Coisas Novas
O pior é que, depois do aparecimento das novas tecnologias de comunicação, corremos o risco de que não haja também seres humanos de verdade, não no sentido físico - biológico - não me refiro a criações de “ciborgs” pela técnica -, mas num sentido psicológico de existir e pensar,
porque as pessoas estão sendo virtualmente idealizadas por imagens criadas e não reais.
A televisão, por exemplo, personificou o cidadão, plastificou-o dentro da sua tela, e dentro de uma modernidade imagética desintegrou sua cidadania verdadeira, porque o cidadão hoje não é o que ele pensa, mas o
que ele vê.
Nesse universo geograficamente redesenhado, as tecnologias
satisfazem o atual desejo por interações diferentes em escala e intensidade.
Os seres humanos se conhecem por uma conexão da máquina.
Pode-se dizer que hoje a tecnologia e a ciência influenciam a criação, a produção e a difusão de uma obra de arte. Elas criam novas mídias (desde a fotografia e cinema até invenções mais recentes, como vídeo,
fotocopiadoras e computadores)
Inspiram artistas por meios de novas
possibilidades de manipulação e alteração de imagens originais ou apropriadas
da mídia e da cultura popular, aumentando assim o vocabulário visual artístico.
Possibilitam o uso sinérgico do som, texto e imagem e a difusão e reprodução
da obra em tempo real, permitindo assim ao artista o entendimento e a
incorporação de outras disciplinas e métodos no seu trabalho.
As novas tecnologias de comunicação reforçam o crescimento das práticas do neoliberalismo; ajudam as estratégias neoliberais a avançar na sociedade, pois a conjugação de seus recursos técnicos em nível mundial mexe também com as sociedades locais, e os medias fazem isso não circunstancialmente, mas decisivamente na esfera pública: as novas
tecnologias de comunicação integram o plano de atuação política internacional para a desintegração de um plano de projetos nacionais.
A linguagem imperialista dos meios para se exercer esta cidadania virtual pode esfumaçar a própria questão da democracia, como já
vimos em capitulo anterior sobre o sindicato virtual, que por exemplo, não mobilizaria massa nenhuma.
Pensar e sentir fazem parte de uma suposta democracia que podemos chamar de verdadeira. Toda manipulação do que seja pensar falsifica a democracia.
Os meios de comunicação, por tornarem o pensamento do ser humano passivo, estão transformando a democracia, há muito tempo, em mais do que representativa somente, estão tornando-a manipulativa.
Excesso de informações não quer dizer que todas as pessoas têm condições
individuais e sociais de adquirir conhecimento com essas informações. E
mais: é uma grande mentira sedentária que informação gera riquezas e que através dessas riquezas as classes sociais subalternas vão se tornar emergentes.
Votar em um computador não melhorou nossa forma de escolha em relação aos nossos representantes políticos, somente tornou mais veloz a apuração do processo eleitoral.
Não há cérebro eletrônico, a não ser no nome
que se dá à forma usada metaforicamente, na linguagem das literaturas atuais, que estudam novas tecnologias e temas relacionados ao assunto.
Será quase impossível alguém sobreviver sem se ajustar ao poder de influência que estas novas tecnologias repercutem na vida social das pessoas, principalmente no campo profissional, onde os que não se reciclarem correm o risco de caírem no
ostracismo pela pressão feita pelos conglomerados de empresas e pela livre
concorrências dos novos profissionais e do mercado em si.
Os países como EUA e demais países
desenvolvidos tem maior facilidade de se ajustarem as novas exigências do mercado internacional e de prepararem pesquisadores e profissionais para o
novo campo de trabalho, porque foram justamente eles que implantaram estas
tecnologias, enquanto os países do terceiro mundo não podem tão cedo participar do conceito de consumidores do futuro, porque o futuro do terceiro mundo é sempre tardio em relação as novas técnicas que trazem maior poder de compra e de aquisição aos detentores das invenções destas técnicas e dos meios delas.
As faixas das classes sociais ficam cada vez mais distantes por conseqüência dos desníveis culturais e econômicos entre elas, e a tecnologia que poderia beneficiar aos pobres com o desenvolvimento de melhores
recursos para o trabalho e estudo, não é suficiente para a melhoria social, porque a função e a finalidade das técnicas é a de manter o poder da classe dominante, porque os pobres usufruem destas técnicas somente como intermediários. São os ricos que tem o poder de compra e capital para investir na descoberta e pesquisa delas
Não desista de tudo aquilo que depende da sua ação para realização; e o que não depende de você, se não há reciprocidade, não se frustre, vá em uma nova direção, trace novas estratégias e siga seu coração.
O joalheiro experiente sabe que toda criação em joalheria deve atender ao mesmo tempo duas atmosferas. A primeira sempre é a confortabilidade da obra para a parte do corpo que a recebe e a segunda é encontrar o conjunto criativo mais apropriado que evidenciará e fortalecerá a personalidade do possuidor em beleza de quem a veste.
Às vezes a gente se perde em pensamento, o lado bom é que no pensamento fica em segredo, o ruim é que tem segredo que a gente não quer mais guardar, mas é incontrolável.
Sempre me bate uma curiosidade quando eu vejo horas iguais, "será que é você?", porque costumava ser.
Quem sabe você não tá pensando nas boas risadas que já demos juntos?
Confesso que vez em quando eu penso. Agora é de vez em quando, mas já foi de vez em sempre.
É difícil descrever se fico feliz ou triste, eu deveria achar legal ser outro alguém pensando em mim, e acho, mas é complicado deixar e difícil ir.
Acontece que eu estou indo, aliás, já fui há algum tempo, e daqui de onde eu tô ainda não da pra fugir de algumas lembranças, mas da pra construir outras tantas novas.
As novas tecnologias, na maioria das vezes, atendem a números cada vez menores de pessoas e, ao invés de serem coletivas acabam sendo usadas de forma particular, mesmo para fins públicos como saúde, educação e cultura. Isto gera uma ambivalência social, pois a sociedade progride de forma isolada para fins coletivos.
