Coleção pessoal de EdgarFonseca

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Adaptamos a nossa vida ao batimento do nosso coração, que muitas vezes forte como o aço, nos leva acreditar que somos seres imortais e muito amados.

Escondo a minha essência no deserto da minha vivência, tal sofrida a alma da minha solidão, que consome intensamente o coração, que me adorna de tristeza.

Cada humano conserva em si o escultor sublime da natureza, mas, poucos são os que valorizam a sabedoria de criar obras de arte feitas humanas.

Fiz um caminho sem volta na estrada do teu coração, hoje esqueci-me do mapa que me leve a regressar para dentro de mim, porque tenho-te como a bússola mais preciosa que me leva a navegar com segurança no mar da felicidade.

O lar confortável da nossa alma é tão-somente a nossa mente, pois, é sobre o nosso pensamento, onde se conserva a essência do que somos e, do que pretendemos ser.

Quando o ontem passou sobre nós, sequer sabíamos o significado real de viver um dia de cada vez, mas, hoje somos parte de um mundo globalizado, que nos aconselha a sermos felizes, mesmo que o amanhã nunca mais chegue.

O agora não tem tempo, nem espaço, apenas se vive, mesmo que não tenhamos esperança, nem certeza que o amanhã chegará.

A dor não é uma censura para o nosso coração, é apenas a força sublime dada a nossa mente, que nos transforma em seres melhores e mais bem talhados para enfrentar as adversidades da vida.

Sobre pequenos passos, damos largas a nossa imaginação, embora não encontremos tudo o que desejamos na vida, ainda assim nos contentamos por amar, mesmo não sendo nós eternos.

Os progenitores têm de ser o farol que conduz os filhos para a felicidade, porque, se este farol for a ofuscação dos sonhos dos seus filhos, este é considerado tudo, menos o guia certo para o seu descendente.

Cada alma tem o seu propósito na terra, por isso, ninguem pode impor a uma criança que siga um caminho que ela não quer, para satisfazer o sonho frustrado de seus progenitores.

Um silêncio que nos traz histórias que vivemos sem tempo, mas, que nos recolhe para um tempo que não vivemos e ainda assim, reivindicamos dizendo ter sido bom, quando nem sequer importância demos a nossa infância.

Somos pequenos arquitetos de uma vida sem fim, mas, vivemos como pequenos hóspedes em corpo de desconhecidos.

Quando te faltar o ânimo para sorrir, sorria apenas pelo simples motivo, mas, muito importante de ter acordado para viver mais um dia.

Transforme a sua vida em uma grande fazenda de amor, onde a tempestade tudo quer devastar, mas, as sementes do pudor, da paixão, do respeito, da harmonia e da fidelidade aí semeada, apenas nos leva a colher FELICIDADE.

A nossa mente é o nosso maior confidente, mas, não consegue guardar um segredo que seja, a capacidade absorvente do coração.

Um pouco de nós, sabe que apenas vive para compensar a vida de quem nos acompanha nesta longa jornada da vida, outro pouco, espera encontrar motivos para vivermos para nós e, em nós.

O tempo consome as nossas certezas, quando a idade nos cobra por amizades sinceras, que nos têm sem competição, mas, que nos querem e têm-nos como parceiros da vida e para a vida.

Quem não sufoca ao passar pelo deserto solitário do seu coração, não tem a pureza da sua mente a vaticinar sobre a vida.

Sobre a brisa suave do vento trazido do Natal que vem chegando a casa de cada angolano, me sinto esbafejado de alegria em saber que Cristo nascerá no coração de todos os humanos, mas, fica em mim de vela, a preocupação em saber o que fará sorrir aqueles que nada têm para comer hoje e nesses dias de grande depressão.