Carta a um Amigo Detento

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Pra maior festa da vida
Quem convida é o amor
O céu acende luzes
E nos faz um favor
Sinceridade no olhar
Linda canção vai embalar
Quero encontrar meu par
Pra minha dança começar

Segura a minha mão
Você terá que me cuidar
É teu meu coração
Se você for meu par
Ninguém gosta de solidão
Mas escolhi te esperar
Fiz uma oração
Pra este dia chegar

O amor, ele não é cego
Ele sabe os passos que precisa dar
Só Deus sabe conjugar amor
Afinal, é o próprio verbo amar
O amor está tão perto
Mas só no tempo certo vai chegar

Segura a minha mão
Você terá que me cuidar
É teu meu coração
Se você for meu par
Ninguém gosta de solidão
Mas escolhi te esperar
Fiz uma oração
Pra este dia chegar
Fiz uma oração
Pra este dia chegar

Segura a minha mão
Você terá que me cuidar
É teu meu coração
Se você for meu par
Ninguém gosta de solidão
Mas escolhi te esperar
Fiz uma oração
Pra este dia chegar

Segura a minha mão
Você terá que me cuidar
É teu meu coração
Se você for meu par
Ninguém gosta de solidão
Mas escolhi te esperar
Fiz uma oração
Pra este dia chegar
Fiz uma oração
Para encontrar meu par

Quando você acorda pela manhã e lê na sua tela, um bom dia, boa noite, não significa apenas isso, mas significa também pensei em você, senti sua falta, quero que você esteja bem, senti saudades....E isso enternece a alma, nos faz sentir bem estar e alegria em ser querido em ser lembrado.
Eu penso em você durante o dia, penso antes de deitar e quando me levanto, me lembro de novo de você, sua presença na minha tela da força, animo e coragem para meus dias. Adoro a ilusão de pertencer ao seu mundo e de você povoar o meu.

Sou um simples diamante bruto,que está passando por fase de lápidação,posso no final um belo diamante de grande valor,como posso ser uma simples pedra de bijuteria,isso que vai decidir sou eu.
Preciso somente rever hábitos e conceitos e as coisas caminharam da forma correta.
Preciso renovar forças e buscar a espiritualidade,hoje estou voltada pelos prazeres da carne dos prazeres da vida material,que são ilusões repentinas e momentaneas.
Nenhum ser humano que viver no mundo de ilusões é fantasia,isso não é viver é sobreviver em uma selva de pedra e esconder-se da verdadeira realidade.

⁠"Não se deve pedir perdão. Um ser humano não tem o direito de perdoar. Nenhum ser humano tem esse direito. Quando alguém me pede perdão, empurra para mim a responsabilidade por sua culpa. Da mesma forma, quando alguém se confessa, empurra para o outro as consequências de seu comportamento. Algumas pessoas se confessam ao psicoterapeuta. Ao permiti-lo, ele assume a responsabilidade e fica com ela. Pode entretanto resguardar-se, dizendo: 'Não quero saber disso'. No ato de perdoar existe sempre um desnível de cima para baixo, que impede uma relação de igualdade. Pelo contrário, se você diz: 'Sinto muito', você se coloca de frente para o outro. Então você preserva sua dignidade, e para a outra pessoa é bem mais fácil ir ao seu encontro do que se você lhe pedir perdão".
Bert Hellinger

"MAMÃE"

Mesmo sendo bom com as palavras falar desse ser majestoso sempre é um desafio, minha mãe não é a minha metade da laranja como algum descrevem, ela é a fruta toda eu sou apenas a casca, ela me deu a vida, não só me pôs no mundo mas me mostrou o que o mundo me ofereceria, quando eu optei por escolhas erradas ela não se virou contra mas me puxou do poço, ela gritou quando eu não tinha mais voz, ela me limpou quando a lama me cobria, ela me defendeu quando me agrediam, ela me abraçou quando eu tinha raiva, ela me amou quando eu era pura amargura, ela me beijava quando eu só queria me afastar, ou seja ela me mostrou que ser mãe não é ser apenas mãe, mas é ser alguém que vive a vida para dedicar ao filho uma segunda vida, esse é o meu reconhecimento a minha mãe, a melhor que poderia ter sido me direcionado, obrigado mamãe por ter aceitado a dura missão de ser minha mãe, te amo,,,,

Nem sei como descrever meus sentimentos ,sou um ser dolorosamente amargurado pelas decepções impostas a mim pela vida.Nesse momento vivo nas sombras ao lado de meus medos que com um tempo de certa forma se tornaram meus companheiros ,estão sempre ao meu lado,de alguma forma sou uma criatura fria e cruel,não consigo mais sentir ternura dentro do meu coração ,devo ser um ser sem alma completamente vazio por dentro apenas com um coração triste e desamparado.Peço que o senhor tenha piedade de mim pois não olho mais para o céu nem que seja para olhar as estrelas e só olharei de novo no dia em que existir uma estrela de sangue qual será a estrela que direcionarei meus pensamentos,não olho mais pois meu coração esfriou, perdeu a cor e já não é o mesmo com o qual nasci , a humilhação é capaz de mudar pessoas em segundos ,para mim viver é penitencia e morrer é lucro .

Sem mais

Você roubou minha menina
e sangrou meu coração
me devolve em um caixão
a mais doce pequenina
você baixou a cortina
e abriu uma ferida
o teu ódio e a vingança
jorrados numa criança
na melhor fase da vida

Um ato de covardia
com uma pequena indefesa
que só mostrava beleza
e transpirava alegria
e a tua alma tão fria
trouxe a ira como oferta
de uma atitude canalha
a justiça do homem é falha
mas a de Deus é obra certa

Sinto-me cheia de um vazio...
alma vazia
pensamentos vazios,
vazios de conteúdo, vazios de tudo.
Vida vazia... tão cheia de vida
respiro, ando, falo, vejo...
respiro um ar vazio,
ando um caminho vazio,
falo palavras vazias de significado,
olho... e vejo: ninguém do meu lado.
Vazio... mundo vazio.

"Um fator precioso para o ser humano é a disposição de estudar e
aprender, ato este muito mais importante do que o de obter fama e riqueza.
Por mais que uma pessoa seja famosa, ela não é digna de respeito se não
possui essa disposição. Continuar estudando ao longo do curso da vida - eis
a atitude de uma pessoa respeitável." (365 Dias, página 62)

Me leva daqui
Pra onde lágrimas não existem
Um lugar, que a paz e o amor se fluem
Onde a escuridão é luz
Onde o sol produz, amor e paz
Me leva pra um lugar
Onde os sorrisos se estatualizam
Um lugar de sonhos, De humildade e companheirismo
Me leva daqui
Além do arco Íris, além do céu e mar
Além das nuvens, além do infinito
Pra um lugar sem medo, sem luxo, sem exagero
Onde o por do sol dure o dia inteiro
Me leva daqui
Pra um lugar só com a partida
Um lugar sem volta, sem saída
Um lugar sem despedida
Me leva pro futuro
Pro passado de criança, ou presente da lembrança
Pra uma fortaleza,pra onde eu não cresça
Pra um seguro esconderijo
Pra onde eu te mereça.
Me leva daqui
Pra onde corações são transparentes
Onde gritos de agonia
Se neutralizam, se silenciam
Me leva daqui
Eu não agüento mais viver assim
Em um mundo egoísta,Tão pobre, imundo,
Tão capitalista
Me leva pra o surreal ,Pra o inimaginável,
Pra um lugar real
Onde eu esqueça tudo que vivi
Onde a dor passa
E possa passar tudo que eu sofri.
Me leva daqui
Pra onde estrelas falam
E onde eu possa voar
Onde o mar é doce
Onde o verde floresce
E ninguém pode matar.
Me leva daqui
Pra onde eu viva, e onde há vida,Eu quero fugir.
Me leva daqui
Quem vai me levar?
Não sei mais quando encontrar, eu vou me jogar
Se for num beijo num abraço, ou numa mão estendida
Que me leve pra vida, que me leve daqui.

⁠Um dia, quem sabe,
ela, que também gostava de bichos,
apareça
numa alameda do zôo,
sorridente,
tal como agora está
no retrato sobre a mesa.
Ela é tão bela,
que, por certo, hão de ressuscitá-la.
Vosso Trigésimo Século
ultrapassará o exame
de mil nadas,
que dilaceravam o coração.
Então,
de todo amor não terminado
seremos pagos
em inumeráveis noites de estrelas.
Ressuscita-me,
nem que seja só porque te esperava
como um poeta,
repelindo o absurdo quotidiano!
Ressuscita-me,
nem que seja só por isso!
Ressuscita-me!
Quero viver até o fim o que me cabe!
Para que o amor não seja mais escravo
de casamentos,
concupiscência,
salários.
Para que, maldizendo os leitos,
saltando dos coxins,
o amor se vá pelo universo inteiro.
Para que o dia,
que o sofrimento degrada,
não vos seja chorado, mendigado.
E que, ao primeiro apelo:
– Camaradas!
Atenta se volte a terra inteira.
Para viver
livre dos nichos das casas.
Para que doravante
a família seja
o pai,
pelo menos o Universo,
a mãe,
pelo menos a Terra.

Trago um poema farto de incertezas
Ressoando farpado e monótono canto
Cujas letras, isentas de qualquer leveza
Soam atravessadas, sem o menor encanto

Trago ideias em frases curtas, resumidas
Seguimento vão, que coisa alguma traduz
Emoções sangram, esgarçadas, sentidas
Sob a casca tênue de um verso que não seduz

Frases derrubadas nos barrancos do soneto
Reverberando os ais que da alma transborda
Esquecidas em meio a um e outro terceto
Entre tantas rimas, que a poesia não acorda

Talvez amanhã, as palavras que não escrevi
Revelem a verdade, daquelas que não proferi.

Lapidada,
O que faz uma pedra bruta cheia de certezas absolutas, com um coração de gelo perdida no garimpo..
Depois de tanto sofre, toda deformada, de várias assimetrias, diferentes das outras, mas nascida para lutar, acreditando no amor... Ela espera o seu garimpeiro, querendo ser lapidada, moldada por inteiro.

" Há um lobo que corre em sua alma, afugenta seus medos, encara seus inimigos.
Há um lobo refletindo no espelho, nos olhos, no agir...
O desejo que invade, de partir, correr...
Um lobo em forma humana, em corpo feminino..
Há um lobo que te devora, e lhe temem. Um lobo solitário, em forma de mulher."

Quando perdemos a confiança de alguém, sabemos que pisamos em um sentimentos, ferimos um coração. Mas tem sempre um jeito especial para reconquistar alguém.
Ao contrário de muitos, creio que confiança é um bem reconquistável. É como um pássaro arisco, que voa sempre com sua aproximação, mas aos poucos aceita a corte.
Quando reconquistamos a confiança de alguém, nós mesmo passamos a ser mais cuidadosos com nossos atos, pois sabemos o quanto é ruim perder a admiraçào e o respeito de quem amamos.

Somos como o sol e a lua
quase não se veem,
mas se sentem

um completa o outro
enquanto um está iluminando seu lado
o outro acolhe os sonhos do lado oposto,
ou, os olhares dos apaixonados.

Enquanto um oferece calor
o outro, ilumina a escuridão
alimenta a imaginação
inspira o amor.

Mas quando se juntam,
oferecem o mais belo espetáculo da natureza
juntos em seu momento mágico
mesmo que por pouco tempo,
se torna marcante, esse encontro.


Um breve encontro, pra eternizar essa união.
Mesmo distantes, estão unidos um ao outro.
Por um olhar, por um sentimento.

A língua

Não obstante pequena e leve, a língua é, indubitavelmente, um dos fatores determinantes no destino das criaturas.

Ponderada – favorece o juízo.
Leviana – descortina a imprudência.
Alegre – espalha otimismo.
Triste – semeia desânimo.
Generosa – abre caminho à elevação.
Maledicente – cava despenhadeiros.
Gentil – provoca reconhecimento.
Atrevida – traz a perturbação.
Serena – produz calma.
Fervorosa – impõe a confiança.
Descrente – invoca a frieza.
Bondosa – auxilia sempre.
Descaridosa – fere sem perceber.
Sábia – ensina.
Ignorante – complica.
Nobre – cria o respeito.
Sarcástica – improvisa o desprezo.
Educada – auxilia a todos.
Inconsciente – geral desequilíbrio.

Por isso mesmo, exortava Jesus: “Não procures o argueiro nos olhos de teu irmão, quando trazes uma trave nos teus”.

A língua é a bússola de nossa alma, enquanto nos demoramos na Terra. Conduzamo-la, na romagem do mundo, para a orientação do Senhor, porque, em verdade, ela é a força que abre as portas do nosso coração às fontes da vida ou às correntes da perturbação e da morte.

(Mensagem do espírito André Luiz)

Madrugada a alma chama,
Madrugada e a alma chora,
Implora por atenção
Por um pouco de ilusão, que seja
Madrugada o silêncio fala, não, ele grita
Nada na mente além de um vazio estranho
Que insano, uma jovem sem planos
Madrugada e ela ainda tem esperanças
Mas que tola essa criança.
Madrugada e ela olha no espelho
Meu Deus, isso é o meu cabelo?
Ela se olha, se acha gorda, feia, se desmerece
Se mexe! Moça você é esperança,
Uma dama, para de drama
Madrugada e ela só quer ser aceita
Nada perfeita, apenas real.

Foi Charles G. Finney que contou esta história. Ele estava realizando um avivamento em Detroit. Uma noite quando ele ia a entrar na igreja, um homem veio ter com ele e lhe perguntou: ‘É o Doutor Finney?’
‘Sim’
‘Não sei se me poderá fazer um favor. Esta noite quando terminar, quer vir comigo a minha casa e falar-me da minha alma?’
‘Com todo o gosto. Aguarde-me’.
Finney foi para dentro, e alguns dos homens o detiveram: ‘Irmão Finney, o que queria aquele homem?’
‘Ele queria que eu fosse a casa com ele’
‘Não vá’
‘Tenho muita pena, mas eu lho prometi, e tenho de ir com ele’.
Quando a reunião acabou, Finney saiu pela porta. O homem estava aguardando, pegou no seu braço e disse: ‘Venha comigo’. Andaram três ou quatro quarteirões, viraram numa rua lateral, desceram uma viela, e na segunda casa o homem se deteve: ‘Fique aqui um minuto, Irmão Finney’. Ele pôs a mão no seu bolso, tirou uma chave, e abriu a porta, virou-se para o pregador e disse: ‘Entre’.
Finney entrou no aposento. Havia um tapete no chão, uma lareira, uma escrevaninha, uma cadeira giratória, dois sofás e nada mais.
Havia uma espécie de subtil parede divisória ao redor de todo o aposento excepto onde havia a lareira.
Finney voltou-se para trás. O homem estava fechando a porta, tinha posto a mão no seu bolso posterior e tinha tirado um revólver que segurava na sua mão. ‘Eu não pretendo fazer-lhe algum mal’, ele disse: ‘Eu só quero fazer-lhe algumas perguntas. Quis realmente dizer o que disse no seu sermão ontem à noite, isto é, que o sangue de Jesus Cristo nos purifica de todo o pecado?’
‘Sim, Deus diz isso’.
‘Irmão Finney, vê este revólver? Matou quatro pessoas. É meu. Duas delas foram mortas por mim, duas pelo barman numa rixa no meu saloon. Há esperança para um homem como eu?’
Finney respondeu: ‘O sangue de Jesus Cristo nos purifica de todo o pecado’.
‘Irmão Finney, uma outra pergunta. Por detrás desta parede há um saloon. É de minha propriedade tanto o saloon como tudo o que está lá dentro. Nós vendemos todo o tipo de licor a quem quer que entre. Muitas vezes tirei o último centavo do bolso de um homem, fazendo padecer de fome a sua mulher e os seus filhos. Muitas vezes mulheres trouxeram aqui os seus bebés e suplicaram que não vendesse mais nenhuma bebida alcoólica aos seus maridos, mas eu as expulsei e continuei com a venda do Whisky. Há esperança para um homem como eu?’
Finney disse: ‘Deus diz: ‘O sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado’.
‘Uma outra pergunta, Irmão Finney. Por detrás desta outra parede há uma casa de jogo de azar, e é desonesta como Satanás. Não há uma roda decente em todo o estabelecimento. É tudo viciado e desonesto. Um homem deixa o saloon com um resto de dinheiro no bolso, e nós aí lho tiramos. Houve homens que saíram desse lugar de jogo de azar para cometer suicídio quando o seu dinheiro, e talvez dinheiro lhes dado por empréstimo, tinha acabado todo. Há alguma esperança para um homem como eu?’
‘Deus diz : ‘O sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado’.
‘Mais uma outra pergunta e depois o deixarei ir. Quando sair desta viela, vire à direita na direção da rua, olhe para o outro lado da rua, e ali verá uma casa de pedras castanhas de dois andares – é a minha casa. É de minha propriedade. Lá estão a minha mulher e a minha filha de onze anos de nome Margaret. Há treze anos fui a New York para tratar de negócios. Encontrei uma bela rapariga. Menti-lhe. Disse-lhe que era um agente de bolsa, e ela casou comigo. A trouxe para aqui, e quando ela descobriu os meus negócios isto lhe partiu o coração. Eu tornei a sua vida um inferno sobre a terra. Eu voltei para casa bêbedo, bati-lhe, abusei dela, fechei-a fora de casa, tornei a sua vida mais miserável do que a de qualquer animal selvagem. Há cerca de um mês, eu fui numa noite para casa bêbedo. Minha mulher de alguma maneira me estorvou e eu comecei a bater-lhe. Minha filha se lançou entre nós. Esbofeteei aquela rapariga, a empurrei contra um aquecedor em brasa. O seu braço ficou queimado desde o ombro até ao pulso. Irmão Finney, há esperança para um homem como eu?’
Finney segurou os ombros daquele homem, o abanou e disse: ‘Ó filho, que triste história que tens para contar! Mas Deus diz : ‘O sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado’.
O homem disse: ‘Obrigado. Muito obrigado. Ore por mim. Eu amanhã à noite irei à igreja’.
Finney foi para casa e tratar dos seus assuntos. Na manhã seguinte, cerca das sete, o homem do saloon saiu do seu escritório e começou a atravessar a rua. A sua gravata estava torta, a sua face estava coberta de pó, coberta de suor e manchada pelas lágrimas. Ele estava cambaleando como se estivesse bêbedo.
Mas voltemos àquele aposento. Ele tinha pegado na cadeira giratória e tinha partido o espelho, a lareira, a escrivaninha e as outras cadeiras. Ele tinha desfeito a parede divisória por todo o lado. Cada garrafa, cada barril, cada banco e cada espelho naquele saloon foi despedaçado e quebrado. No chão o serrim boiava até ao tornozelo numa terrível mistura de cerveja, gim, whisky e vinho. No estabelecimento de jogo de azar as mesas foram despedaçadas, os dados e as cartas de jogo estavam na lareira a arder.
Ele foi até ao outro lado da rua titubeando, subiu as escadas de sua casa, e sentou-se pesadamente na cadeira do seu quarto. Sua mulher chamou a pequena rapariga: ‘Maggie, corre ao andar de cima para dizer ao papá que o pequeno-almoço está pronto’. A rapariga subiu lentamente as escadas. Meia atemorizada, ela ficou em pé à porta e disse: ‘Papá, a mamã disse que o pequeno-almoço está pronto; disse para desceres’.
‘Maggie, tesouro, papá não quer nenhum pequeno-almoço’.
Aquela pequena rapariga não andou, ela voou pelas escadas abaixo: ‘Mamã, papá disse: ‘Maggie, tesouro’ e ele não …’
‘Maggie, tu não percebeste. Vai sobe de novo para dizer ao papá para vir para baixo’. Maggie subiu de novo ao andar de cima seguida por sua mãe. O homem levantou os olhos mal ouviu os passos da menina, abriu os seus joelhos e disse: ‘Maggie, vem cá’.
Timidamente aterrorizada, e tremendo, ela foi a ele. Ele a levantou, a pôs sobre os seus joelhos, encostou o seu rosto ao peito da pequena e chorou.
A mulher que estava em pé à porta, não sabia o que tinha sucedido. Após um pouco de tempo, ele a notou e disse: ‘Mulher, vem cá’. Ele a fez sentar sobre o outro seu joelho, lançou os seus grossos braços em torno daquelas duas almas que ele amava mas de quem tinha tão horrivelmente abusado, abaixou a sua cabeça entre elas e chorou soluçando até que o quarto quase tremeu pelo impacto da sua emoção.
Após alguns minutos, ele se controlou a si mesmo, olhou para a face da sua mulher e para a sua menina e disse: ‘Mulher, filha, vós não precisais mais ter medo de mim. Deus, hoje, vos trouxe para casa um homem novo, um novo papá’.
Na mesma noite aquele homem, sua mulher e a menina caminharam ao longo do corredor da igreja, deram o seu coração a Cristo e se uniram à igreja.

Um outro fruto do amor é a tristeza. Onde há amor a Deus, há um lamentar-se pelos nossos pecados de dureza contra Ele. Um filho que ama o seu pai não pode senão chorar por ofendê-lo. O coração que arde em amor derrama-se em lágrimas. Oh! Como eu poderia abusar do amor de um Salvador tão precioso?! Não sofreu o bastante o meu Senhor sobre a cruz, para que eu O faça sofrer ainda mais? Devo eu dar-Lhe mais fel e vinagre para beber? Quão desleal e insincero eu tenho sido! O quanto tenho eu entristecido o Seu Espírito, negligenciado os Seus mandamentos reais, desprezado o Seu sangue! Isso abre uma veia de tristeza piedosa e faz o coração bater novamente. “Então, Pedro […] saindo dali, chorou amargamente” (Mt 26.75). Quando Pedro pensou em como Cristo afetuosamente o amava; em como ele havia sido levado até o monte da transfiguração, onde Cristo lhe mostrara a glória do céu em uma visão; pensar que ele havia negado a Cristo depois de ter recebido Dele tão notável amor, isso partiu o seu coração de tristeza; ele saiu e chorou amargamente.

Assim testemos o nosso amor a Deus. Nós vertemos as lágrimas da tristeza piedosa? Nós lamentamos a nossa dureza contra Deus, o nosso abuso de Sua misericórdia, a fato de não multiplicarmos os nossos talentos? Quão distantes estão de amar a Deus aqueles que pecam diariamente sem que isso golpeie o seu coração! Eles possuem um mar de pecados, e sequer uma gota de tristeza. Eles estão tão distantes de se preocuparem com isso, que fazem piada de seus pecados. “Quando tu fazes mal, então, andas saltando de prazer” (Jr 11.15, ARC). Ó miseráveis! Cristo sangrou pelo pecado, e vocês riem dele? Esses tais estão distantes do amor a Deus. Acaso ama o seu amigo aquele que ama causar-lhe dano?