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Coleção pessoal de IsabelMoraisRibeiro

261 - 280 do total de 947 pensamentos na coleção de IsabelMoraisRibeiro

PÁGINAS ESCRITAS

Somos um segredo de pequenos traços
Somos os filhos do tempo, do nosso rosto
Somos a marca do momento das eternas rugas
Somos frágeis vimes que se desequilibram
Somos as chuvas de verão das nossas dores
Somos espaços vazios de renúncias e lágrimas
Somos muitos desafios nessa luta constante
Somos tempo sem tempo de amores e dissabores
Somos o equilíbrio da nossa própria vida
Somos o vento que derruba as folhas no chão
Somos páginas a ser escritas bem delineadas

TREVAS NOSSAS

A morte encontra um sentido por antecipação
Nas noites em que o abismo é sonolento
As trevas imperam no sangue, que corre nas veias
Onde reina o desespero das almas perdidas
Os sentidos enganam as presas na carne que queima
Nos muros feridos de morte do nosso tempo
Fez-se silêncio nas doces lágrimas salgadas
Nas mágoas de um violino que grita de dor
Já despido com as pautas na tempestade do vento
Choram as almas d’encanto nas trevas escuras
Vasto escuro céu, enigma de muitas almas esquecidas
A podridão gera o sangue que corre nas nossas veias
Mentalmente passamos a viver como sombras
Das saudades que abre os novos caminhos em lágrimas.

MORAS EM MIM

Tu que moras no meu seio
Na carne rasgada do meu corpo
Feitiço do meus lábios à procura da tua boca
Mel que deixas na minha pele, de incontrolável sabor
Da tua sensualidade dos meus sentidos
Mar de ondas invisíveis do nosso próprio silêncio
Onde acaricias a nudez da longa madrugada
Com a cumplicidade tão nossa, meu amor
Os olhos aquecem, semeiam os nossos beijos
Tu teces a minha pele, que rasteja no teu calor perfumado
Da tua alma, da tua carne quente, do teu coração
Semeias as palavras em cada respiração pela boca do desejo
Tira o fôlego com o toque das tuas mãos da carne trémula
Devorando a fome da nossa pura nudez, com o suor em chamas.

DESPIDOS RAMOS

- Despe-me o corpo
Como se de uma árvore tratásse
Nas tempestuosas chuvas do outono

-Toma-me nas noites quentes de verão
Nos beijos dados da minha boca

- Rouba-me os calafrios da primavera
Onde pintei o teu corpo em torno de meu

- Ama-me com os ramos despidos de folhas
Com a veracidade com que caiem no chão.

Se o meu último dia fosse hoje
- Diria que amei tudo (...)
- o que mais podia ter amado.

Queria poder costurar o amor
No peito de quem nós mais amamos
Costurar o perdão na alma
(...) O amor no coração.

Escrevo na tua pele
Somente doces palavras
Tatuadas com beijos (...)

"A minha boca segue o instinto
Como o mar doce e salgado
Dos teus lábios, onde saboreio
(...) o teu doce despertar "

Eu já sei que vai doer
Mas preciso escrever
Toda a minha dor (...)

"SEI DE TI, SEI DE TI"

As trevas persistem no nosso caminho
São as tormentas que sempre desesperam
Na chegada submissa do nosso desespero
Bocados, pedaços de uma curta existência

Amei-te tanto como sempre quis amar-te
Desejo-te tanto como sempre te desejei
Só sei de ti pelas flores do nosso jardim
Só sei de ti pelo murmúrio na água da fonte

As trevas corrompem a estrada de fragas
As giestas gritam de dor entre as quimeras
Canteiros espezinhados que rasgam as vestes
Alagam e apedrejam a imbecilidade do poeta

Sei de ti pelo uivo do lobo, na serra, no monte
Sei de ti pelo vento que trás a tempestade de neve
Sei de ti pelo murmúrio das flores em desespero
Sei de ti pelas águas que correm no rio do sonho.

Tu és o meu epicentro da manhã
E é nos pequenos momentos
Que valem um perdão (...)

As tatuagens gravadas
(...) são emoções de amor
No rico sabor dos teus lábios "

Quem te ama faz-te sorrir
.....e nunca te dará lágrimas (...)

Meu Deus enfeita a minha vida
Mesmo quando for escura e triste

DESPI-ME DE MIM OU DE TUDO

Despi-me do meu orgulho, para ficar contigo
Despi-me dos sentimentos, para serem os teus
Despi-me do preconceito, pelo teu amor
Despi-me da tristeza, para ser a tua alegria
Despi-me do meu corpo, para ter o teu
Despi-me de viver, para viver contigo
Despi-me do meu sorriso, para ser o teu
Despi-me da minha pele, para ficar na tua
Despi-me das fraquezas, pela tua modéstia
Despi-me das loucuras, para não te perder
Despi-me dos sonhos, para os realizar contigo
Despi-me da mentira, para conhecer-te na verdade
Despi-me do meu egoísmo, para ser a tua liberdade
Despi-me da minha arrogância, pela tua simplicidade
Despi-me de mim própria, para sermos um só
Despi-me de tudo, só para te fazer muito feliz.

(...) Meu amor

Em cada detalhe da nossa vida há sempre um sinal de Deus.

A única liberdade possível neste mundo
.....é a liberdade de poder escolher
A nossa própria prisão:(

AMANHÃ

A solidão assusta-me
E ao mesmo tempo seduz-me
Mas não quero estar sozinha
A tua ausência dói em mim
A minha alma chora, a tua em mim.
Sobre a mesa está uma carta
Que fala sobre os nossos sonhos
Sonhos, sonhados e não realizados
Tantas coisas de nós, os dois
Escritas numa simples folha de papel
Tantas passagens de nós dois
Das nossas viagens, dos nossos passeios
Vividos e passados em família
Não importa onde iremos amanhã
Nem onde iremos parar
Eu só quero é estar contigo.

Ouve as palavras, são batidas do meu coração
Murmúrios (....) Da minha boca nos teus lábios.

Vai chegar um dia, um tempo
Que não serei mais nada senão palavras.