Citações
O Preço do Erro
Eu cometo erros e sou julgado,
A minha reputação está na lama;
Vivo um dia de cada vez, calado,
Sem esperar de ninguém o que me ama.
Os meus dias me pertencem, mas e agora? Será que pertencem só a mim? Respiro devagar vendo ir embora o vento deste espaço até o fim.
Não há perdão para o que foi ferido,
Menti pra sustentar um ar marrento.
Tolero a dor de ser um mal-entendido, E chamo de solitude este tormento.
Já não me importa andar pelo caminho sem amor, sem esperança e sem abrigo;
Só me restou aprender a ser sozinho,
Levando a minha sombra comigo.
— KANGAL
Aviso de Direitos Autorais e Propriedade Intelectual
Todos os direitos reservados.
Esta obra literária é de autoria e propriedade exclusiva de James Richard Ferreira Pantoja, protegido pelo uso do pseudônimo Kangal, nos termos da Lei de Direitos Autorais (Lei nº 9.610/1998) e das normativas internacionais de proteção à propriedade intelectual.
Nenhuma parte desta criação pode ser reproduzida, distribuída, comercializada ou utilizada de qualquer forma, por qualquer meio eletrônico ou mecânico, sem a prévia e expressa autorização por escrito do autor, ressalvados os casos de citação permitidos por lei.
Há quem confunda nome com essência. O nome pode ser arrastado pela lama, julgado por quem nada sabe e condenado por quem nada viu. O caráter, não.
Ele permanece onde sempre esteve: nas decisões tomadas quando ninguém observa, nas palavras que dispensam aplausos e nos princípios que não se dobram à conveniência. A reputação pertence aos olhos do mundo. O caráter pertence apenas a quem o carrega.
O Ídolo de Argila
Ergui um altar onde havia apenas barro.
Julguei encontrar um farol,
mas era uma chama alimentada pelo próprio ego.
Emprestei meses ao aço,
à disciplina,
ao silêncio que antecede o combate.
Cada golpe moldava meu corpo,
enquanto a admiração moldava minha cegueira.
Venci o ringue,
mas fui derrotado pela verdade.
Descobri que a força dos punhos
não redime a fraqueza da alma;
que cinturões não acorrentam demônios,
nem medalhas curam o vazio de quem vive escravo de si.
Há homens que tombam diante de um adversário;
outros desmoronam diante do espelho.
Aquele que eu chamava de mestre
era apenas um peregrino perdido,
vestido com a armadura da vaidade,
incapaz de sustentar o próprio espírito.
Então compreendi:
Minha vitória nunca pertenceu ao altar que construí.
Pertenceu ao sangue que derramei em cada treino,
à dor que suportei em silêncio,
à vontade que permaneceu de pé
quando a ilusão caiu de joelhos.
Os ídolos apodrecem.
A disciplina permanece.
E, quando a máscara finalmente se rompe,
não morre o discípulo —
morre apenas a mentira.
Durante 15 anos, ele entregou sua força, seu tempo e sua juventude a uma empresa, acreditando que o esforço seria recompensado. Mas, aos poucos, transformou-se em um homem preso à própria rotina, carregando responsabilidades como um burro de carga enquanto deixava sua própria vida para trás. Trabalhou para construir os sonhos dos outros, mas não teve a mesma disciplina para construir os seus.
Anos se passaram, e o que restou foi um homem cansado, vivendo na periferia, cercado pelas consequências das próprias escolhas. O salário baixo, a falta de planejamento e a acomodação diante da vida fizeram com que seus anos de trabalho se transformassem em uma história de frustração. Enquanto carregava pesos que não eram seus, permitiu que o próprio futuro fosse abandonado.
No fim da jornada, percebeu que não bastava apenas trabalhar duro; era preciso buscar crescimento, mudar de caminho e lutar por algo maior. Ficou marcado não apenas pelo que perdeu, mas pelo que deixou de conquistar. Uma vida inteira dedicada ao esforço, mas sem direção, terminou como um retrato triste de alguém que se entregou ao fracasso e viu o tempo passar sem construir o próprio destino.
Doei-me por inteiro a algo que, de repente, já não significava mais nada. Aceitei o silêncio; ele não me feriu tanto quanto imaginei.
Mas ser esquecido por aqueles que um dia caminharam ao meu lado... essa foi a cicatriz mais profunda.
Ainda assim, não endureci. Tornei-me mais forte sem abandonar a gentileza, mais firme sem perder a humildade. Aprendi que cada coração trava batalhas invisíveis e que, muitas vezes, o abandono nasce da fraqueza de quem parte, não da insuficiência de quem permanece.
Por isso sigo adiante: com as marcas do esquecimento, mas sem permitir que elas roubem de mim a compaixão.
O desejo inspira, a rotina sustenta... mas quem te disse que o futuro floresce? Toda flor conhece o inverno. O dinheiro vem e parte como as marés, os impérios erguem-se para ciar de joelhos e beijar o pó. No fim, o único futuro que jamais falha é a morte. Não florescemos para permanecer; florescemos para aprender a cair, e cair com elegância!
Às vezes precisamos ser esperança para eles que estão começando a trilhar um caminho diferente da sua própria sina.
Esperar algo além da dádiva da vida é vaidade. Assim como um filho espera algo do pai, ou uma mãe que cria expectativas em relação à filha. Um filho simplesmente não pode visitar ouse despedir de quem ama ? Mesmo que sua própria família não compartilhe desse amor
O lugar dela 🌪️
Talvez o erro tenha sido chamar de espera.
Porque esperar parece uma coisa ativa. Tem relógio, ansiedade, expectativa, alguém olhando para a porta de tempos em tempos.
E não foi exatamente assim.
A verdade é que eu continuei vivendo.
Conheci pessoas. Fui embora de lugares. Voltei para outros. Mudei algumas coisas em mim que eu jurava que nunca mudariam. Aprendi a gostar de dias que antes eu odiava. Aprendi a ficar sozinho sem transformar isso numa tragédia.
A vida continuou acontecendo.
Só que, em algum lugar dela, havia uma cadeira que nunca deixou de estar ocupada.
Mesmo vazia.
Era estranho.
Porque ninguém precisava saber disso. Nem eu gostava muito de admitir.
Mas havia certas coisas que pareciam ter sido feitas para serem divididas com uma pessoa específica.
Uma música que eu pensava: ela entenderia.
Uma notícia que dava vontade de contar.
Um lugar bonito que imediatamente vinha acompanhado de uma ausência.
Até algumas pequenas vitórias tinham esse defeito. Eu conseguia comemorar, mas existia aquele segundo depois da felicidade em que alguma parte de mim procurava alguém.
E era sempre ela.
Não como uma obsessão.
Não como quem passa o dia olhando para trás.
Era mais parecido com uma direção.
Como se, por mais que eu andasse por caminhos diferentes, existisse uma bússola defeituosa apontando para o mesmo lugar.
E talvez seja isso que algumas pessoas fazem.
Elas não ficam necessariamente na nossa rotina.
Ficam no nosso jeito de enxergar as coisas.
Depois delas, certas coisas nunca mais são apenas coisas.
Uma foto tirada por alguém que talvez nem soubesse o que estava fazendo.
Uma mensagem curta demais para explicar uma história inteira.
Um encontro que aconteceu quase por acaso.
Uma reação que dizia mais do que deveria.
Uma pessoa em comum servindo, sem saber, de ponte entre dois mundos que insistiam em continuar se esbarrando.
São detalhes pequenos.
Ridículos, se vistos de fora.
Mas quem conhece a história sabe.
E talvez ela saiba também.
Talvez reconheça algumas dessas pequenas pistas e faça aquela cara de quem entendeu, mas prefere não confirmar.
Porque existe uma intimidade estranha em duas pessoas saberem que certas coisas significam mais do que parecem.
E foi assim que o lugar dela permaneceu.
Não porque eu tenha parado a vida.
Muito pelo contrário.
Eu fui.
Mas nunca coloquei outra pessoa ali.
Não por promessa.
Não por fidelidade a uma história que talvez nem tenha terminado direito.
Foi simplesmente porque algumas posições não são preenchidas.
Você pode colocar alguém ao lado.
Pode conhecer alguém incrível.
Pode viver coisas bonitas.
Pode até gostar de verdade.
Mas existe uma diferença entre gostar de alguém e reconhecer alguém.
E eu reconheci.
Talvez cedo demais.
Talvez tarde demais.
Talvez no único momento em que duas pessoas ainda não tinham maturidade suficiente para entender o tamanho daquilo.
Só que o tempo tem uma mania curiosa de não apagar o que foi verdadeiro.
Ele muda a forma.
Tira as bordas.
Diminui o barulho.
Mas deixa certas coisas intactas.
Por isso, se algum dia ela voltar a aparecer sem grande cena, sem música, sem explicação, talvez até daquele jeito casual que parece não significar nada, eu não acho que precisaria perguntar onde ela esteve.
Eu provavelmente só perceberia que aquele lugar ainda era dela.
Como se ninguém tivesse precisado guardá-lo.
Como se o tempo inteiro ele tivesse sabido.
E talvez essa seja a parte mais bonita e mais injusta de tudo:
eu não estou esperando que ela volte.
Mas se ela voltar,
eu ainda vou saber exatamente onde colocar o meu olhar.
Porque tem gente que a gente escolhe.
E tem gente que, de algum jeito, parece ter sido escolhida antes mesmo da gente entender o que estava acontecendo.
Ela é uma dessas.
Eu nunca esqueci aqueles olhos e como eles sorriam pra mim.
E talvez, no fundo, seja isso que eu nunca consegui explicar:
não era que eu quisesse alguém.
Era que, quando penso em quem deveria estar ali,
eu sempre soube o nome.
Uma vez perguntaram: qual é o fim esperado de um relacionamento? Muitos responderam a morte de um dos envolvidos, e eu respondi separação. Depois, eu concluí que não há final feliz em uma união. Talvez haja separações amigáveis, mas a união se foi e será que ela foi realmente necessária? De qualquer forma, no mínimo alguma expectativa foi quebrada. E quanto à morte, talvez a única forma feliz seria caso a pessoa (eu) morresse primeiro, já que a própria morte, em tese, não faz parte da existência, já que é o fim dela. Mas, além de condenar o outro ao sofrimento (o que não seria amor ao outro), acaba caracterizando em algum nível falta de amor-próprio, caso isso seja forçado, já que é um processo inevitável. O início é incerto e o final é trágico, por tanto só há pitadas de esperança no caminho que é emaranhado com problemas, mas é isso que pode fazer valer a pena.
"Toque, toque… acorde para viver a sua vida.
Você não conhece a vida do outro, apenas o que ele escolheu mostrar.
Agradeça a Deus pelo que é seu e viva o que é real.
A vida verdadeira não precisa de plateia."
Conhecer o mundo é a vontade de muitos, conhecer a si mesmo é a necessidade de todos!
A viagem mais importante de nossa vida é a que fazemos dentro de nós!
"O medo nos congela na imanência, apagando o fogo do conhecimento e do debate forças que nos movem para além de nós mesmos, em direção à transcendência."
O tempo pode ser nosso maior inimigo, quando não sabemos esperar.
Mas, pode ser nosso grande aliado se cultivamos a paciência.
Literatura não é sabedoria, nem conhecimento... Literatura é desenvolvimento... Nãohá intelectuais, que sejam sábios teóricos!
A letra por si só, não faz sabedoria.
O #clubedosidiotas tá cheio de espertalhões... Vem sempre com críticas, oferecendo soluções depois dos fatos consumados... São oportunistas trazendo a receita, depois do bolo pronto.
Então é isso...
A gente acredita em algo
Mesmo que seja impossível,
E as coisas realmente acontecem...
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