Cartas de Sedução
A liberdade é um conceito sedutor, um ideal pelo qual gerações lutaram, sangraram e morreram. Mas, quando a conquistamos, percebemos que ela não vem adornada de flores ou promessas de felicidade eterna. Pelo contrário, ela nos entrega o fardo da responsabilidade absoluta.
"Somos livres, e este é o inferno." Porque a liberdade nos coloca diante de um espelho cruel, onde todas as escolhas são nossas, e todas as consequências também. Não há um carrasco invisível nos forçando a nada—somos nós mesmos os algozes da nossa existência.
Eis a verdade que nos assombra: não há destino traçado, não há mão invisível nos empurrando para o abismo ou nos salvando dele. Cada erro, cada acerto, cada passo dado ou recusado é fruto da nossa própria vontade. E essa consciência pode ser insuportável. A dúvida se torna um veneno constante, a angústia do "e se" nos consome, e a culpa é um peso que carregamos sozinhos.
Talvez seja por isso que muitos preferem as correntes. A obediência cega é mais confortável do que a responsabilidade de criar o próprio caminho. Ter alguém para culpar é mais fácil do que aceitar que somos autores do nosso próprio sofrimento. Mas, no fim, a liberdade segue sendo a nossa maior bênção e a nossa maior maldição—porque nos torna senhores de nós mesmos, mas também prisioneiros das nossas escolhas.
PANTERA NEGRA
Nela tudo me encanta:
Seu caminhar sedutor, sou sua mata.
Seu sussurro feroz é como ouvir Milton Nascimento...
Seu olhar de caçadora (caçadora de mim), que não espanta a caça: só dá o bote certo.
Sua cor preta tão reluzente, que distingue em meio as tigresas.
Sua boca: que preza! Me deixa comido (mas ainda sinto fome)
Tem um bom faro,
Que me encontrou.
Eu inverti a Cadeia Alimentar:
Fui caçar a Pantera Negra.
Até o eu-lírico do Milton,
Que só falta falar a língua dos anjos, tentou resumir:
"Por tanto amor
Por tanta emoção
A vida me fez assim
Doce ou atroz
Manso ou feroz
Eu, caçador de mim"
AOS FÚTEIS E CAMUFLADOS
Há muitas estampas que seduzem. Expõem o selo das virtudes que tornam bem amadas pessoas não merecedoras. Pessoas estas, que têm um zelo notório pelos traços da mais profunda versão de seriedade.
São inúmeras as expressões cujos painéis propagam as mais admiráveis virtudes do ser humano. Sobre tais expressões há sempre um pano de fundo admirável que põe o céu a favor dessas maquetes. Desses desempenhos pela propagação das imagens que se tornam produtos comercializáveis.
Nestes tempos de futilidade, onde reina o imediatismo na busca do prestígio, a fama e o possuir a qualquer preço, medram pessoas que vivem das capas. Prometem vinhos, fumos de fina sociedade, sem que suas essências possam cumprir. Seus encartes não correspondem aos rótulos.
No entanto, para quem sabe olhar mais fundo, essa publicidade não convence. Tudo isso cai por terra, quando surge alguém “letrado” o suficiente para ler o mapa de um olhar que dissimula e forja...
E creiam: Para os fúteis e camuflados, esses bons entendedores do olhar e da alma humana podem ser os futuros salvadores de suas essências desperdiçadas. Se eu for um deles – os fúteis e camuflados –, quero conhecer um “salvador”.
PARA GOSTAR DE LER
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Jamais obrigue o seu filho a ler. Seduza-o. Quem é constantemente obrigado a fazer algo, tudo com o que sonha para o futuro é justamente o dia em que não terá mais de fazer aquilo. Mas quem é seduzido, não. Esse aprende a gostar, e a cada dia se apega mais ao ato de seja lá o que for de bom ou ruim que alguém lhe apresente com as devidas táticas de sedução.
Um exemplo forte, mas negativo dessa verdade está na forma com que os traficantes de drogas induzem crianças e jovens ao vício, e depois ao tráfico. Eles traçam projetos de sedução pela falsa ideia da inclusão em grupos ou galeras, e logo à frente a fantasia de força, dinheiro e poder de afrontar a sociedade que os relegou à má sorte via família, poder público e predadores econômicos.
Leia para seu filho, desde a sua gestação. Ele não entenderá palavras e sons, mas um feto já é capaz de sentir o mundo externo pelas vozes que o rodeiam. Se forem vozes agradáveis, carinhosas e sedutoras, ele se formará sadio. Se forem vozes agressivas, indiferentes ou frias, o efeito será o contrário. Assim será por todo o processo de sua educação, se nós conseguirmos manter o hábito, incentivando-os a ler, mas também permitindo que eles não gostem de alguns livros ou leituras que apreciamos e gostem de outros que não correspondem aos nossos gostos.
Pais que leem; que promovem cultura, bom entretenimento e ambiente saudável, quase sempre criam bons filhos. Quase sempre, porque às vezes a natureza humana surpreende com cidadãos de boa índole criados por maus pais, ou com cidadãos de má índole criados por pais amáveis e zelosos. Anomalias da vida, mas que não devem nos acomodar na criação dos nossos.
Voltando aos livros, criemos filhos atentos ao mundo que os rodeia; filhos capazes de compreender os enunciados da vida e ler as pautas do tempo ao pé da letra ou nas entrelinhas. Para tanto, é necessário seduzi-los com livros; com o hábito não obrigatório de ler. Faremos isto, se formos tão ou mais eficientes e sedutores do que os traficantes de drogas.
A NOVA DIMENSÃO DO MENINO POETA
Demétrio Sena - Magé
O menino que seduzia corações terráqueos com sua poesia foi roubado de nós, em um passado ainda recente. Seres de outras dimensões o quiseram e foram mais fortes. Até porque, poetas apenas na escrita, como eu, são comuns, mas poetas na escrita, no olhar, nas atitudes e no afeto cotidiano, isso é raro. Eu mesmo, só conheci o Gerson. Qual dimensão não quer alguém assim? Tenho mágoa dos seres que o levaram, mas entendo quem faz de tudo, até de formas arbitrárias, para ter um Gerson Monteiro só para si.
A nós, terráqueos mortais, restam a saudade, as lembranças inesquecíveis e as homenagens que tomam como empréstimo, pelo menos um pouquinho da sua presença sensorial. Nosso amor pelo menino poeta, que partiu aos 26 anos de idade, será sempre um portal entre a nossa dimensão e aquela que tem o privilégio de contar com sua proximidade mais densa, mais intensa e talvez definitiva. Mas não conhecemos os mistérios do universo. Pode ser que um dia o menino poeta volte a ser nosso, por aqui...
... ou a dimensão que agora é sua casa promova lá, o nosso reencontro.
"DESCONVERSÃO"
Demétrio Sena - Magé
Certa vez um louvor me seduziu;
eu bem moço, entreguei meu coração;
embrião de cordeiro encomendado,
quase morro na cruz do fanatismo...
Fui deixando que tudo me amoldasse,
das doutrinas às preces; os sermões,
permissões vigiadas, risos pardos,
alegrias rendidas e sem brilho...
Não tivesse acordado em tempo hábil,
hoje não disporia do meu ser
pra viver os meus sonhos e meus voos...
E teria mais donos do que afetos;
muitos vetos, meu voto comandado;
a minh'alma domada e sem arbítrio...
... ... ...
Respeite autorias. Isso é lei
Primeiro de Agosto de 2020
A lua vem com sua luz
E meus olhos seduz
Banhado de esperança
Agosto
Traga-me o gosto
De ver o covid acabar
Nessa terra já tão sofrida
Devastada
Queimada
Roubada
Saqueada
Indiferente com o sofrimento da gente
Que a Luz prateada
Que hoje corta a escuridão
Traga a esperança
E dissipe a devassidão
Desse país que se diz irmão
Celina Missura
"A Lua, com sua palidez, me seduz uma vez mais.
Me traz aquelas lembranças, que nem mesmo o tempo desfaz.
Aquelas, ora doces, por vezes amargas, lembranças de anos atrás.
Não sei o que me fez, ou o que ainda me faz.
A balança do universo é um tanto eficaz.
Não existiria guerra, se não existisse a paz.
Por falar em paz, ela só existe quando em nosso abraço, um só ser se faz.
O que seria de nós se nossos corações fossem iguais?
Amaria eu, você, ainda mais?
Ou nossa igualdade nos separaria ainda mais?
É certo, você se amaria ainda mais.
Nessa adição de loucura, quanto mais penso em ti, mais e mais suas lembranças, a razão me subtrai.
Bem da verdade, a muito que em solo frio minha razão jaz.
Nas raras orações implorei ao Deus que fizesse daquele amor algo fugaz.
Mas coração parvo, para amores infundados é solo feraz.
Lembrei-me de quando, sob a luz da Lua, seu olhar me devorava com apetite voraz.
E como você, ela com sua palidez, me seduz uma vez mais..." - EDSON, Wikney
"Eu falava dela sempre ao longe, com medo do seu olhar sedutor.
Narrava aos amigos, os seus feitos, sempre em metáforas, para mascarar a minha dor.
O seu coração, que sempre fora presa fácil, ao mar o lançou.
Das decepções, se cansou.
Dá própria felicidade, abdicou.
Hoje, o que era da tristeza uma presa, da minha felicidade, se tornou predador.
Dizia sempre eu: - Aquela ali hoje é menos peixe e muito mais pescador.
Suas palavras são iscas, a sua rede de mentiras é disfarçada de amor.
Minhas lágrimas, são águas em que ela lança suas façanhas, sou seu Arpoador.
Nossa união, que sempre foi um arco íris, hoje não tem mais cor.
Onde era coragem e amor
Hoje só tem medo, pavor.
Em todo esse tempo, ela mudou muita coisa, me causou muita dor.
Mas eu ainda à falo ao longe, pois ela não perdeu o seu olhar sedutor..."
Para viver, é preciso morrer
Muitas vezes, nos deixamos seduzir pela ilusão da satisfação imediata, entregando-nos aos desejos da carne e nos agarrando àquilo que, por um instante, parece nos fazer felizes. Mas Romanos 8:12-13 nos revela uma verdade profunda e transformadora:
"Portanto, irmãos, estamos em dívida, não para com a carne, para vivermos segundo a carne. Pois, se vocês viverem de acordo com a carne, morrerão; mas, se pelo Espírito fizerem morrer os atos do corpo, viverão."
Para viver plenamente, é preciso morrer para tudo o que nos afasta de Deus. É necessário despir-se dos velhos hábitos, abandonar as correntes que nos prendem à ilusão da vida terrena e permitir que o Espírito Santo nos guie por um novo caminho, um caminho de luz e renascimento.
O desapego é a chave da gaiola que prende o espírito à terra. Somente ao soltarmos essas amarras podemos voar rumo à verdadeira vida, uma existência pautada na paz, no propósito e na eternidade.
O mundo nos cerca com promessas vãs, oferecendo felicidades passageiras que se dissipam como a brisa ao entardecer. No entanto, apenas ao renunciar às ilusões da carne e entregar-se, de alma e coração, à vontade divina, experimentamos a verdadeira vida, uma jornada de plenitude, repleta de significado e conexão com o eterno.
Que cada amanhecer seja uma nova oportunidade para morrer para o que é efêmero e viver pelo que é eterno.
Em um mundo onde as pessoas dançam ao ritmo da sedução, metade da vida é gasta em um jogo de olhares desviados e sorrisos disfarçados. Cada gesto, cada palavra, uma tentativa de capturar a atenção e o afeto dos outros. Mas, à medida que o tempo passa, a outra metade da vida se dissolve em uma névoa de ansiedade, alimentada pelas expectativas e julgamentos alheios.
É um jogo antigo, onde as regras são incertas e as recompensas, efêmeras. No entanto, chega um momento em que a alma cansada anseia por liberdade. Abandonar esse jogo é um ato de coragem, um passo em direção à autenticidade e à paz interior.
Você já não jogou o suficiente? Não é hora de viver para si mesmo, de encontrar alegria nas pequenas coisas e de abraçar a serenidade que vem com a aceitação? Renda-se, pare de segurar a vida, você não está no controle. Deixe para trás as máscaras e os papéis, e descubra a beleza de ser verdadeiramente você!
Sensível... não me toque se não quer me ver arrepiar.
Sedutora... Vou ser sua paixão mais ardente, mas ao mesmo tempo... O desejo inocente... o mais terno que já sentiu... Hoje quero sonhar... Mas quero estar acesa... Quando me arrancar suspiros... Fantasias... Loucuras... Prometo ser fatal... mas com sorriso doce, e corpo ardente... quero suas carícias mais ousadas... Naquele ritmo que você sabe que enlouquece... aquece minha pele com o fogo desse olhar... Faz meu corpo te desejar... hoje sairemos de nós e faremos amor nas estrelas...
A Maldade Humana e o Poder da Mentira
A mentira seduz, encanta, enfeitiça. Ela se espalha com facilidade porque muitas vezes é mais confortável do que a verdade. O ser humano, ao invés de questionar, prefere acreditar no que lhe convém, no que agrada seus desejos ou reforça seus medos. Mas por quê? Por que é mais fácil aceitar uma mentira bem contada do que encarar a verdade?
Vemos pessoas sustentando falsidades mesmo sabendo que não são reais. Elas ouvem de alguém, repetem e espalham, sem se preocupar com as consequências. A verdade, por outro lado, parece não ter o mesmo apelo. Quando alguém traz uma boa notícia ou compartilha uma felicidade genuína, o mundo muitas vezes reage com desprezo ou indiferença. Mas quando se trata de destruição, fofoca ou ódio, a atenção é imediata.
Existe um prazer perverso na desgraça alheia. Há quem se alimente da infelicidade dos outros, que inveja o sucesso e faz de tudo para derrubá-lo. Essas pessoas não vivem suas próprias vidas, apenas observam e atacam aqueles que brilham. Mas por quê? O que as move? É um caráter doente? É o medo de serem inferiores? Ou é simplesmente uma escolha consciente de seguir o caminho da destruição?
Olhando para a história, percebemos que o mal sempre tenta tomar o controle. Em certos momentos, parece até vencer. Mas a verdade é como azeite sobre a água: sempre vem à tona. A mentira pode correr rápido, mas seu fim é inevitável. No final, aqueles que vivem da maldade acabam sozinhos, infelizes, consumidos pelo próprio veneno.
Então, o que podemos fazer? Nos proteger, seguir em frente e não permitir que a escuridão dos outros nos atinja. O mundo sempre terá aqueles que tentam destruir, mas cabe a nós escolher o lado da verdade, da construção, do bem. Porque, por mais que demore, a verdade sempre vence.
A expressão que seus olhos transparecem diante de meu ser é de satisfação, envolvente e sedutor.
Com um compromisso poético e com uma vontade intensa de transformar um sentimento carinhoso em um sentimento infinitamente em amor.
Faço-me postulado que requer atenção acompanhado de carinhos e certeza de ter segurança.
Mostre-me os teus segredos mais belos... Desperta os meus desejos
E seduza-me para que possamos adentrar prazer adentro...
Descubra-se para que eu entenda que não queres pudor
Nem na dor e nem no que nos prendem... “O amor”;
O seu despir mexe com a minha ansiedade enlouquecendo-me
Com sensações indefiníveis a mim, revira-me em uma proporção...
Que mal consigo descrever, no qual me faz o teu brinquedo;
Não tente me desvendar ou me enganar com certos encantamentos relacionados à sedução...
Vivo os meus enigmas um tanto extremo, e talvez exagerado ao meu coração...
Muita das vezes me faço como uma brisa suave e passageira, mas em outras vezes me transformo em tempestade mais que agressiva...
Irei forjar um doce querer que possa seduzir seu coração e entrelaçar-me nos seus desejos mais ocultos;
Aperte seu cinto para me acompanhar no tempo contrário e junto admirarmos a felicidade;
Meus princípios, eu guardei para te ofertar meu coração por vontade própria e não sei onde meus sonhos foram parar;
Seus olhos mexei comigo com milhares de tentações, seus truques de sedução me agarra pelo coração despertando um desejo quase incontrolável;
Seus dentes com um lindo sorriso devoram o meu querer fazendo-me te assistir em meu silêncio;
Espalha pelo meu corpo sensações intensos que queima com um fogo que arde e não se vê;
Tenho-lhe desejos de beijá-la, mordendo seus lábios pequenos, mas sedutores até que você sinta vontade de tirar toda a roupa e nos amar;
Desconsertando-te para devagar te refazer do meu jeito de ser, despertando seus segredos ocultos trancafiados em teu coração;
Com momentos que lhe ofereço, minha habilidade se faz única e perfeita com o suar do nosso corpo se encontrando e nos satisfazendo;
Para então chegar ao ponto crucial de dizermos o quanto eu te amo;
Mulher é a suavidade que inspira qualquer coração
Mulher é dádiva, é querer, é sedução
Mulher só quer ter carinho
Amor e paixão
Ser tratada com prioridade, com respeito e ser amada
Mulher é o singelo que pelo sentimento deseja ser carregada
Mulher só quer que o coração lhe possa ser guardada
Do que seria do homem se não pudesse amá-la?
