Ciências Sociais
Coisificamos.
Impossível negar as influências digitais no nosso dia a dia.
Usamos redes sociais para buscar socialização. Usamos GPS para buscar uma localização. Usamos aplicativos para fazer compras e até alimentos dos mais variados.
Que é um imenso avanço, isso é inegável. Que a internet uniu e encurtou o mundo, isso é fato.
Mas, será que estamos preparados para tanta modernidade? Ora, a preguiça é amiga do progresso, mas, até que ponto isso pode nos ser bom em termos relacionais.
Recentemente em uma de minhas viagens, senti que estava perdendo mais tempo tentando registrar uma foto ou uma self, ao invés de parar, olhar e admirar o quadro que se apresentava.
Ora, a melhor memória é aquela que nos traz sentimentos vindos do coração. E, não conseguiremos sentir isso, através de uma tela digital.
Imagine um momento em que teu ente querido está fazendo algo importante, e você está ali, filmando, vendo ele através de uma tela, estando ele a sua frente.
O momento se replicará através do visor, mas, nunca mais se repetirá, ou seja, você não conseguirá ter o mesmo sentimento ou emoção, como se estivesse olhando ao invés de filmando.
Quando você filma, a situação se torna impessoal. Você se concentra no equilíbrio da câmera, no ângulo, na iluminação, no foco e em todas variáveis possíveis, e esquece de ligar seu coração.
E quando fazemos uma self? Nossa que coisa interessante. Caras, bocas, gestos, roupas, expressão de felicidade, esforço, realização. Queremos mostrar que estamos em uma frequência diferente, queremos nos empoderar através de uma autoafirmação e que se possível seja reconhecida por todas as pessoas de minha rede, de meu ciclo social. Quero elogios. Cuidado isso pode virar algo patológico, pode beirar a carência afetiva, será como se você quisesse que suas qualidades fossem evidenciadas para ser melhor reconhecido. Isso é perigoso é doentio.
Sou contra as redes sociais, não. Sou apenas um observador do comportamento social ante as redes sociais. Tiro fotos, self, me socializo. Mas, entendi a muito, que a melhor foto é aquela registrada pelos olhos e guardadas no coração. Que a melhor conversa, é ouvir a voz e ler o olhar estando frente a frente com as pessoas.
Que a melhor curtida é o abraço sincero.
Que a melhor expressão é a visão de um sorriso.
E que o tocar e melhor que teclar.
Pense nisso.
Paz e luz.
Você e o Estado.
Somos seres sociais, isso é um fato. Somos integrados em uma sociedade que exige de nós uma participação que pode acontecer de forma direta ou indireta. Essa integração social, faz com criemos uma dependência das outras pessoas que também desfrutam dessa mesma sociedade.
Nós comemos, bebemos, vestimos, enfim, tudo que fazemos tem a participação de algo ou de alguém. Alguém produziu, alguém fez e nós partilhamos ou desfrutamos. Essa troca existente entre os seres, faz com que a sociedade se mantenha, como a engrenagem de um grande relógio. Todas as peças têm uma função, todas trabalham em conjunto para o funcionamento ininterrupto da máquina.
E como a sociedade não é tão homogênea em razão das diferentes formações pessoais e culturais, essa sociedade, entendendo isso, delega parte de seu controle, criando o estado.
Em cada país o estado fornece algum tipo de controle, visando em um primeiro momento a perpetuação e o desenvolvimento daquela sociedade. Esse controle é muitas vezes consuetudinário, o que acaba por ser absorvido pela maioria ou a totalidade daqueles que vivem sob aquele estado. Temos leis, decretos, normas, atos, enfim, uma infinidade de mecanismos de controle que nós mesmos acabamos criando e por consequente empoderamos o estado.
Com esse poder, o estado se torna maior que o indivíduo e ouso a falar que dependendo da situação, maior ainda que seu próprio povo. Basta vermos os grandes massacres, misérias e fomes, produzidos em nome do estado através da história.
Ora, perante o estado, muitas vezes agimos e somos tratados como semoventes. Criamos algo que pela nossa falta de interpretação e inércia, aprendemos a temer. E tememos justamente por não entender que o estado é cria nossa, é nosso filho. Nós o fazemos, nós o criamos, nós o alimentamos.
Abrimos mão de nossa individualidade para nos somarmos ao todo, mas, neste processo, acabamos por criar uma dependência doentia, na qual não conseguimos dar um passo, sem este estar sendo ditado por outros.
Basta acompanharmos os noticiários que veremos que o ser humano ficou para trás. Discutimos ainda, em pleno 2020, questões que provam que a nossa sociedade pouco evoluiu. Discutimos questões como: gênero, raça, crenças. Penso que todas essas questões em uma sociedade evoluída, deveria fazer parte apenas nos anais históricos. Talvez por isso ainda precisemos que alguém nos dite o que fazer e o que comer.
Somos extremamente motivados pelo todo, e perdemos a capacidade de pensar por si mesmo. Não distinguimos mais o certo e o errado. Nas trágicas coisas talvez, mas, nas coisas simples do nosso cotidiano, preferimos que alguém dite o que nós devemos fazer. A modinha virou moda, que virou conceito, que virou verdade, que mudou sua vida.
Partindo do princípio que devemos ser todos civilizados, penso ser estranho quando normas reguladoras me dizem o que posso ou não posso fazer. Fato, tal situação não se aplica a quem vive a margem social e não consegue ter convivência com outros seres humanos. Neste caso toda regulação e restrição, ainda será pouco. Aos humanos, humanidade.
Neste momento você poderá achar que estou me considerando um ser acima da lei e da média. Mas, a questão não é essa. Se você sabe quais são suas obrigações sociais, se precisar ser cobrado a todo instante sobre elas, logo, podemos concluir que: ou você não sabe, não internalizou ou você a quebra continuamente.
O estado regula aquilo que nós damos para ele regular, simples assim. Quem manda em sua vida? Você ou o estado. Lhe digo que é o estado. De tanto empoderarmos o estado, fizemos dele nosso pai, ou mãe se preferirem. O estado lhe diz: Use cinto de segurança, senão você poderá se machucar, use capacete, senão você poderá se machucar. Se cuide, senão te puno. Ora, essas questões nem sequer deveriam fazer parte de uma lei em um mundo civilizado. A própria consciência do ser humano, deveria entender que para sua proteção individual, essas ações são necessárias, independentemente de uma norma regulatória.
Poderão aos gritos dizerem: Ora, não evoluímos a esse ponto, precisamos de regras senão a sociedade desmorona.
Observem o quão essa afirmação é perigosa: “Precisamos de regras”. Quando afirmamos isso atestamos nossa animalidade. Mostramos que como seres humanos, temos que ser domesticados, adestrados, senão não conseguiremos viver em sociedade.
O estado que criamos não é nosso porto seguro, antes, é a coleira que nos mantém presos, é o forcado que impede que atravessemos a cerca.
Quanto mais você evolui como ser humano, menos você necessitará do estado. Quanto mais você evolui, mais clareza sobre as coisas você consegue ter. Assuntos antes polêmicos, se tornam simples. Assuntos simples, viram poeira ao vento. Questões que hoje ainda enchem salões como: aborto, racismo e homossexualidade, perdem a importância, pois para um ser humano, a raça, o comportamento, o trato da vida, são apenas questões individuais e devem ser respeitadas por cada indivíduo.
O nosso mal, é que importamos demais com o alheio, opinando sobre como os outros devem conduzir suas vidas, e esquecemos que pessoas não são marionetes de nossos desejos e vontades. Muitas vezes queremos o melhor para a pessoa, mas, como saber o que é melhor para outra pessoa, sem se tornar ela? Usamos uma única receita para todos os males. Isso é no mínimo perigoso.
Você e o estado podem andar de mãos dadas, mas, não se esqueça, ele é sua cria, e não o contrário. Charles Chaplin, parafraseou: “Não sois máquina! Homens é quem sois! ” Pergunto, com tanta submissão e controle de sua vida, somos homens ou máquinas?
Pense e reflita.
Paz e bem.
Como a teoria diverge da prática. Se o mundo fosse como as redes sociais lhe apresenta, ninguém precisaria morrer para ir para o paraíso. Aqui tudo é tão belo
"Às redes sociais facilitam a nossa vida e são TEMEROSAS, quantas VEZES devemos ficar atentos em relação às mensagens recebidas? E quanto tempo perdermos? Elas podem ser verdadeiras ou FALSAS, mesmo assim, atire a primeira pedra quem não foi prejudicado"
Quantos perderão a vitalidade
Usando distrações e aparências
Incumbência damos as redes sociais
Minutos sem, entramos em dependência
É o estímulo perfeito para a zona de conforto
Revogar da vida precisamos essas atitudes
Imprescindível ter disciplina real, não fictícia
Com amor e humildade devemos viver
O tempo é o aprendizado mais caro do mundo
Bobagem é quando alimentamos
Uma situação por causas das birras.
Redes sociais são o nosso termômetro.
Rotinas onde perdemos nossa identidade.
Invisível, deixamos as emoções e
Com medo de críticas
Então sufocamos as belezas da vida.
Exagerar nas redes sociais, deixa em
Xeque-mate o nosso emocional.
Cuide do seu interior com obstinação.
Evite a ansiedade com sabedoria.
Seja prudente com suas escolhas.
Seu cuidado com você hoje é
O início de um futuro melhor.
É pouco saudável deixar de encarar as redes sociais como aquilo que de fato elas são: Vitrines.
Tanto para quem as organiza - vitrines que são, como para quem por elas passa.
É porventura uma loja composta apenas por mostruários?
Entre por suas portas e irás descobrir seções outras, preciosas ou não, como a que foi percebida na primeira impressão.
É de causar incômodo, por outro lado, algumas coisas com as quais nos deparamos...:/
O que se deve expor em vitrines são "amostras", supostamente do melhor que há lá dentro; há, contudo, quem prefira colocar tudo amontoado, ali no início, sob o olhar de quem por ali transita, ávido ou não por "comprar".
E se a relação de causa e efeito é tão verdadeira, porque será que alguns "lojistas" reclamam tanto?
(Fabi Braga, 11/01/2015)
As minorias sociais - aí incluída as sexuais, quando caem no ressentimento, tendem a agir como os seus 'supostos" opressores.
Em redes sociais.
Como na vida.
Nem sempre o que se vê.
É o que se parece.
E, nem sempre o que se diz.
É o que se é.
Status de redes sociais trazem o conhecimento e por sua vez a alienação.
Um bom livro lhe trará o conhecimento e alienação, depende muito do autor que irá escolher para a leitura, porém o reconhecimento intelectual que terás em várias páginas vasculhadas de um bom livro será imensurável. Já na redes sociais informações e leitura escassa é o que geralmente tem para hoje....
Em tempos de concorrência acirrada por vagas de emprego, desfilar em suas rede sociais bebedeiras, futilidades, auto declarações de despreparo, descompromisso social, ostentação irreal, corpos semi nus e violação a direitos humanos, coloca a ti em disparidade de recolocação, sem considerar a desigualdade social que já dificulta e minora as oportunidades.
Esse negócio de ficar usando as redes sociais para mandar indiretas não tem nada a ver. Viu Gerônima!
Sabe quando é correto ser antiético? NUNCA!
Não considerar os valores sociais, as pessoas, grupos ou a sociedade em si, nunca será honesto.
Excesso de expressões de felicidade nas redes sociais podem esconder um estado de desânimo. Uma postagem eufórica pode ser uma defesa para possíveis carências. Algumas evidências são forjadas por internautas para aparentar ter uma vida que não têm, mas que gostariam que as pessoas acreditassem que possuem.
Inteligente e sábio, é aquele (a) que se adapta a todos os níveis; culturais, sociais e intelectuais...
