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Coleção pessoal de IsabelMoraisRibeiro

321 - 340 do total de 947 pensamentos na coleção de IsabelMoraisRibeiro

SÓ QUERO

Eu só quero apenas encontrar-te
Em cada porto que eu atracar
Em cada montanha que eu escalar
Em cada oceano que eu navegar
Em cada sonho que eu tiver
Em cada olhar fixo para o mar
Em cada esquina que eu andar
Em cada rua que eu caminhar
Em cada pensamento meu
Em cada momento só nosso

"EMOÇÕES"

É no amor que revela-se
Ao olhar com o coração
Beleza calma das palavras
Das escolhas e das emoções
Caídas como folhas no outono
Aos pés de quem mais amas
Tu encontrarás sempre nas linhas
Silenciosas dos meus versos
A beleza calma das nossas manhãs
Na ternura das flores do jardim
Como se fosse sempre primavera
Guardada numa caixinha dentro da alma
Sentimentos apaixonados nos poemas
Onde eu exalto-te o meu sensível amar
Vou tecendo cada palavra amorosa em poesia
Suaves murmúrios expostos nas minhas emoções.

"EU TU, TU EU"

As palavras escritas
São deixadas no papel
A dizer muitas vezes
O inverso de uma mudança
Entre uma aparência
Com intenção implícita
De um encontro mútuo
Que corre de um gesto.
Amor hipnotizante entre
Dois seres apaixonados
Espero amor meu
O tempo do tempo
Por um amor intenso
E por instantes, nós
Estaremos entrelaçados
Ligados às palavras escritas
Que são deixadas no papel.

"DESCULPA"

Desculpa por ser tão imperfeita
Desculpa por desejar tudo de ti
Desculpa por não viver o que tenho
Desculpa por o meu medo ser maior
Desculpa pelas lágrimas que se perdem
Desculpa pelo silêncio ser mais forte
Desculpa por não saber esperar
Desculpa todas as palavras não ditas
Desculpa não conseguir ser mais do que sou
Desculpa por desesperar por não te ter
Desculpa por querer-te da forma que quero
Desculpa por não parar o nosso tempo
Desculpa por amar-te tanto, tanto que dói
Desculpa por pensar com o coração
Desculpa por ser tão incompleta como sou.

LUGAR NO CORAÇÃO

Eu quero levar-te para um lugar
Um lugar onde está o meu coração
Assim tu saberás como eu te amo
Quero beijar-te
E dividir as minhas noites
Eu não quero chorar
Mas se algum dia chorar
Que as minhas lágrimas
sejam sempre de alegria
Quero amar-te sempre com carinho
Na nudez das nossas almas, eternamente.

PASSEIO NO INVERNO

Passeio pelos quintais do nosso inverno
Procuro os sinais do último outono
Pegadas de uma quimera tola
Guardada a sete chaves no peito
Talvez esquecida na primavera
Folhas caídas, raios de luz guardados
No tão nosso esquecimento, chão seco
De tempos idos, nas desilusões desfeitas
Passos fracos, tímidos pelo vento frio
Doce inverno, destes passeios pelos quintais
Momentos tão nossos, vagam as lembranças
Foram tantas luas de felicidade, desenhadas de cores
Foram tantos dias de alegria, noites quentes
Longas de calor, amam-se com um simples olhar
Amavam-se nos quintais do longo inverno
Onde ficavam à espera que a primavera
Voltasse a florir outra vez, no recomeço do passeio.

"HAJA O QUE HOUVER"

Haja o que houver eu serei tua
Haja o que houver eu ficarei em ti
Haja o que houver, eu não vou desistir.
Haja o que houver, tu és o meu porto de abrigo
Tenho certeza, que vou amar-te até o fim.
Neste coração que bate como as águas nas fragas
Seremos sempre desejo ardente, amor presente
Haja o que houver, o nosso amor renascerá das cinzas
Só no teu olhar é que eu me perco
Nesse corpo que é teu, onde descanso o meu peito
Haja o que houver, saberei que contigo sou completa.

"HÁ HÁ DIAS"

Há há dias que me apetece chorar
Dias que me apetece rir e gritar
Onde coso e remendo
Todos os pedacinhos do meu oração
Onde coso e remendo
Todos os trapos que me cobrem o corpo
Onde coso e remendo
A minha alma já tantas vezes remendada
Há há dias que me apetece chorar, rir, gritar.

TOCAR NA ALMA

No tocar dos teus lábios
Cresce inseguramente um verso
No tocar do teu olhar
Nasce a confusão da carne
No tocar dos teus dedos
Sobe a ferocidade e o gosto
No tocar da tua alma
Cresce seguramente um poema
No tocar do teu corpo
Nasce a uva esplêndida de bagos maduros
No tocar do teu coração
Cresce a grande paz exterior do nosso amor
No tocar do nosso amado silêncio
Nasce o regaço dos corpos genuínos e inalteráveis.

ALMA DE PRANTO

Quando a dor não cabe no peito
A alma transborda de solidão
Não conheço, não quero conhecer
Ou talvez conheça a minha escuridão
Como posso lidar com a dos outros
Nas lousas frias, chegam as aflições
Rasgam o sol da escuridão já tão longa
Palavras duras que transbordam
Excessivamente a luxúria na sua ausência.
Solidão morta habitada, reservada e fria
Resignação quando o medo se torna grande
E a liberdade é tantas vezes pequena
Onde se descansa o corpo na cama estreita
A roupa que se veste, na alma é apertada
Cumplicidade que cresce sem asas
Silêncios de deslumbramentos sombrios
Perpétuos olhos feitos, em ousadias comum
Dor transbordada sem contingência solta no peito
Como posso lidar com a escuridão dos outros
Se não conheço a minha própria escuridão.

"PROCURO-TE"

Procuro-te no silêncio das árvores
Procuro-te entre ramos dobrados
Procuro-te dentro de um lugar sem tempo
Procuro-te nas cinzas da lareira lá de casa
Procuro-te nos pedaços de lenha que sobraram
Procuro-te num sonho a arder numa tela.
Procuro-te e decifro-te na solidão do verso
Procuro-te no céu invisível do pôr do sol
Procuro-te na desilusão por detrás do espelho
Procuro-te no vazio de um tempo incompleto
Procuro-te no luar da noite, no nosso quarto.

EU NEGUEI-TE

Deste-me uma casa, um teto e eu neguei-Te
Deste-me o pão nosso de cada dia e eu neguei-Te
Deste-me a vida e eu neguei-Te
Deste-me os braços, as pernas e eu neguei-Te
Deste-me amor e eu neguei-Te
Deste-me alguém para amar e eu neguei-Te
Deste-me os meus amados filhos e eu neguei-Te
Deste-me as rosas perfumadas e eu neguei-Te
Deste-me os olhos para ver e eu neguei-Te
Deste-me o sol, a lua e eu neguei-Te
Deste-me a chuva, a tempestade e eu neguei-Te
Deste-me as coisas mais belas que eu podia ver
Sentir e amar e mesmo assim eu neguei-Te

HOJE TALVEZ HOJE

Hoje deixa-me apenas
Descansar a cabeça no teu peito
Vou adormecer
Aconchegar-me entre os teus braços
No silêncio da tua voz
Entre os lençóis da nossa cama
Onde percorro cada palavra
Cada letra, cada verso
Como se do teu corpo se tratasse
Para sentir o teu calor
Junto ao meu, perder-me contigo
Ao perder-me de mim
Abraça-me meu amor, com ternura,
Sente-me em cada manhã
Não é pela idade, nem pela distância
Que o nosso amor arrefece
É por não experimentarmos
O grito contra o nosso próprio silêncio
Tantas vezes quietos, sem pensarmos
Não sentimos o coração
Hoje talvez hoje, na certeza meu amor
Adormeça nos teus braços
No silêncio da tua voz
Entre os lençóis da nossa quente cama.
2015

"A TUA"

Quero ser a mulher dos teus sonhos
Aquela que amas e mais admiras
Não quero ser aquela que nunca falha
Que é perfeita aquela que tu, colocas num pedestal
Tu sabes que sou povoada de imperfeições.
Não quero ser bajulada, mas sim muito mimada
Quero ser aquela com quem reclamas
E que reclama tantas, tantas vezes contigo.
Aquela que erra, mas que sabe pedir-te desculpa.
Que contigo adormece e te aquece quando a cama está fria.
Aquela a quem tu preparas tantas vezes com carinho
O pequeno almoço, o café pela manhã.
Quero ser aquela que te ama, e a quem tu amas
A que te dá um abraço num dia mau
E a que precisa de um carinho teu
Quero ser a mulher dos teus sonhos
Aquela que amas e mais admiras "SER MULHER, A TUA"

"CRISPA A DOR"

Invento ventos, tempestades
Acordo entre os lençóis na escuridão
Ofereço o corpo aos famintos lobos
As rimas, a poesia e aos sonhos
Perdem-se no longínquo horizonte
Na chuva canto e danço à volta do fogo
Transformo as minhas veias em vinho
No amor crispa a dor que se abre em flor
Entre as esperanças e o desengano
Nascem no jardim os espinhos desinteressados
O mundo deu-me um amor de céus irados
Um amor feito de pranto, um riso no cume do paraíso.
2015

"LÍRIOS E ROSAS"

No peito saltam as pétalas de lírios
Sei que secaram o musgo
As trepadeiras
Onde nutrem as palavras desfolhadas
Das carícias do vento
Dos beijos
Feitas, refeitas dos sentidos esquecidos
Perfume das rosas
Plantadas no deserto
Sede que se mata de palavras
Em cada manhã
Estremeço com o teu cheiro
Respiro a tua alma
Na ponta dos meus dedos
Invento as tuas palavras
Como me fazes falta
Quando a solidão me procura à noite
Simples melodia da tua voz
Que encharcaram os ouvidos
No peito saltam pétalas de lírios
Adormeço meu amor
No aconchego de um colo que conheço, o teu.
2015

FIZ DA DOR UM POEMA

Fiz da dor um poema
Do vento fiz um verso
Da tempestade um amor
Do teu corpo a minha casa
Dos teus ramos os meu braços
Das tuas folhas a minha pele
Das minhas lágrimas um rio
Dos meus sonhos a saudade
Da minha liberdade as palavras
Das letras escritas uma poesia
Do meu solto coração o tempo
Do teu amor uma louca paixão
Fiz da tua, da minha vida, uma aventura.
2015

"QUERO TUDO"

Meu amor de ti
De ti quero tudo
Quero as nossas horas
De um beijo apressado
Os nossos momentos
De um abraço apertado
Os nossos minutos
De um olhar sentido
Tu e eu não somos fáceis
Somos a tempestade e a calmaria
O sossego e o desassossego
O amor e a paixão
É como se tu e eu fôssemos "só nós"

"QUIS NADA"

Quis ler sem saber
Quis ter a beleza eterna
Quis a trama ser insana
Quis o silêncio cortar a alma
Quis o mosaico ser de cor
Quis as letras serem desconcertadas
Quis a liberdade ficar presa por fios
Quis os olhos serem frios
Quis o coração ser calculista
Quis a boca permanecer calada
Quis os movimentos ficarem ansiosos
Quis desafiar os sorrisos falsos
Quis amar sem dó nem piedade
Quis romper as teias que nos cercam
Quis parir o verso nas asas do vento
Quis sentir o coração no sonho a arder
Quis ter a liberdade de voar como um pássaro
Quis viver uma paixão assolapada
Quis escrever sedentas palavras
Quis tudo e com nada fiquei, mesmo sem nada

ALQUIMIA DO AMOR


Alquimia minha, sai de minha alma.
Banha o meu corpo com as uvas da vinha
Transforma o aço do meu coração
Para que as minhas letras viajem bailando
Nas páginas de um livro velho em forma de linhas
As letras que escrevo, transformo no que eu sinto
E as palavras que exprimo são os meus desejos
Banho-me no vinho doce dos Deuses
Ainda que os meus pensamentos sejam devaneios
Por conta de meus anseios, a minha escrita
É transformada em poesia que eu tanto amo
Alquimia dos nossos sonhos, cinzas do nosso passado
Semeemos hoje as sementes em terra fértil e reguemos
Para colhermos as flores, os frutos de amanhã
A vida continua e ensina-nos que tudo muda.
E sobre elas está a alquimia do amor, dos nossos sonhos.