Ciências Sociais
Nem todo erro derivado de ignorância e do analfabetismo funcional deve ser tolerado. Pois quanto mais repetido em erro, geram conseqüências em sociedade, cada vez mais difíceis de resolve las.
Se você acredita em visualizações, se impresisona romanticamente com likes e comentários, se passou a viver e a medir a qualidade de seus relacionamentos a partir das dinâmicas das redes sociais parabéns! Você se tornou num habitante da "Terra do Nunca".
S.A.
TRIBOS URBANAS
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Vejo nas esquinas
Meninos e meninas
Rivais ou amigos
Que se reúnem
E com orgulho assumem
Que vivem em tribos.
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Há os que sujam os muros
Protegidos pelo escuro
Como noturnos sabotadores
Que em busca de emoção
Desrespeitam a legislação
Esses são da tribo dos pichadores.
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Há os que assistem
À vida com olhares tristes
Como navegantes sem remo
Se maquiam como zumbis
Na escuridão são seres sutis
Esses são da tribo dos emos.
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Há outros um tanto obscuros
Que ficam perto de túmulos
E consideram ótimo
Passear pelos cemitérios
Sempre com caras de sérios
Esses são da tribo dos góticos.
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Há os que têm mania
De dar vida à fantasia
Dos gibis que leem
São adultos que têm a esperança
De viver sendo sempre crianças
Esses são da tribo cosplay.
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Há os que requebram a pélvis
E usam topete como o do Elvis
E têm que ter cabelo que brilhe
Adoram carros antigos
Curtem rock dos Beatles
Esses são da tribo rockabilly.
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Há os que andam desengonçados
Com bermudas e bonés virados
E criticam a arte pop
Conversam num estranho dialeto
Se reúnem em verdadeiros guetos
Esses são da tribo hip hop.
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Há os rebeldes sem causa
Que têm cabelos como caldas
E usam roupas extravagantes
Quando andam na multidão
Querem apenas chamar atenção
Esses são da tribo dos punks.
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Há muitas outras tribos
Criticadas pelos mais amadurecidos
Que consideram tais hábitos odiosos
Os quais com terno e gravata
Caminham entre as tribos citadas
Indo para a tribo dos religiosos.
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O que aconteceria de pior ou de extraordinário, se eu abraçasse plenamente quem eu sou?
O medo de ser julgada, o peso da expectativa alheia, a solidão de ser verdadeira em um mundo de máscaras?
Explorar quem sou, poderia revelar caminhos desconhecidos ou afastar aqueles que não estão prontos para ver além das aparências.
Mas, talvez, a maior tragédia seria negar a mim mesmo, sufocando a chama única que arde dentro de mim, minha essência.
Acredito que o sucesso dos programas de
Reality shows deve-se principalmente ao advento da internet, avanço das tecnologias digitais, Smartphones e redes socias... nas últimas décadas.
Com certeza é muito mais barato vender fofocas, mexericos, intimidades, privacidades, futilidades... do que produzir filmes, musicais, peças teatrais...arte em geral.
É isso!
Não se trata de eleger vítimas, mas sim proteger pela
lei às minorias: mulheres, idosos, deficiente, negros, índios, LGBTQIA+... a partir da realidade brasileira extremamente excludente e desigual.
Nos dias atuais, há uma certa exacerbação, uma lacração do horror, da tragédia e da guerra nas mídias e redes sociais.
Estamos vivendo uma época em que a fofoca, o mal dizer e a mentira estão sendo monetizadas excessivamente pelas da mídias e das redes sociais.
Fatos banais e irrelevantes tornam-se relevantes para as pessoas apenas por terem sido noticiados pelas mídias e redes sociais.
A produção, difusão, mercantilização e comercialização de intrigas, brigas e fofocas, tanto pela mídia tradicional quanto pelas redes sociais, parecem ser um caminho sem fim.
É crucial estar atento às referências que estão moldando as preferências das pessoas, especialmente nas redes sociais.
Antes de tudo, não podemos esquecer o processo histórico brasileiro, assentado na escravidão da população negra durante séculos, contribuíram substancialmente para as enormes desigualdades sociais presentes em nosso país.
O verdadeiro, o genuíno, o essencial na defesa das minorias está sendo deixado de lado, dando lugar a uma prostituição de pautas socias por pessoas oportunistas que só pensam em suas carreiras políticas.
Nossos líderes não são mais os mesmos.
Constantemente nos deparamos com cenas em que o auxílio é negligenciado, enquanto o foco está na publicação de conteúdo nas redes sociais.
Diante de uma ampla gama de injustiças pessoais, discriminações e experiências de marginalização, além de um questionamento persistente da autoestima, os indivíduos se veem desprovidos da capacidade de identificar adversários tangíveis para confrontar.
Esse vazio é preenchido pelo crescimento do populismo em diversas correntes ideológicas, impulsionado por um sentimento generalizado de ressentimento.
O atual contexto de múltiplas desigualdades contribui para a formação de uma sociedade permeada pela raiva e indignação.
Compreender essa dinâmica é essencial para resistir à tentação de sucumbir à vertigem da indignação.
Em um cenário de flagrante desigualdade global, os mecanismos sociais tendem a privilegiar a expressão da raiva, do ressentimento e, frequentemente, da competição com aqueles próximos na hierarquia social.
A incapacidade de canalizar essa raiva individual para uma saída política adequada tende a fortalecer os movimentos populistas que se proliferam na contemporaneidade.
