Coleção pessoal de amaurivalim

761 - 780 do total de 911 pensamentos na coleção de amaurivalim

Vai entender.
Se eu disser que sou feliz, alguém acha que devo estar bem acompanhado.
Se eu disser que entendo, alguém pode achar que devo concordar.
Se eu disser que sou sabido, alguém acha que devo ser compreensivo.
Se eu disser que sou inteligente, alguém acha que devo ser rico.
Se eu achar que não sou nada, alguém vai achar que sou tudo.

Quase todo mundo é infeliz, quase todo mundo está em conflito, e todo mundo está pagando por causa do que foi escrito.

Por conta de uma ansiedade, geralmente vive o amanhã sem estar presente naquilo que está vivendo; e o destino é simplesmente aquilo que escolhe. (A. VALIM)

Sou só na mesa de bar, mas ali ao lado tem uma linda mulher que percebe, mas faz de conta que não olha. Ela tem um meio sorriso tímido, E tudo é tão próximo e incompreensível. Porque na mesa de bar eu posso ter quase tudo: da nostalgia a gloria, do conflito a paz, do sonho a realidade. A bebida que bebo é uma gota em meu êxtase quase sem noção, que alimenta minha vaidade e então em quase tudo há uma paz, bem mais que qualquer conflito. As cores, a simetria e as luzes daquele lugar não condiz com ela; pareceu-me. (A. Valim).

O paraíso e o inferno são imagens surreais que decapitam as cenas de um mundo real; Criadas na mente do Homem. E assim essas são as experiências sustentadas pelas verdades dos charlatões vestidos de divindades com supostos poderes de salvação. (A. VALIM).

As mulheres fazem tanta comparação que, para elas, os homens são todos iguais.

Tudo é comércio da guerra, desde a guerra entre a mulher e a cobra; entre a dor e o remédio; entre Deus e o diabo. Deus e o Diabo são os mentores desse plano divino e ao mesmo tempo diabólico, entrelaçam os caminhos; percorrem em avenidas paralelas. Os personagens da vida chamados homens e mulheres brincam de contar verdades enganam a Deus e ao Diabo e contam muito mais que mentiras; mesmo não gostando aceitam e se enganam já sustentados por esses planos.

Quando algo não vai bem é tão comum procurar culpados.

Tudo o que existe pertence a quem existe e quando morrer deixar para quem.

O mal parece estar sempre nos outros
O ser humano se prepara para ser vítima.
Então, é só tirar o mal de si mesmo,
Logo não existe maldade e nem serão tão perceptíveis.

Lambari! Quem nasce lá, vive lá, ou vive aqui ou acolá. Nenhum lugar é visto como visto daqui pra lá. Se lá nasci lá quero viver, se lá não viver logo visitá, Ah! Lambari, Se aí nasci quando eu aí, nem quero vortá. Lá canta o canário, o chupim também o sabiá. Lambari! Lambari! Visto daqui nenhum lugar é melhor que lá. Lá o sol levanta mais tarde por causa de uma montanha que há, dorme mais cedo por causa de outra do lado de lá. Quem vive lá espera, espera sempre alguém chegá, e se vai embora uma lágrima fica no rosto a rolá. Que nem a mãezinha, sempre a espera de um filho chegá, o filho também tem vontade de vortá. Oh! Saudade que pode matá, que chama, pra ver de perto o povo de lá. Longe daí todo mundo cansa e pensa aí mesmo descansá. Que as festas aí nunca ei de fartá. Se beber lá beba de caí e beba de rolá, porque tem sempre alguém pra te levantá. E quando vir embora de lá, de sempre um grito de ÔÔÔPA, e levanta a mão pra o povo uma boa viagem te desejá.

Nesse cotidiano fatídico massacra-se o cérebro já desorbitado, esquece o dia de hoje para viver o amanhã que ainda não nasceu. Para esses seres Deus sabido deu a vida. Os homens criaram as regras e os rituais que por fim nem os rituais salvam nem as regras seguem. O criador também parece ter criado muito mais necessidade do que satisfação, mais desejo que compreensão, em cada ser fatigado um ser desapiedado.

Todo dia paga-se o preço para viver a vida, da partilha ao êxtase. E se tem uma manhã de jardim florido, tão rapidamente tem as escuras do abismo e por fim uma estrela no fim da escuridão da noite. Olá, escuridão da noite minha velha amiga! Agora tenho o antídoto que combate a destruição da metamorfose, e você escuridão da noite com tanta estrela aí. Então não me anulo na moral do amor nem na compaixão. E na saúde pequena entendo o espírito livre, liberto; e vivo quase sem querer entender os motivos vãos da alegria. Quanto mais forte eu pensar que sou, ainda mais meu espírito me torna capaz, a vida que me enleva não é nenhuma forma de vida, é talvez um episódio qualquer. Assim a vida me leva assim vou vivendo os fragmentos dela. (A. Valim)

Mas, não quero que o dia passe rápido muito menos que chegue logo a sexta-feira. Viver agora é bem melhor que esperar o amanhã. Que tudo não passe depressa pela vida, que os dias sejam longos e incansáveis. Assim, que todos os dias sejam tão bons quanto uma segunda-feira.

Uma grande ilusão sobre a vida é a promessa da imortalidade espiritual. Por que não a opção sensata de viver a vida ao máximo? Seria muito sem graça viver num lugar em que não precisa de mais nada por uma eternidade chamado CÉU ou INFERNO.

Quase tudo é uma confusão, a perdição do quase achado e nada fica tão certo. É impossível somar as compreensões num mundo imaginável, em que o fato é quase um fato, em que a certeza é quase uma certeza. Não é o amor que sempre predomina nem é o homem ou a mulher quem sempre decide. Talvez as aparências e ou as circunstâncias. A grande verdade é que vivemos o que não preparamos para viver.

A paixão é uma doença insensata,
A grande perda do contorno do Eu.
Uma mistura do Eu com aquilo que não é Meu.
Quando perde, perde o Eu, perde o Meu,
E tudo aquilo que não se suporta.

Ninguém quer pagar o que todo mundo deve. O consciente disso é a busca que o dinheiro requer, todo o mundo quer viver sem ser perturbado e naturalmente não querem a morte. Querem pagar pela liberdade e o perdão do pecado, sonham com o paraíso, mas não fazem por merecê-lo. Estes personagens do cenário da vida chamado gente, brincam de contar verdades e contam muito mais que mentiras. Mesmo não gostando nem aceitando as mentiras e enganos; os personagens homens e os mitos representam os conceitos e os preconceitos da humanidade com relação direta às influências peculiares dos meios sociais.

As Leis são do universo. O homem é apenas um objeto do meio, aonde os rituais místicos são repetitivos e ofegantes, às vezes tão nostálgicos. Esses, são como o miauuu do gato, o muuu da vaca, o béee do bode; basta ouvir e concordar que isso nunca mudará. (A. Valim).

podemos ser determinados nas ações,
mas jamais ser dependentes somente de si.