Chuva
"Há muitas coisas entre o céu e a terra...!!!"
Os pássaros....,
As estrelas, poluição, nuvens,
Raios, aviões, e até trovão,
Tem a chuva, tem a brisa,
Tem o vento, que leva poeira,
Os homens....,
Tem a queimada com fumaça,
Promessas não cumpridas,
O dinheiro, tramoia, corrupção,
Que torna o mundo, confusão
Em todas as suas tempestades estarei ao seu lado segurando seu guarda-chuvas, mesmo que furado e que você não queira olhar para o lado, Eu estarei lá.
Bom dia!
O dia está chuvoso ou frio?
Fique feliz no trabalho, no estudo ou no lar com a família.
Leia um livro, ouça músicas ou venha curtir, comentar e/ou compartilhar na internet.
Quando você ver uma pessoa, encharcada por suas lágrimas, que seu acolhimento lhe seja como um confortável guarda chuva.
As pessoas só precisam de luz quando está escurecendo,
Só sentem falta do sol quando começa a chover,
Descobrem que amam quando deixam a pessoa ir,
Percebem que estavam bem quando se sentem mal,
Só odeiam a estrada quando está com saudade de casa,
Olhando para o nada esperam que seus sonhos durem mais,
Porque sonhos chegam e se vão na velocidade das nossas escolhas.
Mas bom homem é aquele que cultiva sonhos, não envelhece nunca,
pode ser até que ele morra de repente, mas morrerá em pleno voo.
Guardei o que precisava, encaixotei o que faltava.
Embrulhei lembranças, reordenei memórias.
Assisto tranquila e serena as malas pela casa.
Sentimento de nostalgia, enquanto no silêncio absoluto, me pergunto:
“Quantas vezes já senti esse ambiente?”
Quantas pessoas aqui passaram?
Quantas lágrimas de riso e choro aqui já derramaram?
Quantas conversas geniais e fios soltos aqui ficaram?
Vejo a chuva cair, nessa cidade fria, onde ao anoitecer, parece que ninguém habita.
Sinto esse lugar pelas últimas vezes.
Sinto a alma justificar-me, sinto o cheiro dos amores passados,
sinto o vento socar as janelas, sinto a madrugada fria desafiando o escritor a escrita.
Felizes, sorridenntes a dançar
Enfrentando o lodaçal
Não importa se é temporal
A vida já os ensinou
Não adianta dramatizar
muito menos viver pelos cantos a lamentar
Eles dançam na chuva ,
Um chuá que lhes cai como uma luva
Dançam e cantam de cá para lá
esta chuva é sagrada
Presente da divndade
Sentem-se à vontade
Confiam no amanhã
Sentem-se livres
ali nao há nenhuma prisão
Para poucos é essa ousadia
Vivem uma vida vazia
presos no ostracismo
Que os impede de libertar
a criança interior
agarranndo-se a convenções
colecionam frustrações
editte/2024/novembro
editelima 60
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O mundo lá fora desaba em água e cólera, e eu aqui, sob este teto de vidro, vestígio translúcido daquilo que um dia chamei de proteção, permaneço imóvel, vulnerável, suplicando em silêncio para que sua fragilidade não ceda antes da minha. Como se houvesse hierarquia no colapso.
Coloquei música no meu ipod e uma melodia suve me invadiu. Garoava lá fora e a cidade parecia levamente cinzenta. Pessoas andavam na rua apressadas com seus guarda-chuvas enquanto Edu Lobo e Tom Jobim cantavam “Luiza” no meu ipod fazendo eu divagar e pensar em como seria morar ali, se seria caótico, se seria mágico, se as pessoas liam Erico Verissimo e ouviam Tom Jobim, como eu. A chuva caía suavemente escorrendo pelo vidro da janela e uma moça corria segurando um guarda-chuva vermelho. Eu achei a imagem digna de um quadro e se eu fosse artista eu pintaria um quadro, mas eu sou escritora, então escrevo, então descrevo. Descrevo como o guarda-chuva revolto se agitava com o toque do vento, de como a garoa aos poucos queria se transformar em uma chuva. Descrevo como um sol preguiçoso se escondia atrás da névoa... fui tomada de uma onda de suavidade e eu tive me segurar para não cutucar Josh no banco da frente e mostrar a música que eu ouvia e dizer como era bonita, como era poética. Eu queria dizer que o cenário lá fora combinava perfeitamente com a música e como daria um belo quadro, uma bela canção, um belo poema. Eu queria dizer tudo isso, mas me detive. Ele certamente acharia que eu era idiota. Eu não sei dizer diário porque pensei em cutucar Josh e falar para ele sobre bossa nova e sobre poesia aquela hora da manhã. Não sei explicar logicamente a mim mesma porque entre tantas pessoas ali no ônibus eu pensei em Josh. Não sei dizer porque eu pensei que certamente ele seria a única pessoa no mundo que poderia entender, que poderia me entender. Pensei que nenhuma de minhas amigas entenderia aquele momento de sensibilidade em que a chuva caía suavemente e como a música corria por minha mente, levando-me com ela. Nenhuma de minhas amigas entenderia pois elas jamais teriam a sensibilidade suficiente para isso, para sentir a música e a poesia correndo pelo corpo como chuva, mas eu pensei que Josh entenderia e não sei dizer ao certo porque tive essa sensação naquele momento.
Numa estação imperfeita
Num Clima de Tensão,
iniciamos a nossa Jornada,
Então, serei o Sol que te aquece
e tu serás a Chuva que me acalma.
Nuvens carregadas de calmaria
Chovem uma almejada tranquilidade,
Pra mim, uma aprazível companhia
que faz bem de verdade.
Queria passar um tempo
numa casinha simples na praia
desfrutando de alguns bons momentos,
às vezes, ficaria sentado na frente
apreciando o mar
com vaivém de suas ondas,
os pássaros de asas abertas
usufruindo de suas liberdades
e os raios de sol como fios de ouro
deixando ainda mais rica aquela imagem,
não precisaria de muito luxo,
aproveitaria até em dias nublados
com a chuva molhando o meu rosto
e lavando a minha alma,
um cenário bastante satisfatório
daqueles que o ânimo e a fé restauram.
Num certo momento,
estava muito aflito,
deixei o raciocínio de lado,
agi por instinto
que, mesmo chovendo,
saí correndo à noite,
nem fiquei preocupado,
na minha mente,
um grande conflito
entre a raiva e a tristeza,
parei por alguns instantes,
ergui a cabeça,
os pingos de chuva
iam molhando meu rosto
misturando-se com minhas lágrimas
como se o céu estivesse comovido
pelo meu sofrimento,
precisava daquele desabafo,
senti um forte alívio,
depois estiou o tempo ,
sequei meus olhos
e voltei para dentro.
O Amor vivo é uma chama acesa
que vive pra aquecer, pra clarear a vida,
que precisa de abrigo, ser alimentada
pra que sobreviva às investidas
das ventanias traiçoeiras da rotina
e às chuvas de dificuldades,
caso contrário, virará cinzas
de tristezas e fragosidades.
Estava caminhando
e logo foi se formando
um forte temporal,
quando, repentinamente, a encontrei
de uma forma surreal,
ela estava parada
com um vestido vinho
colado no corpo
por causa da chuva,
estava com aquele olhar expressivo observando-me,
apesar de ter sido surpreendido,
não percebi nenhum mal,
não senti-me em perigo,
e rapidamente,
teve toda a minha atenção,
portanto, fui em sua direção
e quando estávamos
um diante do outro,
um som muito audível,
forte e sincero de um violino
foi nos envolvendo,
num momento que nem
cheguei a imaginar,
curiosamente, peguei a sua mão
e começamos a dançar intensamente,
não parecíamos mais dois estranhos,
dançamos concentradamente,
enquanto o mundo estava desabando
até que aquela melodia parou,
depois, próximo a nós,
um raio caiu, causando um grande clarão,
ela sumiu, a tempestade passou,
fiquei sem explicação,
mas minha mente a guardou.
Durante um dos meus sonhos,
cheguei num lugar mágico que era repleto de vida,
fiquei logo admirado,tudo era muito bonito,
com cores vivas, bem arborizado,
um pequeno templo antigo,
e um rio que passava por debaixo de uma linda ponte,
parecia que estava num paraíso,
não sabia nem pra onde olhar direito,
por onde começaria a explorá-lo,
mas respirei fundo e iniciei o meu passeio
acompanhado por uma chuva passageira
deixando aquele momento ainda mais agradável,
sentia-me grato por cada passo que eu dava
envolvido por uma tranquilidade inigualável,
foi algo maravilhoso até que despertei para a realidade
e ainda hoje, torço pra que tudo aquilo
um dia se torne verdade.
HOJE, A MADRUGADA ESTÁ EMOTIVA,
POIS ESTÁ CHOVENDO LÁ FORA,
NÃO SEI SE POR ALEGRIA OU TRISTEZA,
MAS, DE QUALQUER FORMA,
FAZ BEM EM DESABAFAR,
PRA QUE A ALMA NÃO SE AFOGUE
POR ELA TER FICADO
SÓ NA VONTADE DE SE EXPRESSAR.
Nas águas da sua dor,
quase que chega a se afogar
por mergulhar na profundidade
de seus sentimentos
depois ter seu amor desprezado
até o momemto que,
milagrosamente, conseguiu
subir para a superfície
em seguida, suas águas evaporaram
e voltaram em forma chuva
de uma sensação necessária
de liberdade
e agora possui a sensata conduta
de quem ama-se de verdade.
