Cidadania e Qualidade de Vida
Só existe cidadania se houver a prática da reivindicação, da apropriação de espaços, da luta para fazer valer os direitos do cidadão. Neste sentido, a prática da cidadania pode ser a estratégia, por excelência, para a construção de uma sociedade melhor. Mas o primeiro pressuposto dessa prática é que esteja assegurado o direito de reivindicar os direitos, e que o conhecimento deste se estenda cada vez mais a toda a população. As pessoas tendem a pensar a cidadania apenas em termos dos direitos a receber, negligenciando o fato de que elas próprias podem ser o agente da existência desses direitos.
Política social como assistência. Democracia como privilégio. Cidadania como tutela. Burocracia como atraso. Complicado Brasil!
O Facebook pergunta sempre: "No que você está pensando?"
A cidadania nos pergunta: "No que estamos agindo?"
A real face da cidadania aparece quando; um movimento negro adentra um espaço ocupado por brancos...
O que faz a reputação de um ser não são os belos corpos, nem sua cidadania, muito menos a quantidade de recursos dos quais dispõe para vencer um desafio.
É seu caráter, o seu foco, seu objetivo, seu silêncio, a confiança em si, sua lealdade e a coragem para atravessar como um vento, o relaxamento na alma e o desapego de títulos.
Homens de caráter que deixam refletir no físico, esses fazem parte de uma linhagem pretérita e que faz falta como os grandes Aquiles, Alexandre, Demétrius, Júlio Cezar, Crassus, Spartacus que fizeram do sofrimento um motivo para viver. É isso que acontece com a humanidade, ninguém mais enxerga onde está o motivo para viver.
Lembrei do conselho do meu Sensei, no Randori "relaxa e avança".
E se eu quero, eu enfrento o desafio, pq o que quero poucos, não terão coragem e essa será a vantagem sobre os demais.
Que o exercício de cidadania vá além do voto, pois a vida continua após as eleições para cada um de nós. A responsabilidade do cidadão é com o mandato de todos os eleitos.
Se a cidadania e a ética não imperarem, a inclusão continuará sendo um mito, como consequência de uma escola que prega a profecia de que a criança aprende com a própria experiência, mas, se não cumprir o seu papel de integradora, promovendo o processo ensino-aprendizagem num ambiente agradável, esse crescimento dificilmente acontecerá.
A cidadania vai sendo sufocada e colocada em software, e já há duas categorias de seres humanos: os digitais e tecnológicos e os que não se preocupam tanto com a nova
realidade, boa ou ruim.
As noções de cidadania e de ser humano ficam confusas com a influência dessas novas tecnologias de comunicação, pois há uma vontade de que a máquina exerça a cidadania e de que o robô seja cidadão, coisas que,
politicamente, são impossíveis de acontecer.
A linguagem imperialista dos meios para se exercer esta cidadania virtual pode esfumaçar a própria questão da democracia, como já
vimos em capitulo anterior sobre o sindicato virtual, que por exemplo, não mobilizaria massa nenhuma.
A 'ética laica', a 'educação para a cidadania' é o que sobra no exterior quando a consciência interior se cala e quando as ações do homem já nada significam além de infrações ou obediências a um código de convencionalismos e de interesses casuais.
Isso é próprio de um país em que a cidadania é extremamente frágil, ela não se compromete com a sua responsabilidade pública e entrega o seu destino na mão de salvadores."
Numa democracia, onde a liberdade de escolha é essencial para o exercício da cidadania, não se admite obrigatoriedade à aceitação de um direito. O voto obrigatório, por exemplo, é mais uma das anomalias que só em países como no Brasil, vigora, pelo fato do povo ser "idiotes" e sem formação educacional digna.
