Coleção pessoal de EdgarFonseca
Os jovens devem aprender a buscar a sua auto-satisfação com trabalho e autonomia; pois, enquanto dependerem dos financiamentos para se afirmarem como seres úteis para sociedade, viverão aprisionados aos bancos e/ou aos seus financiadores.
O entusiasmo político, atiça a vontade da juventude em ver a sua vida cada vez mais desenvolvida, mas, os programa políticos criados pelos Governos não contemplam a juventude como prioridade, pois, as políticas actuais têm em vista a preparação da velhice dos actuais políticos.
Alguns universitários, licenciados, mestres e doutorados, tornam-se apenas meras utopias do saber pelo mundo, pois, da Universidade a vida prática, apenas conhecem o desemprego como o fundamento do seu aprendizado.
Há geração COVID irá revolucionar o mundo, pois, a forma como os países se estão a preparar para formar os seus cidadãos, mostra que a filosofia do ensino presencial e as relações interpessoais físicas, estarão ultrapassadas no tempo e no espaço.
“O anonimato, em certa medida da vida, nos torna uma verdadeira estrela cósmica, que na estrada da vida tudo pode e deve e não precisa prestar contas ao mundo, por isso, sejamos mais anônimos possível que a vida nos correrá da melhor forma.”
“A racionalidade nos torna reféns de uma vida pouco ostensiva e ousiosa, o que leva a que os quatro tenebrosos pontos da nossa vida, nos tornam em alvos de julgamentos silenciosos e conspiratórios de muitos que se juntam a nós como amigos, mas, que conservam em si a única intenção de se certificarem da nossa QUEDA.”
“Sobre pequenas palavras escritas com letras de bronze, cantarolo sobre a mente dos filhos sofridos desta Angola à fora, sem medo do tempo que passa, me assumo velho num corpo de jovem, que pretende ser jovem no corpo de velho, quando este tempo chegar.”
Santificamos o dia em que nascemos sob o mérito do esforço da mulher que nos trouxe ao mundo, como guerreiros altivos e destacados, aprendemos a lutar pela vida, num campo de batalha cujo inimigo são apenas expressões nostálgicas da nossa mente.
‘’Criamos convicções de que é possível existirem amigos na e para vida, mas, quando menos esperamos, nos apercebemos que somos amigos do nosso próprio eu e, que os pseudo-amigos que ao longo da vida nos acompanham não passam de meros juízes, que censuram a nossa vivência com alguma credulidade.”
Cravamos os mistérios sobre a nossa passagem pelo mundo, como se de um teatro se tratasse, onde a certeza sobre o final previsto no guião da vida, encontra-se secretamente escondido na mente do seu director de produção, que no teatro real da nossa vida chama-se DEUS.
A orfandade consome os homens mais sérios desta terra, que sob a vivência amarga das suas vidas, nunca conheceram o real amor de seus pais, talvez porque mesmo vivos fisicamente, esses pais, há muito tivessem morrido na mente e coração dos seus filhos.
Em pequenas coisas, encontramos a esperança de um futuro risonho, sobre um presente mal concebido, estão talhadas vivências de um passado jamais construído.
Muitos degraus ser-nos-a posto pela frente pela vida, mas, poucos passos saberemos dar para atingirmos o cume da nossa prosperidade, pois, alguns figurantes da vida se irão passar por amigos, para nos destruir, mesmo que não haja um motivo aparente.
A melhor fórmula para vivermos as alegrias ínfimas do mundo, passa por sabermos falar mais de nós e da nossa curta metragem que é a nossa vida, porque muitos irão nos julgar por sermos bons e outros nos irão julgar por sermos maus, daí que, no final de tudo, o que mais importa é termos um carácter digno.
Há um ruído na fala dos beligerantes da nossa vida, que em meio a inquietude não conseguem perceber porque razão não falamos da vida dos outros, mas, ainda assim, nos consideram arrogantes e convencidos por apenas sabermos falar de nós.
O realismo sobrepõe ao ideal, por isso, não podemos atinar na ideia de vivermos um novo normal, quando a realidade do nosso País, não expira sequer confiança para expormos os nossos filhos ao risco eminente de serem contaminados pela COVID-19, circulante nas salas de aulas.
Fornecer energia e água ao povo é um dever básico dos governos pelo mundo, porém, se estes bens elementares não chegam a população em tempos normais, que garantia tem o povo, que agora com a pandemia e sob pressão do reinício das aulas a água jorrará em abundância nas escolas?!
Devemos temer por um futuro triste economicamente, pela pressão e pelas austeridades que o credor do nosso Estado tem nos imposto, pois, todas as medidas até agora impostas pelo FMI a Angola, colocam cada vez mais o povo abaixo da LINHA DA POBREZA EXTREMA.
Quando um povo não trabalha para atingir a prosperidade, não reclama, nem se opõe perante aos sistemáticos aumentos fiscais absurdos de que os seus governos lhe impõem, pois, um IRT colocado sobre o salário desgraçado do povo, é claramente um insulto à dignidade e a miséria das famílias.
Um povo que não sabe o valor real da sua força de trabalho, não percebe o que ganha, nem reclama pelo mau pagamento que lhe atribuem.
