Coleção pessoal de anna_flavia_schmitt
Atalanta
No Alto Vale do Itajaí
esplendoroso o meu
coração coloca o teu
povo amoroso aqui
bem dentro do meu.
O teu nome de hoje
foi pela vitória
na Copa da Itália,
A tua hospitalidade
é indelével marca.
Atalanta, jóia preciosa,
desta vida a tua
vitória será sempre,
A tua originalidade
é traço lindo e perene.
As tuas origens italiana,
alemã e polonesa,
construíram com fé
essa história brasileira
de tradições e beleza.
Com a Mata Atlântica
que fizeram e fazem
esta cidade romântica
que não se esquece
das araucárias
e dos teus indígenas.
Atalanta, jóia amorosa,
as preces nas igrejas
sempre te erguerão,
porque Deus sempre
ouve as preces da tua
gente boa de coração.
O nosso amor
sempre será
amor por onde for,
seja nas matas
verdes turmalinas
ou nos oceanos
verdes turmalinas,
O quê nos importa
é fazer da vida uma
festa todos os dias.
Essa cultura de prisão
por qualquer motivo
é preciso ser vencida,
Não é civilizado
prender por
falso positivo,
Não se sabe o quê foi
feito do Tupamaro,
Dizem que ele
foi sequestrado,
dá para perceber
o mau hábito repetido.
Não quero fazer
ninguém ofendido,
Mas desde a prisão
injusta sofrida pelo General,
Não houve nenhum
avanço e fatos vem
tragicamente se repetido;
Neste momento não
sei se deixaram
ele receber a Bíblia,
cadernos e livros.
Espero que já tenham
liberado a senhora
camponesa e o menino
presos em Guarico,
Que essa história
não mais se repita,
Pois com os mais frágeis
é preciso ter paciência,
E não levar qualquer coisa
até a última consequência.
Não adianta,
não adianta
de jeito nenhum:
reverenciar
qualquer poeta
para se fazer
de bonzinho,
Não adianta,
não adianta
de jeito nenhum:
tomar café com
revolucionários
sem as cartas
e a justiça
ao povo,
ao General
e a tropa
sobre a mesa.
Não adianta,
não adianta
de jeito nenhum:
relembrar
a história sem
ter aprendido
com ela.
Não adianta,
não adianta
de jeito nenhum:
bater continência
aos comandantes
e revolucionários
que se encontram
na eternidade,
quem segue
sendo na vida
uma mentira
de verdade.
Terra de General
preso injustamente,
sem ventilador,
sem devido
processo legal,
e tropa na
mesma situação
todos vivendo
tragicamente.
Em La Mulata
não há mais
segredo para
tantos segredos,
e sabemos
bem o porquê.
Não estou em
nenhum desses
dois lugares,
mas quando
tu pensares
agredir o povo
é a mim que
estás agredindo.
Há terror em
Palma Redonda
que não
mais transita,
e sim ele
fixou moradia.
Não estou em
nenhum desses
dois lugares,
mas quando
tu pensares
desassistir
o povo é a mim
que estás
desassistindo.
É por ele que
vivo, persisto
e assumo
que sofro,
Ninguém aguenta
mais ser agredido.
Depois de
tudo mandar
vestir as cores
nacionais
para fingir
que todos
seguem iguais,
é monstruoso!
Não participarei
desse show
de hipocrisia.
O quê sobrou
da floresta
virou cinza,
e ainda arde
porque não
vi o quanto
deveria
ao certo
para saber.
Não cooperarei
com este show
de absurdo.
Pouco a pouco
a geopolítica
vem fazendo
a paz foragida,
tem Pátria
vizinha
obrigando
a outra
a trajar-se
de laranja,
enquanto
deveria
colaborar
com diálogo
e constância.
Como o vento
passou em
Bahamas
em mim estão
os vestígios
e das florestas
as chamas.
Na mesma via
há povo, tropa
e um General,
passando por
o quê há de pior,
sem janela,
sem ventilador
e sem devido
processo legal.
Me perdoa, me desculpa
e sinto muito,
mas alguém tem que
ter a amorosa franqueza
de tocar onde há aspereza.
Militares têm sido
expulsos e degradados,
escrevo para rogar
por eles e por um
General que foi
injustamente aprisionado.
A conta só aumenta,
e falta pouco para
alcançar a uma centena,
falta consciência.
Nem o heróico Tenente
não deveria ter sido
expulso por não
querer portar um
calabouço mental,
e denunciado
as torturas no sótão.
Lágrimas do Arco Minero
correndo pelo Orinoco,
derretimento amazônico,
e excede a ganância
pela nossa América do Sul
não quero e resisto
abandonar a esperança.
Dizem que há deserções,
que não estão unidos
e que estão submersos
em inconformações:
são sinais de que estão
faltando calma,
diálogo para tocar na alma
e ansiedade para a indomável
madrugada da reconciliação.
Não tenho nada
a ver com isso,
Sou estrofe
do país vizinho,
Eles não me veem,
mas estou presente
em meio ao lamento
de cada amigo,
E não é de hoje
que sigo comentando
repetidamente,
Não há mais como
achar que anda
tudo normal,
a história é comovente.
Prenderam um General
injustificadamente,
e até agora não
houve acesso ao devido
processo legal
e nem direito a ventilação.
Um militar se queixou
na fronteira com
a Colômbia porque
está insatifeito
com a carreira,
E houveram exercícios
sem a presença do Ministro.
É venezuelano o Esequibo,
e não é de hoje que
venho insistindo nisso;
há tempos acabou
o período colonial!...
Jamais escreverei
uma carta para
o General que está
preso inocente
em Fuerte Tiuna
porque sou estrangeira,
Foram escritos por
mim poemas demais,
e ele nem idéia faz,
mas são todos
de minha total
responsabilidade.
Não é difícil de imaginar
que não vão me deixar
ultrapassar a fronteira.
Semeando, produzindo,
e ensinando,...
Compartilhando,
abraçando
as filhas e os velhos
pais agora só
na memória afetiva,
Com as amorosas
palavras da irmã
e as saudades
dos tempos
em liberdade
do filho a mesa
do almoço
que no coração
da Mãe doem demais;
Não escutaram mais
mais a alegria da gaita
e os acordes do cuarto,
Que as deixava em paz.
Não é segredo nem
ao poeta que venho
pedindo insistentemente
a liberdade do General,
É notícia recente
que penas variadas
serão revisadas,
De novo peço que
não se esqueçam
dele que nada deve,
e hoje até de saúde
mui frágil padece.
Arvoredo
Ventos do Oeste
me trazem para
este torrão celeste,
Arvoredo é terra
de gentil segredo.
Pelas rotas da vida
os filhos da Itália
ali tropeiros em ti
encontraram acolhida.
Eles encontraram
o pouso da esperança
galopando ao redor
dos Rios Irani e Ariranha
para ser cidade erguida.
Seguem honrando
e dão tudo de si
com a força do Cedro,
a beleza do Angico,
a ternura da Cabriúva
e a poesia da Bracatinga.
Deste Alto Uruguai Catarinense
e Vale do Contestado,
tudo o quê a vida pede o teu
povo corajoso tem abraçado
do anoitecer a aurora
no ritmo constante do Leão e do Poca.
Deste distante torrão
de terra sulino,
Venho escrevendo
poemas feitos
de lágrimas, chamas
e de multidão,...
As FAES são um
capítulo já visto,
Por mim entendido
e por quem nada
entende condenado.
Sul-americanos
versos para clamar
pelo resgate
do continente
em degradação,
Convidando a um
minuto de silêncio
e uma oração:
Pelo miliciano
que covardemente
por paramilitares
foi [tombado],
Peço que prendam
os culpados.
Ah, amada Pindorama,
o Estado Plurinacional
e toda a Abya Yala
neste momento
estão sendo
lambidos pelo fogo,
e a Primavera
tem que ressurgir.
Temo que não
sobre mais nada
para o nosso povo;
Daqui de Rodeio
ando sentindo
o mau cheiro
dos incêndios
das nossas matas,
e a dor continental.
Quero acreditar
nas palavras
do General
dos olhos
de azabache
inabaláveis
que pede por
camaradagem,
solidariedade,
companheirismo,
e mais amizade
ante o bloqueio
e as perturbações,...
Quando
virá
a justa liberdade
do General?
Vamos escrever
novas histórias
no livro da vida?
Vem, e me diga
quando acabará
a pena da tropa?
Sempre que consigo
contabilizo cada
militar aprisionado,
Porque por cada
filho do continente
Sempre me interesso,
Hoje, oro e relembro
recorrendo ao jornal
que da Guarda Nacional
estão aprisionados:
2 Generais de Divisão,
4 Generais de Brigada,
Dói o meu coração
e me deixa inconformada,
Excesso de rigor pode
não dar em nada.
Retomando a lista,
me faz pensar
no futuro e na vida:
5 Coronéis,
1 Tenente Coronel,
1 Major, 4 capitães,
2 Primeiros Tenentes,
3 Tenentes
e 30 Sargentos,
Até quando tantas prisões
e consecutivos lamentos?
Não escrevo para afrontar,
mas para chamar
a consciência para dialogar;
Longe de mim querer
interferir negativamente
ou perturbar,
Só quero que a paz
e a concórdia
retomem este lugar.
E o General que
nada fez consiga
novamente
a liberdade retornar,
Perdoa-me porque
não consigo
ser indiferente,
Apenas busco
um pouco mais de
humanidade simplesmente.
Não há mesmo
piores e nem
tampouco melhores,
O quê há é soldados
de dois países
em animosidade,
Nas mãos deles
os indígenas estão
sendo sacrificados,
Uns até ir para
o exílio se obrigaram.
Um dia desses foram
os pemones,
e agora o paladino
da crítica ceifou
a vida de um jovem,
Peço a Deus que
maus hábitos
como estes tenham
fim e não retornem,
O alerta está laranja,
e há a esperança
que entre eles não
seja quebrada a paz.
Os maus hábitos
autoritários pouco
a pouco devem
ser superados,
Há um General
preso inocente,
uma tropa e pessoas
presas sem devido
processo legal,
Ele e todos estão
sem humano conforto
e sem ventilação;
É preciso vencer
o tal monstro
do atraso processual.
As intrigas
ocasionaram
um enorme
prejuízo,
Uma Pátria
não é algo
para virar
um joguete
de meninos.
Tudo será
investigado.
O autoproclamado
colocou
em liquidação
o Esequibo,
se está realmente
confirmado:
ele não deveria
ter feito isso.
Ele não
será perdoado.
Isso foi avisado
há meses
através
dos jornais,
e um 'braço direito'
fugiu para umbrais
de uma embaixada
e foi 'hospedado'. Não vejo nenhum
dele como coitados.
O Esequibo
é venezuelano,
não tenho
dúvida disso;
e sempre que
for preciso
repetir: insisto.
É preciso desfazer
esse nó e outros
tantos enganos.
O General está preso,
o devido processo
legal e vítima
de um fatal plano,
e quem deveria
me ouvir finge que
não está escutando.
Desfilando
mediocridade
e apontando
os dedos
sem avaliação
a respeito do
que se passa,
E se o soldado
estrangeiro
teve que mudar
a própria farda,
Esbanjando
estão alguns
intransigentes.
O apocalipse
da existência
chegou sem
nos darmos
conta do
que entre nós
já estava
acontecendo,
O General que
da Defesa foi
Ministro vive
num eterno
limbo jurídico,
e nele está
há muito
tempo preso.
Peço a fina
misericórdia
e a bênção
virginal del valle
aos sofredores,
E até aos pobres
injustos que
levaram sem
razão o filho
dos llanos
que todo o dia
venho pedindo
que da vida
dele me deem
conta e liberdade.
Nos olhos
inabaláveis
de azabache
do General
estão claros
o cansaço,
o tormento
e a dor
de verdade
com as cores
da moldura
da tristeza.
A lentidão
da Justiça
faz vítimas
sem escolher
a patente
alcançando
com o punho
castigando
fisicamente
o tenente,
o coronel
e tanta gente.
Há quase
dois lentos
anos venho
insistindo
em pedir
a liberdade
de um General
que está preso
inocentemente
e sem devido
processo legal,
ele foi preso
por discordar
do poder vigente.
O General foi
arrancado de
uma pacífica
reunião no dia
13 de março,
e se encontra
há quase
dois injustiçado.
É hora de ouvir
o pedido
desde Guárico
por ele
e por tantos
que estão
passando
pelo o quê há
de mais trágico.
Ele vem sendo
torturado
psicologicamente
diante de tanta
indignidade
sendo ofertada
pela justiça
atrasada
e por quem
vem negando
o quê é
do que é humano.
Arroio Trinta
Pedra fundamental
por mãos caboclas,
É Riacho pequeno
beijo de amor infinito
no Vale do Rio do Peixe.
A imigração italiana
plantou lavouras
de ternura e fez
do destino uma cidade.
Arroio Trinta, adorada,
tu bem sabes que te amo
muito mais do que trinta vezes,
além das das horas, dias, horas
meses e por todas as auroras.
A minha oração nas grutas
e no mirante é por ti
e por toda a sua gente,
que ama, luta e segue em frente.
Armazém
Uma vez filha do Rio
sempre será filha,
O teu nome filial é Capivari,
e não é por acaso que eu te escolhi.
Por acolhida foi prêmio ao herói
que lutou contra os rebeldes
e viraste Armazém:
- Te quero como tu me queres.
Capítulo de ouro
das efemérides do Padre,
És tesouro, amo teus ares
e todos os teus lugares.
Dos tropeiros foste o destino
e mãos gentis alemãs e portuguesas
ergueram uma cidade de gente
calma, gentil e ordeira;
Nasceste de tudo o quê
há de mais lindo em liberdade.
Araranguá
Cada verso feito de areia
preta segue o curso do Rio
e a tranquilidade das lagoas,
Para que não se esqueça
da beleza do Vale das Araras.
Pássaro bonito eu vôo contigo
porque em ti é o meu lugar;
Este poema de cerâmica
que nem o tempo irá quebrar,
Araranguá você é meu lugar.
Na Lagoa dos Bichos a gente
marcou para se encontrar,
na Lagoa do Cortado a gente
de uma vez vai se declarar.
Na Lagoa Dourada a gente
com ternura irá se abraçar,
Na Lagoa da Mãe Luzia
de mãos dadas vamos namorar.
Na Lagoa do Caverá a gente
vai marcar para se casar,
Quando Rio Araranguá cantar
sem medo vamos atravessar.
Porque o amor da gente
é urgente e não pode
mais esperar pela Lua de Mel
que virá para nós na beira do mar.
