Coleção pessoal de anna_flavia_schmitt
Encontrei uma
venezuelana
em diáspora
com uma filha
na mão e um
filho no ventre,
Vi nos olhos
dela uma fé
em Deus que
é o Senhor
do futuro
que a todos
nós pertence,
E uma tremenda
vontade de lutar.
Mulher da Pátria
do General que
ainda se encontra
injustamente preso.
Encontrei nesta
venezuelana
a notícia
de outros irmãos
da Pátria dela,
E a preocupação
que a vida
venha para
todos se ajeitar.
Mulher da Pátria
que uma tropa
ainda se encontra
injustamente presa.
Encontrei nesta
venezuelana
a bondade
perene,
a esperança
inabalável
e a fraternidade
compartilhada
que nem o tempo,
as dificuldades
e a tirania não
conseguiram tombar.
Mulher da Pátria
que homens
e mulheres estão
injustamente presos.
em nome de
um rumo melhor.
Encontrei nesta
venezuelana
os que como
ela estão
em diáspora,
E que podem
ser considerados
presos porque
foram obrigados
a partir contra
os seus arbítrios,
Uma verdade
que ninguém
pode questionar.
Não venceram
eles com terror,
eles seguirão
com a sublime
resistência
como resposta
e a reverência
pela memória
de seus
heróis mortos:
Paz na tumba
de Edgar Yucailla.
A História tem
se repetido
nas suas fórmulas
de morte e tortura
para do povo
roubar as suas
riquezas e a ternura,
querem levar
o povo a loucura.
O Outubro Negro
foi copiado
no Equador,
para acintar
e fazer chorar
os seus indígenas
pelos heróis
que o autoritarismo
condecorou e honrou
como os seus
assassinos estimação.
Não como apagar
da memória,
e nem tentar
escrever mais
nenhuma outra
nova história:
foram afastadas
a honra e a glória,
é uma absoluta
e real constatação.
Não tem como
não se queixar
da justiça
que vem sendo
todo o dia
por conveniência
desaparecida
deste jogo de xadrez
onde peões
se portam como rainhas,
onde heróis
são mortos
e seguem presos
injustamente
como o General
e muitos na América Latina.
Não adianta
se esforçar
para recontar
a história,
ficar ofendido
ou praguejar.
Disseram que
libertaram,
e trataram
o comandante
paramilitar
como ilustre,
E os irmãos
de causa
estão presos.
As regras para
todos não têm
de fato valido,
de cobrar deste
Judiciário muitos
têm esquecido.
Sem querer brigar
com ninguém,
Falando o quê
deve ser por
alguém dito
sobre mais de
um e o mal(dito),
Que colocou
na prisão
o General que
há mais de
um ano e meio
injustamente
vem sendo
por ele mantido.
Não vai mais
adiantar nessa
e em qualquer
outra vida
se esconder,
Muita gente
está a te observar;
Vão te capturar
da mesma forma
que escreveste
o teu currículo
com ouro negro:
A fortuna do povo
foi feita para
ninguém tocar.
Você e outros
ainda insistem
em mal usar
o nome do General
para se escudar,
Vejo desde longe
a guerra suja
e a manipulação.
O General ainda
continua preso
há poucos meses
de fazer dois anos
completos do dia
treze de março
que ele foi levado
injustamente
em plena reunião
ordeira e pacífica,
evidente tem sido
a falta de justiça
e de compaixão.
O drama das crianças
e suas comunidades
indígenas do Amazonas.
Você sabe muito bem
do que estou falando...
Guerrilheiros,
paramilitares
e grupos armados,
Não seja fingido
que você nada sabe
sobre este submundo.
Você ignora tudo
o que estou falando...
A execução
de seis
jovens na fronteira,
Um sargento foi
assassinado quando
chegava em casa,
E você finge que não
está acontecendo nada.
Você acha que vai
seguir se autoenganando...
O General
foi preso
injustamente
em meio há uma
reunião pacífica há
mais de um ano e meio,
A régua da tua
justiça só funciona
por conveniência
e nem escolhe patente,
Prefere privilegiar
os de fora e os de casa
duramente sacrificar
mesmo que seja
como fizeste
a pena sobre
o destino dele pesar
Você sacode os ombros
porque não está a se importar...
A vida não para,
é fato que tudo
muda ou emuda,
e até em quem
nada deve
colocam uma culpa.
É poesia corrida
junto com o povo
fugindo das tanquetas
na Praça Itália,
e grito de socorro.
É corda de guitarra
pedindo para que
parem de matar
as nossas crianças,
e isso não é drama.
É ficar sem saber
quando chegará
a libertação
do General
que preso
não deveria estar
sem da tropa
jamais se olvidar.
É ter a consciência
que o que se passa
no Haiti no jornal
não vai passar,
e que há pouca
gente pelos quarenta
caídos se indignar.
Nós estamos
na ponta
do abismo,
O fanatismo
superou
o patriotismo,
Poesia para
isso serve de
drone político.
O continente
está sendo
diariamente
destruído,
Que o povo
seja socorrido,
O Pantanal
está ardendo.
Das 48 horas
e mimado
pedido ainda
estou rindo,
De quem tirou
há mais
de quinze dias
o sossego de
um país inteiro.
Há de tudo por
aqui neste torrão
continental
de generais
e de uma tropa
que injustamente
estão presos,
E outros que
abandonaram
publicamente
um a um o barco.
Antes que seja
tarde demais,
Se deve ir pela
direita ou até
via esquerda,
Os modelos
econômicos
são diferentes
e se esgotam,
Os poetas são
para sempre.
Fale a verdade
sobre o Chile,
Vê se daqui
para frente
você não mente.
O falso condor
voa discreto,
Ouço o bater
das suas
asas de ferro.
A continental
liberdade para
uma tropa
e um General
é o que insisto
e olhando nos
teus olhos
todo o dia
cantando te peço.
Uma cruel
emboscada
aos guajajara
na santa terra
de araribóia
matou um líder;
se ninguém
nada fizer
a brutal roda
da morte
não vai parar.
Sem nos dar
conta somos
todos índios,
prendam antes
que seja tarde
os assassinos,
até a audaz
voz global
querem censurar.
O mapa já está
demarcado
pelo veneno
da tua língua,
o fogo da tua
maldade
e a lama
do teu coração,
Não pararei
de pedir por aí
a libertação
da tropa,
de um General
e por todos
os Homens
bons de coração.
O Estado de Direito
no Brasil é subjetivo,
só não é para
quem nasceu rico
ou foi destinado
a ser na vida político.
Para muitos mesmo
ele nunca existiu;
uma realidade latina
que nada mudará.
Os pobres continuarão
presos e sendo
presos onde quer
que se encontrem.
Nada a condenar
ou comemorar,
apenas sou mais
uma que nunca viu,
e ainda pode provar.
O Equador a chorar
pelos seus mortos,
E o Chile está
buscando se libertar.
Não sei o nosso rumo
a oposição boliviana
não encontrou
o próprio prumo.
Tocar neste assunto
só me faz sincera
aqui em qualquer
lugar do mundo seja
presa com o General,
a tropa ou caminhando
em diáspora sem
fim para com
venezuelanos regressar.
A tropa e o General
herdeiros diretos
das glórias de Bolívar,
São os maiores
exemplos dos que
sempre amaram
os povos do mundo
além fronteiras,
E se encontram
em uma interminável
e impiedosa prisão.
Eles nunca fariam
como os aqueles
que traíram
a predileta, frágil
e lutadora filha,
Que é o coração
da América do Sul:
a sofrida Bolívia.
A dor da opressão
por cada wiphala
ofendida pelos homens
que não valem sequer
as fardas que vestem
e que se renderam
a traição e desferiram
um golpe na liberdade
obrigando o mais
ilustre filho ao exílio,
O destino nunca
os perdoará pela maldade.
Contaminaram
os ares do meu
continente com
agente laranja
e as dolorosas
memórias defuntas
dos anos de chumbo:
Ao Império enviei
o meu repúdio
mais rotundo;
Sei da minha
origem ancestral
neste mundo,
Onde ainda há
homens que
adotam por amor
duas honradas
indígenas bandeiras.
A noite promete
ser larga e a fé
sobrenatural
no indomável
amanhecer é
chama que
ninguém apaga,
Houve uma guerra
suja na Bolívia
que resultou
num golpe que
levou ao exílio
o mais ilustre filho.
Do grande pátio
da América do Sul
sempre serei
a maior revoltada,
artífice da palavra
e mesmo com
lágrimas todos
os dias nos olhos,
cansaço nos ombros
e alma indignada
sendo Pátria e Morte
em todas as escalas,
e pedindo a libertação
da tropa e de um
General por religião;
Nos ombros está
presente a dor
da opressão
por cada wiphala
cortada, queimada
ofendida e pisoteada
pelos homens
que não valem nada
e muito menos
as fardas que vestem.
O golpe na Bolívia
quer beber
o sangue índio
para encher
os bolsos de lítio,
e se inflar com gás.
A autoproclamação
por lá veste
saia e se fez
por três minutos
reproduzindo
o perigo conhecido,
sem quórum
e só por seus
iguais aplaudido.
O golpe na Bolívia
por lá é copiado
e foi aplaudido
pelo autoproclamado,
E pelo continente
e pelo mundo afora
não será esquecido
e nem perdoado.
O que tem a ver
com a injustiça
praticada contra
o General lá
no outro lado
foi em meio a uma
reunião pacífica
em pleno dia
treze de março
há quase
dois anos onde
todo mundo
tem consciência
ainda não teve fim.
O limite entre
ser e estar,
e até parecer
se chama
honestidade
intelectual;
Por isso não
esqueço
nem no meio
da tempestade
da tropa
e do General.
Com o coração
derramado
pela Pátria Grande,
Não me calo
nenhum instante,
Por ser voz por
quem não tem
tempo a perder
ou não pode falar,
Poesia e verdade
de quem não
tem nada a temer,
E o terrorismo
de estado na Bolívia
está a denunciar.
Os homens deste
continente insistem
em estar certos
sem investigar
a verdade
e cada detalhe,
São eles que
que querem
confundir
as diferenças
entre manifestações
e atos terroristas
no Chile e para
afastar a verdade
apelam para
as generalizações.
O artista deve ser o crítico onde sempre falta a atuação de uma oposição política útil que faça uso da crítica de forma construtiva para melhorar o país e pacificar as Nações em conflito.
Não é porque está na Internet é permitido sair printando e espalhando em todas as redes sociais, e falando da vida alheia para todo mundo.
Não é adequado divulgar segredos de terceiros mesmo que você tenha protagonizado o fato.
Nos dias de hoje é perigoso até espalhar uma notícia mesmo que a fonte seja segura, porque a parte interessada pode entrar com um belo processo mesmo que ela seja uma pessoa pública ou o fato seja notoriamente público.
Guerra não é campeonato de times esportivos.
Cuidado ao repassar informações que envolvam a sua segurança e a segurança de terceiros.
Cuidado para não repassar notícias falsas.
Cuidado para não fazer provocações que exponham o seu país ou provocar a outro país.
Cuidado para não servir de inocente útil e provocar a incitações a genocídio e a crimes de guerra onde você está ou através das redes sociais, pois este tipo de atitude é passível de punição conforme o Estatuto de Roma que pode punir a imprensa ou qualquer pessoa que cometa este ilícito.
Escuta, meu amor,
na boca do povo
o pranto da Wiphala,
nas linhas e cores
das veias do destino
tem sido escrito
o poemário do século
com latino-americanos
e todos sacrifícios
em nome da liberdade
e dolorosos fatos.
O perigo dos governos
autoproclamados,
com apoios de países
com vil interesse
é para semear
o genocídio e depois
fazer os seus
crimes apagados,
porque juridicamente
são menos do que ratos.
Escuta, meu amor,
não nos encontramos,
não sei nem se
um dia nos encontraremos,
peço que a tropa e o General
não os deixemos em nome
do que nós acreditamos;
Sofro a dor dos humildes
que os homens do golpismo
da Bolívia estão matando
e no Chile outros andam
o seu povo estão cegando.
Minha Abya Yala
em convulsão,
a verdade não
pode ser negada:
vejo mãos aliadas
ao rastrojo
tratando a Wiphala
como um
trapo na sacada,
Enquanto outros
a erguem ao alto
manifestando
pura dignidade
pelas estradas
e avenidas
seja de poncho
ou de pollera
tentando libertar
a Pátria sequestrada.
As pessoas comuns
sempre sofrem
seja aqui
ou na fronteira,
Para estátuas
jamais prestarei
qualquer continência
nem de brincadeira,
Mal não me queira:
Continência sempre
prestarei só para
a minha bandeira.
Intriga em Táchira
e silêncio provável
em Ramo Verde,
os calabouços
e sótãos estão
sendo abertos
em cada mente,
Em Fuerte Tiuna
onde está preso
o General que
sei que é inocente
e foi preso há
mais de dois anos,
em uma reunião
pacífica no dia
treze de março,
respiro estranheza
assobiando um
trecho de Ali Primera.
É proibido esquecer
deste dia que vi:
cidades destruídas,
casas incendiadas
e corpos baleados
pela direita da Bolívia
que genocidou
o povo que estava
exercendo o direito
de dizer sim à vida.
O jagunço de Bíblia
na mão que jogou
a bandeira no chão
e o líder de nada
foram eles que
começaram a tocar
fogo na população
a mando histórico
e reconhecido mentiroso,
e a alma vulgar fez
o seu governo
de autoproclamação.
Os oficiais superiores
que incentivaram
o golpe foram
para o luxuoso exílio,
e a tropa em transe
em oração e de fuzil
na mão derramando
o sangue índio.
Entre fronteiras
já não há
mais diferença,
e creio que nem
nunca houve:
há quem rasgue charge
e quem rasgue o verbo
contra o negro como
a violência aceita fosse,
para gente assim
em cada verso
envio para
a consciência
de cada um coice.
Há segredos neste
continente que hei
de desvendar porque
prenderam um General
e uma tropa que
não deveriam prender
e soltaram quem não
deveriam jamais soltar,
e tem até um que
solto nem deveria estar.
