Cidade
E mesmo que a cidade não deseje que você se lembre, guarda o que sobrou da gente.
Meu cantinho favorito !
Vou falar pra vocês de um cantinho da cidade
confesso que de verdade
Gosto muito deste lugar.
Lá, tem uma pracinha linda
que fica mais linda ainda
quando anoitece
Pois é a noite que a magia acontece,
Famílias se divertem no parquinho
Pais e filhos trocam carinho,
Ah! Como gosto desse lugar
Não tem como não amar
tem dia que rola até um lanchinho.
Minha pracinha querida
Mora no meu coração
Lugar onde brinco e corro
Tem dias que quase morro
Correndo atrás do meu irmão.
Minha pracinha querida,
parceira da minha vida
que vou me lembrar pra sempre.
Mas a pracinha é só um detalhe
deste cantinho da cidade
Eu, queria é que todo mundo
tivesse a oportunidade
de conhecer esse cantinho.
Lá, tem uma igreja tão linda e plena
Não é grande nem pequena
Mas, cabe todo mundo que quiser entrar
Sempre estou lá à rezar
Sempre estou lá à pedir
Também sempre estou lá à chorar.
É meu lugarzinho preferido
O Padre já é meu amigo
E me ensina o caminho certo.
Por isso falo pra vocês
Aos que moram longe
E aos que moram perto
Venham conhecer meu cantinho,
serão recebidos com muito carinho
Jesus, está de braços abertos
a sua espera.
Que cidade pálida!
As ruas chorando tão tristes. E os males: corrupção, ignorância, medo, egoísmo... Ainda imperando sob o véu da hipocrisia e do silêncio à submissão do seu povo.
Amizade não tem idade
Seja no campo ou na cidade
Ela não faz questão de presença
Mas não anula a convivência
Sem este convívio ela não floresce
Nem as almas resplandecem
No respeito e na reciprocidade
Envolvidos pela cumplicidade
Dentro do peito e do coração
Pela simplicidade e pela compaixão
Na arte dos pensamentos
Registradas pelo tempo
Sem titulo
A cidade vazia
Tudo fechado
As coisas estão frias
Cuidado!
Preste bastante atenção.
Algo pode lhe acontecer.
Controle as batidas do coração
Alguém pode lhe perceber.
Se esconda muito bem.
Ele pode chegar.
Não sei o que ele tem
Não deixe ele nos apanhar.
Não somos fortes.
Não podemos derrota-lo
Talvez tenhamos sorte
Talvez apareça o claro.
Mas todos sabemos
Não adianta fugir.
Ele sabe o que queremos
Vai sempre persistir.
Não há como escapar
É o destino.
Um dia ele vai nos pegar
E cada vez mais está progredindo.
A cidade enlouquece em sonhos tortos
Na verdade nada é o que parece ser
As pessoas enlouquecem calmamente
Viciosamente, sem prazer...
Necessidade, Vontade e Desejo
Numa esquina movimentada da cidade, durante o sinal vermelho, um menino vendia bombons aos motoristas. Ao ver um entregador parado numa moto, suspirou:
— Ah, se eu tivesse uma moto como essa... ia ganhar dinheiro mais rápido e ainda andar com o vento no rosto.
O entregador, suado e cansado do dia de trabalho, olhou para o lado e viu um jipe moderno, com tração nas quatro rodas. Pensou alto:
— Num jipe desses, agora eu estaria era nas dunas, curtindo a praia, não nesse trânsito maluco.
No jipe, uma jovem bem-vestida, aflita com o relógio, olhava para o carro à sua frente — um luxuoso Mercedes. Sussurrou, irritada:
— Se eu estivesse naquele Mercedes, com motorista, já teria chegado ao meu exame. Assim, vou perder a consulta.
No banco de trás do Mercedes, sentada em silêncio, estava uma menina. Ela tinha um motorista à disposição, conforto de sobra, mas não podia mover os braços nem as pernas.
Com o olhar perdido no menino da calçada, que vendia bombons e corria entre os carros, ela pensou:
— Se ao menos eu pudesse andar como ele… Não precisaria de nada mais.
Eu atravesso o mar
Pelas ruas da cidade
Sob os raios desse Sol
Curto minha mocidade
E quando entardecer
E a velhice acontecer
Ganharei longevidade
Propaganda volante.
Boa tarde distinta freguesia!
Acabamos de chegar em sua cidade,
Aproximem-se,.
É o caminhão da amizade que tem frutas em promoções e doces de verdade,
Venham ver,
Venham conhecer,
Pois venham,
Venha a dona Maria e o senhor João,
Venha a dona Tereza e as senhoras da nobreza,
Venha o compadre e as criancinhas,
Venha provar as doces frutas do caminhão de Varginha,
Aqui!
Somente aqui,
Você encontrará o preço baixo,
Não tentem buscar imitações,
É o ambulante do bem,
Que bonitoooooo!
É esse trem,
Melancias e laranjas,
Uvas saborozissimas,
Tangerinas adocicadas com o verde da selva pintada,
É promoção!
É o sacolão da laranja ou da tangerina que são amarelinhas como uma loira menina,
Pague apenas 5,00 reais,
A propaganda que narro,
É original
E não é assim tão caro,
Melancias vindo diretamente do cerrado,
Não adianta olhar e não comprar,
Comprem para vocês,
Comprem para a família,
Comprem para os parentes,
Tudo é genial aqui com o baita narrador de Frutal,
É prata, é ouro,
O tesouro está na uva dona viúva,
Uma caixa,
Um caixotão de uvas,
Compre hoje e não perca a liquidação,
Compre agora sem demora,
Pague 10 contos de réis,
Antes que acabem e aqui não volto mais...
Venham!
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Podemos mudar de roupa, de opinião, de cidade, mas nunca poderemos mudar nossa alma, essa é para sempre.
...
Em tempos de inverdades, tenho saudades da minha liberdade. De andar pela cidade com pessoas da minha idade. Sinto que privo a minha verdade com certa ambiguidade. E que a calamidade uniformiza a diversidade.
Creio que a cumplicidade reapareceu sem sazonalidade e que o mundo está repleto de reciprocidade. Será que a majestade está sentindo um pouco de vulnerabilidade?
Em tempos de sororidade e equidade, a unicidade é uma temeridade. E a promiscuidade da invisibilidade aflorou a nossa humildade. Que as desigualdades repletas de maldade cedam espaço para a benignidade. E que o renascer da nossa longanimidade nunca mais permita nenhuma iniquidade.
O FORAGIDO
Seu nome está em todos os cantos da cidade, Milhares de pessoas se perguntando quem tu eres?!
seu nome tá na boca do povo e acaba por ficar em minha cabeça,todo mundo procurando um sujeito, foragido. Fugiu de sua cidade para fazer conquistas em meu pais.
Já vejo cartazes com seu rosto pra todos os cantos , E ninguém te encontra.
Engraçado pensar, que você já tinha sido encontrado
É difícil falar a verdade onde impera a vaidade, aqui nessa cidade são vários que focam em si a sua única necessidade, me lembro quando prometi pra ti que seria eu sem se preocupar com o que iriam pensar, sempre haverá um dedo a apontar, mais que apontador, aponta-a-dor que nos fere quando o encontro íntimo ocorre depois da catástrofe, cada estrofe do poema quebra a algema que a mente cria, sou mais que fruto da alquimia, farelo de pão que cai é o alimento das formigas, virilidade, tudo que eu gosto é proibido, viemos com aquilo que foi permitido, aqueles que vivem tem se omitido, quem falou foi julgado metido, ó imagem, tu que ilude mais que fantasia, faria de ti minha estadia caso fosse o criador da minha vida, falaram que era fantoche ou uma espécie de cobaia de Deus. Falei do que imaginei, vi, vivi, senti, refleti, meditei naquilo que faz minha alma inflamar, quero de volta a pureza, inocência da vida que deixei pra traz, vida é um show de luzes, sensações, basta sonhar, imaginar, criar, aquilo que faço preencher o vácuo, frases de um ser, voz que não se cala nem nos piores momentos, anotei mais uma pra me lembrar no futuro, pensamentos, momentos que refleti em meio ao contidiano que me impede de viver a liberdade, quero andar pelo mundo sem precisar de passaporte, romper as barreiras em direção ao norte, pensamentos que nos fazem gastar o tempo de vida, refleti sobre o por quê estamos aqui cada um tem uma resposta, religião, ocasião, mente que desabilita, reabilita, fragmenta, reinventa, dirá a venda que impede de viver, encharcar aquilo que existe pra você, verdade é aquilo que que nunca saberemos, ela está lá quanto mais perseguimos mais vai desaparecendo, será que o que eu mereço o que estou vivendo? Sabedoria ê viver aprendendo, tropeço recmoço, o preço que eu mereço, Deus or uretra de dentro pra fora, grita alto senhores e senhoras, senhores do agora, mente que aflora, verdades que a mente ignora, quem é que sabe o que é? Quem é que faz o que quer? Comendo sopa de garfo e espaguete de colher, frases sinterizo na vida.
Moramos na cidade, também o presidente
E todos vão fingindo viver decentemente
Só que eu não pretendo ser tão decadente, não
Apenas um registro hoje saí da minha bolha fui até a cidade de ônibus até corri para pegar o ônibus, me senti tão feliz, como se tivesse nascido de novo.
O último poema do último príncipe
Era capaz de atravessar a cidade em bicicleta para te ver dançar.
E isso
diz muito sobre minha caixa torácica.
