Cecilia Meireles Poemas Compromisso
Aprendendo a doutrinar minha ótica imperfeita, porém, não deficiente. Aprendendo também, a filtrar o eco que silencia gestos violentos refletidos no cotidiano.
Admito claramente, sou um ser comum e encantador, enquanto os "rotulados" seres únicos, são indispensáveis.
Sou tão doce e feroz, quanto o tédio dos agressores intelectuais.
De instinto efêmero e capaz.
Talvez, de sabedoria que em um instante faz-se atual e em outro momento, já ultrapassada.
Sou de voz pequena e pouco aplaudida, mas minha rouquidão alcança a surdez dos que amam.
Sou bem mais feliz com as minhas tristezas, que muitas alegrias desfilando façanhas.
Nasci a pouco tempo na cultura, e já penso em nascer de novo amanhã. Pois é lindo a luz que arte me obriga.
tenho minha própria sombra e altura, não preciso de figurações.
''esse sentimento me consome
me destrói e dói
tenho o sabor mais amargo na boca, o frio domina meu coração.''
Vou te falar o que sempre falo para alguns dos meus amigos:
Só evite se magoar.
Evite o desnecessário.
Evite as expectativas.
Evite as ilusões negativas, mas ame as ilusões que só te fazem bem!
Viva o momento, mas não seja escrava do momento.
Quando se investe em qualquer relação, a coisa mais importante, é está atento e consciente. No mais, tudo brota.
Depois é só esperarmos pra ver se a colheita vai nos trazer bons ou maus frutos. E apesar de esperarmos o melhor, sempre tem a porcentagem de danos. Afinal, vivemos fora dos contos de fadas.
A esta mulher brilhante e forte nossos versos ...
Maria Nazaré
Mulher, cativante!
Sempre radiante!
Professora Doutora Maria Nazaré de Almeida Gonçalves
Apta a qualquer momento
Para qualquer movimento.
Mãe
Mulher
Forte
Ousada
Preparada
De salto alto diante da vida.
Profissional
Dedicada
Imperativa
Competente
Motivada
De salto alto diante dos contratempos.
Mente brilhante
No caminho de ser quem quer ser
De salto alto diante do conhecimento.
Vencer é pouco
Pra quem quer viver
De salto alto diante dos Homens.
Mulher forte, forte mulher...
Como não parabenizá-la Maria Nazaré Professora
Como não saudá-la Maria Nazaré Doutora
Como não amá-la Maria Nazaré Mulher
Como não homenageá-la Maria Nazaré?
Simplesmente isso: tem coisas que precisam morrer em nossa vida pra gente continuar vivendo, falo daqueles sentimentos que criam raiz em nós, e que só nos fazem mal. Outras, precisam ser arrancadas por um tempo, talvez de um jeito doído, inesperado, e até covarde às vezes, para entendermos que a
nossa felicidade não esta baseada nelas, mas naquilo que somos capazes de nos oferecer, e na fé em Deus que carregamos mesmo passando por tantas
lutas, e dores visíveis, e não contadas. Só posso te afirmar que: independente disso, não somos os únicos a passar por esses processos de reconstrução,
a diferença é que, alguns vão a luta, e dão a volta por cima extraordinariamente, outros, desistem por medo de lutar.
As plumas mesmo sendo macias, quando caem sobre as feridas, fazem doer.
E as pessoas perversas ou mal intencionadas que sabem disso... é que direcionam o vento que as carregam.
E pode ser um gesto tão leve, delicado, que se torna adoravel aos olhos. Mas no final, um abismo se abre e o pesadelo vislumbra toda a beleza das plumas.
Há pessoas que se permitem aprender com as adversidades. Se tornam mais fortes, maduras e corajosas, outras ficam amargas. Se recusam a ser curadas, se ferem com as próprias atitudes, e tentam atingir a quem sempre esteve do seu lado. E, por mais que a gente queira, não podemos muda-las, não temos este poder, e por essa razão precisamos nos cuidar, proteger o nosso coração de todo e qualquer sentimentos capaz de enfraquecê-lo, e seguirmos em frente sem levarmos em nossa bagagem venenos afetivos. Ignorarmos o ódio, e tentarmos pelo menos perdoar, para que o amor possa encontrar um lugar aconchegante em nós.
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Eu sei, sei que esteve por aqui nessa manhã cinza, me fitando, cheirando paz, inalando-me com seu perfume de oceano.
Segundos antes de acordar, ouvir sua voz me chamar pelo nome, seus lábios roçavam e arranharam com tanta delicadeza a minha pele da nuca... Lentamente sentia sua boca correndo por minhas curvas causando- me um êxtase maravilhoso, perguntando-me se podia me levar para o seu mundo pardo. Quis falar; mover-me; mas em minha menção, levastes a meus lábios brancos de sono o seu indicador pedindo um silêncio mútuo e fiz. Senti as energias dos seus olhos mortos pesarem sobre mim, uma pena veio. Olhava-me com tanta posse que partia- me o coração.
Acordei com o pulo da alma me dando vida de forma estridente. Olhei ao redor e o que tinha nos ares era o seu cheiro em forma de vento... Triste amor inconformado desculpa-me por não ter morrido ao seu lado.
Enquanto a dor me entorpecia eu ficava imóvel tremendo o corpo por dentro e deixando o suor de amostra, a gastrite nervosa me deixava ainda mais estúpida...
De inverno indo para primavera enquanto eu me mantinha em um só lugar tendo crises profundas gritando o seu nome, arranhando-me com garras de ira. Por segundos me mantinha em pé, mas as recaídas me atropelavam...
Essa tempestade negra não vai terminar? Em que lixeiro jogo esse amor? Na coleta recicláveis?
Uma maré de sangue se ondulou no chão da avenida silenciosa, meus cabelos pregaram no rosto, o primeiro tronco negro que avistei, envenenei com minha fraqueza, tempestade... Quantas gotículas pesadas caem sobre minha carne, alguém por favor ilumine essa ruela sórdida e absorva de mim o peso dessa cruz de madeira? Estou decidida a não errar mais... Partículas de odor e um tenebroso rangido de botas entrando em atrito com o chão me deixaram em alerta, a névoa nunca esteve tão vasta...
Fitei com dificuldade aquele corpo esguio que vinha em torno da minha direção trajando a tons sombrios. Insinuou medo, tive sensações déjà vu, uma afronta terrível de querer encarar o medo com ousadia. Mas corri, Porque o medo é algo fatídico, porque aquele coldre de couro na sua cintura, insinuava medo, não proteção. Rápido como um raio, empurrou violentamente os meus ombros pra traz, cai. Mas não inconsciente, sim sufocada com aquele macho em cima de mim! Soquei seus seios rijos em tentativas de um golpe, mas em frações, segurou minhas mãos sobre o chão crespo.
Quase obsceno de tão sedutor, dono de um jeito perspicaz, ficou clara sua sagacidade., DE NOVO NÃO... Sem ver, rolamos no chão de lama ralando o nosso corpo na avenida, eu estava decidida a não errar novamente, mas aquele macho gracioso voltou-me a aparecer novamente.
Nos atropelos da vida,
Entre idas e vindas,
Portas se abrem,
Janelas se fecham...
Circunstâncias dificultam o percurso,
Mas a esperança alimenta minh'alma
Sedenta em direçao a sua.
Amor maior
Distante aos nossos olhos Se torna
Pela falibilidade de nosso julgamento.
Pobres mortais, ressequidos de julgamentos infantis
Pautados numa lei inconstante e indigna
Não conseguimos vislumbrar a integridade da Sua Lei.
Confundimo-nos nesse emaranhado.
Perdoe-nos!
Somos seres pequenos, mas confiantes e vigilantes de Sua palavra.
Ventos e tempestades insistem em nos maltratar
Mas somos talhados no Seu amor
E sempre fomos fieis seguidores de seus valores.
Por isso, mesmo cônscios de Sua Bondade Infinita
Precisamos reconhecer nossas falhas
Para crescermos em ser Seu reflexo.
Metáfora
O rio, em pânico, prestes à queda,
Olhando para traz, vislumbra toda sua bela obra,
Lamenta perder seus investimentos.
Receia as mudanças que estão por vir.
Correndo ainda no mesmo passo,
Segue seu caminho em direção ao desconhecido.
Intempéries, cachoeiras, corredeiras...
Nada impede o seu trilhar.
O medo ainda o apavora,
A dúvida constante o instiga,
Mas a certeza de que deve seguir jamais o abandona
E enfim a nova realidade infinita o recebe de forma inesperada e feliz.
Aqui também é bom,
Aqui, agora, é ainda melhor;
Ainda mais tranquilo.
Fidelidade..
É o intervalo que se dá entre o
respeito e a confiança. Quando
dedicamos o nosso respeito a
uma pessoa e depositamos
nela nossa confiança, recebemos
dela uma de suas maiores virtudes
"a fidelidade". Porém quando o
respeito escapa por entre os dedos
e a confiança é quebrada , se anula
a fidelidade que havia e o que era
bonito passa a se chamar "decepção".
A fidelidade nos é concedida através
dos nossos atos e reconhecida
através dos frutos que recebemos.
Fidelidade é confiança conquistada
Na suavidade cortante da dúvida
Vasculho os porões da razão
A procura dos esconderijos da emoção.
Na emoção, descubro que sua racionalidade falhou mais uma vez;
E em minha razão, questiono sua emoção.
Talvez não passe de um modo inseguro de viver sua segurança,
Talvez seja a repetição do meu modo seguro de viver as inseguranças.
Em meio a divagações, a chuva cessa aos poucos,
E nos permite ver a verdade além das nuvens
E o oceano que separa suas razões das minhas emoções.
Mais amor...menos expectativas por favor....
A gente precisa sentir mais, desenhar menos, viver mais e imaginar menos. A gente precisa se motivar e não procurar motivos, a gente precisa se permitir e não forçar a vida. Tudo depende da gente, do nossO primeiro passo, da nossa coragem de ser quem somos , sem criar atalhos, sem mexer em feridas, sem olhar para um passado que de nada valeu. A gente precisa acordar os nossos sonhos, partir pra realidade , deixar de lado estas incertezas que vez ou outra nos inquietam. Ei... quer um conselho? ...Chega de mendigar afetos, chega de depender de quem não tem nada pra te oferecer, chega de correr atrás de quem nunca deu um passo por você... Se desapegue ... renuncia o que precisa ser renunciado ... e vá a luta pelo que é seu , salve seu sorriso, e tenha muita fé em Deus que é ele , só ele , que te fará triunfar.
Eu Vivo de acreditar .....
Que pessoas boas e sinceras ainda existem, que
sentimentos bonitos ainda enfeitam corações, que o
perdão liberta nossa alma das dores e mágoas e
que o amor é uma fabrica de sentimentos, capaz
de comandar a paz e fortalecer a nossa fé em Deus,
para que saibamos ultrapassar todos os obstaculos que
nos impedem de vencer e ser feliz. Eu vivo de acreditar
na esperança que traz este novo mês , nas coisas
velhas que passam e nas novas que surgem . É
por isto que me mantenho de pé , embora tamanhas
dificuldades , tamanhas lutas, e tantos sonhos não
realizados eu ainda vivo de acreditar naquele
que pode fazer tudo mudar ."Deus"....esperança minha..
Que o nosso novo mês seja de boas novas..... "
Cecília Sfalsin
Na intimidade dos seus estímulos contínuos,
sob seu olhar malicioso,
um misto de calor e desfalecimento.
Tiro certo, da embriaguez ao patamar do amor.
Não sei qual começo dar a este texto, nada parece se encaixar, uma singela introdução poderia cair bem nestas linhas, mas me faltam as palavras certas para produzi-la. Mas, por favor, espere um minuto – ou um pouco mais –, eu preciso organizar os meus pensamentos. Tudo bem. Agora sim... Diga-me, você ainda está aí? Oh, sim. Fico feliz. Posso começar agora? Ótimo.
Quando o seu melhor está no silêncio, quando o vento fala por você, quando nenhuma palavra parece descrever, não com a intensidade precisa, aquilo que lhe passa. Quando a nevasca ocorre não lá fora, mas sim dentro de você. Quando você sente-se acolhido longe dos outros, quando se sente livre dentro do seu quarto, longe dos olhos alheios, quando as paredes são cúmplices de seus desabafos, quando só o escuro presencia a sua fraqueza... Quando anoitece, você vai dormir e só ali, no seu canto, você pode chorar. As lágrimas não caem, parecem congeladas dentro de você, você funga, de tão cansado você não consegue chorar. E então você dorme.
Quando seus amores enfraquecem, quando seus sonhos morrem, quando a chuva não cessa, quando o vento bate em sua janela na madrugada, você se refugia em seus próprios braços. Tudo parece distante, nada está ao seu alcance. Seus passos mecânicos são direcionados para frente porque você aprendeu a continuar, não importa os danos, as dores, os medos, os erros, você continua. E talvez, quem sabe, algum dia você possa sorrir outra vez. Mas sabemos nós dois que aquele sorriso jamais será o mesmo, tão tímido e acanhado, mal toma seus lábios, torto e desengonçado, escondendo histórias que jamais serão contadas, porque você é o grande mistério da vida.
