Coleção pessoal de EdgarFonseca
A fragilidade do amor, iguala-se a fragilidade do tempo, tão suave e sensível que quando passa, pela nossa vida, torna-se muitas vezes difícil alcançá-lo na mesma proporção que foi um dia.
O amor é uma lei dura que impõe como sanção a fidelidade, mesmo que seja algumas vezes difícil cumprir esta lei, não é impossível, pois, o amor requer de nós abnegação total de tudo o que não constrói a felicidade.
Sou o tempo que passa sem retorno, a magia que se espalha pelo vento e te traz a certeza que vale apena viver, ainda que, não haja mais motivos para confiar no amor.
Rasguei as minhas vestes tal como pilatos, mas, não me permiti lavar as mãos para renegar o amor infinito que desafia o meu coração, tão nobre e suave paixão, deixei-me julgar e crucificar-me pelo teu sentimento para me tornar no símbolo indelével do teu amor.
Os novos caminhos, abertos pelos nossos passos, nos iludem e nos levam a pensar que somos filhos de deuses gregos, que num grande trovão, nos tornaremos eternos, quando na verdade, o soro da vida eterna, se encontra envolvido entre a magia retumbante dos teus beijos e o suor dispendido pelo teu corpo.
A mulher é a arte e canção que não tem tom, nem cor, é o vulcão em erosão que queima o coração apaixonado, mas, não causa estragos.
Sinto e penso no mapa que me guia, sobre o espírito de vitória que me vai acalentado, a cada passo que dou sem receio da vida que me está pela frente, num sentido desafiante e certeiro coloco a mulher divina do meu mundo, como a grande bússola que me conduz para a felicidade.
A mulher, não é apenas uma flor que se deve regar ao longo do dia, da vida e do tempo, é a magia que nos embala em noites de tempestade e, a certeza que o amanhã nascerá e será ainda mais saboroso viver.
Se te condena o coração por amares, larga o teu corpo aos seus sete mares e, deixa-te embalar pelas ondas do meu amor, que de lá somente sairemos com a sentença de morte.
Já raia o sol que clama o nascer de um novo dia, a incerteza da vida que se viverá hoje abala o meu coração, talvez por viver fadado sobre o receio deste novo dia, que absorverá com o vento a magia da noite passado vivida entre o desejo e apaixão infinita.
O tempo leva o suspiro que te afaga entre a melodia da noite que se acaba e, o desejo da brisa suave, que no toque mágico da Kianda, traz refletida na lua a pureza magistral da tua beleza.
Rasguei o tempo de pandemia, sobre a calçada do teu coração, em busca de cura para doença que assola o mundo e, numa irrefletida, mas, harmônica simbiose entre o desejo de te amar e estar curado da CONVID-19, descobri que és o antídoto mais perfeito, que suaviza o receio de estarmos parados no tempo em busca de solução para voltarmos a viver amanhã.
Despi a minha alma, em meio à tempestade para me cobrir com o suor do teu corpo, em linhas finas e suaves das leis da gravidade, que reflectiam a silhueta prefeita do teu perfil, deixei-me embebedar pela doçura dos teus lábios que sussurravam suavemente o meu nome.
O crescimento social e econômico de um Estado não depende apenas dos programas dos Governos, depende tão - somente da capacidade produtiva laboral e intelectual do seu povo.
Muita gente no mundo e pelo mundo se quer formar, mas, poucos querem absorver e obsorvem conhecimentos, daí que, somente alguns quantos, conseguem atingir a prosperidade econômica e social usando o seu intelecto e as suas habilidades natas e inatas.
Quando os governos africanos tiverem a consciência de que o povo é uma prioridade para que os países se desenvolvam na sua plenitude, o mundo conhecerá uma grande transformação política, econômica e social.
O povo que estende a mão em busca de solução para os seus problemas, apenas na dependência dos programas dos seus governos, a partida é um povo votado a desgraça, pois, só conseguimos ser prósperos e tornar os políticos nossos parceiros, quando demostramos capacidade de viver a nossa própria custa e, que o Estado é um complemento.
A triste canção cantada pelos jovens da minha geração, conservam já o seu disco e, quiçá cassetes riscadas, pois, a única melodia mais sonante e desagradável que se ouve é “QUEREMOS EMPREGO”, mas, não se lembram, que enquanto capital humano intelectualizados somos o emprego encarnado em nós mesmos.
Quando os intelectuais do mundo usarem a sua capacidade para fabricarem dinheiro, usando a sua inteligência, tornando as instituições financeiras como suas fiéis parceiras comercias e empregadas indiretas, teremos uma humanidade cada vez mais próspera e pouco miserável.
Poucos sabem manejar a banca e, muitos dos que sabem, não se predispõem a ensinar, daí que, o mundo apenas sorri para quem torna a banca a sua empregada, que mesmo dormindo, muitos ganham na proporção justa em que uma instituição financeira bancária ganha.
