Carne
Os olhos da ''carne'' tem visão turva, traiçoeira, nos mostra oque queremos ver e não oque precisamos ver"...
FOME
Cortou aquele pedaço de pão
para poder matar a fome,
que já lhe cortava a carne.
Não desperdiçou nada daquele alimento,
recolhendo cada uma das migalhas,
já que, na maioria das vezes,
até mesmo elas lhe têm faltado.
O pão nosso de cada dia
só lhe vem à boca, ultimamente,
quando reza aquela oração.
Mas, para que querer pão,
se quase não tem dentes?!
Para que os dentes
se não tem mais sorriso?!
Para que o sorriso
se não tem esperança?!
Para que a esperança,
se quase não tem vida?!
Para que a vida,
se viver é ‘morrer de fome’
aos poucos, todos os dias,
até, literalmente, morrer de fome
num dia qualquer,
num canto qualquer?!
(Publicado no livro “Arcos e Frestas”, página 16)
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- O texto recebeu Menção Honrosa no “XIII Concurso Nacional de Poesias Marcos Andreani”, da Academia de Letras e Artes de Paranapuã-ALAP, de Tijuca-RJ.
"Talvez a morte da carne seja o pior medo do homem; E as vezes a morte interior antecipe a morte carnal; Quando se morre por dentro, já não se vê sentido no lado de fora; E quando a ressurreição interior se tornar confusa a morte se multiplica."
Irmãs.
Somos como unha e carne,
Somos como união e amor,
Somos como uma em duas;
Somos Aline e Bianca,
Somos irmã e amigas inseparáveis.
A carne foi meu alimento, o meu pecado foi minha fraqueza por você
Pelos ares já sentia a putrefação que me cercava a dias
Pesado como se carregasse ferro
Meu ar estava poluto quase encarregado
Olhos longe vazio no infinito, para a imensidão ábdito do espirito
Na espera do cair da neblina com a esperança que ela leve tudo
Como uma concepção anunciada
Pela cimitarra tinha um fim pronunciado
Um apelo aos meus ouvidos, que não param de ranger
A cada instante meus pulmões fluem e precisam de mais ar
Como eu queria que o tempo passasse para a dor sumir
Que os prédios da minha cabeça caíssem, para eu levantar e recomeçar
Como um peixe fui fisgado, e dependo nas garras do pescador
De me devolver a água e voltar a não se perverter
Ou ir para o caldeirão sofrer as consequências da minha mazela
Como um fantasma vivo alerto aos que restam, o caminho da volta não é vergonha
A integridade não me alcançou, como eu queria agora, mas na hora não clamei por ela
Humildemente pagarei até o último dia, para com a maior glória que tive de hastear
Agora estou terso, sem culpa esperando a brisa da tarde me levar a claridade da bondade.
Qualquer poeta sabe que o que mais importa na vida é aquele tum tum tum, de um trambolho de carne sambando dentro da gente.
Mãe, são beijos que muitas vezes curam as feridas da carne, e abraços que acalma as aflições de nossa alma e coração.
ACORDAI-VOS
Não procureis a fé na carne morta,
No montão de bactérias e de humores,
Que a sugestão das sombras exteriores
É fantasia que não reconforta.
Penetrai os caminhos interiores,
Onde a consciência ensina, ampara e exorta;
Lá dentro, encontrareis a chave e a porta
Para o mundo de excelsos resplendores.
Prender-se à teia obscura do sensório
É demorar no engano transitório,
Desde o primitivismo da caverna!...
Toda razão sem luz dorme infecunda,
E é na consciência lúcida e profunda
Que vibra o campo da verdade eterna.
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((((Do livro Coletânea do Além
de autoria de Espíritos diversos
Augusto dos Anjos))))
psicografia de Francisco Cândido Xavier
Fonte: Revista "O Consolador"
Meu anjo de carne... guardião.Desde os primeiros dias acorda pensando na vida de outra pessoa. São 24h por dia, 365 dias por ano... Capaz de mover montanhas com todo o cuidado. Ainda dizem que amor não dói, mas amor dói no coração.. talvez não nos nossos, mas de uma forma diferente pra esse ser com a dádiva de gerar vidas. Relevante tão quanto que até Jesus precisou. Por mais que sonhem com nossos caminhos, seu único projeto pra gente, é que a gente escolha os melhores caminhos. Desculpe-nos por tudo, somos assim... Já viemos sabendo que iríamos errar algumas vezes e que você iria desculpar todas as vezes. Feliz Dia de comemoração das Mães... lá tem dia pra um abraço ou um puxão de orelha !?
Nossa carne é envenenada,
Posta ela nesse tabuleiro de xadrez,
Para sermos manipulados,
Nesse jogo somos piões esperando um dia ser rei.
Eu fui feita de carne..
E carne sangra...
Dói. .. machuca..
Eu fui feita de sonhos ...
Eu fui feita de amor..
Eu fui feita do sopro de vida...
Assim eu vim.. vim pra ficar..
Pra passar por essa vida e deixar um pouco de mim..
Pra quem quiser me conhecer. ..
A alma é um grande tesouro escondido num corpo, a carne é apenas uma roupagem e a alma uma nudez, aquele que só enxerga o corpo ver apenas carne, todavia aquele que mergulha na alma encontra a pureza despida, porém asseguro que sem o corpo é impossível que a alma renasça e se transforme em uma nova e pequenina criatura, ninguém é capaz de conhecer o Reino se não estiver nu.
As tribulações virão e a paz será tirada da Terra onde nenhum homem poderá confiar no braço da carne, no entanto tome sobre si a armadura da paz
Tudo dilacerado, amigos e parentes...
Tudo dado para isso, um enigma sem fim
Minha carne desgastada, meu coração rasgado, minha mente, minhas memórias, perdidos...
Enquanto vago, frio e sem sentimentos
Agora, para onde minha mãe, minha chama?
E ao longo das espirais de luz, a vida que eu desejava?
"Vivemos dentro de um octógono todos os dias, e travamos rounds entre o desejo da carne e do espirito. O Juiz esta lá para detectar o vencedor, porem, cabe a você decretar quem sairá vencedor."
Quanto mais carne, mais vermes; quanto mais propriedades, mais preocupações. [Entretanto] quanto mais Torá, mais vida; quanto mais estudo, mais sabedoria; quanto mais conselhos, mais entendimento; quanto mais caridade, mais paz. Aquele que conseguiu uma boa reputação, ganhou-a para seu próprio benefício; aquele que deu a si mesmo o conhecimento da Torá, conquistou para si a vida no Mundo Vindouro.
Valha-me, Deus
Se é da carne o sentimento bom
O pensamento que me soa o tom
A poesia à toa
A nostalgia boa
