Choro sem Motivos
Não se sabe se és riso ou choro, alegria ou imensa tristeza, luz ou escuridão...
Não há brilho em teus olhos perdidos, ou diciplina em teus pensares camuflados, uma hora cá outrora lá, não se sabe se está aberto ao caos que possa sentir, desmasiado ao trovoar dizendo que a chuva está por vir...
Calibra te oh pois e sai ao vento sem rumo a degustar deste pedaço de chão, há algo que realmente se importe? Ou estar sobre o podio é o que lhe basta? Onde vais?
Assim, devastada a não saber o que há...
E os dias que seguem cada um com sua luz, um...dois...trezentos...vago...e suma...
Sempre tento mudar o que não dá. As vezes, deixo pra depois o que é preciso
Eu sempre choro quando a vida me diz não
As vezes deixo de ser grata ao que consigo
Eu sempre corro para não me atrasar
As vezes paro e deixo a vida passar
Eu sempre deixo palavras soltas no ar
E as vezes calo no momento de falar
Eu sempre amo quem não sabe me amar
As vezes amo e nem sempre sou amado
Sempre pareço indecisa ou inconstante
Mas sou apenas ser humano complicado.
ALEGRIA NA TRISTEZA
…] não se podiam discernir as vozes de alegria das vozes do choro do povo […] —Esdras 3:13
Após apenas algumas aulas de arte, Joel, de 10 anos, decidiu tentar pintar uma flor. Olhando para uma foto colorida da Rosa de Sharon, Joel conseguiu pintar uma bela mistura de azul, roxo, vermelho, verde e branco. A flor que havia sido fotografada no dia em que a tia de Joel morrera ganhou vida. Para a família, o quadro dele simbolizava uma mistura de sentimentos contraditórios. Ao mesmo tempo em que era uma lembrança permanente da perda que haviam sofrido, também celebrava o talento artístico recém-descoberto em Joel. A pintura trouxe alegrias em meio à tristeza.
Quando o povo de Judá voltou a Jerusalém após o cativeiro na Babilônia, eles também tiveram uma experiência contraditória. Ao reconstruírem o templo de Salomão, muitos na multidão cantavam canções de louvor. Ao mesmo tempo, alguns anciãos que tinham visto a beleza do templo original que havia sido destruído pela guerra, choraram em voz alta. É dito que “não se podiam discernir as vozes de alegria das vozes do choro do povo” (Esdras 3:13).
O sofrimento pode ser assim. Ao mesmo tempo em que há tristeza em olhar para trás, também inclui a promessa de alegria ao confiar em Deus quanto ao nosso futuro. Mesmo em perdas devastadoras, temos esta esperança: O Senhor concede alegria em meio à tristeza. —HDF
Em tempos mais obscuros, brilha mais a esperança dos cristãos. Dennis Fisher
“O Choro é nosso primeiro ato.
Sinônimo de fracasso na adolescência.
Com o passar da existência
Vira significado de resistência.
A fragilidade é quem prova a mortalidade.
A tristeza é a fiel da balança,
Igualadora de homens.”
A música colore a vida .
Dá sentido ao choro e a alegria.
A música encanta e as vezes espanta.
É impossível viver sem música.
Seja alegre ou triste ,
Animada ou suave,
É música!
Cante , ouça, preste atenção!
A melodia fala , ela conta histórias
dentro da gente e fora.
Onde tem um coração, tem Músicas e Sentimentos.
Tem horas que a gente engole a dor, engole o choro, engole aquilo que não se engole, pra não ser injusto. Às vezes não é fácil ser gente. Às vezes, pra ser gente chega quase a ter que ser irracional.
Ricardo F.
Nos lábios do vazio eu sou o beijo. Nos olhos do passado eu sou o choro. Nas mãos da saudade sou o adeus.
o choro
era domingo.
passava pela rua Janice
com sua filha de mãos atreladas.
olhos bem abertos e verdes.
era domingo de ventos
num desses
um cisco
num outro Janice
a moça de olhos bem abertos e verdes
cisco que pousa em olhos bem abertos e verdes.
dessa vez era o de Janice.
lágrimas desciam
a polícia passava
e Janice a moça de olhos verdes e grandes não parava de lacrimejar
Janice era branca, mulher fina
e muda.
sabe-se lá porque que na tentativa de acalmar as lágrimas dos olhos
seu dedo flechava Muriel
Muriel. quinze anos.
fazia compra para sua mãe Katia na feira.
provava das uvas das senhoras que lhe oferecia uvas.
uvas, sorriso não.
sabe-se lá o que fizera na vida Muriel.
se nascer não bastasse.
volta-se ao fato não previsto por Janice,
nem mesmo pelas senhoras da uva.
Muriel terminaria estirado numa das tabas com as uvas,
uvas acopladas de sangue.
num desses domingos de vento
Muriel sentia pela última vez o cheiro de uvas
e na calçada do morro
punha-se a chorar Katia
o choro.
o choro da viúva, mãe de dois filhos
empregada doméstica
e moradora da periferia.
invisível que era
só se via lágrimas a descer.
lá do alto.
Talvez nunca saiba que choro de saudades todos os dias ou que toda noite escrevo um texto e cancelo em seguida por falta de coragem.
A valsa
Em cada choro e dor eu vejo como ela me escolheu. Ela me ama e eu a odeio. Ela dança comigo e eu a rejeito, ela me atrai e na mesma força eu a despejo. Em lágrimas cantamos a noite toda. Ela me chama quando estou preste a largar, talvez destino ou conveniência. Ela faz tudo dar errado. Ás vezes dançamos a noite toda como uma valsa sem fim. Uma loucura consciente vivo em meu mundo e dos despojos dessa dor, digo que a solidão me ama e eu a odeio.
É uma dor que não passa. É um choro que insiste em ficar. É a alma que grita e o coração que sangra. Não há palavras que console, não há ninguém que possa ajudar. É uma vontade de sair andando sem olhar pra trás como se assim o sofrimento não pudesse nos acompanhar. É um sentimento de impotência, não sabemos o que fazer pra sanar essa dor. A solidão vem. O medo fala alto. O mar agita as suas ondas e pensamos que é o fim e até dizemos: Agora não dá mais, acabou. Mas Deus tem uma palavra para o nosso coração: Não desanime, não entregue os pontos. Para tudo isso que está acontecendo eu tenho um propósito. Hoje não entendemos porque Deus permitiu todas essas coisas acontecerem, mas amanhã com certeza compreenderemos. O senhor é Poderoso, é Soberano, Ele sabe a hora certa de virar o cativeiro. Ele sabe o momento certo de fazer o milagre acontecer. Ainda que as horas demorem a passar, ainda que com lágrimas e gemidos na alma, espere! Logo você vai cantar o hino da Vitória!
PRECISO ME ENCONTRAR
Nem sempre sorrio minhas alegrias
Mas choro todas as minhas tristezas
Não vou me acovardar pelo medo
Nem me entregar pela fraqueza
Por tudo o que tenho passado
Por tudo o que sofri e chorei
Quero saborear a minha vida
E esquecer o que já passei
Preciso urgente me encontrar
Ir dentro de mim e me buscar
Não quero justificar meus atos
E nem argumentar os fatos
Poder caminhar e me orientar
Me desfazer da bagunça
E me organizar
Seguir adiante, sem olhar para trás
Em busca de mim mesma
E viver em paz.
"Se eu olho para o passado, eu choro. Não há única palavra que descreva o alívio de certas coisas terem passado e a afirmação de ter conseguido passar por elas."
Dias se passou•
Hoje choro, lembro de quando tu me deixou•
Apenas uma grande saudade restou•
Lembranças, de quem um dia falou•
Que nada acabaria nosso amor•
Hoje sigo em frente•
Sem se quer algum peso na mente•
Pós foi você, que acabou com os planos da gente•
