Coleção pessoal de EdgarFonseca

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Os suspiros que acompanham as noites que lapidam a nossa alma, mesmo que inocentes, nos tornam sombras em trevas criadas pela harmonia vivida entre a ternura e a paixão atingida pelo nosso coração.

Sem receio da copiosa falácia retumbante dos lençóis que nos embalam, escorraço a noite que nos embebeda com os aromas dos nossos corpos, que sentidos e precionados pelo desejo de amar, nos levam a consumir o o desejo do nosso corpo horas em fio, sem pressa que o amanhã chegue.

Fiz um balanço do tempo que um dia se foi embora, sobre a nostalgia do suor que embalou o teu corpo no sono do meu amor, dooei parte do meu coração ao teu profundo suspiro.

Já rasguei páginas inteiras de varios livros escritos sobre o meu coração, mas, nenhuma das páginas reescritas de muitos livros da vida, traduziram o sentido real do amor.

Somos donos da nossa própria vida enquanto detemos a possibilidade de respiramos, mas, a vida nunca nos pertencerá em pleno.

A única certeza que temos sobre o nosso alento, é o sentimento voltado ao facto, de que todos os seres vivos são mortais.

A linha do tempo, marca os passos que damos indefinidamente em busca de auto-realização, mesmo que a nossa esperança não alcance um novo começo.

Por mais que se busque maneiras de empregar todos os jovens desempregados de uma Nação, estes jovens só serão fundamento para o desenvolvimento do seu País, se admitirem o emprego com sentido de Estado, retirando da sua consciência a ganância, que os leva a CORRUPÇÃO.

O dinheiro posto à disposição dos Estados para incorporarem no orçamento de um País, não provém do nada, é sim dinheiro colocado nos cofres do Estado pelo povo, por intermédio do pagamento das suas obrigações ficais, por isso, o povo não tem de agradecer, quando o Estado cria programas que os satisfaçam.

A estabilidade social de um País, não está na elaboração de um programas político bem concebido, está antes, na capacidade dos gestoras públicos tornarem eficazes e concretas as suas ações, que visam resolver na prática os problemas reais que afligem o povo, que vive em extrema pobreza.

O programa de estabilidade econômica e social criado por um Estado, tendo em conta o futuro, quando no presente se vive a instabilidade extrema, torna este programa um fracasso logo à nascença, pois, não se pensa em estabilizar o futuro, quando o presente não nos dá a certeza de que voltaremos a ter um amanhã.

As Finanças Públicas só servem de facto para satisfazer os anseios do povo, quando os gastores da coisa pública entendem que o dinheiro colocado a sua disposição em nome do Estado, servem para gerar riquezas para povo e pelo povo.

Realizar despesas para a satisfação de um povo dilacerado pela pobreza, implica, tão somente, ter a capacidade de sentir o mínimo possível, o sofrimento que assola a vida de quem pretende ver o pão na mesa para alimentar os seus filhos.

As Finanças públicas num País que se quer sustentável, constituem a base sólida para o desenvolvimento de uma Nação, mas, para que isso seja possível, é preciso que a transparência na execução orçamental seja um facto real.

Temos o tempo aparentemente a contar contra a nossa existência, a frustração de alguns Governos vai levando alguns países a levantarem as medidas de segurança, colocando o povo expostos ao perigo, esquecendo-se, que não se governa um Estado com gente doente ou gente morta.

O desemprego é um mal que dizima inúmeras famílias. Mesmo no silêncio que acompanha a sua atitude, frustra a mente inconsolada de muitos jovens desta Angola afora que pretendem dar o melhor para o bem dos seus filhos.

As Autarquias mudam a vida do povo em contexto de paz e estabilidade, sem estes dois elementos, realizar eleições autárquicas sob o sudário de uma pandemia como a COVID-19, nos torna iguais a animais selvagens, que priorizam a presa em detrimento da colectividade.

O optimismo tem de fazer parte da vida de cada ser humano como se da sua respiração se tratasse, pois, quem busca prosperidade sem ser optimista, iguala-se ao vento, sopra por todo lado, atingindo todos os alvos, mas, não alcança um objectivo concreto.

Temos pressa de alcançar o normal para as nossas vidas, mas, não conseguimos perceber que a nossa vida nunca teve de facto um normal e, que nós e as nossas escolhas diárias é quem tornamos o nosso viver como sendo normal ou anormal aos olhos de quem nos contempla.

Sempre que colocamos os nossos olhos em alerta, em busca de compreensão sobre o meio em que nos envolvemos enquanto humanos, nos apercebemos que somos úteis apenas, quando depositamos a nossa felicidade no banco do nosso eu espiritual.