Coisas Novas
“A Parte de Mim Que Ninguém Domou”.
Há coisas que não aprendemos. Nascem conosco.
Correm no sangue, misturam-se à água que bebemos, escondem-se em algum lugar profundo onde ninguém consegue chegar para nos dizer quem devemos ser.
Tentaram me ensinar a caber.
A diminuir meus sonhos, moderar meus excessos, domesticar minhas vontades. Disseram que amar também era ceder, que viver ao lado de alguém exigia abandonar algumas partes de nós pelo caminho.
E talvez seja verdade.
Mas ninguém deveria precisar desaparecer para permanecer.
Durante muito tempo, encontrei abrigo onde acreditava estar protegido do mundo. Ali, entre certezas aparentemente indestrutíveis, pensei que pudesse descansar. Pensei que finalmente havia encontrado um lugar onde minha alma não precisaria pedir para existir.
Eu tinha uma mente selvagem.
E gostava dela assim.
Gostava daquela parte de mim que ainda sabia se espantar, que atravessava madrugadas imaginando futuros impossíveis, que acreditava que algumas pessoas poderiam caminhar juntas sem transformar o amor numa gaiola.
Mas o tempo tem uma maneira silenciosa de revelar aquilo que o coração insiste em esconder.
Um dia, acordei na beira de alguma coisa.
Você dormia tranquilamente.
Eu, não.
Você parecia ter todas as respostas.
Eu carregava perguntas demais.
Foi então que compreendi que duas pessoas podem dividir a mesma cama e estar vivendo em mundos completamente diferentes.
Podemos esconder aquilo que não queremos que ninguém descubra.
Podemos fechar as janelas para não ouvir o barulho da rua.
Podemos recolher os pedaços quebrados, colocá-los dentro de uma taça bonita e brindar como se nada tivesse acontecido.
E podemos chamar isso de amor.
Se quisermos.
Mas existe uma pergunta que nenhuma palavra consegue silenciar:
quando foi que amar passou a significar deixar de ser quem éramos?
Talvez o amor verdadeiro não seja aquele que nos doma.
Talvez seja justamente aquele diante do qual podemos permanecer indomáveis e imperfeitos, intensos, inquietos, inteiros.
Porque eu realmente acreditava em um amor sem fim.
Acreditava que nós dois acreditávamos.
E talvez seja essa a parte mais dolorosa de todas:
não descobrir que o amor terminou,
mas descobrir que, enquanto eu ainda acreditava no infinito,
você já havia encontrado o fim.
A Estranha Fórmula de Existir
Há pessoas que amam as coisas simples como quem encontra nelas uma explicação para a própria vida. Um gesto pequeno, uma palavra despretensiosa, uma presença que permanece quando todas as grandes certezas já partiram.
Ele, porém, amava a si mesmo com uma paixão profunda, quase enraizada. Talvez porque tenha descoberto cedo que existir também exige essa estranha intimidade conosco: somos, ao mesmo tempo, nossa companhia e nosso enigma.
A existência humana parece obedecer a uma fórmula que ninguém consegue resolver inteiramente. Há nela o inevitável, o incompreensível e aquilo que, por mais que tentemos evitar, acaba nos encontrando.
Talvez por isso observemos os outros de maneira tão imperfeita. Julgamos uma vida inteira pela superfície de um instante. Transformamos pessoas em figuras planas, como personagens de uma antiga pintura, sem perceber as profundidades que existem atrás de seus olhos.
E, no entanto, são justamente as coisas aparentemente triviais que denunciam quem somos.
Há quem consiga descascar uma maçã numa única tira, conduzindo a faca lentamente ao redor do fruto sem interromper o movimento. Parece insignificante. Mas talvez viver seja exatamente isso: tentar atravessar os dias sem romper completamente o fio que nos liga a nós mesmos.
Há também pessoas que desaprenderam a sorrir. Não necessariamente porque lhes falte alegria, mas porque alguma coisa dentro delas se tornou pesada demais para alcançar o rosto.
E continuamos.
Amando.
Observando.
Errando.
Escrevendo.
Tentando dar nome ao que talvez nunca tenha nome.
No final da página aparece uma provocação quase irônica sobre a literatura: “Prosa russa, quantos crimes são cometidos em teu nome!”
Talvez seja uma brincadeira. Talvez seja uma acusação. Talvez seja apenas o escritor lembrando que até as palavras, quando pretendem explicar demais a existência, podem cometer seus pequenos crimes.
Porque a vida não nasceu para caber perfeitamente numa frase.
E talvez esteja justamente aí sua beleza:
existimos sem compreender completamente o que significa existir.
Às coisas que acontecem comigo são exatamente assim:
-Eu não acredito! - Isso esta acontecendo comigo?
- Sim, aconteceu!
A língua dos sábios é como um pincel nas mãos de um artista. Transforma coisas comuns da vida em raras obras de arte.
sfj,citações
Ser feliz não é ter as melhores coisas, é fazeres das que tens as melhores, transformando o que conseguires adquirir nas mais lindas.
21/09/26
Tão lindo quando as coisas acontecem como se tudo já houvesse sido ensaiado pelo destino. Parece uma coisa natural; mas você sabe que não é.
O QUE NÃO VOLTA ATRÁS
Essas coisas não voltam atrás:
o tempo, a vida, a palavra lançada
e a oportunidade perdida.
Portanto, tenha mais cuidado hoje com o que você faz,
para não prejudicar ninguém.
Cuide de como está vivendo,
atente-se àquilo que vai falar
e valorize as únicas oportunidades que você tem.
A gente vive esperando que as coisas se,transforme,é ai vc se transforma e vê que nada precisa de transformação.
Já lutei muito por coisas pequenas, hoje quero lutar por coisas maiores, coisas que realmente serão significantes para o meu crescimento, como o amor, por exemplo.
Se pararmos para pensar que tudo que gastamos poderiam ser gastos com outras coisas mais importantes, não faríamos nada nessa vida!
De todas as coisas que deram errado na minha vida, você foi a melhor.
É estranho pensar nisso, mas algumas das lembranças mais bonitas nascem justamente das histórias que não tiveram o final que sonhávamos. A nossa foi assim.
O tempo levou a nossa presença, mas nunca conseguiu levar o significado que você teve para mim. Há amores que terminam; outros apenas deixam de caminhar lado a lado. O nosso encontrou o fim, mas nunca encontrou o esquecimento.
Você foi a prova de que uma história pode ser breve diante da eternidade e, ainda assim, ser grande o suficiente para mudar uma vida inteira. Se hoje sou diferente, é porque um dia conheci você.
Não sinto saudade apenas de quem você era. Sinto saudade de quem eu era quando o mundo ainda cabia dentro do seu abraço, quando os planos pareciam maiores que os medos e o futuro tinha o seu nome escrito em silêncio.
Se me perguntassem o que deu errado, eu responderia que a vida. Se me perguntassem o que houve de mais bonito em tudo isso, responderia, sem hesitar: você.
Porque, de todas as coisas que deram errado na minha vida, você foi, sem dúvida, a melhor delas. E, mesmo tantos anos depois, ainda existe uma parte de mim que agradece ao destino por ter cruzado o meu caminho com o seu, mesmo sabendo que ele não nos deixaria caminhar juntos para sempre.
Te agradeço por todas as coisas, diante das bênçãos, e diante das circunstâncias delicadas, porque em tudo eu recebo o teu sustento!
Seja forte, cuide do seu coração e descanse. Há coisas que virão no tempo perfeito do Pai, pois “tudo fez Deus formoso no seu tempo”
(Eclesiastes 3:11).
Quem julga pela aparência, revela a própria cegueira.
Porque olhos carnais nunca discernem coisas espirituais.
Podem ver o rosto, mas não o propósito.
Podem medir a roupa, mas não o coração.
