza que a ignorância tem.

⁠Cansada dessa pseudo-liberdade de ter o direito de escolher, mas ser obrigada a lidar com as consequências.

⁠Por carência as pessoas manipulam.
Por carência as pessoas aceitam migalhas.
Por carência as pessoas machucam e se machucam.
Por e na carência, todos perdem.

⁠Não há química que resista à falta de conexão.

⁠Minha linguagem de amor com amigos: não cobrar presença, atenção, exclusividade, enfim, deixar completamente livre. Só exijo reciprocidade na linguagem.

⁠Liberdade pra mim inclui principalmente a desnecessidade de ser vista, venerada.
Eu devo ser bem esquisita mesmo.

⁠Quando escrevo sobre você eu saio do lugar no qual me coloquei, mas principalmente te tiro do lugar no qual te permiti ficar na minha vida. E eu sempre preferi lugares vazios aos indevidamente ocupados, até porque os primeiros podem ser realmente preenchidos.

⁠Eu escrevo sobre o passado e principalmente sobre o que/quem já está e permanecerá lá.

⁠Quem perde minha confiança perde o que de melhor eu posso oferecer a alguém. Minha confiança é infinitamente mais leve que meu amor!

⁠O problema da classe bem mediana fora do país não é pagar um valor justo a quem faz serviços domésticos. É o fato de ter que respeitá-los como igual.

⁠A educação é negada ao oprimido justamente para que ele continue a sê-lo sem questionar, e a se orgulhar de fazê-lo se por acaso conseguir algum dia se "igualar" ao opressor.

⁠Tudo o que é excessivamente exposto à vitrine esconde a incompatinilidade da oferta com a qualidade do produto. Isso vai desde relacionamentos a corpos.

⁠Essa merda de sentir...

Sentir o que os meus olhos veem e o que não veem

O que minhas mãos tocam ou não

O que meu olfato fareja com ou sem máscaras

O que meus ouvidos ouvem e até o que nunca disseram

O que a mim compete

O que a mim não deveria interessar

O que a mim compelem

O que a mim nem chega.

Essa merda de sentir...

Sentir a solidão das massas, a morte de um desconhecido entre milhares, a milhares de quilômetros de mim

Sentir a indecência de quem não se importa sequer com o possível perigo aos teus

Sentir medo pelo próprio País

Sentir medo para além de todas as fronteiras, imagináveis ou não

Que merda é essa de só sentir a impotência de sentir, sentir, sentir?

Que porra é essa de sentir tudo ao extremo assim?

Que porra é essa de ter fugido da insensibilidade para depois ser outra vez a esponja de não só o que me fazia insensível, como se um castigo fosse?

Se bem que justiça seja feita, pra quem já não andava a sentir quase nada, talvez essa tenha sido a forma como a vida encontrou para dizer-me mais uma vez que o controle nunca esteve em minhas mãos.

Mas estás a pegar pesado demais, vida!

Ah se estás!

Estás a matar rápido demais, corona vírus, inclusive a esperança!

Estás, estás...

⁠Quando se sentir seguro (a) o suficiente para ser quem você realmente é, para falar com alguém sobre suas fragilidades e seus medos sem a necessidade de camuflá-los, agarre-se à fortaleza dessa relação.

⁠⁠Admirar cegamente alguém é implorar para ser decepcionado (a)!

⁠⁠Pessoas dependentes de bajulação são presas que caem em armadilhas sem que os bajuladores necessitem sequer ficar em tocaia!

⁠Eu sei que fui o seu inferno, mas tenho certeza que você também só conheceu o céu em minha companhia.

⁠Se você sabe o que realmente significa um favor, faça-o sempre. Mas também faça o impossível para que não o façam por você.

⁠Pedir desculpas e mudar o comportamento é bem vindo em qualquer idade, mas depois dos 40 anos você tem a obrigação de fazê-lo. Se a partir dessa idade você acha que só pedir desculpas te faz nobre, engana-se: te faz insuportável, e em consequência disso, solitário (a).