Chuva
Mesmo embevecido em um cenário chuvoso, acinzentado, quiçá, lágrimas molhando o rosto, alguns problemas, um nuveiro diante dos olhos, é possível enxergar a vida de árvores frondosas, que dizem em silêncio, não desista, a esperança se renova, chuva caindo sobre as folhas, fortalecendo a flora, avivando a calmaria das águas, sons contínuos e agradáveis, um vigor que se propaga, dessarte, uma bênção do Senhor que permite uma perceção sensata, prova sincera de amor, que acolhe gentilmente a alma, perceber desta forma decerto é desafiante, porém, ao ver, quando acontece, é bastante válida por ter um efeito tão revigorante que vai além de belas palavras.
Partilhando o destaque noturno com a lua, vem a calmaria vestida de vivacidade com traços repletos de charme e formosura, uma arte fascinante de lindas curvas que está debaixo do encanto da noite e sobre o brilho fascinante da chuva que tocou o chão com um manto feito das suas gotas, resultando em uma composição sedutora de tamanha simplicidade, doçura, romantismo, fogosidade em cada fragmento, de fato, um justo fascínio, um presente deste tempo.
Defendo que amar pode ser o mesmo que embarcar em uma desafiante aventura em alto mar, tendo que enfrentar muitas vezes a força abrupta do vento e a chuva, já que o clima pode mudar a qualquer momento, assim, o tempo em certo ponto é relativo, ignorado, imprescindível, aproveitado, instantes tranquilos, prazerosos, outros são cansativos, perigosos, amando com sentido, um propósito, rumo de um amor recíproco, navegando sem perder o foco e ainda assim correr alguns riscos.
Os ventos nem sempre serão favoráveis, são fortemente expressivos ou calmos como brisas suaves, o desfecho é imprevisível, um desafio diferente do outro, por conseguinte, para navegar é necessário bem mais do que vontade, requer uma entrega de corpo e espírito para suportar as instabilidades, os possíveis empecilhos, amando de verdade, honrando com o seu compromisso, demonstrando coragem, experiência inconfundível, seguindo um norte de felicidade num empenho contínuo de reciprocidade.
Embarcados, terão que lidar com fortes chuvas, poderosas e inoportunas tempestades, as quais os deixarão mais fortalecidos, experientes, unidos vivazmente, assim, haverá certos momentos que choverá e poderão dançar debaixo de um banho de esperança com direito a algumas risadas, terão uma perspectiva esperançosa contrariando as más circunstâncias, orientados pela aprendizagem de suas vivências e principalmente por uma bússola de Fé no Deus grandioso que uniu seus destinos que os fazem ancorar em lugares seguros e zarpar se for preciso.
Atingindo este nível de companheirismo, serão navegantes aventureiros, amantes genuínos, sentimentos sinceros, uma relação harmônica poderosa à semelhança da que existe entre o vento e a chuva durante uma expressiva tempestade, altos e baixos das ondas, fases distintas e marcantes, eventos memoráveis, emocionantes, um frescor partilhado de vitalidade, parceria muito significante em um somatório de valorosos detalhes, amáveis e alegres, superando as dificuldades com uma determinação veemente.
Apresentação fascinante de encerramento em um grande céu dublado, nuvens numerosas, dança dos ventos, chuva com trovões e relâmpagos, emoções fervorosas, impacto assombroso, sonoridade poderosa, evento maravilhoso, temporário, fortemente, valoroso.
Cores agregadas, acompanhadas de nuvens, numa rara aparição após a vívida interação entre os raios de sol e as gotas de chuva, assim poeticamente descrevo o esplendor de um arco-íris, arte divina expressada com amor e tonalidades harmoniosas, que no ceu transmite o capricho incomparável do Senhor de uma maneira simples, bela e notória.
Sentimento brusco de angústia, influenciando alguns pensamentos inconvenientes e uma madrugada chuvosa iniciando, chuva de queda suave, sobriedade oportuna com uma sonoridade muito acolhedora, tranquilizando uma mente agitada, acalmando um coração angustiado, decerto, efeito agradável, muito significante, uma satisfação demasiada, cativante, fortemente necessária, providência divina, amor fascinante, que abraçou a alma e trouxe o sono tão almejado que até então estava longe.
Dias chuvosos, céu profundamente emocionado, desabafo, avivamento, angústia, acolhimento, razão para uma boa leitura, um descanso necessário, quiçá, para uma aventura, o enaltecimento do sabor de um lugar confortável, do calor durante o frio através de sentimentos simplesmente acalorados, transmitidos pelas gotas da chuva em diversos momentos, um diferente do outro, reflexo de um coração emotivo que faz os olhos choverem, menção a uma mente que necessita de equilíbrio, que em pensamentos expressa o que sente semelhante ao poeta que se utiliza da inspiração para criar versos que expressem aquilo que está presente no seu íntimo, uma forma de aquecer o seu próprio coração, de conseguir um certo alívio, um nexo de muita emoção, uma interação inconfundível.
Versão amável da natureza se apresentando de uma maneira graciosa, mostrando leveza, uma estrutura harmoniosa, a chuva caindo com uma linda expressividade, ornando suas folhas, trazendo-lhes mais vitalidade, uma emoção serena que vai se propagando, a beleza da flora em forma de arte, parte de um mundo valoroso num rico somatório de detalhes, um ar esperançoso, encanto para os olhares atentos, simples oportunidade de um importante contentamento.
Tom elegante, trazido pelo equilíbrio sublime de uma rosa cheia de charme, durante uma manhã chuvosa, aviveza atraente de uma flor exuberante, natureza que remete ao amor, pétalas com algumas da chuva, que fez um dia cinza ganhar mais cor, quando o frio cedeu espaço a uma ocasião calorosa, calor muito significante da naturalidade gentilmente exposta de uma maneira apaixonante, revigorando de bom grado as forças de quem tiver uma percepção atenciosa, olhos exultantes, focados para um encanto vívido que desabrocha, um florescer de romantismo, uma inspiração formosa.
Livre, agradecido, trilhando por uma mata fechada, uma trilha aprazível, iluminada por alguns raios de sol, regada por alumas gostas de chuva,
ouvindo o som de pássaros, das águas, do farfalhar das folhas, conduzido pelos ventos, restaurando minhas forças, alegrando o meu espírito aventureiro,
cercado por uma natureza calorosa, bem receptiva, permitindo um momento naturalmente marcante, o qual revivo por intermédio de uma memória viva.
Contemplação momentânea, porém poderosa, graças ao florescer tão belo e emocionante de uma simples rosa com suas pétalas perfeitas, tocadas pelas gotas da chuva, que deixam a sua sutileza mais em destaque, sendo oriunda de uma grande natureza, a essência viva da poeticidade apresentando a sua beleza divina de muita profundidade, tornando a sua presença expressiva como um linda arte.
Depois de chover intensamente, foi possível observar que um linda rosa havia acabado de ganhar algumas pérolas, feitas das gostas da chuva,
exaltando as suas pétalas vermelhas numa aparência intensa e cheia de elegância durante uma ocasião amável, singela, simplesmente, emocionante,
colorindo ricamente um dia nublado através da vida de uma natureza elegante que por alguns instantes deixou os meus olhos fascinados.
O encanto profundo do azul em demasia em um mundo criado pela arte, o cenário de uma cena muito emocionante, agora representado modestamente pela minha preciosa poesia
Harmonia de um céu chuvoso, azulado com uma chuva branda, durante à noite, iluminada pelo esplendor do luar, uma grande superfície banhada pelas muitas gotas formando uma espécie de mar
Com um casal peculiar sendo o centro das atenções, um amor, dois corações, olhos se entreolhando, vivenciando um sentimento raro, um aparentando confiar no outro em um encontro mágico
Apaixonados iniciando uma linda dança, mãos dadas, olhares conversando, a beleza de uma mútua confiança, juntos amando com leveza, refletindo nos seus movimentos, reciprocidade e elegância.
Se ultimamente os seus dias estão chuvosos, bastante nublado, não perca seu tempo reclamando, seja o seu próprio raio de sol, mantenha o seu ânimo, enquanto chove, aprenda logo a dançar na chuva e não se prenda ao que está fora do seu controle
Mude sua a postura se assim achar necessário, dê boas risadas, quantas quiser, valorize desde os pequenos refrigérios, alegre a sua alma, seja alguém grato, tire o mínimo de proveito, o máximo que você puder para que a sua fé imprescindível em Deus não se torne fraca,
E durante determinadas situações, em nada adianta ficar se culpando ou procurar um culpado, não sinta a culpa amarga que não é sua, não carregue esse grande fardo, nem coloque a sua nos outros, uma loucura destrutiva contra a si mesmo, algo bem desagradável.
Até consigo ver beleza num dia chuvoso, tirar algum aprendizado, mas estou longe de ser um bom dançarino, talvez esteja exatamente aí a graça, alguns passos expressivos ainda que atrapalhados já são suficientes para fazerem uma diferença demasiada para depois relaxar a mente.
Dia chuvoso, gotas caem do céu, lágrimas escorrem dos olhos sem permissão, pensamentos vazios, vagos e frios... mas, a saudade que bate nos impede de ter bons pensamentos e criar expectativas positivas de amor.
As coisas acontecem por todos os caminhos e a unica certeza que temos é que elas são transitoriamente nunca pela vida por definitivo. Depois das noites estreladas sempre vem as manhãs ensolaradas.
Esta história foi muitas vezes contada, mas Jung, que nos dava poucos conselhos diretos, disse-me um dia: “Nunca faças seminários ou conferências sem contar às pessoas esta história”. Num dos seus últimos Natais, pouco tempo antes da sua morte, quando nós participávamos do Jantar do Clube (Club Psychologique de Zurich), ele contou-a para nós de novo. Não havia certamente ninguém na sala que não conhecesse já a história e portanto, depois que ele a contou, toda atmosfera mudou.
Houve uma terrível seca na parte da China onde vivia Richard Wilhelm (sinólogo, amigo de Jung e tradutor do I Ching). Depois de as pessoas terem tentado em vão os meios conhecidos para obter a chuva, decidiram mandar buscar um fazedor de chuva. Isto interessou muito a Wilhelm que se preparou para estar lá quando o fazedor de chuva chegasse.
O homem veio numa carroça coberta, um pequeno velho ressequido, que fungava com uma repugnância evidente quando saiu da carroça e que pediu que o deixassem sozinho numa pequena cabana em frente da aldeia; mesmo as suas refeições deviam ser deixadas no exterior, diante da porta. Não se ouviu falar mais dele durante três dias. Depois disso, não somente choveu, mas nevou intensamente, o que nunca se tinha visto nessa época do ano.
Muito impressionado, Wilhelm procurou o fazedor de chuva na cabana e perguntou-lhe como podia ter feito chuva e mesmo neve. O fazedor respondeu: “Eu não fiz a neve; não sou responsável por isso”. Wilhelm insistiu: havia uma terrível seca até à sua vinda e depois, passados três dias, houve grande quantidade de neve. O fazedor de chuva respondeu: “Oh! Isso eu posso explicar. Veja, eu venho dum lugar onde as pessoas estão em ordem; estão em Tao; então o tempo também está em ordem. Mas chegando aqui, vi que as pessoas não estavam em ordem e também me contaminaram. Por esse motivo fiquei sozinho até estar de novo em Tao, e então, naturalmente, nevou”.
Os alquimistas procuravam sem cessar unir os opostos, pois não é senão quando estão unidos que se pode encontrar a verdadeira paz. Coletivamente nada podemos fazer; Jung repetia-o constantemente: a única forma que temos para fazer alguma coisa, é no indivíduo, é em nós mesmos.
É o princípio do fazedor de chuva: quando o indivíduo está em Tao – local onde os opostos estão unidos – há uma influência inexplicável sobre o ambiente.
Há em nós um lugar onde os opostos estão unidos e nós devemos aprender a ir visitá-lo, permitindo assim à luz voar pelo mundo.
Barbara Hannah
Picos da Eternidade
Torna-me tão límpida quanto um mar sereno
E em água me tornar para que eu possa me banhar
Que o Sol possa se entregar dentro de mim
E que eu sinta o calor escorrer entre meu corpo.
Torna-me pura e transparente como a água da chuva
Que transborda a cachoeira
Assim, poderei me desfazer em sopro e alcançar
Os mais altos picos da eternidade.
Ombros da Saudade
Naquele instante que os olhos percebem
A envergadura do mistério da noite,
O silêncio vela por aqueles que descansam.
Nos ombros da saudade o frescor dos dias
De chuva de verão cavalga em direção do nada
A vida passa rapidamente acenando e sorrindo.
Assim, fica apenas a sensação de que alguma coisa
Ficou para trás e nós apenas observamos.
-Se me chove saudades
de coisas passadas...
Delicio-me com as gotículas de lembranças coloridas ou cinzentas...
Não importa!
Momentos raros, felizes ou não...
Lampejos mentais de uma mocidade vestal.
Haredita Angel
08.03.15
