Cartas Tristes de Amor

Cerca de 72309 cartas Tristes de Amor

Ninguém pertence a ninguém, a única coisa do outro que nos pertence é o afeto, o amor que lhes dedicamos! E isto é tudo! É o suficiente para sermos de alguém se quisermos ser, mas isto não faz do outro nossa propriedade, somos nós quem nos doamos, e que reste claro que isso deve ser sem querer nada em troca.
Se o outro se doar estaremos no céu, caso contrário, nos resta apenas o sentimento.

O amor também saiu às ruas




Uma crônica carioca sobre política, encontros e a estranha esperança de começar de novo.


O Rio de Janeiro tem dessas coisas: transforma qualquer acontecimento em espetáculo. Uma chuva de verão vira tragédia, um gol no Maracanã vira assunto de família, e a vitória de um presidente pode fazer da Cinelândia um lugar onde até os desconhecidos parecem ter alguma coisa em comum.


Naquela noite, o Centro estava tomado por gente. Havia bandeiras vermelhas, cartazes improvisados, vendedores de cerveja, ambulantes disputando espaço com os manifestantes e senhores de cabelos brancos abraçados como se tivessem acabado de reencontrar irmãos que a vida lhes roubara. Do alto dos prédios antigos, as janelas abertas pareciam camarotes de um teatro popular. A cidade inteira tinha descido para a rua.


O presidente de esquerda havia vencido.


Para alguns, era a confirmação de uma esperança antiga. Para outros, apenas mais um capítulo de uma história que nunca terminava como deveria. Mas, naquela noite, pelo menos entre as pessoas reunidas na praça, havia uma vontade quase infantil de acreditar que o futuro ainda podia ser diferente.


Clara chegou sozinha, depois de sair do trabalho. Trazia uma bolsa grande demais para o pouco que carregava, o cabelo preso de qualquer maneira e o cansaço de quem passara o dia inteiro atendendo pessoas que não sabiam seu nome, embora dependessem do seu trabalho. Tinha trinta e poucos anos e já aprendera a desconfiar das grandes promessas. Ainda assim, guardava dentro de si uma espécie de teimosia que não lhe permitia desistir completamente.


Não fora à comemoração por acreditar que um presidente pudesse resolver a vida de todo mundo. Fora porque precisava estar em algum lugar onde as pessoas ainda tivessem coragem de desejar alguma coisa.


Roberto estava ali pelo motivo oposto, embora talvez fosse o mesmo.


Tinha chegado cedo, carregando uma bandeira enrolada debaixo do braço e uma pequena garrafa de água no bolso de trás da calça. Durante anos, acompanhara eleições, manifestações, greves e derrotas. Já vira amigos abandonarem a militância, casamentos acabarem por divergências políticas e homens que discursavam sobre o povo serem incapazes de tratar bem o garçom que lhes servia o almoço.


Acreditava na política, mas desconfiava dos políticos. Era uma contradição que aprendera a carregar sem fazer muito barulho.


Conheceu Clara por causa de uma cerveja.


Na verdade, foi por causa do empurrão de um rapaz que passava apressado, tropeçou no pé dela e quase derrubou a bebida que Roberto segurava. Clara conseguiu se desviar, mas o líquido terminou espalhado na camisa dele.


— Pronto — disse ela, olhando a mancha. — A revolução começou e já deixou um ferido.


Roberto olhou para a própria camisa, depois para ela.


— Pelo menos não foi uma revolução armada.


Clara riu. Riu com vontade, sem aquela educação automática que as pessoas usam para demonstrar que ouviram uma piada. E Roberto, que já não se lembrava da última vez que uma desconhecida lhe arrancara uma risada assim, sentiu uma alegria desproporcional ao tamanho do acontecimento.


Ofereceu-lhe a cerveja que restava.


Ela recusou.


— Depois dessa, acho melhor você beber a sua longe de mim.


— Justo. Mas posso oferecer outra. Sem riscos para a democracia.


Foi assim que começaram a conversar.


Primeiro falaram da festa, das bandeiras, do calor absurdo que fazia no Centro do Rio mesmo depois que o sol desaparecia. Depois discutiram o resultado da eleição, cada um apresentando suas ressalvas, suas expectativas e seus receios. Concordaram em algumas coisas, discordaram de outras. Clara achava que Roberto tinha uma confiança excessiva na capacidade das pessoas de mudar o mundo. Roberto achava que Clara usava o desencanto como quem veste um casaco em pleno verão: não porque estivesse com frio, mas porque tinha medo de sentir alguma coisa.


Ela não gostou da observação.


— Você sempre analisa as pessoas assim?


— Só quando estou tentando impressionar alguém.


Clara ergueu as sobrancelhas.


— Então está fazendo um trabalho péssimo.


Ele riu, e ela também.


A multidão começou a cantar. De algum lugar, uma voz puxou uma música antiga, dessas que sobrevivem a governos, modas e derrotas. Outras vozes acompanharam. Uma senhora dançava com um rapaz que poderia ser seu neto. Dois homens discutiam perto de uma banca de jornal, enquanto um vendedor gritava o preço da água mineral. Um casal se beijava sem prestar atenção ao palanque.


O Rio continuava sendo o Rio, indiferente à solenidade dos acontecimentos.


Roberto perguntou a Clara se ela acreditava que as coisas melhorariam.


Ela demorou a responder.


Olhou para as pessoas reunidas na praça, para os rostos suados, para os cartazes escritos à mão, para aquela gente que voltaria na manhã seguinte aos ônibus lotados, aos salários insuficientes, aos patrões impacientes e às contas que não se comoviam com resultados eleitorais.


— Acho que as coisas precisam melhorar — respondeu. — Não sei se é a mesma coisa.


Roberto ficou em silêncio por alguns segundos.


— Talvez seja por isso que a gente continua vindo.


Clara olhou para ele. Havia algo de bonito naquela resposta, não pela originalidade, mas pela maneira como ele a pronunciara. Sem levantar a voz, sem tentar vencer uma discussão, sem transformar uma conversa entre duas pessoas numa oportunidade de provar que estava certo.


Naquela cidade, onde todo mundo parecia ter uma opinião pronta sobre tudo, encontrar alguém disposto a permanecer em silêncio depois de uma frase era quase um acontecimento romântico.


A noite avançou. A comemoração foi perdendo o fervor inicial, e as pessoas começaram a se dispersar pelas ruas. Alguns seguiam para o metrô, outros procuravam os amigos, e havia quem permanecesse ali apenas porque não queria voltar para casa tão cedo.


Clara disse que precisava ir embora.


Roberto perguntou se ela morava longe.


— Longe o suficiente para não voltar aqui só por causa de uma cerveja.


— E perto o suficiente para voltar por causa de outra?


Ela sorriu, mas não respondeu imediatamente. Pegou o celular, desbloqueou a tela e estendeu-o para ele.


— Coloca seu número. Se eu gostar da conversa, talvez eu escreva.


— E se não gostar?


— Você terá perdido cinco minutos da sua vida. A democracia sobrevive.


Roberto digitou o número e devolveu o aparelho.


Não houve beijo naquela noite. Nenhuma declaração, nenhuma promessa feita sob as luzes dos postes, nenhum daqueles gestos grandiosos que o cinema inventa para convencer as pessoas de que o amor chega acompanhado de uma trilha sonora.


Houve apenas um abraço rápido, um sorriso demorado e a sensação estranha de que a cidade, por alguns instantes, parecera menos imensa.


Clara desceu em direção ao metrô. Roberto ficou parado, observando-a desaparecer entre as pessoas. Depois caminhou até a Avenida Rio Branco, com a bandeira debaixo do braço e uma mancha de cerveja secando na camisa.


Naquela madrugada, Clara escreveu primeiro.


Perguntou se ele havia chegado bem.


Roberto respondeu que sim e perguntou se ela também chegara.


Ela disse que sim. Depois conversaram sobre coisas pequenas: o trabalho dela, o livro que ele estava lendo, a dificuldade de encontrar um café decente no Centro e o fato de ambos considerarem o preço do aluguel uma forma particularmente cruel de ficção científica.


Conversaram no dia seguinte. E no outro.


Duas semanas depois, encontraram-se para tomar café na Lapa. Um mês mais tarde, caminharam pela orla de Botafogo, discutindo sobre cinema. Na primeira vez que deram as mãos, nenhum dos dois disse nada. Talvez porque certas coisas, quando finalmente acontecem, dispensam explicações.


Apaixonaram-se sem perceber o instante exato em que isso aconteceu.


E talvez essa seja a parte mais curiosa da história: enquanto milhões de pessoas discutiam o significado daquela eleição, duas pessoas descobriam o significado de esperar uma mensagem, de guardar uma história engraçada para contar a alguém, de reconhecer um passo na calçada e sentir que o dia, afinal, não tinha sido tão ruim.


Não deixaram de se preocupar com a política. Continuaram discutindo o país, cobrando promessas, criticando decisões e desconfiando de discursos fáceis. Descobriram, inclusive, que o amor não torna ninguém menos teimoso. Às vezes, apenas oferece uma pessoa diante de quem vale a pena admitir que se pode estar errado.


Meses depois, quando já namoravam, Clara perguntou a Roberto se ele se lembrava do que sentira ao saber do resultado daquela eleição.


Ele pensou um pouco.


— Lembro que achei que alguma coisa poderia mudar.


— E mudou?


Roberto olhou para ela. Estavam sentados num bar pequeno, numa rua movimentada do Rio. Ao lado da mesa, um garçom tentava equilibrar três pratos; na calçada, um homem discutia com o motorista de um táxi. A cidade seguia seu curso, barulhenta, imperfeita e absurdamente viva.


— Mudou — respondeu. — Mas não exatamente do jeito que eu imaginava.


Clara sorriu e encostou a mão na dele.


A vitória de um presidente durava uma noite nas ruas e anos nos livros de história. Seus efeitos seriam discutidos durante muito tempo, entre esperanças realizadas, promessas adiadas e desilusões inevitáveis. Nenhuma eleição, por mais celebrada que fosse, poderia garantir a felicidade de um país inteiro.


Mas naquela noite, entre bandeiras, cerveja derramada e desconhecidos cantando na Cinelândia, alguma coisa havia acontecido que não apareceria em nenhuma pesquisa, em nenhum discurso e em nenhuma fotografia publicada nos jornais.


Dois estranhos tinham se encontrado.


E, por mais que parecesse pouco diante dos problemas do mundo, talvez fosse assim que certas mudanças começassem: não com a certeza de que tudo daria certo, mas com a descoberta de que, apesar de tudo, ainda valia a pena caminhar ao lado de alguém.


Porque o país continuaria dividido, os políticos continuariam sendo políticos, as contas chegariam no fim do mês e o ônibus continuaria demorando mais do que deveria.


Mas Clara agora tinha alguém para quem contar as histórias do dia.


E Roberto, que passara tantos anos procurando motivos para acreditar no futuro, descobrira que às vezes o futuro não se apresentava em palanques, não usava gravata e não precisava de milhões de votos.


Às vezes, o futuro era apenas uma mulher rindo de uma camisa manchada de cerveja, numa noite quente do Rio de Janeiro.


E isso, por si só, já era uma boa razão para voltar à rua.

Título: Angela, Meu Amor, Meu Presente de Deus


Angela, meu amor...[Introdução – Falado]
Angela, meu amor...
Desde aquele primeiro de dezembro,
minha vida nunca mais foi a mesma.
Deus sabia o que estava fazendo
quando colocou você no meu caminho.


Foi primeiro de dezembro que eu conheci você,[Verso 1]
Foi primeiro de dezembro que eu conheci você,
Uma alegria tão bonita que me fez renascer.
Você chegou de mansinho e conquistou meu coração,
E hoje eu vejo que era Deus escrevendo essa paixão.


O tempo foi passando, nosso amor só aumentou,
Construímos nossa história, nossa família se formou.
Hoje estamos casados, de mãos dadas pela vida,
Você é minha companheira, minha paixão preferida.


[Pré-Refrão]
E quando olho pra você, agradeço ao Senhor,
Pela esposa que me deu, pelo nosso grande amor.
Nas lutas e nas vitórias, não soltamos nossas mãos,
Pois Deus é o alicerce da nossa união.


[Refrão]
Angela, eu te amo, minha menina, minha mulher,
Você é meu grande amor, meu abrigo e minha fé.
Deus nos uniu nesta vida, e ninguém pode apagar
Essa história tão bonita que ainda vamos contar.


Hoje eu tenho duas mulheres que moram no coração:
Minha esposa, minha Angela, e minha filha, minha paixão!
E o Marcos, nosso menino, é presente do Senhor,
Nossa família é a riqueza, nossa vida é nosso amor!


[Verso 2]
Angela, minha querida, quantas coisas já vivemos,
Entre sonhos e batalhas, lado a lado vencemos.
Trabalhando e prosperando, construindo o nosso lar,
Com a bênção do Deus vivo, temos força pra lutar.


Você não é só esposa, é amiga e companheira,
É meu sonho realizado, meu amor pra vida inteira.
E se o tempo passar e os cabelos embranquecerem,
Vou te amar como no começo, não importa o que vier.


[Ponte – Emocionante]
Primeiro de dezembro, jamais vou esquecer,
Foi o dia em que a vida me presenteou com você.
Marcos e Kelly, nossos filhos, nossa bênção, nosso chão,
São os frutos mais bonitos do amor e da união.


E se eu pudesse escolher mil vezes, eu escolheria você,
A mulher que Deus me deu e que eu nunca vou esquecer.
Angela, minha menina, minha mulher, meu bem-querer,
Até o último dos meus dias, eu só quero amar você!


[Refrão Final – Com emoção]
Angela, eu te amo, minha menina, minha mulher,
Você é meu grande amor, minha força e minha fé.
Deus nos uniu nesta vida, e com Ele vamos caminhar,
Envelhecendo abraçados, sem jamais deixar de amar.


Hoje eu tenho duas mulheres que são parte de mim:
Minha esposa e minha filha, dois amores sem fim!
Marcos e Kelly, nossa história, nossa maior inspiração,
Angela, você é pra sempre a dona do meu coração!


[Final – Falado, voz suave]
Angela...
Eu te amava quando te conheci,
te amo hoje, como minha esposa,
e vou te amar por toda a minha vida.
Obrigado por ser minha companheira,
por construir essa família comigo.
Que Deus abençoe nosso casamento,
nossos filhos e nosso lar.
Eu te amo, minha menina...
Eu te amo, minha mulher.
Pra sempre, Angela! ❤️

O amor não se revela apenas nos dias bonitos, nas fotografias ou nas declarações. Ele se revela, sobretudo, nas escolhas que fazemos quando a vida exige mais de nós.

Amar é escolher cuidar, respeitar e permanecer. Mas é também compreender que nenhuma relação deve custar o abandono de si mesmo.

O amor se revela na permanência.

Amor é quem fica quando a maquiagem sai e a beleza já não é a mesma.

É quem permanece quando a doença chega e cuidar se torna mais importante do que qualquer palavra bonita.

É envelhecer juntos e, mesmo com as mudanças que o tempo traz, continuar encontrando um no outro amizade, parceria e companhia.

É quando, depois de uma discussão, existe humildade para reconhecer os próprios erros, pedir perdão e também perdoar.

Mas amar não é aceitar tudo. Não é se anular, silenciar a própria dor ou abrir mão de quem somos para manter alguém ao nosso lado.

Amar é desejar a felicidade do outro sem esquecer da própria.

Porque o amor verdadeiro não se sustenta apenas no sentimento, mas nas escolhas, no respeito, no cuidado e na disposição de continuar construindo uma vida juntos.

E permanecer só faz sentido quando existe amor dos dois lados.

Jenefer Ofemester

O sol foi descansar
Surgiu o anoitecer
A Lua saiu devagar
Para te envolver
O amor está no ar
Para nos enlouquecer.

Os bancos de areias
- a festejar -
A loucura boa de fazer
Nas águas de abençoar.

O céu de seda a se abrir
Receptivo aos versos
De natureza atentatória
Íntimos e completos.

Estrelinhas tilintando
- testemunhas -
Da nossa agarração
Repleta de paixão.

A gentileza no amor,

- faz do mundo um mundo novo,

Gentileza gera gentileza,

- o profeta já enxergava a Terra,

Como a grande escola do amor.



A gentileza de amor,

- é como a chuva gentil molhando a flor,

Gentileza gera gentileza,

- a gentileza faz crescer forte o amor.



A gentileza no amor,

- faz a gente crer que tudo pode,

Gentileza gera gentileza,

- quem não desiste da gentileza,

É um ser humano forte.



A gentileza de amor,

- é manifestação da pura sedução,

Gentileza gera gentileza,

Ela é uma reverência ao coração.



A gentileza no amor,

- tem a sua cara e o seu jeito,

Pode ser até que não saia perfeito,

Gentileza gera gentileza,

- a gentileza é como um beijo.



A gentileza de amor,

- é um bem que se vê à quem,

Gentileza gera gentileza,

- é a melhor forma de fazer o bem.



A gentileza no amor é a salsa,

- e também é o merengue,

Com morango e chantilly,

Gentileza gera gentileza,

Eu te quero bem aqui.

A tua força é magnetizadora

O teu amor me escolheu

Quero ser bem sedutora

Para fazer-te todo meu


Carrego o nosso

amor sacrossanto

Só para você escrevo

Só por você eu canto


No embalo da espera

Não tenho o quê reclamar

Os pés estão bem na terra

Sonho em te completar


Estou aqui a sonhar

Que o meu corpo seja teu

E o meu coração o teu altar

Quero ser um oásis a te saciar

⁠Buscando pelo amor que virá
ao caminhar nesta travessia
como fogo, paixão e ventania,
abro caminhos e traço rotas,
porque não sei quem o amor
de fato primeiro encontrará.

Renascendo com as auroras,
meus discretos motins estão
se espalhando como sementes,
e como versos nômades não
descansaram com os poentes,
eles já estão por todo o lugar.

Aceitando os sinais do destino,
certa como a Lua romântica
em noite de céu estrelado,
me encontro como música
inabalável no coração do povo
que jamais hão de me apagar.

Devolvendo o amanhecer
no teu insigne e gentil peito
estão todos os meus sinais,
e todas as minhas estações
porque o amor sem nunca
ter te visto arou as emoções.

⁠Você se comportou como Júpiter
pegando a Lua pela mão
trazendo-me de volta para o Divino,
O amor quando é verdadeiro
não é feio e nem bonito;
ele está acima do Bem e do Mal,
e se entrega sempre ao infinito.

Você acha que o amor se
preocupa com o quê é físico,
O amor luta é para estar perto
e se nutre de tudo o quê é eterno,...

Quem tem amor só se ocupa do que
engrandece o espírito,
e prevê simplesmente o infinito;

Quando nos conhecemos o amor
por nós foi adotado como idioma,
Dizer nenhuma palavra nunca é
preciso para o amor ser compreendido;

Disseste que não te entendo
em fuga do teu indomável sentimento,
Você sabe que te mantenho
abrigado em meu místico silêncio,
embora não reconheça que sei
de ti melhor do que você mesmo.

⁠Quero acreditar
que você está
Em segurança,
porque a nossa
amizade, fé e amor
Por nossa gente
nunca arredarão,
A minha poesia
a embalar
A preocupação
virou escândalo
Sem reverso,
quer o fim
Do pesadelo,
faz jus a história
E tem a esperança
que tudo o quê não
Queremos passará,
e ao teu caminho
Você regressará.

⁠Cercada por seculares
Sibipirunas busco
a inspiração para me tornar
a sua dama de ouro,
O amor é o prêmio
da vida e o nosso tesouro,
De mim você
não vai se desgarrar,
Trago o signos invencíveis
do nosso Folclore
para que o nosso amor
não quebre e ninguém dobre,
Porque se eu estou sentindo
e em mim você anda pensando,
Tudo aquilo que é de poesia,
é sobre realidade que estou falando.

⁠Ser assumida
é sobre ser
o amor da sua vida,
é sobre a minha vida
combinar com a sua vida,
Se eu não for
o amor da minha vida
para a sua vida,
Entre ser assumida
prefiro ser sempre
que for preciso
mais escorregadia
do que peixe ensaboado,
Se for para não ser
por você assumida,
só para você opto
em ser a sumida,
Não insisto em aquilo
que não tem a ver
ou não dá liga,
Porque eu tenho
a minha própria vida.

A amizade esconde
o amor em segurança,
sob a Lua Crescente
em Rodeio por aqui
no Médio Vale do Itajaí
para que nada atrapalhe
o paraíso que será um
refúgio para a temperança,
e quando esse momento
chegar tudo será uma celebração
com um único sentimento.


Eu te amo muito mais
do que você pode imaginar,
e além das segundas
intenções sedutoras,
espero que, em vez de amizade,
seus olhos leiam amor
todas as vezes que eu chamar
a sua atenção para que você
me ame e não mais demore.

Novembro de Pombeiro em flor,
encantamento com a chuva
molhando a terra com amor,
Não é preciso buscar nenhum
tipo de validação externa,
Quem ama esta terra
não a trata como opção
e nem pensa em substituição,
Falta aprender a olhar
com compromisso e coração.


(É sobre a nossa percepção).

Bunga Seribu Bintang
toda em flor,
O nome do amor
já guardei de cor.



...


Bunga Kelawar Putih
em plena floração,
É a minha poesia
no seu coração.


...


Bunga Bangkai Gergasi
misteriosa no jardim,
É para dizer que existe
algo maior para mim.


...


Bunga Tasbih acariciada
pelo vento d'alma,
Não há nada que pare
a caminhada pela estrada,
Não vou mentir o quanto
eu estou apaixonada.

Não mentir para si mesmo
que nutre a expectativa
cinematográfica de viver
um amor com dedicação,
é um excelente começo:
Confesso que exatamente
como você também desejo.


Ocupar a sua mente mais
do que dizem ser só aventura,
e sim ser toda a tua aventura,
a possuidora e garantidora
absoluta da tua plena ventura
em todos os tempos e estações.


Nos teus lábios jamais deixar
faltar a Serikaya que adoce,
quando a rotina não for doce,
Colocar o teu coração batendo
para dançar ritmos de folclore.


Sem pensar duas vezes jogar tudo
para o alto sempre for imperativo,
para que o fogo da paixão não falte,
e nada nem ninguém o amor devore.

Tenho envolvido os seus sentidos
pouco a pouco por dentro,
Porque sou o amor crescendo
e entregue de aurora em aurora.


Não estou em guerra com você
e nem você está em guerra comigo,
Para Deus só peço neste caminho
é que nós permaneçamos vivos.


Teto de espelhos não foram feitos
para nós e sim o teto de estrelas
em noite de céu aberto refletido
no salar de chão perfeito e cristalino.


O mais doce e que me pertence são
os teus lábios de Achachairu feitos
para desfrutar enquanto a canção
do vento do Hemisfério Sul a embalar.

Tenho morada garantida
no teu pensamento,
As tuas linguagens secretas
do amor e das flores,
confirmam o sentimento:
Que sou a que liga
o céu e a terra em mim
baixo o Hemisfério Austral.


Não acredito em acidente,
é tudo muito coincidente.


Ñuble, Biobío, a Patagonia
dos dois lados me doem,
Tudo na minha terra me dói
e Tariquía me preocupa,
E em ti sei que também
dói de maneira absoluta,
muito próximo de tortura.


Não acredito em acidente,
tem muita gente conivente.


Querem transformar a vida
continente totalmente numa
vida distópica e absurda,
E ficam testando a paciência
para uns como ciência oculta,
e plantam a coletiva dúvida.


(Da nossa parte para eles não
existe perdão, esquecimento,
e tampouco nenhuma desculpa).

Não tenho vocação
para ser Paraselene,
trago amor perene
como a Lua Austral
que te pertence infrene.


No alcance das mãos,
a ternura no céu íntimo
possuidor das estrelas
que iluminam o destino,
que com astúcia mimo.


Não tenho outro padrão
que não me faça única,
ou que não me faça tua;
sou a tua sublime loucura
de amor que em ti perdura.


Até porventura quando
estiveres por acaso distraído,
eis-me como a tua contínua
busca que reina absoluta,
a intocada fortaleza que perdura.