Chuva
Sou estrada, que viu o por do sol
Chuva que molhou o chão
Silencio que formou as horas
Advérbio de intensidade, ação!
*
Lembranças de vidas do solo
Ondas de nuvens pequenas
Átomos em forma visível
Ventos em cor de poemas
*
Sentimentos na porta do ser.
Incertezas em evolução
Pensamento inspirando trisílaba,
O insight trazendo emoção.
AMOR COMERCIAL:
É fria e úmida a chuva que cai
Madrugada adentro.
E eu a senti-la aqui sozinho
Encontro esse poema, meu alento,
Esse poema comercial... Ele versa o amor
Fala do amor? Ou de amor?
Ah! Quem falar do amor seria capaz?
Sobre a vidraça em brumas que nos separa
Eu posso exprimir seu rosto,
Meu sonho é comercial!...
Porque assim são iguais todos os textos,
Todas as cenas, e todos os temas,
De amor... São iguais.
Do amor que se expele que se explicita.
Eterno (...). Que como o ódio, e como a libido,
O homem prova para reprovar
E falar de amor é comercial.
Também é comercial,
A criatura que não é do criador.
Deveras minha poesia é comercial.
Dias de chuva nem sempre são tristes,
Algumas gotas,
Caem para revigorar.
Crescem de dentro para fora,
Expulsando tudo pelo caminho,
E mesmo assim,
A chuva cura.
Doce é a queda da chuva
Que ajuda a adormecer
À noite
Quando eu durmo
À noite na minha cama
Como eu amo
O som doce
Da chuva
É realmente lindo
Sim, a noite é longa
Foi feita assim
Para eu dormir à noite
Também não devo esquecer
Que a noite tem 24 horas
Eu só espero que
A chuva pare amanhã
E o arco-íris apareça no céu
E também que o arco-íris seja colorido
Fico feliz que o sol tenha saído
Esta manhã
Já está quente demais para mim
Eu preciso tirar minha camiseta
Do meu corpo
E pegar um pouco de sol
No meu peito
Sim, eu sou louco pelo sol
Sim, há muitas pessoas
Por onde eu caminho
E também está lotado
Eu odeio multidões
Com paixão
Todos são estranhos para mim também
Algumas pessoas têm aquele olhar
Que poderia matar
Outras têm um olhar cansado
Outras têm
Um sorriso de boas-vindas
Bonito e caloroso
Eu mesmo gosto disso
Preciso refrescar meu corpo
Tirei meus sapatos
E tirei meus shorts
E mantive a roupa íntima
Eu nadei por algumas horas
Foi muito refrescante
Agora finalmente saí da
Água
De vez em quando saio de pijama, ando descabelada,já engordei um bocado, tomei banho na chuva, gosto do som dos trovões,penso que é DEUS sendo um pouco autoritário com os seres humanos que jogam garrafas pets por ai, eu roo unha quando estou estressada, tomo água geladinha de madrugada, conto as estrelas, e só me movimento cedo se for a base de café! Amo chocolate sim! e se nove pessoas dizem que amam chocolate a décima mente. Então se isso são regras para viver o bem bom da vida então tô bem satisfeita !
A lágrima é chuva particular:
quando cai, ninguém vê o céu nublado…
mas por dentro já trovejou faz tempo.
Eis que a solidão se fazia imponente e não era mais que uma chuva silenciosa, que arrasta as folhas em suas enxurradas de galhos ressequidos a se perder na estrada. A solidão muito mais aprofunda nossas raízes no peito vívido da terra, em seu teto de atmosfera que cobrem todos os homens e suas fragilidades campestres. Minha honra é destrinchar o horizonte e recuperar o ontem que ainda se faz no agora. Ponho-me a comer amoras e desce de meus lábios líquidos roxos quase pretos. A amora traz em seu significante o amor que se demora. Bebo a água que me bebe e se esvai na estratosfera das mãos que buscam reconciliação, pois que é vã ceifar a terra de nossas colheitas e se dispersam os sonhos inocentes que se desmancham na terra vermelha. Somos fios de esplendor na imersão da cores em construção. A solidão se faz solitude na medida da incompletude de todos os pássaros que sobrevoam a cidade. E se faz rara a felicidade autêntica na boca ao mostrar os dentes. No tribunal as colinas tomam as decisões e são rigorosas todos os processos da alma em estágios avançados de se clamar ao sagrado a absolvição de nosso sangue irmão, que em longa contemplação se saceiam de nuvem na quietude da noite que chega discreta a escurecer a voz do trovão nos pés dos elementos encandeados. Os versos perscrutam a vida e suas partidas que mais se fazem comedidas a salvar a alegria dos dias. Eu volto minha face ao mar e me elevo em grandes ondas que se fazem inquietas. O amor no ar me ilumina e mais preservo a retina ao filtrar as palavras e deixá-las ensolaradas a raiar até mesmo na madrugada. O coração é o riso do campo se tanto mais encantos florescem no jardim das orquídeas em festa. Um mar de afeto nos trás para bem mais perto. E o poema se faz em versos de amor que floresceram na inesperada construção do agora. O amor se demora em brilhos da íris que finalmente encontra abrigo e somos fraternal amigo.
Como pode dizer amar o sol
quem nunca se arriscou a andar durante a chuva?
Está chovendo de novo
vamos
ponha a cabeça para fora e a assista cair.
Os cristais em seus olhos
que correm rumo ao chão
você não é melhor que elas.
Tão grande, se ajoelha ao espaço
fugindo do que te faz se sentir tão pequeno.
Está chovendo. Chovendo de novo.
Do Céu vem chuva e providências para o sábio,
mas o tolo confia em si e acaba se fadigando
antes do tempo. Todo desobediente fica doente,
mas o sábio confia plenamente em DEUS!
Mais perfeito que uma tarde de chuva,
é uma noite, uma madrugada e um dia todo,
ouvindo a voz de DEUS nos ouvidos,
do coração!
Oportunidades são como chuva: enquanto algumas pessoas abrem com o guarda-chuva outras o fecham e aproveitam pra lavar a alma.
Não tem como a vida ser só sol. Haverá dias nublados, de chuva, tempestade mas, mesmo nos dias nublados e chuvosos é possível nos sentirmos aconchegados, acolhidos e quentinhos sob a promessa do dia de sol que está por vir.
Não saber mais quem é declina a própria identidade e o ser se torna apenas uma gota de chuva em meio a uma grande tempestade no universo, se as estrelas fossem destinos de redenção eu me tornaria uma viajante, o céu se tornaria o meu limite e a imensidão infinita seria meu destino sem fim, embora os sonhos sejam possíveis na mente de um sonhador, nem sempre a possibilidade é igualada entre semelhantes.
Obrigada pai, pela chuva que cai
Um pássaro a planar lindamente pelo ar.
Lá fora, existe um mundo real; e aqui dentro, um surreal.
De repente, uma conexão, projeção, por sob meus olhos e coração.
Como naquele dia em meio aos prantos, o céu estava lá para me confortar, aquelas todas estrelas a me iluminar. E sua presença a chegar.
(Poema para Deus)
00:00
O vazio
A gota de chuva no telhado
A vaca que munge
Os vizinhos que conversam
O vento frio que toca o meu corpo na varanda
O pensamento nele e o olhar no horizonte
Questionando se sente o mesmo que eu
Libertei meus sonhos que fizeram do tempo uma moldura na parede e toda vez que vem chuva e vento eles se transformam em pássaros.
GOTEIRAS DA INFÂNCIA
(No chão que a saudade regou)
Quando criança, eu achava que a chuva era o choro de Deus. Hoje, compreendo que aquela visão pueril não trazia goteiras de melancolia, mas sim o orvalho que preparava o solo fértil; essa lembrança desenhava, o tempo todo, o meu chão para que a vida pudesse, enfim, brotar e florescer. Mesmo que, no decorrer desse caminho, alguma flor murche, ela não morre, pois Deus sempre me estende um regador.
Lu Lena / 2026
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