Cobra
Dizem que a maldade não deve ser devolvida, pois a vida cobra. Não não custa dar uma força, a vida pode demorar.
O CÍRCULO QUE O RIO NÃO LEVOU
(Miniconto
Observou o círculo. Uma cobra branca, nuvens e fantasmas faziam parte do espetáculo. A cobra era enorme e mordia a própria cauda. Devorava-se (como um homem mastigando seu passado). Pensou em Heráclito. As águas levariam o círculo branco dos sonhos? Cinzelava o rio de Heráclito quando foi deglutido pela cobra. Hoje, ele faz parte do círculo e de sua quadratura.
Não acredito que nenhum ser humano doa ou dá, com a mesma intensidade que cobra.
Mas acho louvável a consciência,
Para viver honestamente, a sociedade lhe cobra um custo. Em contrapartida, tem-se um grande crédito que não se compara com o pequeno limite que o banco lhe concede no cartão de crédito e pelo qual lhe cobra um custo altíssimo.
A cobra troca de pele com frequência...
Quem a vê antes, diz que precisa mudar
Quem a vê depois, diz que foi uma ótima mudança
Mas, quem a vê durante...Se assusta!
Escolha estar ao lado de quem cobra de você ser alguém melhor, de quem acredita em você, de quem te apoia nas fases ruins, porque na matemática da vida surgiram muitos para dividir, inúmeros para diminuir, porém serão poucos os que estarão para somar para que lá na frente tudo venha a se multiplicar.
A única ação que a existência cobra é a da falta do serviço, legado trazido pra cumprir contentamento, pela boa e bela criação, em sua plenitude em contínua formação.
O Brasil é o único país do mundo onde a maioria do seu povo cobra mais empenho de jogadores quando deveria cobrar de seus políticos.
Hoje é presente, que no silêncio exigente te cobra o mais insistente, olhar-se incessantemente, com um espelho verdadeiro por inteiro sem rachaduras e reluzente.
A vida cobra sério e tem que fazer por merecer, respeitando o pai e a mãe só assim irá crescer;
Nascer, correr, crescer, ouvir, viver, muito aprender;
Compreender que a vida tem sentido no entardecer.
Se estou encantado
Se estou apaixonado
Se estou enfeitiçado
Sou uma cobra encantada
Sou Romeu
Sou maçã despedaçada
Se a cobra de prata, que levo ao pescoço, pudesse picar-me cada vez que me surpreende agindo como o populacho, tudo em mim já estaria envenenado.
Se soubesse se julgar
Se condenaria, por ser egoísta.
Porque cobra o que não faz.
Finge não ver, oque está na frente da vista.
É cúmplice do errado, mas só porque lhe pagam.
Seu chefe tá feliz e ele se sente artista.
"Então, estou satisfeito, com tudo que consegui".
"Posso bater no meu peito, dizer que tenho direito, de chegar até "aqui.
Como poderia eu, ser auto crítico, se a sociedade, me ensina contrário".
"Por isso, sigo julgando e penso só em mim mesmo, sendo eu assim, arbitrário".
A sociedade capitalista, ensina a odiar o pobre, chamando-o de vagabundo.
Mas a mesma sociedade, "cancerígena", consome do homem quase tudo.
Sua dignidade, sua moral, seus princípios verdadeiros, bebe seu sangue de canudo.
Você aí que, quer debater sobre as escolhas do povo, com seu coração de titânio.
Olha as regras que você quebra, egoísta, se serve de macarronada, o pobre nem macarrão instantâneo.
É impossível entender a fome, sem fome sentir.
É impossível entender o paraíso, se no inferno não residir.
O que melhora, na vida do povo, só quem é povo, sabe dizer.
Quem mora em castelo, cercado por altos muros, jamais ira entender.
Mas que justiça é essa, onde um empresário ganha milhões, bilhões, pagando salário minimo ao seu pobre empregado?
Se você sentisse, o que meu explorado povo senti, se sentiria um desgraçado.
Exploradores das necessidades do homem, os empresários fazem fortuna.
E surge do meio do povo, mais puxa sacos, pra se juntar a sua turma.
Você quer falar sobre democracia, e nem luta pelos direitos dos colegas?
Então, comece onde você está, revolucionando, seu filho de uma égua.
Corrida de salmão
Negar os desejos por medo de amar?
Jogando como lobos querendo ficar.
Cobrando da vida, qualquer razão aparente.
E nas correntezas frias, continuar a nadar.
Corrida de salmão em rio gelado.
De onde as corredeiras levam.
Enfrentas-te ursos famintos, instintos selvagens,
pensamentos sombrios.
Para no final, reproduzir.
Mas reproduzir o que? Se o que falta , é o vir chegar?
Mas, não contes que tu não existas?
Sois tão real, como o ar que acabas de inalar.
O que chamas, é a Chama do Amor. Frutos de um entender.
Homem, mulher, de conhecer-se sentido.
Barreiras transpuseram.
Qual a sorte? Como saber?
A não ser, quando voltares para foz do rio.
Para reproduzir -se entre ursos famintos,
cheios de desejos.
Parecido aos que unem dois corações apaixonados.
marcos fereS
