Choro sem Lagrimas
Ilusão
Cegueira do bem, traz pra mim o que nunca tive
Mascara o falso em forma de amor
Cria algo onde nunca existiu
Faz chover onde nunca molhou
Faz do mundo alegre e bonito;
Meu prazer limitado e finito
Onde sonhos se tornam verdades
E todo o real vira mito
Perversa e ousada
Aliada das fortes emoções
Em vezes roubando o tempo
Em outras; Frágeis corações
Por muito me sinto como o palhaço em sua arte circense, pinto o rosto, faço uma cara engraçada, faço rir e até arranco gargalhadas e aplausos da plateia... Enquanto por dentro sou triste e choro!
Eu chorei sabes?
Chorei porque tu não estás aqui
Chorei porque tu não me ouviste a dizer que te amaria
e faria tudo por ti
Chorei porque sempre pensei que
fosses meu, afinal era só uma
ilusão... maldito coração!
Mais uma vez enganou-me
E agora vou continuar a viver essa confusão de sentimentos que vão transformando-se em depressão,
noites de nostalgia e muita solidão
Eu chorei sabes?
Chorei porque sou a menina que nunca será amada
choro porque já não sei quem sou
era feliz contigo... maldito coração!
Por quê que apaixonei-me por ti?
Por quê que me fizeste acreditar que seria feliz?
Estou cansada de ser a menina infeliz
Eu chorei sabes?
Chorei porque quero viver livre
que nem uma borboleta, mas não consigo! Tu prendeste-me com promessas vazias e eu acreditei... maldito coração! Mais uma vez enganou-me e deixou-me em profunda solidão
O meu cantar não é de sofrimento, simplesmente é um momento que eu quero registrar. Talvez, quem sabe, seja um lamento de quem, mesmo em sofrimento, vê motivos pra sonhar. Pois, um dia, tudo vai ser diferente. Eu não vou mais chorar,
A POESIA QUE CHORA
A poesia que chora, desinspirada
Na solidão, que padecer me vejo
Na realização, e tão despovoada:
Sofre, implora, por um puro bafejo
Não basta ter a rima apropriada
Nem só desejo de lampejo: desejo
Assim, tê-la, no versar que agrada
Não, no amor findo, oco e sem beijo
No exílio e no vazio que me consome
Não basta saber que no tempo passa
Que tudo passa, quando só quero estar
A poesia que chora, ficou sem nome
Separada do sagrado e tão sem graça
Quando a trova teria de ser de amar...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
25/01/2020, 05’53” - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Um dia vai, outro vem e somos embalados no ritmo frenético do tempo. E não importa se o dia não fechou bem, se não estamos preparados para o novo dia, ele vem. O novo dia vem e permite terminarmos o que começamos no dia anterior, vem com desejo de melhorar aquilo de pior que aconteceu, vem com esperança de um novo amanhã, vem rasgando o peito e aliviando a alma, consolidando o lindo verso bíblico que diz: o choro dura uma noite e alegria vem pela manhã.
Insta: @elidajeronimo
É uma pena chorar assim. Tenho certeza que você é muito infeliz, não sei se tenho razão, mas acho que chorar dá um certo prazer, né?
Podemos amar muito aqueles que nos fazem chorar, quem nos faz rir precisamos pelo menos tentar amar!
«Quero enroscar-me ali mesmo, deixar-me cair até então não ser mais do que um vazio absoluto no chão. Sinto a cabeça vazia, a visão turva. A garganta arde-me, desejosa de gritar e chorar»
"Eu amava-o - choramingo. - Ele era tudo para mim. Como é que eu não percebi que ele era tudo para mim? - O arrependimento consome-me, percorrendo-me as veias como se pretendesse ocupar o lugar do sangue. E pergunto-me se alguma vez houve um mundo mais cruel do que este, que nos força a matar as pessoas que mais amamos."
Pesar
É com Pesar que te digo adeus, pois meus olhos ñ encontram mais nos seus o brilho de um amor que se fez presente há um tempo em minha vida.
É com pesar que choro e lamento, pois te amei incondicionalmente, era verdadeiro e achei que seria recíproco. Me enganei.
ERMA
Um sorriso forçado e apagado,revela a alegria que não se tem, asfixia a alma e o coração que choram e gritam em silêncio..
As palavras ditas em momentos inoportunos ou carregadas de sentimentos ruins são como as ondas do mar num dia de forte ressaca, elas vêm com força total e causam estragos devastadores. As perdas advindas de tais "palavras", senão flechas embebidas de veneno mortal, são incontestáveis, porém contornáveis. As ondas do mar destroem tudo o que vem pela frente, mas com o tempo, a maior parte é reconstruída, não como antes, mas refeita com os colaterais da inexorável pancada. Assim somos: atingidos pelas palavras ruins, nós sofremos, choramos, nos deleitamos no amargor, entretanto, com tempo nos reconstruímos, e cheios de cicatrizes seguimos em frente sem perder a Fé em tempos melhores.
