Casa sem Teto
... uma criança mal nutrida, cansada, sofrendo os reflexos de problemas financeiros em casa, quase que geralmente não virá para a escola motivada a estudar. Uma forma clássica, portanto, de se reforçar a aprendizagem desta criança é fazê-la perceber que a escola a estimula não somente a aprender, mas a experimentar os fatores positivos desta aprendizagem, que lhe proporcionará novas oportunidades de crescimento... inclusive uma adequada merenda escolar
Festa antes da hora!
Já pensou? O filho pródigo não arrependido, voltando para a casa do pai, sem cair em si, pensando em apresentar desculpas e fazendo racionalizações como fizeram Adão e Saul, diferente do que fez Pedro e Davi. O pai esperando na estrada por um filho realmente arrependido, mas algum fazendeiro da vizinhança, com dó mas sem discernimento, recebe o rapaz, aceita sua esperteza a moda Jacó antes do encontro no Jaboque, faz uma festa calorosa de boas vindas, mata um bezerro cevado, da ao pródigo uma aliança. Pensou bem? Estragou-se o rapaz, gerou-se um malandro ainda pior, e se perdeu a oportunidade de se fazer a festa tão esperada e de verdade aqui na Terra, mas sobretudo lá no céu, pois a Bíblia afirma que os anjos fazem festa quando um pecador se arrepende de verdade. Infelizmente existe a preocupação de se fazer a festa que o pai ainda não determinou para o seu filho realmente arrependido. Já vi isto acontecer em muitos lugares por onde passei. Tenhamos cuidado de não querermos libertar a lagarta do casulo, pois ao invés de ajuda-la teremos realmente promovido a mutilação do que a faria voar! Pensou?
Senhor Deus! Protege a minha família, abençoa a minha casa e afasta de mim as maldades que não consigo ver. Amém!
Eu nunca pude chorar na casa dos meus pais
Sempre que eu não me aguentava mais
Me escondia para chorar
Hoje ?
Continuo não podendo chorar
Porque é me fazer de vítima
Ou para ver se o outro se comove
Eu nunca fui livre
Vozes perseverantes
És deficiente, claro amigo!
Sim, uma casa bem construída,
Mas não se faz um abrigo,
Não sentes o amor desmedido...
Verdade! Meus olhos não veem.
Confesso, sonhei enxergar,
Vejo com o coração, não minto!
Enxergas, mas teu afago não sinto!
Não tenho pernas fortes!
Cadeira, rodas... Sina minha.
Você comigo não caminha
Mas sou asa mesmo sozinha!
Dizem que é lindo o cantar.
Gonzaguinha, Keréto, o sabiá...
Mesmo sem ouvir, voam cantos.
Muitos me ignoram, são tantos!
Sei que a fala sempre me faltou,
Nunca a encontrei na língua.
Deixas-me no silêncio profundo
Mas meus gestos reviram o mundo!
Estou na estrada e sou como você,
Nado, brinco, faço o acontecer...
Do cume ao fundo profundo do ser
Surfo, paraquedas... Menos temer
Tentei falar com você, mas não sei por que você não quis me atender... Eu te procurei na sua casa, na rua e até mesmo na escola. Nenhum sinal de vida, nada. Será que foi embora pra outra galáxia? - Não. Estava acompanhado(a) em outra praça, de mãos dadas e novamente amando numa boa...
E eu aqui... Morrendo de saudades suas...
Respire. Você pode ir pra casa. Não precisa morrer aqui com o coração partido.
O Ébrio
De sacada, na varanda de minha casa na socada sacada. Antes do chá da meia noite, tem mulher meia virgem e Homem meio honesto, outro bêbado meio sóbrio com o copo meio cheio ou vazio. Faz tudo pela metade, quando não para no meio da foda se é mulher meia foda que se encontra no meio da rua e leva no meio da cama sem saber o que cada um tem no meio das pernas, senão é o joelho.
Olhar da Menina, Casa 07
Raios
De sol
No olhar
Meiguice
De pureza
Sem pudor
Generosa
Vênus
Lira
Que
Aos fortes
Adormece
No que
Parece
Morrer
Enternece
Raios
No olhar
De sol
Doçura
De brilho
De luar
Que tudo
Por tudo
E atudo
Meu fim
O Assassinato do Casarão Baeta Neves
Gasta
Significativa
Verba
Na preservação
Do casarão
E nenhuma
Providência
Efetiva
Na sua
Proteção
Obs: A Morte do casarão, ocorreu nesta manhã deste 13 de janeiro de 2022.
A Casa das Mil Janelas
Passarei lúcido e frio
Num ponto qualquer da treva
Na praia de ondas brancas
Abrem-se as ondas cativas
No oco raio estelar
Vão e vêm,
Chegar-me o apelo vazio
Afloram perspectivas
Chega impressentida
Nunca inesperada
Que matam a morte
Por medo da vida
A tarde morre bem tarde
Que tarde que a tarde cai
Tão boa de querer bem
Os casais se preocupam tanto em construir uma casa jogando tudo dentro que esquecem de construir um lar, e jogam tudo fora.
(Osman Matos, trecho de seu livro "A viagem de cristal"
...Você entrou em minha casa, devastou a minha vida e foi embora. Mas agistes assim porque permiti que agisse de tal modo, do contrário, não podia ser diferente. Perdi a minha casa e perdendo-a perdi minha segurança, perdi meu conforto e assim, perdi também a minha paz. Foi como um tornado que passa e não vai embora sem deixar lembranças que marcam a sua existência. No entanto, ficaram os destroços, ficaram as lagrimas e o desespero de alguém que tivera tudo e ao olhar ao seu redor, percebe-se sem nada... Mas, de repente você me surpreende, me mostra quem eu sou e quem você é. Você nos fez perceber que somos diferentes e que eu existia antes de você e, de igual modo você também existia. Logo, nossa existência é distinta, mas é possível. E que não há motivos para guardar lembranças ou mágoas. De modo surpreendente, pela última vez me fizeste um pedido e desapareceu da minha vida. Eis o seu pedido: “Se desfaz desse lugar, vai embora daqui. Se esse lugar deixar de existir para você, as lembranças que você tem sobre ele e as pessoas que aqui viveram aos poucos também desaparecerão. Assim acontece com as pessoas. Elas chegam como quem não quer nada de nós, nos marcam, nos fazem bem, e podem também nos fazer mal. Mas se chegam a ir embora, levam a sua existência. E as lembranças, por mais que estas fiquem por algum tempo, não são capazes de trazer as pessoas ou as experiências vivenciadas de volta. Então, estas também vão embora, elas acabam”.
Na Sepultura, Uma Frase
Partiu sem olhar quem chorava por ti,
Deixou uma casa que o vento invadiu.
A mulher em pranto, os filhos com fome,
No vazio da ausência, ninguém diz teu nome.
Pequenos cresceram sem rumo, sem norte,
Carregaram no peito o peso da sorte.
E ela, tão frágil, lutou até o fim,
Sem pão, sem abraço, sem um amor enfim.
A terra a cobriu num dia sem cor,
E os filhos seguiram, sem guia, sem amor.
Tu voltas agora, mas tarde demais,
Só resta a lápide, fria e audaz.
Na pedra, uma frase que corta e castiga,
Um eco da dor que jamais se mitiga:
"Aqui jaz quem amou sozinha,
enquanto os filhos choravam pelo pai que partiu."
É na mutualidade das ações e compartilhamento de objetivos comuns que se constrói o sucesso do casal.
"Observe seu coração. Está parecendo aquela casa que acabou de receber mudanças. Tudo bagunçado, não é? Muitas coisas estão fora do lugar, e você cansado. Mas não desanima, não. Levante-se e vá organizar essa bagunça. Seu coração está precisando de uma faxina. Alguém o deixou assim. Quem sabe aparece uma pessoa especial e caprichosa que te ajude a colocar tudo em ordem."
Peixe fora d’água
Sai de casa e habita quaisquer ruas
De uma cidade que agora é violenta
Observa a juventude sem propósito
Pensa no que dizer, mas nem tenta
Há feridas que tornam-se tatuagens
E há marcas de batom em seu corpo
Contemplando informações inúteis
Faltando muito para chegar ao topo
Conhece a música, a arte e a poesia
Ouve falar de chatice, tédio e rotina
Sabiamente deixa o relógio trabalhar
Uma hora a conversa fiada termina
Só Deus sabe o que irá lhe encantar
Tem uma moreninha metropolitana
Seu futuro ainda não foi descoberto
Sendo as mãos lidas por uma cigana
Ainda persegue a rota de esperança
Alternativamente o moçoilo acredita
Entre inúmeros indivíduos descrentes
Se ele é peixe fora d’água, que resista.
