Cochilo
Um cochilo perfeito muitas vezes nos restaura mais que uma noite de sono mal dormida.
N a m a s t ê !
"encaixe"
Estou cansada, um cansaço sem limite, que nem cochilo a tarde ou uma boa noite de sono passa, um cansaço que só um sono profundo sem poder acordar (ou seja, a morte) poderia fazer passar esse sentimento, é algo que não sei explica, algo que não consigo por em palavras, que procuro motivos ou culpados mas não encontrei nada, apenas a mim mesma, e esse peso, e essa minha deficiência, que me leva da estupidez a inteligência, num piscar de olhos, de um técnico de informática a uma analfabeta, de uma poligrota a uma pessoa nada esperta.. Estou cansada estou cansada destas minhas necessidades especiais, tão específicas que não sei especificar, sou um pássaro tentando nadar, ou um esquilo querendo voar.. Nunca vou me encaixar
JORGE AMADO
Mergulho no mesmo lago
de Jorge Amado.
Cochilo, ao calor dessa lareira baiana.
Para esvanecer meus fardos
caminho descalço
por cima de Jorge Amado.
Poeta potente, que hoje é pó!
E pó de poeta potente:
o vento leva
Leve e quente...
Nada é pra sempre!
É começo, meio, fnal.
Só a poesia é imortal
O resto: é pó!
Ádyla Maciel
PAIXÃO NUBLADA...
É como um dia nublado, onde o sol (nosso coração) vai dar um cochilo atrás das nuvens (nossas emoções).
E a vida se espreguiçou la fora e deitou nas nuvens para tirar um cochilo, quando olho para o céu a procurando para que desperte, observo que todos os dias são noite e a lua me acena pedindo silêncio.
Se a alma resolver tirar um cochilo no céu e sentes esse vazio é porque o corpo tá pesado demais de mágoas e ressentimentos.
A PRIMEIRA TARDE NO PARQUE
São quase meia noite de um sábado chuvoso e eu não consigo parar de andar pela casa pensando nela. Quando nos vimos pela primeira vez naquela tarde no parque, foi um momento mágico, único e singelo, tudo isso ao mesmo tempo. Começamos a nos falar por acaso e logo bateu aquela empatia gostosa. Você bem tímida e eu muito mais, quase não nos tocamos nesse primeiro encontro. Passamos a tarde toda sentados naquele banco debaixo daquela árvore enorme que mal dava pra ver seu pico. Eu falava olhando pra baixo e quando via que você não estava olhando eu te admirava, até que você se virou de repente e eu, fiquei totalmente sem jeito. Encaramo-nos por alguns minutos sem desviar a atenção pra nenhum lado, e logo em seguida veio aquele sorriso bobo de ambos, após esses sorrisos nos abraçamos e ficamos conversando abraçados. Eu a retirei de meus braços e a envolvi com um beijo inesperado que nem eu mesmo estava programando de fazer tal ação naquele momento. Foi espontâneo, totalmente. Ela me empurrou e disse: - Menino, que foi isso em? E continuamos. Após pararmos de nos beijar, ela perguntou se a partir desse beijo poderia começar algo ou se mudaria algo. Eu ligeiramente respondi: - Já mudou tudo a partir do momento que lhe vi. Ela ficou estagnada e com os olhos arregalados me olhando, logo em seguida me deu um abraço forte e voltamos a conversar. Eram quase 20 horas e o parque já ia fechar. Fomos andando até a saída e chegando lá ela me abraça mais uma vez e me beija. Eu fico surpreso, mas continuo. Fiquei esperando o pai dela vir busca-la, sentamos na calçada em frente ao parque e ficamos admirando a luz do luar e de repente passa uma estrela cadente e do nada os dois ao mesmo tempo falam em um tom meio baixo: - Te quero para sempre. Um olha para o outro com um sorrisão estampado no rosto, ela escora a cabeça no meu ombro e continuamos admirando o luar. O pai dela chega e eu dou boa noite ao senhor e abraço-a e me despeço. Ela vai embora com aquele sorriso maravilhoso e eu? Eu vou andando pelas ruas como uma criança que tivesse acabado de dar seu primeiro beijo. Chego ao ponto de ônibus e logo vem o que eu vou pegar, sento do lado da janela e começo a refletir e cochilo. Fico sonhando com aquele sorriso dela que abrilhanta a maior escuridão existente, e vou cochilando feliz por ela, por mim e por nós.
