Coleção pessoal de EdgarFonseca

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Se a busca pela eternidade não se consumar enquanto estamos vivos, quem nos garante que um dia chegaremos a voltar a estar juntos num mundo que não se acaba, quando ainda nem sequer conseguimos entender o fundamento da nossa existência neste mundo actual em que vivemos.

Energize os seus passos com a sinceridade do amor que os seus filhos lhe depositam, pois, a crença de que os seus dias serão melhores, provém da convicção do seus filhos de que tu és o herói ou a heroína da sua vida e, que contigo do lado deles, o seu futuro é uma certeza.

Nascemos para encontrar a nossa liberdade espiritual, mas, depois que nos envolvemos com o mundo material, deixamos de parte a convicção de continuarmos a caminhada em busca de satisfação imaterial e nos tornamos em instrumentos atípicos do mundo.

O mistério que norteia a nossa condição humana, nos leva a estar convencidos de que somos pequenos deuses, pelo simples e enigmático facto, de sermos capazes de gerar seres que se assemelham a nossa condição enquanto humanos.

Sobre a cientificidade da nossa existência, está forjada o mistério da nossa inexistência, pois, somos seres concretos, motivados apenas pela nossa própria convicção.

A lógica alcançada pelo nosso pensamento acerca do mundo, nunca será suficiente para entendermos os fenômenos que abalam a natureza humana.

Por mais que busquemos entender o mundo, nunca encontremos uma explicação cabal que nos leve a perceber em concreto o motivo da nossa real existência.

Mesmo que os nossos pés já não encontrem forças e firmeza para continuar a marca da vida, devemos sempre lembrar que não se atravessa um rio, sem que haja uma ponte submerge entre os dois lados de terra firme, assim é a vida e a morte, ninguém morre, sem que antes esteja vivo.

Sobre o nosso sucesso, está escondido o medo do que não queremos perder, mas, na ânsia de buscarmos a prosperidade deixamos o tempo levar a brisa que um amenizou a intensidade do calor que aqueceu o nosso coração.

A Pátria que conserva os seus filhos sobre as suas asas, ainda que fragilizada pelas circunstâncias impostas pela onda da pandemia que flagela o bem-estar do seu povo, deve ser respeita e honrada como se fosse uma mãe de primeira viagem em plena maternidade a parir o seu primeiro filho.

As graves convocadas durante ou depois de uma Nação ter vivido e/ou observado o Estado de Emergência ou Calamidade, não têm fundamento, pois, para além do postulado pela lei, a que se apelar aos cidadãos que tenham o sentimento de Estado, elemento basilar que fundamenta a existência de uma Pátria Una e Indivisível.

Quando o mundo não mais sabe como se posicionar para ultrapassar a pandemia que asfixia a economia e a vida do povo, alguns indivíduos com alguma acefalia, lutam para criar instabilidade social, convocando greves para reclamarem aumento de salário, quando, o momento agora exige a canalização de fundos para garantir a sobrevivência de um todo.

A chave do progresso de uma Nação, não está estandardizada, nem irraizada ao sector da justiça, está antes alicerçada ao sector da saúde e da educação; pois, sem saúde e sem educação, não há legislação que fundamente a existência de um povo.

Certamente que pretendemos trabalhar para ganhar um bom ordenado, mas, se a nossa irresponsabilidade e falta de empenho forem incompatíveis com que ganhamos ou pretendemos ganhar, a partida podemos ser considerados indivíduos racionalmente insensatos.

O maior de todos os erros que cometemos na vida, passa por acreditarmos que ser feliz é nos deixarmos viver à mercê da vontade do mundo, ainda que este mundo nos pise.

Quando um político acredita que as suas ideias e convicções agradam a todos, é porque perdeu a sua essência e vive sobre a vontade manipulada daqueles que o rodeiam.

Quando um deputado confunde a casa das leis com um dormitório, passa a mensagem aos seus eleitores, de que devem acordar as suas mentes adormecidas pela ignorância e pelo obscurantismo.

O referendo é a via mais eficaz e mais consensual para se alcançar o consentimento do povo, na criação de leis ou programas políticos que visam resolver os problemas de um Estado, de outro jeito é tudo fantasia teatral.

As leis não são no essencial criadas para uma generalidade de pessoas, elas são criadas sob a forja da satisfação da vontade e do interesse dos seus criadores.

Não se aplaudem discursos, pelo simples facto de ter sido lido por um bom orador forjado na política, aplaude-se antes, um bom discurso, quando percebemos a essência do seu conteúdo.