Charlie Chaplin Dor
Camila querida, que a vida me deu, com o tempo, irmã você se tornou, nos momentos de riso e dor, sempre meu apoio, em nosso laço, o amor floresceu.
Na jornada, nos tornamos comadres, unidas por laços que o coração teceu, cuidando juntas dos pequenos tesouros,
que a vida generosamente nos concedeu.
Nossa amizade é um presente divino, que cresce e se fortalece a cada dia,com você, compartilho sonhos e esperanças, minha amiga, irmã e comadre, meu amor e alegria.
A dor do luto e a impotência diante da ausência de um pet geram um vazio que o frio, os dias chuvosos e o céu cinzento parecem perpetuar do gelo do coração.
Somos moldados pela dor.
Tantos processos. Tantas perdas.
Laços desfeitos. Vidas dilaceradas.
O caminho é longo para chegarmos a um ponto, no trajeto, deixamos algo, conhecemos alguém, são tantas mudanças. Tantas idas e vidas. Que é até difícil enxergar quem realmente fica.
Se hoje eu olhasse para trás minha vida daria milhares de vidas em um só. Tantas páginas que virei, outras que rasguei e outras apenas folheei.
Não há palavras para descrever a dor da perda de um ente querido, apenas o silêncio ensurdecedor deixado por sua ausência e a tristeza insondável que se infiltra profundamente nas fendas do nosso espírito, revelando as fragilidades emocionais do nosso ser.
Cheguei a conclusão que o amor só serve para nos deixar marcas amargas, dor, angústia e sofrimento, essa palavra amor deveria ser extinta.
Dor
Na melodia suave, na cadência do ser,
A dor se insinua, como um fio a tecer.
É a canção dos desvalidos, dos que sofrem em silêncio,
Na poesia , encontra-se o alívio imenso.
É a dor que se transmuta, em verso e melodia,
É o lamento que se eleva, na noite fria.
Com uma voz serena, canta a dor
E a esperança, em cada cena.
Nas notas do violão, ecoa a angústia do viver,
Mas também a beleza de se renascer.
É o encontro com o divino, no mais profundo abismo,
É a poesia que nos salva, mesmo no caos do egoísmo.
Então que as lágrimas se transformem em canção,
Que a dor se torne arte, em profunda emoção.
Pois na poesia há sempre um consolo,
Um abraço fraterno, num mundo tão solo.
Que a beleza da dor se revele em cada nota,
E que a alma se acalme, no ritmo que flutua.
Pois na poesia do viver, na canção que se faz,
Encontramos o bálsamo, que nos traz a paz.
A o cair da noite, a escuridão é certa,
N o peito, a dor, incessante e fria.
G ritam as memórias, em noites desertas,
U m vazio que nunca se esvazia.
S ilêncio profundo, tristeza aberta,
T ragédia da alma que não cicatriza.
I ncerteza constante, o tempo dilacera,
A esperança se perde, e a vida agoniza.
Ninguém consegue ser feliz com dor, mas a dor é um caminho que precisamos percorrer, não tem como ignorar, desviar-se dela e muito menos retroceder o tempo para evitá-la. Mas podemos não nos demorar nela. Pode conviver apenas o tempo necessário para o aprendizado que traz e deixá-la ir porque a nossa essência é a felicidade, nós viemos a esse mundo para ser feliz e não triste.
ALQUIMISTA DA FANTASIA
O poeta é um ser predestinado
Que, no auge da dor, cria seu mundo!
Faz da amargura o amor mais profundo,
E do ser odiado o ser mais amado!
Na magia dos versos, num segundo,
Dá à mentira significado!
Permite ao torpe ser idolatrado
E, até converte o probo em vagabundo!
Por ser alquimista da fantasia,
Transforma a negra procela em aurora,
E, faz de saudade a ilusão que o ronda!
Na desventura de amor ele avia
Um poema que encanta, muito embora
A dor mascare, e a verdade esconda!
O vazio se instala em nosso coração quando alguém que amamos se vai, a dor de perda é irreparável principalmente quando se trata dá perda de uma mãe, essa dor não se compara a nenhuma outra.
Mãe é alguém q nos ama antes mesmo de nós conhecer, alguém q deixa suas noites de sono de lado para se dedicar as nossas, quando se perde uma mãe se perde a vida, eu perdi!... Todos nós iremos partir um dia mas nunca aceitaremos a dor de perder uma mãe, mãe é alegria, calmaria mãe nos dá a vida é quando ela se vai nos tira tudo isso de volta as saudades serão eternas e o amor também
A vida não é uma competição de quem sofre mais, meu bem. Dor é sempre dor, não importa a intensidade.
Eu sou essa mulher que sobrevive aos dias de dor até alcançar a vitória.
Eu sou forte igual ao rochedo, igual as ondas do mar e também sou frágil como a nuvem que parece algodão, e que se desenha no céu, ganhando formas de anjo, de pássaro, de coração. Eu sou essa menina que o tempo amadureceu, mas que ainda não cresceu.
