Coleção pessoal de anna_flavia_schmitt

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⁠Diáfana rima que
vai pelas estradas,
florestas, llanos
e andinos páramos,
Assim nos passos
dos imigrantes
venezuelanos
buscando novos
caminhos mesmo
estando esgotados.

Brindados com
a pior ingratidão
que é a memória curta,
Eles se depararam
no Peru maltratados
imerecidamente.

Qualquer mal feito
a um imigrante
não tem reparação,
A minh'alma chora
e o meu coração
está despedaçado
com tanta decepção.

Reclamo não para
alimentar a contenda,
Apenas para que daqui
para frente ninguém
o mal não se repita
e dele não se esqueça.

Não sou um plano
ingênuo ou inteligente
de nenhum Comandante,
Eis me em versos de
mão própria rogando
pela preservação
da vida e a libertação
de mais de um General
e de uma tropa
que se encontram
presos injustamente,
E aguardando em
companhia de milhares
que melhores dias
venham daqui para frente.

⁠Falta direcionamento
para lidar com
cada movimento
campesino,
Lidar com esses
movimentos não
é nenhum segredo,
É só parar de reprimir
e abrir a porta
da oportunidade,
Porque o tempo
irá se encarregar
de colocar a vida
do trilho e a colheita
a Nação desfrutar.

Olha, meu amor,
não preciso ler
nas cartas de Tarot
para saber quem é quem,
Está escrito nas estrelas
dos teus olhos,
nas estrelas do céu
e nas estrelas
dos ombros dos Generais,
Que é preciso aprender
a tratar o povo bem.

Vozes da luta campesina
denunciaram a prisão
violenta de cinco
irmãos campesinos
do Movimento Campesino
Cimarrón Andresote,
Entre eles há um
menor de idade,
É muito ruim saber
que os velhos hábitos
andam se repetindo.

No limbo da espera
pelo diálogo
transcendental,
Há milhões
que aguardam
por este
acordo nacional,
Como sempre
rogou o General
que foi preso
injustamente
no meio de uma
pacífica reunião.

Só quem não se
reconhece como
serra, deserto e mar,
E não se comove
com o Rio Orinoco,
Não vive para nada,
e também não vem
servindo a ninguém;
Porque insiste em
não querer entender
o quê se passa
com os Generais,
a tropa e o povo
que se encontram
num alucinante
e exaustivo sufoco.

Faço votos que
as correntes
não venham fingir
assim como uns
e outros que vocês
sabem muito bem
o quanto radicais
que eles são,
De todos os lados
não há mais
tempo a perder
com ocultação
da verdade
e com vulgar vaidade,
É reconciliação
e liberdade,
Ou reconciliação
e liberdade,
Para findar a questão.⁠

⁠Não é preciso
ler em oráculos ou
nas cartas de tarot,
É nômade quem
sabe ir e ler
o quê está
escrito nas estrelas.

No chá servido no
samovar do tempo,
Tu haverá de queimar
a tua língua,
Pois em cada passo
em imigração,
Eis me presença
mesmo não me veja.

Cada filho longe
da Pátria equivale
a uma gaivota
longe do oceano
e perdida
na tempestade
em busca
de sobrevivência.

Alma de gaivota
leve, livre e cheia
de bondade intacta
como a Brigada "Gracias Causa"
plantando flores.
na Plaza de
la Mujer em Tacna.

E cantando
"Alma Llanera"
em tom tão alto
quanto do ronco
do Rio Arauca,
Pedindo a todos
os ventos
a libertação
de tanta gente,
do General
que está preso
injustamente
e irmãos de farda
cada um a sua
maneira dotados
de sublime ideal.

⁠Quem não se
reconhece como
alma de gaivota,
não chega perto
nem de ser
como uma pedra,
porque neste
mundo não
há quem não
seja imigrante.

Rejeitar entender
o quê se passa
com Generais,
a tropa e o povo
que se encontram
num exaustivo
e asfixiante sufoco
que por astúcia
dos radicais
vem atingindo até
os entes queridos,
é o mesmo que
não amar e rejeitar
deixar a vida viver.

Nem de gente
pode ser chamada,
quem assim
não se enxerga,
não aprecia o som
do Rio Arauca,
não se comove
com o Rio Orinoco
e nem dança
com os pássaros
e a sua orquestra.

⁠Faço a questão
de viver para
me recusar
a entender
o motivo que
os venezuelanos
foram recebidos
com um
trato indecente
no México,
Não vou esquecer
nunca mais disso,
Só peço que
episódios como
este nunca mais
sejam repetidos.

Parece que foi
até comigo:
o quê vem
acontecendo
com o povo,
uma tropa
e um General
que no meio
de uma
reunião pacífica
foi brutalmente
detido sem
ter merecido,
Ele que até
hoje se encontra
preso inocente
em Fuerte Tiuna
por causa
de uma justiça
sem destino.

Peço a Deus
que depois
de tudo que
não percam
a bondade
original,
a paciência
e a esperança,
Porque sei que
todos sabem
se portar
muito bem
e muito mais
inteligência
tem do que
uma 'rainha'
de um reino cerebral;
E que o regresso
ocorra em breve
e conforme
o arbítrio
pessoal
de cada um,
Afinal, ninguém
saiu porque quis.

⁠A prisão do
General que
dura já dura
há mais de
um ano e meio,
E não se fala
mais nada,
Desde o tal dia
13 de março,
A justiça foi
em arribação,
Como intuia
que a falta
de satisfação
seria total:
fiz nascer
a epopéia da
tropa que foi
de maneira
vil silenciada.

Uns coronéis
com igual
número da carta
de tarot que
representa
o mundo
foram a retiro,
Não se sabe
o porquê disso,
Sinto que há
um quê
de intrigante
e místico,
Algo me diz
que não foi
por premiação.

Um coronel
já deveria
ter sido
libertado,
Foi solto
e viveu
na pele uma
brincadeira
de mau gosto:
ele foi de novo
aprisionado,
Essa é uma
das formas
de fazer
a vida virar
um vero calvário.

Não se fala
em outra coisa:
surgiu um
Estado-Maior
em exílio,
Ninguém mais
se entende
parece feitiço,
Sinal que houve
pouco ou
nenhum diálogo,
Tudo isso
não deveria
ter acontecido,
Um bom
entendimento
já para ter ocorrido.

⁠Passei a semana
ouvindo as canções
para a nossa América,
E com a esperança
que mãos uruguaias
e mexicanas sejam
estendidas generosas
para o General
e a tropa que foram
presos injustamente
por quem ignora
o sublime ideal,

E uns acham que
não merecem
a justiça divina e a humana;

O General foi preso
há pouco mais de
um ano meio dentro
de um hotel onde
ocorreu uma
reunião pacífica,
Desde esse dia
treze de março
o tempo correu,
Só a justiça não
aprendeu a caminhar
E assim ele se
encontra sem
audiência preliminar.

E uns acham que
conhecem a história
e dela absolutamente nada sabem;
Agora, só se sabe
que no Hospitalito
de Fuerte Tiuna
ele se encontra,
Mas ninguém
tem conhecimento
de fato como ele
realmente está,
Só sei que não era
para ter chegado
a esse ponto,
A inocência dele
não é nenhum conto.

⁠Preso inocente
há um ano
e meio a uma
prisão sem
ter dia certo
para terminar
e sem ter
tido sequer
a tal audiência
preliminar,
Não é exagero
com ele
se preocupar.

Não dá para
dizer que vai
escrever poesia,
Se na verdade
e na vida você
não a pratica.

O General foi
internado no
Hospitalito de
Fuerte Tiuna,
Um lugar onde
não dá para
saber se
vivo ele está,
Ali a pergunta
dificilmente
recebe a resposta.

⁠O pessoal militar
tem sido sempre
o último a ter
os seus direitos
humanos
contemplados,
E que se você
veste farda
ou vestiu
alguma vez
na vida uma,
Para você não
muda em nada;
Se ao poder
interessar,
A tua paz
será abalada
e a liberdade
sequestrada.

Sempre que
o silêncio
for maior,
O barulho não
vai parar
de aumentar;
O quê está
com o General
ocorrendo
que ninguém
quer falar?!

Notícias do
General
eles estão
ocultando
de nos informar,
Não se sabe
nem se ele
se encontra
no Hospitalito
ou se ele
foi levado
para outro lugar.

Não há mais
como represar
e da memória
apagar mesmo
que estes versos
desapareçam,
Da tua mente
e do coração
ninguém
vai nem tocar.

⁠A vergonha
da tal prisão
diabólica
sofrida
pelo General
que ocorreu
em plena reunião
pacífica por
ter discordado
do sistema,
Rendeu bem
mais de
um poema,
E troca de farpas
com quem
os fatos pisoteia.

Quem deseja
erguer o país
deve ter a boa
vontade de
abrir as portas
para a luz
da franqueza
entrar e trazer
a vida de volta
para o seu lugar.

Mesmo que
ninguém
que interesse
de fato
o tenha visto
com os próprios
olhos
no Hospitalito,
Dizem que
ele está vivo,
E estando vivo
isso já é tudo,
Que a justa
liberdade não
mais demore muito.

⁠A vida do General
que foi preso
injustificadamente
no dia treze de março
em meio a uma
pacífica reunião
há mais de um
ano e meio
requer cuidado,
E até agora mais
nada sobre ele
nos foi noticiado,
E estes versos
ardem pelos abraços
não dados pelas
filhas no pai exausto.

Com as amazônicas
cinzas aqui deixo
o meu lamento
para que nada caia
no esquecimento,
Em mim dói um
continente inteiro
só de saber
o quê foi feito
com as minhas irmãs
que foram vítimas
de exploração
em Trinidad e Tobago.

Não generalizo
a culpa porque
ninguém pode
ser responsável
por aquilo que
não fez e nem
por aquilo que você
entendeu de errado:
Deixo claro que para
cada direito violado
haverá sempre um
lamento para que
o crime não
seja banalizado,
A vida Warao a cada
dia se encontra num
circuito mais delicado.

⁠Em versos de plena
responsabilidade
e sanidade autoral
da minha parte,
E que nem faz
ideia o General
que quero notícias,
Diga por quanto
tempo mais seguirá
esta infausta prisão
sem ter tido sequer
a audiência preliminar?

Em pernas, braços
mãos e passos
por todo o país
marchando até Quito,
Em total resistência
indígena e não
aceitação do destino.

Dou eco a dor
da dengue
hemorrágica
que dizem que pode
ter sido a clássica,
Mas não sabem
nem mais ao
certo qual das
duas ainda persiste,
Só se sabe que
o quê se insiste
é o vexame de
punir um crime
que não houve,
e que no conjunto
a bronquite trágica
e a vida do centauro
ameaça de ser ceifada
por não estar sendo
tratada como deveria.

Da atitude drástica
de três vidas
da ponte que
foram atiradas
por terroristas
policiais da
ponte no Equador,
Repete-se em tantos
lugares e de formas
diferentes, paulatinamente,
em doses homeopáticas
por causa dessa onda autoritária.

⁠O amor surgiu
bem mais claro
que cristal puro,
Desde a primeira
vez senti que era
você o meu mundo;
Vivendo a entrega
perfeita e mútua
aqui estamos
a cada segundo.

Araquari


⁠O meu coração é uma locomotiva
imparável de sonhos por ti,
A margem esquerda do Rio Parati
me encontrei e não te perdi.

Os meus sonhos fazem Stammtisch
sempre que for necessário
para fazer te sorrir, fazer feliz
e ter força para na vida prosseguir.

As mãos africanas e as lusitanas ergueram o teu destino
em terras sul-americanas
e honramos as tuas heranças.

O meu coração é um maracujá
perfumado de tanto amor
que virou festa por louvor,
e vê esperançoso o sol raiar
na Praia da Barra do Itapocu.

As mãos dos colonos e pescadores
corajosos ergueram a tua História
em belas terras catarinenses,
por ti eis estes versos perenes.

O meu coração faz ninho
de papagaio e refúgio
por ti com amor e carinho,
e também faz Ponte Pênsil
da Barra do Itapocu
correndo para os teus beijos.

As mãos da gente fervorosa
fundaram a festa por ti
em total agradecimento
ao Senhor Bom Jesus de Araquari.

O teu mangue misterioso
é fonte de todo o desejo,
é dele que se faz a festa
popular do Caranguejo,
a tua herança açoriana
desta memória jamais esqueço.

Araquari, minha adorada,
és jóia preciosa e rara
do Norte Catarinense,
e para sempre por nós será amada.

⁠Em versos de plena
responsabilidade
e sanidade autoral
da minha parte,
E que nem faz
ideia o General
que quero notícias,
Diga por quanto
tempo mais seguirá
esta infausta prisão
sem ter tido sequer
a audiência preliminar?

Em pernas, braços
mãos e passos
por todo o país
marchando até Quito,
Em total resistência
indígena e não
aceitação do destino.

Dou eco a dor
da dengue
hemorrágica
que dizem que pode
ter sido a clássica,
Mas não sabem
nem mais ao
certo qual das
duas ainda persiste,
Só se sabe que
o quê se insiste
é o vexame de
punir um crime
que não houve,
e que no conjunto
a bronquite trágica
e a vida do centauro
ameaça de ser ceifada
por não estar sendo
tratada como deveria.

Da atitude drástica
de três vidas
da ponte que
foram atiradas
por terroristas
policiais da
ponte no Equador,
Repete-se em tantos
lugares e de formas
diferentes, paulatinamente,
em doses homeopáticas
por causa dessa onda autoritária.

⁠Cai a noite,
e não com
o peso igual
de um mosquito,
porque ela não
tem sido leve;
No entanto,
o vestígio
está no corpo
do General
que de febre,
e de dores padece
sem saber
se é dengue
clássica
ou hemorrágica.

As estrelas do
dia quatro
de fevereiro
despencaram
no dia treze
de março,
Há mais de
um ano e meio.

Ou seja mais
uma amostra
desta tragédia
autoritária,
Um trato brutal
da inteligência
a inteligência
sem igual;
É imperdoável
o quê andam
fazendo tanto
com mais de
um General
colocando-os
em sufoco
para amedrontar
a tropa e o povo.

⁠No Atlântico
está a mancha
do autêntico
pecado da ambição
dos homens que
sempre disseram
que iriam construir
Nações por causa dele.

Do Amazônico
desastre está
a prova do apego
circunstancial
e da falta de memória
da nossa Humanidade.

A marcha do continente
está aí para você ver,
e da febre em ardência
e das dores do General
que foi preso inocente
tem gente fingindo
que não nenhum pouco
tem a ver com isso.

Não há sinal de justiça
e como nada está havendo,
creio que serão ignoradas
até as regras de Madiba;
As asas do condor trazem
a proteção que ainda creio.

As históricas injustiças
urgem ser corrigidas,
e não ao reducionismo
é preciso ser mostrado
os sul-americanos
passos indígenas
de Cotopaxi até a Quito
para que ninguém
mais aceite ser por
quem quer que seja submetido.

⁠Um inesperado
levante indígena
em pleno século:
a Revolução
dos Zangões
contra a tirania.

A favor de que
todos tenham
nas mãos as
rédeas do seu
próprio destino
de Cotopaxi
a Quito onde
quer que os
seus estejam.

Não tente mentir,
apagar e recontar
a História seja
em Caracas,
Lima, Guayaquil
ou na capital
do meu Brasil.
Num continente
onde buscam
negar em
prol do povo
as emoções
por quem passa
fome e sufoco;
efeitos que
vem alcançando
e abatendo até
os seus mais
bravos generais.

⁠A verdade existe,
embora você
possa se enganar,
Você mandou
prender o General
junto com outros
que escutaram
porque uns falaram,
Ele não teve nem
chance de resgatar
a força física por
causa do estrago
no ombro,
Não há nenhuma
notícia que diga
como de fato
ele está depois
de ter sido picado.

O desprezo cruel
manifestado por
oficiais taxados
de ambíguos
que foram
passados a retiro
Só confirma
aquilo que imagino,
e é melhor que
não seja comentado.

Você sempre crê
naquilo que
prefere acreditar,
por ser habitante
da zona de conforto,
Por isso sempre
bendigo os militares
que se colocam
do lado do povo,
Porque trabalhar
pela paz sempre
exige mais do soldado.