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Coleção pessoal de IsabelMoraisRibeiro

421 - 440 do total de 947 pensamentos na coleção de IsabelMoraisRibeiro

"ADVENTO"

"Senhora do Advento"
"Senhora dos nossos caminhos"
"Senhora dos nossos sonhos"
"Senhora da nossa esperança"
"Senhora das nossas lágrimas "
"Senhora das nossas flores"
"Senhora das nossas horas "
"Senhora da nossas esperas"
"Senhora do nosso silêncio"
"Senhora das nossas memórias"
"Senhora do nosso tempo"
"Senhora das nossas dores"
"Senhora da nossa felicidade"
"Senhora das nossas palavras"
"Senhora das nossas preces"
"Senhora da nossa solidão"
"Senhora do advento rogai por nós"

"OUTONO"

Outono, outono meu...
Quero entregar-te os meus delírios.

Nas ruas do nosso outono
Onde os nossos passos vão ficar

Folhas do abandono pelo chão
Que um dia o vento vai levar

Os nossos olhos verão tudo a mudar
E eu escreveria um livro só para te ver chegar

Se eu te fosse contar, antes de te encontrar
Subiria os montes, desceria as ladeiras

Enfrentaria perigos, sentiria a força vento
A romper a fúria de uma tormenta

Molharia o corpo neste mar profundo
Dormiria com o teu olhar, perderia a noção das horas

Se as ruas do nosso outono pudessem
Despiriam as vestes da hipocrisia em folhas

"SILÊNCIO"


Do meu silêncio resta tão pouco.
Eu queria fazer e trazer-te uns poemas
Mas trago-te apenas
Apenas estas mãos vazias de quimeras
Não consigo ler, nem tão pouco escrever
Perdi as palavras, perdi o jeito de ler
Enquanto os meus olhos caminham
A minha alma dissolvia-se em lágrimas de sangue
Dentro do meu livro está a cinza das horas
Horas, horas cruas de palavras calmas
Firmes que caminham levemente.
Palavras tão minhas com sentimentos
De alguém para ninguém
Tento escrever com insistência
Estas letras tingidas de amor
Apenas os meus gritos
Ecoam silenciosamente dentro mim
Oprimindo os meus sonhos
E as minhas pobres esperanças
Queria prender o tempo
Mas ele foge e esvanece-se!

"SE EU PUDESSE"


Se eu pudesse voltar...
Voltar atrás no tempo por momentos.
Seria talvez louca...
Mas procuraria na tua boca...
O sopro de vida que me falta neste momento.
Se eu pudesse...
Correria para os teus braços sem pensar...
Deixando, o passado ser o nosso presente.
Sem medo, como outrora, éramos só nós os dois.
E, se eu pudesse controlar o pensamento sem rodeios...
Esqueceria o passado, viveria o nosso presente.
Tão presente em nós!

"TERNURA VINCADA"


Prenúncio de alva beleza
Talvez de adoração e prece
Olhei devagar para o espelho
Ele falou comigo em silêncio
Mostrou-me o tempo vivido
Vivido no meu rosto
Mostrou-me como eu mudei
Novos traços, novos vincos
Rugas que agora estão mais fortes
Por um instante não me reconheci
O meu próprio reflexo que ali mostrava
Penumbra vivem os reflexos de esperança
Na pausa da incerteza notei o meu olhar
Um pouco cansada da fúria do tempo
Do meu interior, quero um vestido de flores
Suave reticência deste cansaço
Que ainda existe o brilho de tantas coisas para ver
O meu olhar ainda está vivo
E não importa as lágrimas ou sorrisos eu dou de mim
Do outro lado do espelho existe tanto
Quando eu me imagino
Um mito de existência e de desencanto
Silencioso o meu destino
Foi o tempo do meu pensamento
Tempo que nunca será feroz e duro
Para eu deixar de ter esta importância comigo
Tempestade, vento indaguei a idade como solução
Veio o tempo dos meus olhos, da minha pele
Onde cada traço que tenho são apenas
A prova do que já vivi cheia de amor, de dor e esperança
Será que só eu vejo as mudanças do tempo no espelho, ou não!

"JARDIM DOCE"

Os versos que te fiz meu doce amor
São os silêncios do nosso amor
Que enquanto as flores não crescem
Dormem os poetas nos sonhos merecidos
Por vezes escrevem, sem escrever
Palavras retidas a jogar com as letras escondidas
São frases surdas talvez mudas
Cegas de tanto amor, feitas de alegria
É tão cedo para me despedir das solarentas manhãs
De tentar esquecer a eterna magia das tardes
Só de lembrar-me do tempo e das noites tão vividas
Tudo o que sinto do que não foi esquecido
Está junto à porta, um vaso de orquídeas
Onde tocam uma melodia de violino divinamente.
No jardim as folhas das árvores, dançam como bailarinas
Dou-te os meus pés descalços, das minhas doces manhãs
De flores perfumadas, sabores da nossa cozinha
Risos doce das crianças, pedaços da nossa felicidade.

"CAFÉ"

Queria sedar a minha dor
E a subnutrição da minha alma.
Manhã intensa esta.
Que senti a dilacerar-me o peito
Onde não fui capaz de sentir
Estes meus sentimentos
Perdi-me no tempo da ausência
Do vazio
Do fundo negro no horizonte
Nas turvas linhas
Rouca voz
Trêmulos os gestos
Quando entrei no teu corpo
Espreitando as invisíveis ruínas
Pelo som da tua voz
Confortas-me como podes
Desfazendo-me os nós
Da minha solidão e do vazio
Com um brilho cintilante
Despertaste-me para a vida.
Com um café quente com canela.

"FADA DOCE"



Quem me dera ser uma fada
Para viver num mundo encantado
De fadas com asas para sentir o vento
A bater no meu rosto, sem tempestades
Sem ansiedade que me finge
E devoram de saudade de ter-te nos meus braços
Quero-te nas noites tardias, sem cobranças
Que se perdem entre os nossos olhos
Quero-te no refugio dos sentimentos, nos beijos
Náufragos de sentidos, de encantos na alma
Quero-te nas horas que marcam a tua chegada
Perpetuam as palavras sussurradas no meu ouvido
Quem me dera ser uma fada no enlace do nosso destino!

"SEDE DE POESIA"


Escrevo com sede de poesia
Poemas de amor com travo a canela
Gaivota que se deixou envolver
Trazia consigo o aroma a maresia
Com o sal na boca feita em poesia
Rouxinol que adormeceu a cantar
Na minha mente, nasciam as flores
Mais belas do meu jardim de amores
As minhas asas livres batiam os sonhos
Sonhos escritos em versos na areia branca
Os meus poemas são a música que ninguém toca
São gritos, sentimentos, lamentos e esperanças
Memórias do passado que eu acreditei no presente
Escrevo com sede de amor, no meu pranto de poesia!

SACIADAS ESPERAS

Desejo que o silêncio sussurre mil palavras
O brilho dos nossos olhos no silêncio da paixão
Perdidos na fusão do desejo que nos une
Desnuda-me a carne ancorada no teu corpo
Porto de abrigo que brota
Em vida nas saciadas esperas
Longas e tristes que rompem a tormenta
Da solidão esquecida
Marca-me a pele com o teu fogo ardente
Queima comigo os teus medos
Os teus desejos ardem conosco
Nos entrelaçados pensamentos
Onde seremos combustão no nosso tempo
Neste meu corpo que te pertence
Nos poemas que escrevo levados pelo vento!

"TEMPO"

As manhãs explodem...
Num inferno feitos de silêncio.
Onde os estilhaços são flores.
Sombras de pétalas perfumadas.
Feitas de ruínas...
Inacabadas de desistências do meu ser.
Olho o céu.
Sorrio para o vento.
Choro para chuva.
Acaricio o tempo
Onde desnudo-me de palavras.!

"LIVRO CERTO"

Existe um livro dentro de mim
Que cresce dentro do meu coração
Aumentado a minha fome da escrita
Entre os versos, os poemas
Que ainda não nasceram
Escrevo tantas vezes o que ninguém entenderia
Palavras escritas no livro do meu interior
Noites em claro paridas de letras
Escritas em palavras
Num parto com assistência poética
Agonizo de alegria em cada parágrafo escrito
Escrevo palavras de amor, dor e saudade
Da esperança de poder olhar o mar
A sua dimensão infinita
Ele lembra-me os amores possíveis e impossíveis
Escritos em grandes livros feitos de paixões
Assim como a paixão
O mar é indomável e misterioso
Existe um livro dentro de mim
Que são páginas na gravidez de sal
Palavras de espantos quentes e frias
Onde por debaixo do vento
Em cima do tempo absoluto, envolvente
Profundo como o mar, que jamais sabemos onde acaba

"MÃE É SER"

Ser mãe é carregar-te
Durante 9 meses no meu ventre
É sorrir para a vida no primeiro segundo
Que tu estás nos meus braços
É ficar com o coração nas mãos no primeiro dia
Que vais para o infantário
É enxugar as tuas lágrimas e as minhas.

"SEGREDOS"


Toma todos os meus segredos
Guardados no meu peito
Dos muitos poemas que fiz
Restam poucos na gaveta da cômoda
Alguns já desbotados, sufocados pelo tempo
Rasgados, mudos, cegos que já não falam
Procurei a inspiração no mar
Nas ondas mergulhei os meus desejos
Perdi-me nas letras escritas que eram quentes
Nos poemas engasgados, rotas do nosso destino
Doce sabor que devora-me aos pedaços.
Escrita entre o concreto
Abstrato pelas ondas no meu leito!

"NOTAS"


Pinto as notas de meu querer
Notas flutuantes no cair da tarde
Que atingem os nossos momentos
Sonhos maravilhosos e belos
Onde o nosso amor é testemunha.
O vento lá fora sacode as árvores
Ouve-se o barulho dos galhos
Deito-me nos teus braços e adormeço
Ao som das notas de uma canção.
A minha alma procura nas tuas palavras
Doçura da tua voz e dos teus beijos.
A esperança de amar e de ser amada.
Mesmo nas noites ventosas e sombrias
Onde a tempestade torna-se calma
E sente-se o orvalho da manhã
Desses momentos eternos em nós!

"CAMÉLIAS"

Queria colorir as mágoas
Não me perguntes quem sou
Acordei e bebi o meu silêncio
Atirei fora as minhas respostas
Perdi as memórias nos espelhos
As manhãs são de luta e neblina
Tropeço na cegueira das emoções
Nevoeiro de acácias íntimas e feridas
Adormeço no muro das indecisões
Abro as mãos às últimas palavras
Descontentamento da alma que me dói
Benditas camélias que estão a chegar
Que tocaram o meu mais profundo coração!

"DESENCONTRO/S"

Peito meu, minha dureza
Alma branda, fogo acesso
Amo a quem ofendo
Suspiro a quem desejo
Ausência de sentimento
Abranda o coração
O cheiro a poejo deitado na panela
Erva aromática plantada na terra
Ó terra não me renegues sepultura
Depois de morto
Onde o meu corpo repousará
Das saudades pungentes
Atinge a alma o coração
Porque ferir-me lentamente
Desta prece de amarga ilusão
Sangra a tortura no peito
Quimera doce, vida passada
Charco imundo, lamaçal profundo
Que passo triste a lamentar a vida
Onde não entra luz, só entra a morte.

AMOR MEU

Esperei por ti toda a noite
Vi as horas passar ao longe
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Foram tantas noites em claro
Parindo poemas, palavras devagar
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Senti o calor das velas a queimar
Cansadas de iluminar a esperança
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Onde acabei num sono profundo
Ao sabor do vento feito em ventania
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O amor que por ti sentia, ficou na chuva
Desfeitas em lágrimas como missangas

AMO-TE, AMO-TE

Amo-te de uma maneira inconfessável
Amo-te como....
uma folha que cai da árvore pelo vento
Como as árvores que choram as folhas
Que deixaram de viver
Como uma trovoada que assalta a minha alma
Como a água que nasce na nascente e sacia a minha sede
Meu amor de madrugada quando me perco e te perdes
A vida está calada entre os braços que te cerco
E os beijos que te dou com sentimento e ternura
Permanece o lume, onde acaba o dia e paira no ar a noite
No teu calor, deito-me segura.
Onde amo-te de uma maneira inexplicável!

"SEGREDOS"

Dedos por dedos que descobrem segredos
Nos poemas de tantos caminhos que travo
Dúvidas lamentos que o mundo grita por dentro
Dores de um silêncio das minhas rugas e vincos
Contam a história escrevendo o que sou, fui e serei!