Coleção pessoal de bodstein
Às vezes, tudo que uma pessoa possa vir a fazer para confiarmos nela é muito pouco perto do que ela já fez para que a gente não confiasse nela.
O verbete "Negro", pelo dicionário, é sinônimo de "sombrio, triste, tenebroso, amargo, nefando", etc. Se sua cabeça associa tudo isso a um ser humano, então o problema está em você, e não no dicionário!
O diferente, para os intolerantes, é como o mel deixado às formigas: se houver um caminho para chegar até ele, esteja certo que o encontrarão.
A ignorância por quem nunca pode aprender, ainda que lastimável se mostra absolutamente compreensível. Já o aprendizado de quem nunca dele fez uso para ver o mundo de outra forma daquela que lhe ditam, não só se mostrou de uma inutilidade inequívoca quando absolutamente deplorável!
Atualmente nos deparamos com crenças para as quais não se precisa sequer escrever teses para refutá-las, bastando apenas olhar pela janela de um avião! E mesmo diante de tal absurdo, acreditem, ainda conseguem milhares de adeptos, o que demonstra que pensar, efetivamente, está saindo de moda!
A principal diferença entre uma ideologia que busca o bem coletivo com imparcialidade e uma seita fanática desprovida de pudores é que, na primeira, quando o propósito se perde, antigos apoiadores se rebelam e cobram o respeito à linha de ação. Já na segunda, após o líder assumir status de "divindade" seus seguidores permanecem defendendo o indefensável, independente da natureza das ações cometidas. A permanência, dessa forma, passa a justificar todos os meios empregados para mantê-la, sejam lícitos ou ilícitos, aceitáveis ou infames!
O dia em que se pensar em não querer tudo para se desejar apenas o necessário, ninguém mais se achará ser nada para poder viver a vida em toda a sua plenitude!
Um dos maiores prazeres que tenho atualmente é descobrir novas formas de simplificar o meu dia à dia: reduzir a operacionalidade para executar muito mais coisas, manter-me na contramão do consumismo e eliminar tudo que não seja indispensável e essencial, buscar no simples tudo – e apenas – o que me deixa feliz. O objetivo é emprestar leveza e significado à vida através do “mais com menos” introduzido à prática do cotidiano. Isso desvia o foco do prazer para a plenitude das pequenas coisas, elimina o stress pelo fácil gerenciamento e coloca empenho na harmonia do tempo com a vida por tê-lo dedicado ao que se mostra realmente importante e, porquanto, permanente!
Existe aquele tipo de pessoa capaz de produzir atos tão vis que, ao se tentar apelar para nosso lado espiritual para trata-lo de “irmão”, a reação interna à palavra nos bate como uma espécie de blasfêmia.
Tempos degradantes esses em que vivemos, quando as vozes que antes se levantavam contra o aviltamento social já não exteriorizam o desespero que lhes vai na alma. Percebendo-se mergulhados num lamaçal de infâmias, acabam sempre sufocando o grito ainda nas entranhas por saberem-se sem voz tanto por conta dos que se comprazem com a própria ignomínia, quanto pelos que a assimilaram como seu novo e natural status quo.
Poucas coisas soam mais repulsivas do que ouvir o nome de Deus repetido continuamente pela boca de um calhorda!
Sabe-se que um país atingiu seu limite de torpeza e vilania quando quem representa a autoridade vigente tem potencial para dignificar e transformar em honraria uma voz de prisão recebida por desacato
Quando a resistência ao repensar rejeita tudo o que se mostre diferente da verdade que elegemos, o nome dado a isso é inflexibilidade ou radicalismo.
Mas quando a análise de nossa verdade não altera a sua lógica mais básica nos planos físico, mental ou espiritual, o nome que se dá a isso é inteligência.
Não há crença que justifique abrir-se mão da reflexão de modo a não questionar a própria fé. Quando aquilo que se professa não admite dúvida que suscite a busca de entendimento, como esperar, então, que haja condição de absorver tal nível de verdade divina, se até para o mais reles contraditório não se faz uso da inteligência?
O fundamentalismo - o primeiro entre tantos "ismos" que o homem inventa para emprestar um título à sua ignorância - é degradante não só por cegá-lo para a mais simplória das lógicas, mas também por extirpar de seu cérebro uma tênue esperança que seja de reverter o câncer mais temível que já se instalou na mente humana.
Questionar se Deus existe ou não existe, se o aparecer do homem convence mais pelo Gênesis ou pela teoria da evolução das espécies, e até se a terra é produto do Big Bang ou de uma decisão divina é perfeitamente razoável, independente do viés dogmático ou científico, já que não se possuem elementos concretos e incontestáveis para fundamentar qualquer dessas possibilidades. Mas daí a se propagar certas “filosofias” construídas sobre aspectos que a ciência já demonstrou há séculos, a que estudiosos como Galileu e Copérnico dedicaram suas vidas a comprová-lo, e a própria experiência humana revela no cotidiano mais simplório de que eles sempre estiveram certos, que me perdoem seus defensores, mas até os dogmas para embasar qualquer doutrina requerem um resquício de lógica que seja! Aquele tipo de fé que aposta num “surpreendente ineditismo” que contraria a inteligência até mesmo do que se tem diante dos olhos, não só deixa de ser uma hipótese a ser provada como expressa a mais autêntica burrice, pois que até pra ser ignorante há que se ter um limite!
Ninguém discute o poder terapêutico da música para nos colocar no clima de harmonização interna e devolver-nos o equilíbrio que este conturbado planeta nos retira. Mas há instantes em que até ela me chega como infratora, impondo sua presença ao silêncio de que a alma está carente. São nesses momentos que se descobre como o nada pode ser tudo o que se precisa, e do quão precioso pode ser esse encontro do todo universal com o todo de nós mesmos.
Mais do que algo que uma pessoa possa ter feito, bem mais preocupante é o que algumas revelam sobre o que são capazes de fazer.
Se somente propagar a paz e falar de amor fossem suficientes, Gandhi não teria morrido a tiros, São Jorge não seria flechado até a morte e Cristo teria escapado da cruz. Mãos que fazem, mais do que lábios que pregam, é o real legado que deixam para os que mudarão o mundo.
