Cegueira
O desagradável da justiça humana nessa falta de consistência, na arbitrariedade ou mesmo na cegueira, causados pela mudança do seu entendimento, através do próprio homem no uso do tempo, cultura e vontades, existe para a sua evolução.
É preciso despertar o adormecer da alma, lutar contra o medo do desconhecido. A cegueira do medo impede que a luz ultrapasse as barreiras contidas nas profundezas do âmago...
A cegueira mental está relacionada ao egoísmo, à falta de generosidade e os interesses pessoais, que são muito mais importantes que os interesses de um todo.
Mateus 13:14 - INVERSÃO DE VALORES.
A CEGUEIRA MORAL COMO SINTOMA DE UMA ERA DESORIENTADA.
A mensagem contida em Mateus 13:14, expressa uma diagnose espiritual de elevada gravidade ética. Ela descreve não um desvio episódico de costumes mas uma erosão profunda dos critérios que sustentam o juízo moral coletivo. A chamada inversão de valores constitui um processo de entorpecimento da consciência no qual o discernimento é gradualmente substituído pela conveniência e pela complacência afetiva.
Quando o texto evangélico afirma que muitos escutam sem assimilar e observam sem compreender ele aponta para um fenômeno de opacidade interior. A inteligência permanece ativa. A sensibilidade espiritual porém encontra-se embotada. O indivíduo passa a filtrar a realidade não segundo a verdade mas segundo o que lhe é confortável. Essa disposição gera uma anestesia ética na qual o erro deixa de provocar inquietação e o bem passa a ser percebido como incômodo.
A passagem de Mateus 13:14 descreve um fechamento voluntário da percepção moral. Não se trata de incapacidade cognitiva mas de recusa deliberada ao chamado interior. O sujeito preserva os sentidos físicos mas abdica da escuta profunda e da visão penetrante. Forma-se assim uma consciência seletiva que legitima desejos e invalida princípios. Nesse estado o certo parece excessivo e o errado parece justificável.
Em Mateus 18:7 a advertência assume uma dimensão estrutural. Os escândalos emergem como subprodutos de ambientes morais degradados. Eles não surgem por acaso. Eles florescem onde há permissividade normativa e diluição da responsabilidade pessoal. O texto não absolve o contexto. Ele responsabiliza o agente. O escândalo não é apenas um fato social. Ele é uma falha ética personificada.
Sob uma ótica tradicional essa degeneração revela o abandono de parâmetros objetivos de verdade. Quando a retidão passa a ser relativizada e a transgressão passa a ser celebrada instala-se uma confusão axiológica que compromete a formação do caráter. A pedagogia perde autoridade. A disciplina é confundida com opressão. E a liberdade é reduzida a impulso.
Essa desordem não permanece restrita ao plano individual. Ela infiltra-se nas instituições. Contamina o discurso público. E normaliza práticas que antes seriam moralmente reprováveis. O escândalo deixa de causar repulsa. Ele passa a ser assimilado como expressão cultural. O alerta ético passa a ser tratado como intolerância. E a tradição passa a ser caricaturada como atraso.
A mensagem portanto atua como um espelho severo aos desatentos. Ela recorda que toda sociedade que rompe com sua herança moral perde progressivamente a capacidade de orientar seus membros. A tradição não é um apego nostálgico ao passado. Ela é a sedimentação de experiências humanas que preservaram a ordem interior e a dignidade ao longo do tempo. Quando essa memória é descartada o homem permanece entregue às próprias pulsões sem norte e sem medida.
Uma civilização que confunde indulgência com virtude e rigor com maldade não caminha para o progresso mas para a dissolução silenciosa de sua própria base de diretriz.
A pior cegueira é
quando você se vê
pelo olhar do outro.
O olhar do outro é por
um momento apenas.
O seu olhar em você
é por todo tempo.
Muitos lhe vêem agora,
mas não lhe viram antes.
O seu olhar viu os caminhos
por onde você andou
e como até aqui chegou.
Os reformadores, especialmente os de linha calvinista, em sua cegueira e arrogância, não perceberam que perseguir, difamar, prender, torturar e assassinar outras pessoas em nome de Deus por crerem diferente deles era algo diabólico e blasfemo. A Bíblia e a história revelam que quase sempre são os cristãos verdadeiros que são perseguidos; nunca os perseguidores (Mt 10.23; João 16.1-3; Fp 1.29). Perseguir, difamar, prender, torturar e assassinar outras pessoas por crerem diferente deles era uma negação total de Cristo e de tudo que Ele ensinou.
A família sempre será aqueles que nunca abandonam uns aos outros nos momentos tênues. Nessas horas sempre se inicia um movimento de se entender como é a sequência de viver nesse mundo efêmero. Sejamos um pouco sábios enquanto fores cedo e vejamos o que nos cega.
A dependência nos consome como africanos até o ponto de sermos escravos da nossa independência.
A cegueira nos cega os corações e nos veste com a escuridão transformando-nos em negros inimigos da paz e da união.
A pessoa que não cultiva um jardim de sentimentos belos no seu interior, se torna cega para o colorido dos sentimentos que florescem ao seu redor.
Não deixe que os problemas te ceguem e façam você se sentir pequeno.
O problema pode ser grande, enorme...
Mas lembre-se: Deus é maior.
Eu fico a cada dia mais abismado com o comportamento humano cego, viciado e circundante em torno do TER, quer seja por poder ou por dinheiro. Cego porque ele, mesmo assim, acha que é virtuoso; viciado porque, mesmo cego, não consegue se livrar desse mal; circundante porque, mesmo tendo todo o mundo para circular, não consegue fugir do seu próprio veneno.
>>POBREZA MENTAL: Há pessoas que são capazes de picar com agulha no seu próprio olho, porque o Governo disse que é a nova forma de curar a conjuntivite.<<
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