Coleção pessoal de bodstein

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Felizes os contemplados pela graça de pessoas queridas que atuam como antídoto sobre componentes nocivos e altamente tóxicos inoculados por almas tristes e doentes, capazes de converter o que seriam momentos doces e felizes em lembranças de dor e aflição.

O mal não reside necessariamente no que os outros são, mas naquilo em que conseguem nos transformar quando se aproximam de nós. Percebo-o quando o desprezo que me fazem sentir por mim mesmo depois de um convívio de algumas poucas horas revela poder suficiente para me abalar por dias seguidos!

O destino das sementes as separa em três grupos: as que se espalham sobre rochas impenetráveis e fenecem; as caídas sobre terras rasas que não conseguem aprofundar suas raízes, e logo secam; e as que encontram terras férteis e profundas que em seguida as transformam em árvores frondosas!

Apenas sementes que encontraram terras férteis e profundas conseguem desenvolver raízes fortes o bastante para transformá-las nas árvores que se sucedem produzindo frutos que alcançam todos os cantos da terra.

Pessoas manipuladoras se mostram perigosamente nocivas porque adulteram tudo a seu favor no contato com as demais, comprometendo suas reputações por mais íntegras que se mostrem. E isso porque são hábeis em culpar os outros pelo que intencionalmente produzem na tentativa de obter vantagens. Mas o pior vem depois, quando espalham aos quatro ventos que elas é que foram vítimas das artimanhas criadas para manipular aquelas das quais se aproximam. A única forma de proteção é permanecer bem longe de suas teias, por mais sedutoras que se mostrem, já que a sedução também é parte indissociável do processo.

Quando você encontra uma cabeça doentia pela frente e o mundo desaba sobre a sua, não perca tempo se perguntando o que fez de errado, porque o único erro foi se encontrarem. O resto ele fará pelos dois.

Formação científica não constrói necessariamente o tipo de cérebro que trocará crenças equivocadas pelo resultado de cuidadoso trabalho de pesquisa. Alguns colecionadores de títulos nunca abandonam "verdades de berço" nas quais não tiveram a menor preocupação de usar a ciência para confirmar ou refutar.

Qual é o limite do teu Slogan? É quando deixa de ser momentâneo para se tornar definitivo.

Qual é o limite de tua Parceria? É quando esse status é trocado pelo de "dono e propriedade".

A pior estupidez é a dos idiotas que se acreditam sábios.

Qual é o limite do teu Grito de Guerra? Vai até o momento em que não te cobram levá-lo a sério.

Sempre que você defende a “verdade única”, as chances de usar tolices para defendê-la são infinitamente maiores do que as que o bom-senso lhe ditaria.

Qual é o limite da Ordem? É quando recebe a palavra "unida" como acréscimo e te cobra sincronia, em vez de consciência.

Qual é o limite da tua Bandeira? É o do momento em que a colocas na ponta do mastro, em vez de guardá-la para ti mesmo.

Qual é o limite da tua Subordinação? É quando renuncias ao teu pensar para seguir nela.

Qual é o limite da tua Trincheira? É quando passa a proibir-te de pular para uma outra que precisa mais de ti.

Mal as vaidades desse mundinho belicoso me arranha o emocional, mergulho mais fundo ainda nos labirintos do universo para ver o incômodo todo transformado na preocupação ridícula com uma briga de formigas.

Não se veja um idiota quando comete uma idiotice porque não pensou bem antes. Você se mostra idiota é quando replica a idiotice de outrem apenas para não parecer idiota.

Sou um triângulo equilátero quanto à posição no mundo, mas escaleno e libertário no plano das idéias, pois que rebelde a sectarismos que se expressem por meio de bandeiras, trincheiras, ordem unida, palavras de ordem, gritos de guerra, sociedades, clubes, irmandades, confrarias, torcidas, doutrinas, dogmas, partidos, segmentos rotulados, pensamentos por osmose e “ismos” ideológicos que me puxem para qualquer lado que a soberania da minha lógica rejeite.

O melhor da maturidade é a troca da credulidade ingênua da juventude pelo ceticismo inteligente que traz segurança o bastante para separar joio do trigo de uma forma inusitada: ao mesmo tempo em que não deixa mais espaço para o misticismo pueril de outrora, descobrimos um cérebro aberto ao improvável e empático ao inacreditável para derrubar as fronteiras entre concreto e abstrato de forma a que tudo se mostre possível, e apenas a dúvida – antes de qualquer negação – faça a mediação entre o ser e o não ser. Alguns chamam isso de delírio, eu
o chamo de despertar!