Citações
Triste canto
Pulo de poleiro em poleiro,
Não sei mais o que fazer,
É minha sina o dia inteiro,
Estou preso sem nada entender.
Qual será o crime que cometi?
Fale logo e não me enrola.
Vejo pássaros livres, vivendo por aí...
Muitos vem até a minha gaiola!
Neste teu silêncio eu pude observar,
Que desprezas esses pássaros pelo ar,
E só me prende porque eu sei cantar,
Quanto a eles, estão livres a voar.
Eu canto é para esquecer,
O meu canto é muito triste.
Alegria seria... Você me conceder!
A liberdade que ainda existe.
Feridas dos erros meus
Eu sei,
Sei que errei!
E confesso,
Que o erro foi meu
E se você não está aqui nesse momento
Foi por causa dos meus erros.
Te magoe,
Te fiz sofrer.
O erro foi todo meu.
Essas suas lagrimas que caem do seu rosto
Foi por minha culpa
Eu te machuquei
Te magoe
o erro foi meu.
(SERGIO MACEDO)
MEU CANTAR
Se canto,
Bem sei o que espanto
Eu planto acalanto
Assim que o pranto
No canto dos olhos
Começa a brotar.
Tu terás todas ... todas aos teus pés
Mas de mim ...
Apenas o silêncio !
Porque não sei amar ameno
e nem aprendi a me contentar
com sobras .
Meu amor é sempre intenso,
sedento e pleno !
E QUANDO O TEMPO
E quando o tempo
soberbo zombar de mim
sei que não será preciso
encobrir o rosto para disfarçar
marcas e cicatrizes adquiridas
ao longo dos dias, dos anos
imutáveis a essa evidência
porque na verdade minh'alma
já protagonizou as (in)perfeições
desta minha existência!
Sei amar como ninguém, porém não consigo amar por muito tempo. Eu enjoo rápido. Dá vontade de sair correndo e nunca mais parar. Mas daí, eu certamente pararia pra descansar no primeiro oásis, porque tudo que é demais me cansa. Inclusive, esse tal descanso na miragem, que, mais do que depressa, seria trocado logo por uma carona - nem que fosse de ônibus - até a cidade mais próxima, onde eu pudesse conhecer gente nova.
"Pensei que sabia tudo...
Hoje vejo que não sei de nada!"
Eu que achava ser a sabedoria
diretamente proporcional aos tombos
que a vida nos dá...Puro engano...
Repetimos sempre os mesmos erros,
como alunos displicentes
da arte de viver.
Cika Parolin
O amor não basta pra tudo. Eu sei, vivenciei, senti e senti tanto, senti bastante... Eu entendo, também desistiria de mim. Sou um tanto complicada, mas tu também é e eu queria saber lidar contigo, com tudo, com nós, mesmo sabendo lidar pouco comigo mesma. Se a gente desistiu do nosso amor? Talvez. Mas sabe, alguma coisa dentro de mim, bem no fundo, ainda guarda alguma coisa tua.
Escrita de amor.
De onde vem as palavras?
Eu não saberei explicar;
Só sei que em qualquer lugar;
Do nada me pego a escrever;
Também não sei te dizer;
Sé é dom ou inspiração;
Só sei que é a onde o coração;
Consegue se expressar.
Escrevo qualquer coisa;
Escrevo em qualquer momento;
Escrevo o que o pensamento;
Em voz não consegue falar;
Escrevo o quanto é bom amar;
Mesmo que não seja amado;
Porque no mundo o oitavo pecado;
É viver sem amor pra dar.
Outro sentimento, neste momento, toma conta de mim. Não sei o que é. Só sei que quero destruí-lo. Isso já não faz mais sentido.
Nada mais me serve.
Tudo me enfraquece
E pra quê?
Por só "eu" e não "nós"?
Não quero sentir, nem provar, nem pensar.
Quero muito mais do que podes me dar,
Por isso, não quero mais nada.
Tinhas razão: eu não mereço.
Tinhas razão: ias me magoar.
Tinhas razão: és o culpado.
Dois em Um
Não sou muito de mostrar arrependimento, sou um orgulhoso por natureza e sei que esse meu péssimo hábito me tem custado certas amizades. Mas também não quer dizer que nunca pedi desculpas a alguém, custa, mas peço, por isso, considere-se sortudo quem já recebeu um pedido de desculpas meu. Mas mais do que custar a mim simplesmente pelo orgulho, já aconteceram situações que foram bem mais além do inexplicável.
Lembro-me como se fosse ontem quando aconteceu. Eram seis horas da manhã, já se passava um mês desde que não falávamos, tudo porque exaltei-me durante uma discussão e não tinha a cara-de-pau para pedir desculpas, mas não sei porquê, naquele dia eu senti algo, sentia-me diferente e sentia que já não fazia sentido continuar a viver assim. Resolvi sair do normal e fazer-lhe uma surpresa: Tinha uma consulta ao dentista por volta das oito horas, então após a mesma, período em que estaria livre, compra-la-ia um belíssimo buquê de rosas e iria entregá-lo pessoalmente, e assim o fiz.
Durante o meu caminho até à casa dela, recebia elogios de desconhecidos com quem me cruzava na rua e rodavam na minha cabeça, todos os bons momentos que com ela já passei, só para reforçar o ânimo. Ela morava no terceiro andar de um prédio e posto lá, a cada degrau que subia, ia ouvindo um som estranho mas preferi não ligar para não me desviar do objectivo principal. Chegado ao destino, encontro a porta aberta, gente de preto e a sua mãe, que era tão querida por mim, em lágrimas. Olha só a ironia do destino: Era o dia do seu óbito. Se havia sensação pior no mundo, então ainda estava por descobrir, mas aquele dia marcar-me-á eternamente.
E se para termos o pedido de desculpas aceite por um vivo, já custa, imagina de alguém que faleceu sabendo que não estava de boas relações connosco?
Hoje em dia já entendo provérbio _"Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje"_ e olha, meu buquê de conciliação se transformou em buquê de condolências
LAGARTA
Não sei mais para onde ir .
Já tentei sumir
me ausentar de mim
refugiar-me na ventania
dar as mãos com a solidão
beber o oceano inteiro do silêncio
inebriar-me de mansidão...
Mas até agora
só consegui ser confusão
e largar minhas asas
na tempestade.
E com o coração em erupção
só tenho me partido em pedaços
deixando fagulhas de delírios ,
brasa do insano
por todos os cantos e lados.
Lágrimas vestidas de desejos ,
fantasias e saudade.
Todas ... todas a rirem sem pena
do meu total desastre.
Talvez se tivesse trancado o postigo
dos meus sentimentos avassaladores ,
sentando nos vãos dos meus silêncios e
me acomodado nos quintais
da solidão ...
Talvez se tivesse investido mais
no meu cais melodiando paz ...
Não me veria aqui agora lagarta
largada nesse casulo sem saída,
sem o alimento do teu sumo,
debatendo-me sem prumo
e com vontade
de beber todo teu amor
como resumo.
Tentando novamente adaptar-me
a essa tua ausência que
me enlaça
me aprisiona
me inebria
e faz-me viver dormente ...
In vertigem
Somente para
aspirar o oxigênio
inteiro da tua imagem .
