Coleção pessoal de bodstein
Não me cobre persistência na ajuda que lhe ofereço quando deixa claro que não faz o mínimo para ajudar a si mesmo!
Solidariedade passa de virtude para conivência quando o beneficiado não contribui em coisa alguma para a mudança buscada e você gasta a energia de que outros tanto precisam.
Não há quem possa afirmar "não ter inimigos" apenas porque nunca quis levar prejuizo a outrem. Nossas mais nobres ações podem contrariar interesses e despertar o ódio de supostos atingidos. Assim, você pode tanto ser adorado quanto odiado pela mesma razão, pois tem mais a ver com o desequilíbrio do outro do que com todo o seu bom senso.
Existe uma significativa parcela da humanidade que acredita ser mais fácil mascarar a realidade do que esforçar-se para torná-la melhor.
Não é a ideologia que faz a pessoa, mas as pessoas é que deturpam e emburrecem as ideologias que abraçam.
Lutemos pelo Estado de Direito! Mas quando dele se aproveitam os calhordas para escapar da Justiça, que prevaleça a JUSTIÇA!
Todo mundo tem aquele diazinho em que acorda se achando péssimo e abandonado pela vida... Todas as vezes que isso me acontece eu procuro me lembrar dos três quesitos que os filósofos atribuem ao conceito de realização:
1º - Ter um filho (o meu está ai, digno, formado e encaminhado na vida);
2º - Plantar uma árvore (plantei várias, lindas! Inclusive um frondoso ipê rosa que embelezava toda a minha rua!);
3º - Escrever um livro (escrevi não um, mas duas dezenas deles!).
Se com tudo isso ainda fica aquela tristezinha teimosa forçando espaço, eu lembro que na TV, semana passada, noticiavam que os três maiores sonhos do brasileiro, por ordem de priorioridade, eram estes:
1º - Conseguir a casa própria;
2º - Viajar pelo Brasil: e
3º Ter seu próprio negócio.
Aí lembro que meu cantinho já está quitadinho e sem prestação; que percorri as 27 unidades da federação várias vezes, e outros países lá fora ao longo dos últimos 20 anos; e que foi minha escolha por não ter patrão que me proporcionou tudo isso, fechando assim o último dos três desejos de 200 milhões de pessoas!
Aí olho pra minha cara no espelho, dou um tapa nela e me pergunto: "Tá reclamando DE QUÊ, abestado?"
Quem cresceu sem a presença dos pais sabe da dificuldade absurda que é desenvolver sua linha de conduta por falta desse importante componente norteador. Tão triste quanto, porém, é descobrir-se órfão emocional de pais que jamais puderam servir-lhe de espelho, pois que sua compreensão do modelo a seguir precisou, a duras penas, contrariar radicalmente o exemplo que lhe foi apresentado ao longo de toda uma vida.
Tem coisas que quero, mas não posso. Outras que posso, mas não devo. Mas, sobretudo, as que adquirem mais peso são as que quero, posso e até deveria, mas meu íntimo me diz que não convém.
Discursos odiosos por má formação do caráter pode até ser uma prerrogativa do restante de nós, pobres mortais sujeitos aos mais variados modelos de educação. Mas jamais o será daqueles que ocupam posição de formadores de opinião, como governantes, educadores ou líderes espirituais, que trazem toda uma massa daqueles primeiros incorporando e difundindo as idéias que professam. Como conseqüência mais grave, tal propagação acaba gerando a concepção de que se constituem em modelos a serem seguidos por toda a sociedade, contribuindo para a perpetuação de suas práticas torpes.
Em momentos que cada qual se acredita defensor do lado certo, vale refletir sobre a inconsistência do sentido de “melhor”, da relatividade do que se tem como correto, das variáveis do “desejável” estendido ao coletivo, e da efemeridade de postulações que não se sustentem para além do cenário divisado.
Aqueles que se acreditam tão conhecedores da realidade para ditarem verdades aos demais são justamente os menos preparados para lidar com suas incontáveis possibilidades.
Atesta-se que nem o defensor mantém a crença na própria tese quando o contraditório - que justifica sua atuação - abandona o mérito e se concentra em manobras que possam impedir o julgamento da ação.
O que se chama de "profeta do caos"? É quando se antecipa a catástrofe antes mesmo que se configure uma mudança que não se admite!
Tanto quem concede o perdão quanto o perdoado firmam, no exato momento em que se expressam, um compromisso entre si: pelo perdoado, o de deixar no passado seus erros e partir para um novo começo; pelo que perdoa, o de valorizar a decisão como momento de mudança, não se dispondo a repeti-lo em outras ocasiões e se tornar conivente com o desvirtuamento de seu real propósito. Ao concedê-lo a Madalena, o próprio Cristo não afirmou que voltaria a faze-lo. Antes lhe disse: “Vai e não peques mais!”
CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMPO – A trilogia do Viver
O inesperado pode roubar-nos o presente; as mudanças, desviar-nos completamente do futuro; mas o PASSADO jamais nos é tirado, por onde quer que sigamos e até o último momento.
A relevância do FUTURO não consiste em vê-lo concretizado ou não, mas em emprestar sabor ao presente e converter-nos em molas propulsoras para buscá-lo neste exato e mais recente amanhecer.
O PRESENTE só faz sentido como resultado direto de toda uma história que construímos para chegar até ele, e atinge seu ponto máximo quando cada partícula do agora chega plena de prazer no exato momento entre o último que se foi e o primeiro que o seguirá.
Quem espalha espinhos ao longo do caminho negligencia um retorno não previsto após perder os sapatos, quando irá descobrir como pode ser doloroso provar do que infringiu aos outros.
Não confie em alguém cujo sorriso se mostre apenas uma contração labial em que os demais músculos da face não revelem o mais leve traço de sincera alegria.
Nada no mundo permanece inalterado. Voltar apenas dois dias no tempo já é o bastante para constatar que o que era “amanhã” anteontem, hoje já é ontem. Cuidado, pois, com cada passo dado no caminho, pois a soberba de agora poderá não ser mais que uma lembrança da glória do passado num futuro não muito distante.
